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Bamidbár (Números)

BAMIDBAR 1 (Números)

 

Recenseamento dos Yashorulitas

 

1-FALOU mais  YAHU a Moisés, no deserto de Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do mês segundo, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo:

2-15- Faz um recenseamento de todos os homens Yashorulítas, a partir da idade de vinte anos, que sejam aptos para combater; indica também a tribo e a família de cada um. Tu e Aharón ficarão responsáveis por essa iniciativa, e serão assistidos pelos chefes de cada tribo. Deste modo:Ro-ibén — Ulitzur, filho de Sedeur; Shamiúl — Salumiul, filho de Tzuri-shuaodai; YAHUDAH — Naoshon, filho de Aminaodab; Ishochar — Naokhan-Úl, filho de Zuar; Zabulón — Uliab, filho de Helom; Dos filhos de YAHU-saf: Efroím — Ulishama, filho de Amiude; Menashé — Gamaliel, filho de Pedazur; Benyamín — Abidã, filho de Gideoni; Dayán — Alezer, filho de Amishua-odái; Oshór –Pagiel, filho de Ocrã; Gaóld — Uliyafe, filho de Deu-Úl; Neftali — Airá, filho de Enã. 

16- Foram estes os nomeados para a tarefa indicada.

17-19- Nesse mesmo dia Mehushúa e Aharón, com os chefes acima indicados, convocaram todos os homens de Yashorúl com idade a partir de vinte anos para virem registar-se e indicar a sua tribo e família, tal como YAHU ULHÍM mandara a Mehushúa:

20-46- Foi esta a contagem final:Ro-ibén, o filho mais velho de YAHUCAF — 46.500 Shamiúl — 59.300 Gaóld — 45.650 YAHUDAH — 74.600 Ishochar — 54.400 Zabulón — 57.400 YAHU-saf: Efroím — 40.500 YAHU-saf: Menashé — 32.200 Benyamín — 35.400 Dayán — 62.700 Oshór — 41.500 Neftali — 53.400 Total: — 603.550

47-53-Esta relação não inclui os Levítas porque YAHU ULHÍM tinha dito a Mehushúa que isentasse os Levítas dessa obrigação e não os incluísse no recenseamento; pois a sua atividade está relacionada com o tabernáculo e o seu transporte. O dever deles
já é viver junto dele, e assim, quando tiver de ser deslocado, os Levítas terão de o desmontar para tornar a armá-lo onde for preciso. Outra pessoa, quem quer que seja, que venha a tocar nele morrerá. Cada tribo levantará o seu acampamento em áreas separadas, com a sua bandeira própria. Mas os Levítas agrupar-se-ão à volta do tabernáculo como uma parede entre o povo e a severidade de YAHU ULHÍM santo – para os proteger da ira celestial contra os pecados deles.

54- Todas estas instruções de YAHU UL a Mehushúa foram postas em
execução.

 BAMIDBAR 2

 

Disposição das tribos quando acampadas

 

1 -YAHU ULHÍM deu mais as seguintes ordens a Mehushúa e a Aharón: 2Cada tribo devera ter o seu próprio espaço para instalar as tendas, cada uma sob o respectivo pendão, e cada família com a respectiva insígnia; e hão-de dispor-se de forma a que fique no meio o tabernáculo.


3-31- Será assim a sua localização relativa:
YAHUDAHNassom,
filhoA oriente do74.600de Aminaodabtabernáculo IshocharNaokhan-Úl, filhoJunto a YAHUDAH54.400de Zuar ZabulónUliab, filhoJunto de Ishochar57.400de Helom
Portanto o total de todos aqueles que acampavam do lado de YAHUDAH era de 186.400. Estas três tribos eram as que seguiam à frente quando todo o povo tinha de se deslocar para se instalar noutro lugar.Ro-ibén Ulitzur, filhoA sul do46.500de Sedeur Tabernáculo Shamiúl Salumiul, filho Junto de Ro-ibén59.300de Tzuri-shuaodai Gaoldul-yafe, filho Junto de Shamiúl45.650de Deu-Úl O total dos que ficavam do lado de Ro-ibén foi pois de 151.450. E iam após o grupo anterior quando tinham que viajar. Só então vinha o tabernáculo, com os Levítas. Sempre que se deslocavam cada tribo
mantinha-se sob a sua própria bandeira, tal como quando estavam acampados, separados umas das outras.
EfroímUlishama, filhoA ocidente do40.500de Amiudetabernáculo MenashéGamaliel, filhoJunto de Efroím32.200de Pedazur BenyamínAbidã, filhoJunto de Menashé35.400de Gideoni O total dos que faziam este conjunto com Efroím foi assim de 108.100; seguiam após os outros na linha de marcha.DanAlezer, filhoA norte do62.700de Amishua-odáitabernáculo AserPagiel, filhoJunto de Dan41.500de Ocrã Neftali Airá, filho Junto de Aser 53.400 de Enã .Era pois o total dos que estavam do lado de Dayán 157.600, e fechavam a coluna de marcha nas deslocações do povo.

32-33- Os exércitos de Yashorúl totalizavam 603.550 indivíduos – não incluindo os Levítas que não eram tidos nessa contagem, conforme a indicação de YAHU ULHÍM a
Mehushúa.

34- Estabelecia assim o povo de Yashorúl os seus acampamentos; cada
tribo sob o seu estandarte, no local que YAHU ULHÍM mostrava a Mehushúa.

 

BAMIDBAR 3

 

A tribo de Leví

 

1-2- No tempo em que YAHU ULHÍM falou a Mehushúa no Monte Sinai, eram os seguintes os filhos de Aharón: Naodáb, o mais velho, Abiú, Úlozor e Itamar.

3- Eram todos ungidos como intermediários e
separados para administrar as coisas sagradas no tabernáculo.

4- Contudo Naodáb e Abiú morreram perante YAHU ULHÍM no deserto de Sinai quando lhe ofereceram fogo estranho que não era sagrado. E como não tinham filhos, ficaram apenas Úlozor e Itamar para assistirem a seu pai, Aharón.

5- Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:


6-10- Convoca a tribo de Leví e apresenta-os a Aharón e seus assistentes. Eles deverão seguir as suas instruções e cumprir com os deveres sagrados no tabernáculo a favor do povo de Yashorúl. Ficam a seu cargo todo o material e mobiliário, assim como a manutenção do tabernáculo. Contudo apenas Aharón e seus filhos poderão desempenhar as funções de intermediário. Outra pessoa, seja quem for, que tentar executar essas funções devera morrer.

11- E disse-lhe mais YAHU ULHÍM:

12-13- Separei para mim os Levítas em lugar dos filhos mais velhos do povo de Yashorúl. Portanto os Levítas são meus em troca de todos os primogénitos. Desde o dia em que matei os filhos mais velhos das famílias do Egito, separei para mim os primeiros filhos a nascer aos casais Yashorulítas, assim como também aos próprios animais! São meus. Eu sou YAHU ULHÍM.

 

14-20-  YAHU ULHÍM falou-lhe de novo na península de Sinai, dizendo: Recenseia a tribo de Leví, indicando o número de pessoas em cada família. Conta cada indivíduo, de sexo masculino, a partir da idade de um mês. Foi o que Mehushúa fez, sendo estes os
nomes dos filhos de Leví e dos seus filhos.

21-26- Filho de Leví: GersonNetos de Leví (e nomes das famílias): Libni e
SimeiResultado do censo: 7.500Chefe da clã: Uliyafe, filho de LaelLocalização
do acampamento: A oriente do tabernáculo.
Responsabilidade: Estas duas famílias de Levítas têm a responsabilidade de cuidar da manutenção do tabernáculo: das suas cobertas, das cortinas da entrada, das que rodeiam o pátio das portas do pátio, do altar, e das cordas para atar todo o tabernáculo, sempre que preciso.

27-32- Filho de Leví: CoateNetos de Leví (e nomes das famílias): Amram, Izar,
Hebron, UzulResultado do censo: 8.600Chefe do clã: Elzafã, filho de
UzulLocalização do acampamento: A sul do tabernáculo.
Responsabilidades: As responsabilidades destas quatro famílias incidem sobre a arca, a mesa, o candelabro, os altares, os vários utensílios usados no tabernáculo, o véu, e todas as reparações que
for necessário fazer em cada uma dessas coisas ota: Úlozor, filho de Aharón,
será o administrador responsável sobre os chefes dos Levítas, com a especial
responsabilidade da superintendência geral do Templo.

33-37- Filho de Leví: MerariNetos de Leví (e nomes das famílias): Mali e
MusiResultado do censo: 6.200Chefe do clã: Tzuriul, filho de AbiYAULLocalização
do acampamento: A norte do tabernáculo 
Responsabilidades: Têm de cuidar de toda a
estrutura do tabernáculo, das tábuas, das varas, das colinas, das bases, e
também de todos os recipientes, assim como de equipamento necessário para o seu
uso; e mais ainda das estacas e cordas.

38- A área oriental em relação ao tabernáculo foi reservada para as tendas de Mehushúa, de Aharón e dos filhos, que tinham a responsabilidade superior do tabernáculo, a favor do Yashorúl. Quem não fosse intermediário nem levita e tentasse aproximar-se do tabernáculo teria de ser executado.

39- Assim, o total dos Levítas, segundo a contagem de Mehushúa e de Aharón, de acordo com a ordem de YAHU UL, foi de 22.000 indivíduos do sexo masculino, a partir de um mês de idade.

40-41- Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: Recenseia agora os filhos primogénitos dos Yashorulítas a partir de um mês de idade, e faz o registo de cada nome. Quanto aos Levítas, esses serão meus – Eu sou YAHU ULHÍM – como substitutos dos primogénitos dos Yashorulítas; também me pertencem as primeiras crias do gado do povo.

42-43- Assim fez Mehushúa. Tomou o censo dos filhos mais velhos do povo de Yashorúl, tal como YAHU ULHÍM lhe mandara, achando o total de 22.273.

44- Disse YAHU ULHÍM a Mehushúa:


45-48- Dá-me os Levítas em lugar dos primeiros filhos que nascerem aos Yashorulítas,
e também o gado dos Levítas em lugar dos primeiros nascidos do gado de Yashorúl.
Sim, os Levítas serão meus. Eu sou YAHU ULHÍM. Quanto aos 273 indivíduos que
ultrapassam o número equivalente dos Levítas (22.000) hão-de ser resgatados,
dando a Aharón e aos seus filhos a quantia de cinco moedas por cabeça. Cada
moeda tem o valor de dez gramas de prata; conforme o peso do Templo.

49-51- Dessa forma recebeu Mehushúa o dinheiro em resgate dos primogénitos Yashorulítas que estavam em excesso relativamente ao número dos Levítas. O dinheiro assim colectado atingiu um montante de 13,65 quilos de prata, que Mehushúa deu a Aharón e a seus filhos como YAHU ULHÍM lhe mandara.

 

BAMIDBAR 4

 

Os coatitas

1- Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa e a Aharón:

2-3- Tomem a soma do grupo familiar de Coate, da tribo de Leví. Serão contados todos os do sexo masculino, entre trinta e cinquenta anos, capazes de trabalharem no tabernáculo.

4- Estes são os seus deveres quanto às coisas santas:


5-6- Quando o acampamento for chamado a deslocar-se, Aharón e os filhos entrarão
primeiramente no tabernáculo e descerão o véu, cobrindo a arca com ele.
Seguidamente cobrirão o próprio véu com a coberta de peles de texugo, e sobre
esta, um pano azul. Porão ainda os varais na arca.

7-8- Depois deverão estender igualmente um pano azul sobre a mesa, na qual está exposto o pão da presença, e colocarão os pratos, as colheres, as taças, as tijelas e também o pão sobre esse tecido. Porão em cima disso tudo um pano carmezim e finalmente ainda uma coberta de pele de texugo. Então enfiarão os varais de transporte nos lados da mesa.

9-10- Após isso cobrirão o castiçal com um pano azul, assim como as
lâmpadas, os apagadores, os espevitadores e o reservatório de azeite. Todo este
conjunto de objectos será depois coberto duma pele de texugo, e feito o seu
acondicionamento colocado sobre uma armação, para ser transportado.

11- Deverão depois estender um pano azul sobre o altar de ouro, cobri-lo com uma pele de texugo e pôr as varas nos seus cantos.

12- Todos os outros utensílios do tabernáculo deverão ser acondicionados num tecido azul, cobertos com pele de texugo e postos numa armação de transporte.

13- Hão-de ser tiradas as cinzas do altar, e este coberto com um pano de púrpura azul.

14- Todos os utensílios do altar devem ficar sobre ele – braseiros, garfos, pás, bacias e outros recipientes – e uma coberta de peles de texugo estendida sobre eles.
Finalmente, as varas de transporte enfiadas lateralmente, nos seus lugares.


15- Quando Aharón e os seus filhos tiverem terminado esta tarefa, os homens de
Coate chegar-se-ão e carregarão os embrulhos, levando-os para onde o
acampamento se deslocar. Mas não deverão tocar nos objetos sagrados, se não
morrerão. Esta é portanto a sagrada tarefa dos descendentes de Coate.

16-Ulozor, filho de Aharón, terá a responsabilidade do azeite para a iluminação, do
incenso aromático, da oferta diária de cereais, do azeite da unção; na
realidade, terá até a supervisão de todo o tabernáculo – tudo ali estará à sua
responsabilidade.

17-20- Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa e a Aharón: Atenção que as famílias dos coatitas não se destruam a si mesmas! Para que eles não morram quando transportam as coisas santas, farás o seguinte: Aharón e os seus filhos entrarão e indicarão a cada um o que deve transportar. No entanto, eles nunca deverão entrar no Templo, nem sequer por um momento, nem olhar para os objetos sagrados; se não morrerão.

21-24- Disse mais YAHU ULHÍM a Mehushúa: Tomao número dos gersonitas da tribo de Leví, todos os homens entre trinta e cinquenta anos, capazes para o trabalho sagrado com o tabernáculo. Serão estas as suas funções:

25-28- Levarão as cortinas do tabernáculo, e propriamente o
conjunto do tabernáculo, com as cobertas, as peles de texugo, a cortina da
porta; e ainda as cortinas do pátio e as da entrada deste; também deverão
transportar as suas cordas e todos os acessórios respectivos. São plenamente
responsáveis por tudo isto que foi referido. Aharón ou os seus filhos deverão
indicar-lhe as tarefas; mas os gersonistas serão directamente responsáveis
perante Itamar, intermediário, filho de Aharón.

Os meraritas

 

29-33- Agora, conta os homens do grupo das famílias descendentes de Merari, da tribo de Leví, entre trinta e cinquenta anos, capazes para o serviço do tabernáculo. Quando o tabernáculo tiver de ser deslocado, deverão transportar toda a armação, as bases, as tábuas, assim como a estrutura envolvente do pátio, com as suas bases, estacas, cordas, e tudo o resto que esteja relacionado com isso e que sirva para a sua conservação.
Distribui as tarefas por cada homem, notando o seu nome. A divisão de Merari
será igualmente responsável perante Itamar, filho de Aharón.

 

As divisões de Levítas são contadas

 

34-49- Assim Mehushúa, Aharón e os outros chefes tomaram o número dos homens da divisão de Coate, dos que tinham entre trinta e cinquenta anos, capazes para o serviço do tabernáculo, e acharam que havia um total de 2.750. Tudo isto foi feito para dar cumprimento às instruções de YAHU UL a Mehushúa. Idêntica contagem foi feita à divisão de Gerson, totalizando 2.630 indivíduos. E quanto à de Merari, contaram-se 3.200. Assim Mehushúa, Aharón e os chefes de Yashorúl acharam que todos os Levítas entre trinta e cinquenta anos, aptos para o serviço do tabernáculo e para o seu
transporte, constituíam um total de 8.580 pessoas. Este censo foi realizado
respondendo às ordens de YAHU UL a Mehushúa.

 

BAMIDBAR 5

 

A pureza do acampamento

 

1- São mais estas as instruções de YAHU UL a
Mehushúa:

2-3Informa o povo de Yashorúl de que deverão pôr fora do seu
acampamento todos os leprosos, todos os que tiveram um corrimento, ou que se
tenham tornado impuros por terem tocado num morto. Isto aplica-se tanto a
homens como a mulheres. Afastem-nos pois para que não contaminem o acampamento onde vivo no meio de vocês.

4- A estas instruções foi portanto dado cumprimento.


5- Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:

6-10- Diz ao povo de Yashorúl que quando alguém, homem ou mulher, transgredir contra YAHU ULHÍM, faltando a um compromisso financeiro que tiver tomado, isso é um pecado. Terá de confessar o seu pecado e pagar à pessoa lesada a totalidade daquilo que defraudou, juntando ainda mais vinte por cento. E se esta última já tiver morrido, e não houver parentes próximos a quem a dívida seja paga, devera entregar esse montante ao intermediário, juntamente com o cordeiro para a expiação da culpa. Aliás,
sempre que o povo de Yashorúl trouxer um donativo a YAHU ULHÍM, este devera ser
sempre apresentado aos intermediários.

 

O teste da culpa de uma mulher infiel

 

11- Falou mais YAHU ULHÍM a Mehushúa:

12-15-Diz ao povo de Yashorúl que se uma mulher cometer adultério, mas se não houver provas nem testemunhas, e o seu marido tiver ciúmes e suspeitas dela, trará a
sua mulher ao intermediário com uma oferta, por ela, de três litros de farinha
de cevada sem azeite nem incenso misturado – porque se trata de uma oferta de
suspeitas – a fim de trazer à luz a verdade, e ver se ela é realmente culpada
ou não.

16-22- O intermediário devera trazê-la diante de YAHU UL, porá água santa
num jarro, misturando-lhe pó apanhado de chão do tabernáculo. Depois desliga-lhe
os cabelos e põe-lhe a oferta nas mãos a fim de verificar se as suspeitas do
marido são ou não justificadas. O intermediário ficará na frente dela, segurando no jarro de água amarga que traz consigo maldição. Mandá-la-á jurar que está inocente, e dir-lhe-á: ‘Se mais nenhum homem dormiu contigo além do teu marido, ficarás livre dos efeitos desta água amarga que te trará maldição. Mas se na verdade cometeste adultério, então YAHU ULHÍM fará de ti uma maldição entre o teu povo, porque o teu interior se estragará, e o teu corpo inchará.’ A mulher terá então de responder, ‘Sim, que assim seja.’

23-24- O intermediário escreverá estas maldições num livro e as apagará com aquela àgua; água essa que, quando a mulher vier a bebê-la, lhe provocará amargos no interior (no caso de estar culpada).

25-28- O intermediário tomará a oferta de suspeitas das mãos dela e movê-la-á na presença de YAHU UL, levando-a depois para o altar. Tomará um punhado dessa farinha, fazendo queimar essa porção no altar, e nessa altura então dará a água a beber à mulher. Se esta se tiver manchado, cometendo adultério contra o seu marido, a água lhe fará amargos no interior, ficará com o corpo inchado e ficará estéril; tornar-se-á uma maldição no meio do povo. Mas se pelo contrário ela estiver isenta de culpa e não tiver cometido adultério nenhum contra o seu esposo, não sofrerá incômodo algum e poderá ficar a ter filhos.

29-31- Esta é pois a lei respeitante a um marido que tenha suspeitas que
a sua mulher se tenha eventualmente conduzido levianamente, para determinar se
ela lhe tem sido ou não infiel. Ele a trará diante de YAHU UL e o intermediário
fará aquilo que foi descrito acima. O seu marido nunca devera ser julgado por
causa da doença com que ela tiver sido amaldiçoada, porque só ela é responsável
de tal coisa.

 

BAMIDBAR 6

 

Os nazireus

 1 – YAHU ULHÍM deu mais estas instruções para
o povo de Yashorúl:

2-4- Quando alguém, homem ou mulher, fizer o voto especial de nazireu, consagrando-se a si mesmo a YAHU ULHÍM de uma forma especial, nunca mais em todo o tempo da sua especial consagração beberá bebida forte alcoolizada, ou vinho, ou vinagre de vinho, nem sequer vinho fresco ou sumo de uvas; nem até comer bagos de uvas, mesmo secas. Não devera comer nada que venha de vinha, nem as grainhas nem as peles dos bagos!

5- Em todo esse tempo não devera cortar o cabelo porque é santo, consagrado a YAHU ULHÍM; por isso terá de deixar crescer o cabelo.

6-7- Nunca se aproximará dum corpo morto em todo o tempo
do seu voto, ainda mesmo que seja o corpo do seu pai, mãe, irmão ou irmã;
porque se não, o seu voto ficará sem efeito.

8-12- Ele é pois consagrado a YAHU ULHÍM em todo esse período. Se se tiver tornado impuro inadvertidamente, pelo fato de alguém cair morto na sua frente, ou perto de si, então sete dias mais tarde rapará a cabeça que se tornou impura; e ficará limpo dessa contaminação resultante de alguém morrer perto de sí subitamente, sem ele ter podido
prevenir-se. No dia seguinte, no oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombos ao
intermediário, à entrada do tabernáculo. O intermediário oferecerá uma como
expiação de pecado, e a outra como oferta queimada, fazendo expiação por esse
pecado. E a pessoa devera renovar o seu voto nesse dia, tornando a deixar
crescer o cabelo. Os dias anteriores a essa contaminação serão perdidos, não
contarão. Devera recomeçar com um novo voto; terá de trazer um cordeiro macho,
de um ano, como oferta de culpa.

13-17- Na conclusão do período do seu voto de separação para YAHU ULHÍM, irá até à entrada do tabernáculo e oferecerá uma oferta queimada a YAHU ULHÍM, um cordeiro de um ano, sem defeito algum. Oferecerá igualmente uma oferta pelo pecado uma cordeira de um ano também sem defeito, e uma oferta de paz, que será um carneiro sem defeito; e ainda um cesto de pão sem fermento, bolos de farinha fina amassados com azeite, bolachas sem fermento untadas de azeite, e a respectiva oferta de cereais com as ofertas de vinho. O intermediário apresentará isto perante YAHU ULHÍM: primeiro a oferta pelo pecado e a oferta a queimar; depois o carneiro em sacrifício de
paz, com o cesto do pão sem fermento; e finalmente os cereais com a oferta de
vinho.

18-20- Então o nazireu rapará o cabelo que lhe cresceu, e que era o sinal
do seu voto de separação. Isto será feito à entrada do tabernáculo; depois do que
o cabelo será queimado no fogo, debaixo do sacrifício de paz. Após a cabeça da
pessoa ter sido rapada, o intermediário tomará a espádua assada do cordeiro, um
dos bolos feitos sem fermento, uma das bolachas também sem fermento, e porá
tudo nas mãos da pessoa. O intermediário balançará isso, dum lado para o outro,
perante YAHU ULHÍM, com o gesto próprio da oferta; essas coisas todas constituem a porção santa reservada ao intermediário, juntamente com o peito e com a espádua oferecidos na presença de YAHU UL. Só então, depois disso, poderá de novo o narizeu beber vinho, porque está desligado do seu voto.

21- Estes são os preceitos respeitantes aos nazireus e aos seus sacrifícios na conclusão do período da sua consagração especial. Aliás, além destes sacrifícios ele devera
trazer ainda qualquer outro sacrifício que tiver prometido durante o tempo em
que fez o voto de se tornar nazireu.

 

A Bênção sacerdotal

 

22-26- Então YAHU ULHÍM falou assim a Mehushúa: Diz a Aharón e aos seus filhos que será esta a Bênção especial que darão ao povo de Yashorúl:‘Que YAHU ULHÍM vos Abençoe e vos Proteja; que a Face de YAHU UL Brilhe de Alegria por vossa causa, que ELE tenha misericórdia de vocês; que vos revele toda a Sua Boa Vontade,e vos dê a Paz.’

27- É assim que Aharón e seus filhos farão descer as minhas Bençãos sobre o povo de Yashorúl e eu pessoalmente os abençoarei.

 

BAMIDBAR 7

 

As ofertas de consagração do tabernáculo

 

1- Mehushúa ungiu e santificou cada parte do
tabernáculo, incluindo o altar e os seus utensílios, no dia em que acabou de o
montar.

2-3- Então os chefes de Yashorúl- os chefes das tribos, os homens que
tinham organizado o recenseamentoma- trouxeram as suas ofertas. Consistiram
elas em seis carros cobertos, cada um deles puxado por dois bois- um carro por
cada dois chefes e um boi por cada um. Apresentaram-nos a YAHU ULHÍM diante do
tabernáculo.

4-5- Aceita esses donativos, disse YAHU ULHÍM a Mehushúa, e usa os
carros para o serviço do tabernáculo. Dá-os aos Levítas para aquilo de que
tiverem necessidade.

6-9- Mehushúa deu os carros e os bois aos Levítas. Dois carros e quatro bois foram dados ao grupo de Gerson, para o serviço deles; para o de Merari, sob a chefia de Itamar, filho de Aharón, foram dados quatro carros e oito bois. Ao grupo de Coate não foi dado nenhum carro, nem nenhuma parelha de bois, porque esses foram designados para transportarem sobre os ombros o que lhe competia do tabernáculo.

10-11- Os chefes também apresentaram ofertas de consagração no dia em que o altar foi ungido, e colocaram-nas perante o altar. YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: Que cada um deles traga os seus donativos para a consagração do altar, em dias diferentes.

12-17- Assim Naoshon, filho de Aminaodab, da tribo de YAHUDAH, trouxe a sua oferta no primeiro dia. Consistia ela numa salva de prata pesando um quilo e uma taça de prata de 500 gramas, ambas cheias de ofertas de farinha fina, amassada com azeite, como sacrifício de cereais. Trouxe também uma pequena caixa de ouro cheia de incenso, pesando cerca de 170 gramas. Além disso veio com um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano para holocausto e ainda um bode para a expiação de pecado. Para o sacrifício de paz: dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de
um ano.

18-23- No dia seguinte foi a vez de Naokhan-Úl, filho de Zuar, chefe de
tribo de Ishochar; este trouxe, como dons e ofertas, exatamente o mesmo que o
precedente, Naoshon, que viera no dia anterior.

24-29- No terceiro dia Uliab,filho de Helom, chefe da tribo de Zabulón, veio igualmente com as suas ofertas, e que eram também as mesmas que as dos outros.

30-35- Seguiu-se Ulitzur, filho de
Sedeur, chefe da tribo de Ro-ibén; era o quarto dia, e ofereceu a mesma coisa.


36-41- No dia seguinte, o quinto, foi a vez de Salumiul, filho de Tzuri-shuaodai,
chefe da tribo de Shamiúl, que se apresentou também com os mesmos dons.

42-47- No dia seguinte veio Uliyafe, filho de Deu-Úl, chefe da tribo de Gaóld. Também
este trouxe o mesmo que os outros anteriores.

48-53- No sétimo dia foi Ulishama,
filho de Amiude, chefe da tribo de Efroím, que veio com idênticas ofertas.


54-59- Gamaliel, filho de Pedazur, chefe da tribo de Menashé, veio no oitavo dia
com as mesmas dádivas.

60-65- Seguidamente chegou-se – era o nono dia – Abidã,
filho de Gideoni, chefe da tribo de Benyamín. Vinha com ofertas iguais às dos
outros.

66-71- Alezer, filho de Amishua-odái, chefe da tribo de Dayán, trouxe os
seus presentes – sempre os mesmos – no décimo dia.

72-77- Foi depois a vez de Pagiel, filho de Ocrã, chefe da tribo de Oshór, e trouxe, no décimo primeiro dia, as suas dádivas iguais às dos outros.

78-83- E por fim, tendo chegado o décimo segundo dia, apresentou-se Airá, filho de Enã, chefe da tribo de Neftali, trazendo consigo as ofertas de sempre.

84-86- E assim, no começo do dia em que o altar foi ungido, fez-se a sua consagração com estes dons dos chefes das tribos de Yashorúl. Portanto, no seu conjunto, as suas ofertas foram as seguintes: 12 salvas de prata, cada um pesando um quilo; 12 taças de prata, pesando cada 500 gramas; 12 caixas de ouro, sendo de aproximadamente 112 gramas o peso de cada peça; o peso total de ouro foi pois de cerca de 1,5 quilo.


87-88- Para os holocaustos trouxeram: 12 novilhos, 12 carneiros, 12 cordeiros de
um ano, com a sua oferta de cereais, e 12 bodes, para o sacrifício de expiação
do pecado. Para o sacrifício de paz foram: 24 bois, 60 carneiros, 60 bodes, 60
cordeiros de um ano. 89Quando Mehushúa entrava no interior do tabernáculo para
falar com YAHU ULHÍM, ouvia a voz dirigindo-se-lhe entre os dois querubins por
cima do propiciatório que estava sobre a arca.

 

BAMIDBAR 8

 

A montagem das lâmpadas

 

1- Disse YAHU ULHÍM a Mehushúa:

2Diz a Aharón que quando acender as sete lâmpadas do candelabro, devera fazê-lo de forma a que iluminem para a frente.

3-4- E foi assim que fez Aharón. O candelabro,
incluindo a decoração de flores sob as suas lâmpadas, era feito inteiramente de
ouro batido, construído de acordo exatamente com o modelo que YAHU ULHÍM
mostrar a Mehushúa.

 

A consagração dos Levítas

 

5- Disse mais YAHU ULHÍM a Mehushúa:

6-8- Agora separarás os Levítas de entre o resto do povo de Yashorúl. Fá-lo espargindo
sobre eles água de purificação, e fazendo-os raparem todo o pêlo do corpo e
lavarem-se eles próprios assim como toda a sua roupa. E que tragam um novilho
mais uma oferta de cereais feita de fina farinha misturada com azeite, e ainda
mais outro novilho para sacrifício pelo pecado.

9-11- Seguidamente traz os Levítas para a frente da porta do tabernáculo, e manda que todo o resto do povo venha assistir. Aí os chefes das tribos porão as mãos sobre eles, e Aharón, com o gesto próprio do oferecimento, apresentá-los-á a YAHU ULHÍM como uma dádiva feita por toda a nação de Yashorúl. Os Levítas representam todo o povo ao
serviço de YAHU UL.

12-13- Seguidamente, os chefes Levítas deverão pôr as mãos
sobre as cabeças dos novilhos e oferecê-los a YAHU ULHÍM; um deles será por
oferta pelo pecado e o outro como holocausto, para fazer expiação pelos
Levítas. Então os Levítas serão apresentados a Aharón e aos seus filhos, com o
gesto próprio de oferecimento, como qualquer outra oferta que é dada a YAHU
ULHÍM através dos intermediários.

14-15- Será então desta maneira que serão
dedicados os Levítas, de entre o resto do povo de Yashorúl, e os Levítas serão
meus. Depois de terem sido assim santificados e oferecidos, entrarão e sairão
do tabernáculo conforme precisarem para a realização do seu trabalho normal.


16-19- Eles são meus, de entre todo o povo de Yashorúl, e aceitei-os em lugar de
todos os filhos primogénitos dos Yashorulítas – tomei-os pois por seus
substitutos. Porque todo o primeiro filho que uma mãe tiver, no meio do povo de
Yashorúl, será meu, tanto entre os homens como entre os animais. Reclamei isso
para mim na noite em que fiz morrer os filhos mais velhos no Egito. Por isso
aceitei os Levítas em lugar dos primeiros filhos dos Yashorulítas. E dá-los-ei
a Aharón e aos filhos. Os Levítas cumprirão todos os sagrados deveres
requeridos do povo de Yashorúl no tabernáculo, e oferecerão os sacrifícios do
povo, fazendo expiação por eles. Dessa forma não haverá mortandade entre os Yashorulítas, como haveria se o povo comum se aproximasse do tabernáculo.

20-22- Mehushúa, Aharón e todo o povo de Yashorúl dedicaram então os Levítas, seguindo cuidadosamente as instruções dadas por YAHU ULHÍM a Mehushúa. Os Levítas purificaram-se, lavaram as suas roupas e Aharón apresentou-os a YAHU ULHÍM com o gesto próprio de oferta. E depois cumpriu o rito de expiação sobre eles, para
os purificar. Seguidamente entraram no interior do tabernáculo, como
assistentes de Aharón e dos seus filhos. Tudo foi feito conforme o que YAHU
ULHÍM ordenara a Mehushúa.

23-24-  YAHU ULHÍM deu mais estas instruções a
Mehushúa: Os Levítas deverão começar o serviço no tabernáculo com a idade de
vinte e cinco anos, e deverão retirar-se aos cinquenta. Após essa idade poderão
ainda executar serviços leves, mas não terão responsabilidades regulares.

 

BAMIDBAR 9

 

Celebração da PósqaYa

 

1 – YAHU ULHÍM deu estas instruções a Mehushúa
quando ele e todo o povo estavam na península de Sinai, durante o primeiro mês
do segundo ano, depois da saída do Egito:

2-3- O povo de Yashorúl devera celebrar a PósqaYa anualmente no dia catorze deste primeiro mês, começando ao princípio da noite. Procurem seguir estritamente todas as minhas instruções respeitantes a esta celebração.

4-5- E Mehushúa anunciou que a celebração da PósqaYa começaria
na noite do dia catorze, ali na península do Sinai, e a celebração fez-se tal
como YAHU ULHÍM mandara.

6-7- Mas aconteceu que algumas pessoas que tinham tocado
num morto se encontravam ritualmente impuras, pelo fato de terem tocado num
corpo morto; por essa razão não podiam comer o cordeiro da PósqaYa nessa noite.
Vieram então ter com Mehushúa e com Aharón, e explicaram-lhes o seu problema,
queixando-se pelo fato de serem impedidos assim de oferecer os seus sacrifícios
a YAHU ULHÍM na ocasião ordenada por ele.

8-9- Mehushúa disse que perguntaria a YAHU
ULHÍM acerca desse assunto, e foi esta a resposta de YAHU ULHÍM:

10-12- Se alguém do povo de Yashorúl, agora ou nas gerações futuras, se tornar impuro na altura da PósqaYa por ter tocado num corpo morto, ou se estiver a viajar e não puder
estar presente, pode mesmo assim celebrar a PósqaYa, mas fá-lo-á um mês mais
tarde; ou seja: no dia catorze, mas do segundo mês, começando sempre à noite.
Comerão pois o cordeiro nessa altura, com pão sem fermento e com ervas amargas.
E nada deixarão disso para o dia seguinte; tão pouco quebrarão nenhum osso do
animal; deverão seguir todas as instruções acerca da PósqaYa.

13- Contudo, se aparecer alguém que não esteja impuro, nem de viagem, e que mesmo assim recuse celebrar a PósqaYa no seu tempo próprio, devera ser expulso do povo de Yashorúl por se negar a sacrificar a YAHU ULHÍM na ocasião devida. Devera pois carregar com a sua culpa.

14- Por outro lado, se um estrangeiro, que viva no vosso meio,
desejar celebrar a PósqaYa a YAHU ULHÍM, terá de seguir todas estas mesmas
indicações. Há só uma lei para toda a gente.

 

A nuvem por cima do tabernáculo

 

15-20E nessa noite a nuvem mudou de aparência e tornou-se em fogo, assim permanecendo através da noite. Aliás ficou a ser sempre assim – de dia era uma nuvem, e de noite mudava o seu aspecto para um fogo. Quando a nuvem se levantava e se movia, o povo de Yashorúl deslocava-se até onde ela parasse, e aí acampavam. Desta maneira caminhavam sempre na direção em que YAHU ULHÍM os mandava, e estacionavam onde ele quisesse, permanecendo nesse local tanto tempo quanto a nuvem ali se demorasse. Se ela se mantivesse muito tempo, assim lá ficavam; se apenas se demorasse uns dias, era pois só por esses dias que o acampamento lá estava. Tinha sido expressamente essa a ordem de YAHU UL.

21-23Por vezes a nuvem-fogo parava só
por uma noite, e logo continuava a mover-se pela manhã seguinte. Contudo, fosse
como fosse, de dia ou de noite, sempre que ela se movia, o povo levantava o acampamento e seguia-a. Ficasse a nuvem sobre o tabernáculo, dois dias, um mês, um ano que fosse, esse era o espaço de tempo em que o povo estacionava. Logo que se movia, eles seguiam-na. Desta forma, acampavam ou viajavam sempre sob o mandado de YAHU UL. E tudo o que YAHU ULHÍM dizia a Mehushúa para eles fazerem, faziam.

 

BAMIDBAR 10

 

As duas trombetas de prata

 

1 Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:

2-4Faz duas trombetas de prata batida, para com elas convocares o povo para uma
reunião, ou para levantarem o acampamento. Quando ambas as trombetas tocarem ao
mesmo tempo, o povo ficará a saber que devera juntar-se à entrada do
tabernáculo. Se for uma só a tocar, então é porque são só convocados os chefes
das tribos para virem ter contigo.

5-8Serão também precisos toques diferentes
para distinguir entre a convocação de toda a assembleia do povo e o sinal de
levantar o acampamento e continuar a marcha. Então, quando se tratar do sinal
de prosseguir a deslocação, as tribos que estão a oriente do tabernáculo serão
as primeiras a partir; ao segundo sinal, ir-se-ão as que estão ao sul. Só aos
intermediários é permitido tocar as trombetas. É uma ordem permanente, a ser
seguida por toda as gerações vindouras.

9-10Quando chegarem à terra prometida e
tiverem de combater, YAHU ULHÍM vos ouvirá e vos salvará dos vossos inimigos
quando tocarem em sinal de alarme, com estas duas trombetas. Usem-nas pois,
igualmente em tempos de alegria como por exemplo nas vossas festividades
anuais, assim como no início de cada mês, para se alegrarem com os vossos
holocaustos e sacrifícios de paz, como memorial para o povo de Yashorúl da
aliança que YAHU ULHÍM fez convosco. Eu sou YAHU ULHÍM, o vosso Criador Eterno.

 

Os Yashorulítas deixam o Sinai

 

11-13A nuvem ergueu-se então sobre o
tabernáculo no dia 20 do segundo mês do segundo ano após a saída de Yashorúl do
Egito; e foi assim que os Yashorúlitas deixaram o deserto do Sinai, seguindo a
nuvem até ela se deter sobre o deserto de Parã. Esta foi então a sua primeira
deslocação após terem recebido as instruções que YAHU ULHÍM deu a Mehushúa
respeitantes às viagens que teriam de realizar.

14-16À cabeça da coluna ia a tribo de YAHUDAH, agrupada atrás do seu pendão, e conduzida por Naoshon, o filho de Aminaodab. Logo a seguir vinha a tribo de Ishochar, chefiada por Naokhan-Úl, filho de Zuar, e após eles, a tribo de Zabulón, com Uliab (filho de Helom) à frente.

17O tabernáculo fora pois desarmado; e os homens dos grupos de
Gerson e de Merari, da tribo de Leví, vinham logo a seguir na linha de marcha,
transportando o tabernáculo aos ombros.

18-20Vinha a seguir a bandeira do campo
de Ro-ibén, com Ulitzur, filho de Sedeur, conduzindo o povo. E depois era a
tribo de Shamiúl, trazendo à cabeça Salumiul, filho de Tzuri-shuaodai; e após
eles, a tribo de Gaóld, com Uliyafe, filho de Deu-Úl.

21Seguiam-se-lhes os coatitas, carregando com os objectos que lhes competiam, do interior do Templo. Quando estes chegavam ao novo local, já os outros tinham montado a estrutura do tabernáculo.

22-27A seguir, na ordem da coluna, vinha a tribo de Efroím, sob a
sua bandeira, conduzindo por Ulishama, filho de Amiude; e depois a tribo de
Menashé, com Gamaliel (filho de Pedazur) à frente, e a tribo de Benyamín,
levados por Abidã, filho de Gideoni. A coluna fechava com as seguinte três
tribos, ordenadas assim: Dayán sob a chefia de Alezer, filho de Amishua-odái;
Oshór, com Pagiel, filho de Ocrã, como chefe; e Neftali, conduzidos por Airá,
filho de Enã.

28Esta era a ordem pela qual se deslocavam as tribos.

29Um dia Mehushúa disse para o seu cunhado Hobabe, filho de Roe-Úl, midianita, sogro de Mehushúa: Estamos, enfim, a caminhar para a terra prometida! Vem connosco e te faremos bem. Olha que YAHU ULHÍM fez promessas maravilhosas a Yashorúl!

30Mas ele respondeu-lhe: Não, eu tenho de regressar à minha terra e à minha família.


31-32Fica connosco, insistiu Mehushúa, porque, sendo que conheces bem todos os
caminhos do deserto, seria uma grande ajuda para nós. Já sabes, se vieres,
partilharás connosco de todas as boas coisas que YAHU ULHÍM nos der e nos
fizer.

33E assim viajaram durante três dias, após terem deixado o monte de YAHU
UL, levando a arca à cabeça da coluna, para lhes mostrar o local onde deviam
parar.

34Era de dia quando iniciaram a marcha, com a nuvem deslocando-se à
frente deles.

35E quando a arca partia, Mehushúa dizia: Levanta-te, YAHU ULHÍM,
e dispersa os teus inimigos! Que fujam diante de ti!

36Assim também, quando a
arca tornava a ser posta no chão, dizia: Volta, YAHU ULHÍM, para os milhares de
Yashorúl!

 

BAMIDBAR 11

 

Fogo de YAHU UL

 

1Em breve o povo começou a lamentar-se devido a vários contratempos; e YAHU ULHÍM ouviu isso. A sua ira acendeu-se contra eles por causa dessas queixas, e uma extremidade do acampamento começou a ser destruída por fogo divino.

2Então gritaram a Mehushúa por socorro; quando
este orou por eles, o fogo apagou-se.

3Daí em diante, aquela área ficou sendo
conhecida pelo Local Ardente, porque ali ardera o fogo de YAHU UL.

 

YAHU ULHÍM envia codornizes

 

4-6Ora aquela gente que tinha vindo do Egito
com eles começou a ter grandes saudades das coisas que lá tinham. Isto aumentou
o descontentamento do povo de Yashorúl, de tal forma que começaram a chorar
dizendo: Quem nos dera comer carne! Ah! Se tivéssemos daquele peixe do Egito
que comíamos de graça, assim como os pepinos, os melões, os alhos porros, as
cebolas, os alhos! Aqui as nossas energias gastam-se e somos coagidos a aceitar
dia a dia este maná!

7-9O maná era mais ou menos do tamanho de uma semente de
coentro, e parecia-se com as gotas de resina que escorrem pelo tronco de uma
árvore. O povo recolhia-o do chão, moía-o em moinhos para o transformar em
farinha, ou pisava-o num almofariz, cozia-o e fazia bolos; sabia como qualquer
bolo frito em azeite. O maná caía com o orvalho, durante a noite.

10-11Mehushúa ouviu aquelas famílias todas a lamentarem-se e a chorar à porta das tendas. Então a ira de YAHU UL acendeu-se. Mehushúa igualmente ficou indignado, e disse a YAHU ULHÍM: Porque é que me deste este castigo de ter de carregar com um povo de tal natureza?

12-15São eles por acaso meus filhos? Serei eu pai deles? Por
que razão tenho de cuidar zelosamente por eles, como se fossem criancinhas, até
que cheguem à terra que prometeste aos seus antepassados? Onde vou eu arranjar
agora carne para toda esta gente que está para aí a chorar por ela? Não posso
levar sozinha esta nação! É um fardo demasiado pesado para mim! Se é isso que
tencionas fazer-me, então será melhor tirares-me a vida já; é um favor que te
peço! Tira-me desta situação impossível!

16-17Então YAHU ULHÍM respondeu-lhe: Convoca à minha presença setenta anciãos de Yashorúl. Trá-los até ao tabernáculo, e que ali fiquem contigo. Descerei, falarei ali contigo, tirarei do RÚKHA que está sobre ti e pô-lo-ei também sobre eles; levarão assim também o fardo do povo contigo, para que não esteja só sobre ti essa tarefa.

18-20E diz ao povo que se purifique, pois que amanhã terão carne para comer. Diz-lhes
assim: ‘YAHU ULHÍM ouviu as vossas chorosas lamúrias a respeito de tudo o que
deixaram lá no Egito, e vai dar-vos carne. Comê-la-ão então; mas não será só
por um dia ou dois, ou cinco ou dez, ou mesmo vinte dias! Será durante todo o
mês que hão-de comer carne, até que a vomitem de nojo, até que a deitem pelo
nariz e pelos olhos. Porque rejeitaram YAHU ULHÍM, que está aqui no vosso meio,
e lamentaram ter saído do Egito!’

21-22Mas, YAHU ULHÍM, retorquiu Mehushúa, são
pelo menos 600.000 homens válidos, além das mulheres e das crianças, e tu lhes
prometes carne para um mês inteiro! Nem que matássemos todos os rebanhos, todo
o gado, isso chegaria! Teríamos de pescar todo o peixe do oceano para poder
cumprir tal promessa!

23Desde quando se tornou mais curto o meu braço? Em breve
verás se as minhas palavras se concretizam ou não. Foi a resposta de YAHU UL.


24Mehushúa saiu do tabernáculo e veio relatar as palavras de YAHU ULHÍM ao
povo. Juntou então os setenta anciãos e pô-los à roda do tabernáculo.

25 YAHU ULHÍM desceu na nuvem, falou com Mehushúa, tirou do RÚKHA que estava sobre ele e pô-lo sobre os setenta anciãos, os quais, nessa altura começaram a profetizar por algum tempo apenas.

26Contudo, dois desse grupo de setenta – Uldaod e
Meydaod – tinham ficado no acampamento. O RÚKHA desceu na mesma sobre eles e
começaram também a profetizar, no lugar onde estavam ainda.

27-28Então um rapaz veio correndo dizer a Mehushúa o que estava a acontecer. YAHUSHUA, filho de Nun, servo de Mehushúa, um dos jovens escolhidos como assistente pessoal de Mehushúa, protestou:  YAHU ULHÍM, proíbe-lhes!

29-30Mehushúa respondeu-lhe: Isso são ciúmes por mim? Oxalá todo o
povo de YAHU UL fosse profeta, e que YAHU ULHÍM pusesse o seu RÚKHA sobre eles
todos! Mehushúa regressou ao acampamento com os anciãos.

31-32Após isso YAHU ULHÍM enviou um vento que trouxe codornizes do mar, e fê-las descer sobre o acampamento e seus arredores, até à distância de um dia de marcha; em toda aquela zona havia codornizes voando muito baixo, à altura de um metro acima do solo. Dessa forma o povo apanhou-as e matou-as, durante esse dia, pela noite fora, e até por todo o dia seguinte. O mínimo que alguém recolheu foi, mesmo assim, o
equivalente a uma medida de uns 3,5 metros cúbicos de volume! Havia pois
codornizes por toda a parte no acampamento.

33-34Contudo quando aquela gente toda começou a comer a carne, a ira de YAHU UL tornou a acender-se contra eles e matou um grande número de pessoas com uma praga. O nome daquele lugar ficou sendo Lugar dos Sepulcros por causa da Concupiscência, visto que tiverm de enterrar muita gente dos que cobiçaram carne e desejaram as coisas do Egito.


35Dali partiram para Hazerote onde permaneceram certo tempo.

 

BAMIDBAR 12

 

Maoro-ém e Aharón opõem-se a Mehushúa

 

1-2Um dia Maoro-ém e Aharón começaram a criticar Mehushúa por causa da sua mulher ser uma cuchita; e disseram: Mas afinal, foi só através de Mehushúa que YAHU ULHÍM falou? Não foi também por nosso meio?E YAHU ULHÍM ouviu isso.

3-4Imediatamente convocou Mehushúa, Aharón e Maoro-ém para o tabernáculo: Venham vocês três. Eles ficaram na presença de YAHU UL. (Acontecia que Mehushúa era o homem mais humilde da terra.)

5 YAHU ULHÍM desceu na nuvem e ficou à entrada do tabernáculo: Aharón e Maoro-ém, cheguem-se à frente. Eles obedeceram.

6 YAHU ULHÍM disse-lhes: Com um profeta eu falaria
por meio de sonhos e de visões.

7Mas com o meu servo Mehushúa não é assim. Ele
está perfeitamente à vontade na minha casa.

8Com ele falo face a face! Ele vê mesmo a semelhança de YAHU ULHÍM! Então por que não tiveram receio de o criticar?

9-12A cólera de YAHU UL inflamou-se contra eles; depois partiu. A
nuvem subiu sobre o tabernáculo, e Maoro-ém ficou toda branca com a lepra.
Quando Aharón viu o que acontecera, exclamou para Mehushúa: Oh, meu chefe, não
nos castigues por causa deste pecado. Fomos loucos ao proceder de tal maneira.
Não deixes que ela fique assim como uma morta, ou como um bebê nado-morto, que
ao nascer já tem o seu corpo quase todo consumido!

13E Mehushúa clamou a YAHU
ULHÍM: Cura-a, ó YAHU ULHÍM, rogo-te!

14 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: Se o seu
pai lhe tivesse cuspido na cara, seria impura durante sete dias. Que fique
então excluída, fora do acampamento durante sete dias, e depois que a recolham.


15Foi o que fizeram; Maoro-ém foi posta fora do acampamento por sete dias, e o
povo esperou até que pudesse ser trazida para dentro; só depois continuaram a
viagem.

16Partindo dali, de Hazerote, vieram a acampar de novo no deserto de
Parã.

 

BAMIDBAR 13

 

Envio de exploradores a Canaã

 

1 YAHU ULHÍM deu a Mehushúa as seguintes instruções:

2Manda homens que espreitem e observem escondidamente a terra de
Canaã, a terra que vou dar a Yashorúl; manda um dos chefes de cada tribo.


3-15Os Yashorulítas estavam pois nessa altura acampados no deserto de Parã;
Mehushúa fez assim como YAHU ULHÍM lhe ordenara e mandou doze líderes de
tribos:Samua, filho de Zacur, da tribo de Ro-ibén;Shuafát, filho de Hori, da
tribo de Shamiúl;Caleb, filho de Yefoné, da tribo de YAHUDAH;Igal, filho de YAHU-saf,
da tribo de Ishochar;HOSHUA, filho de Nun, da tribo de Efroím;Palti, filho de
Rafu, da tribo de Benyamín;Gabiel, filho de Soni, da tribo de Zabulón;Gabi,
filho de Susi, da tribo de YAHU-saf, ou seja, da meia-tribo de Menashé;Amiul,
filho de Gemali, da tribo de Dayán;Setur, filho de Mikhaúl, da tribo de
Oshór;Nabi, filho de Vofsi, da tribo de Neftali;Geuel, filho de Maqui, da tribo
de Gaóld.

16Foi nessa altura que Mehushúa mudou o nome de HOSHUA, da tribo de
Efroím, em YAHUSHUA.

17-20Mehushúa deu-lhe estas instruções: Vão na direção do
norte, até à região das colinas do Négev, e vejam como é a terra; observem como
é a gente que lá vive, se são fortes ou fracos, se são muitos ou poucos; se a
terra é fértil ou pobre; como são as cidades, se são fortificadas ou abertas;
se a terra é rica ou pobre, se há muitas árvores. Não tenham medo; tragam
algumas amostras dos frutos da terra que encontrarem. Aquele tempo aliás era o
das primeiras vindimas.

21-22E foi assim que eles partiram para espiar a terra,
desde o deserto de Zim, até perto de Hamate. Indo na direção do norte, passaram
primeiro pelo Négev e chegaram a Hebron. Ali viram os aimanitas, os sesaitas,
os talmaitas, tudo famílias descendentes de Anaque. Aliás Hebron era muito
antiga, tendo sido fundada sete anos antes de Tanis (Zoã) do Egito.

23-24Então vieram até um lugar que agora é conhecido pelo vale de Eshkól, e onde cortaram um cacho de uvas apenas, mas que era tão grande que foram precisos dois homens para o transportar numa vara ao ombro de cada um! Levaram também romãs e figos. Os Yashorúlitas chamaram aquele lugar o vale de Eshkól (que quer dizer cacho)
por causa daquele cacho de uvas que de lá trouxeram.

 

O relatório da expedição

 

25-26Quarenta dias mais tarde regressaram.
Fizeram então um relatório a Mehushúa, a Aharón e a todo o povo de Yashorúl,
ali no deserto de Parã, em Cades, e mostraram a fruta que tinham trazido.


27-29Foi este o relato que fizeram: Chegámos lá, à terra que nos mandaram
observar, e verificámos que é realmente uma terra magnífica, uma terra na
verdade jorrando leite e mel. Esta fruta que de lá trouxemos é prova disso. Mas
o povo que lá vive é muito forte, tem cidades fortificadas e muito grandes;
mais ainda,vimos ali os gigantes de Anaque! Os amalequitas vivem no sul,
enquanto nas colinas estão os heteus, os jebuseus e os amorreus; ao longo da
costa do Mar Mediterrâneo e no vale do Yardayán estão os cananeus.

30Então Caleb tratou de tranquilizar o povo enquanto estavam todos ainda na presença de Mehushúa: Vamos e tomemos imediatamente posse da terra, com toda a confiança,
porque seremos bem capazes de a conquistar!

31Não, nunca o poderemos!, diziam por sua vez os outros espias. É gente muito mais forte do que nós. Esmagavam-nos num hora!

32-33Era pois negativo o relatório dos espias: A terra
está cheia de gente guerreira, fortemente defendida. Além disso até lá vimos
alguns dos descendentes do Anaque, a antiga raça de gigantes. Nós parecíamos
gafanhotos ao lado deles, tão altos e fortes eles eram!

 

BAMIDBAR 14

 

Os Yashorulítas querem voltar para o Egito

 

1-2Então todo o povo começou a chorar, em
altos clamores; assim ficaram até durante a noite toda. E levantaram um grande
coro de queixa contra Mehushúa e Aharón: Mais valia que tivéssemos morrido no Egito,
ou até mesmo aqui no deserto,

3em vez de sermos levados para essa terra que aí
está. YAHU ULHÍM irá matar-nos lá; as nossas mulheres e os nossos filhos
ficarão cativos como escravos. Saiamos mas é daqui e voltemos para o Egito!


4Esta ideia arrastou todo o campo. Vamos eleger um chefe para nos levar outra
vez para o Egito!, gritavam.

5Então Mehushúa e Aharón caíram com os rostos em
terra na frente do povo de Yashorúl.

6-9Contudo, dois dos que tinham sido enviados a espreitar a terra – YAHUSHUA filho de Nun e Caleb filho de Yefoné – tiveram outra atitude. Rasgaram a roupa que vestiam em sinal de indignação e disseram ao povo: Olhem que essa terra que fomos ver, que temos diante de nós, é uma região maravilhosa! Não se esqueçam de que YAHU ULHÍM ama-nos! Ele nos levará com toda a segurança para lá e a terra será nossa. É extremamente fértil; pode dizer-se realmente que produz leite e mel. Oh! Não se revoltem contra YAHU ULHÍM; não tenham medo daquele povo. Eles são, afinal, o pão de que precisamos. YAHU ULHÍM está connosco e por isso retira-lhes todo o apoio.
Sobretudo não tenham medo deles!

10-12Mas a única resposta do povo foi pensar em apedrejá-los. Nessa altura apareceu a glória de YAHU UL, o qual disse a Mehushúa: Até quando me desprezará este povo? Será que nunca chegarão a acreditar em mim, mesmo depois de todos os milagres que fiz no meio deles? Vou rejeitá-los e castigá-los com uma praga. Quanto a ti, farei que te tornes uma nação ainda mais numerosa e mais poderosa do que eles!

13-16 YAHU ULHÍM, suplicou Mehushúa, mas que hão-de dizer os egípcios quando ouvirem isso? Eles constataram bem todo o poder que revelaste quando resgataste o teu povo de lá. Entretanto já contaram isso tudo aos habitantes da terra, os quais se dão
perfeitamente conta de que estás com Yashorúl, e que lhes falas face a face.
Vêem até a coluna de nuvem e de fogo que se mantém por cima de nós e sabem que
nos guias e nos proteges de dia e de noite. Portanto se matares todo o teu
povo, as nações que ouviram a tua fama dirão: ‘YAHU ULHÍM matou-os porque não
podia cuidar deles no deserto. Não foi capaz de os trazer até à terra que jurou
dar-lhes!’

17-19 Oh! peço-te, manifesta o teu grande poder, perdoando os nossos
pecados e fazendo prova do teu profundo amor para connosco. Perdoa-nos ainda
que tenhas dito que não deixarás o pecado por castigar, mas que punirás a culpa
dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração. Rogo-te pois que perdoes
os pecados deste povo, de acordo com a tua grandeza e o teu amor autêntico, e
tal como lhe tens perdoado sempre desde que deixaram o Egito até agora.


20-23Então YAHU ULHÍM respondeu-lhe: Pois sim, perdoo-lhes conforme me pediste.
Mas prometo solenemente pelo meu próprio nome que, tão certo como a terra vir a
encher-se com a minha glória, nenhum deste indivíduos que viram a minha
grandeza e os milagres que fiz, tanto no Egito como no deserto – e dez vezes
recusaram confiar em mim e obedecer-me – nenhum deles portanto verá sequer a
terra que prometi aos seus antepassados.

24-25No entanto meu servo Caleb portou-se diferentemente – obedeceu-me inteiramente; houve nele uma atitude diferente. A ele, levá-lo-ei até à terra que foi observar, e os seus descendentes possui-la-ão inteiramente. Agora pois, visto que o povo de Yashorúl está assim com tanto medo dos amalequitas e dos cananeus que vivem nos vales, regressarão ao deserto amanhã na direção do Mar Vermelho.

26 YAHU ULHÍM ainda acrescentou o seguinte a Mehushúa e a Aharón:

27Até quando continuará este povo mau a queixar-se de mim? Porque ouvi tudo o que têm dito. Digam-lhes então:


28-30’YAHU ULHÍM prometeu-vos efetivamente aquilo que mais receiam: morrerão
aqui neste deserto! Nem um só de vocês, que se têm queixado de mim e que têm
mais de vinte anos, entrará na terra prometida. Apenas a Caleb filho de Yefoné
e a YAHUSHUA filho de Nun será permitido lá entrarem.

31-33Dizem que os vossos filhos se haviam de tornar escravos do povo da terra. Pois a eles sim, levarei com segurança para a terra e possuirão aquilo que vocês recusaram. Os vossos corpos portanto hão-de vir a cair no deserto. E até lá, vaguearão por aí, como
nómadas, durante quarenta anos. Será dessa forma que pagarão pela vossa falta
de confiança, até que o último caia morto nessa terra desabitada.

34Sendo então que os espias estiveram quarenta dias na terra que vos ia dar, levarão por isso quarenta anos a vaguear no deserto – levarão um ano por cada dia o peso de
culpa dos vossos pecados. Assim vos ensinarei o que significa rejeitar-me.


35Eu, YAHU ULHÍM, falei. Cada um de vocês que conspirou contra mim morrerá
nesta terra deserta.’

36-39Os dez outros espias, que tinham iniciado a rebelião contra YAHU ULHÍM, lançando o medo nos corações do povo, desacreditando a terra, foram feridos de morte perante YAHU ULHÍM. De todos os espias ficaram vivos apenas YAHUSHUA e Caleb. E quando Mehushúa veio relatar ao povo as palavras de YAHU ULHÍM, espalhou-se uma grande tristeza por todo o acampamento!


40Na manhã seguinte levantaram-se muito cedo e começaram a preparar-se para ir
para a terra prometida. Aqui estamos!, diziam, confessamos que pecámos; mas
estamos prontos agora para entrar na terra que YAHU ULHÍM nos prometeu.


41-43Mas Mehushúa respondeu-lhes: Agora estão a desobedecer à ordem de YAHU UL
de voltarem para o deserto. Não prossigam com o vosso plano, porque então é que
seriam mesmo esmagados pelos vossos inimigos, visto que YAHU ULHÍM já não vos
apoia nisso. Presentemente têm de se lembrar mesmo que estão lá os amalequitas
e os cananeus que vos chacinariam! Desviaram-se de YAHU UL – ele desviar-se-á
de vocês!

44-45Apesar destas palavras, continuaram a subir à zona das colinas,
mesmo sem que a arca nem Mehushúa tivessem deixado o acampamento. Então os
amalequitas que viviam nessas colinas desceram e atacaram-nos, ferindo-os e
perseguindo-os até Horma.

 

BAMIDBAR 15

 

Ofertas suplementares

 

1 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa que desse as
seguintes instruções ao povo de Yashorúl:

2-5Quando os vossos filhos vierem a
viver finalmente na terra que vou dar-lhes, e quiserem agradar a YAHU ULHÍM,
oferecendo-lhe um holocausto ou qualquer outra oferta pelo fogo, se os seus
sacrifícios forem um animal, tomá-lo-ão dos seus rebanhos de ovelhas e de
carneiros ou das suas manadas de gado. Cada sacrifício – seja ele um sacrifício
vulgar, ou então cumprimento de um voto, uma oferta voluntária, ou um
sacrifício especial na ocasião das solenidades anuais – será acompanhado de uma
oferta de cereais. Se uma ovelha for sacrificada, usem 3 litros de farinha fina
misturadas com 1,5 litros de azeite, acompanhados de 1,5 litros de vinho como
oferta.

6-7Se o sacrifício for um carneiro, usem 6 litros de farinha fina
misturada com 2 litros de azeite, e 2 litros de vinho como oferta. Isto será um
sacrifício de cheiro agradável a YAHU ULHÍM.

8-10Se o sacrifício for um
novilho, então a oferta de cereais a acompanhar devera consistir em 9 litros de
farinha fina misturados com 3 litros de azeite, mais 3 litros de vinho como
oferta. Isto será oferecido pelo fogo como cheiro agradável a YAHU ULHÍM.


11-16Estas são as instruções quanto ao que deve acompanhar cada animal de
sacrifício – boi, carneiro, cordeiro ou bode novo. Estas instruções aplicam-se
tanto aos que nasceram Yashorulítas como aos estrangeiros que vivam no vosso
meio e que queiram agradar a YAHU ULHÍM com sacrifícios passados pelo fogo.
Porque há uma só lei para todos, naturais e estrangeiros, e isto devera ser
assim por todas as gerações futuras. São todos iguais perante YAHU ULHÍM. Sim,
uma só lei para todos!

17-21 YAHU ULHÍM disse ainda mais a Mehushúa nesta mesma
ocasião: Dá ordens ao povo de Yashorúl de que, quando chegarem à terra que vou
dar-lhes, deverão apresentar a YAHU ULHÍM uma amostra de cada nova colheita
anual, fazendo um bolo de farinha dos primeiros grãos da colheita do ano. Este
bolo devera ser oferecido com um movimento baloiçante perante o altar, com o
gesto de oferta a YAHU ULHÍM. É uma oferta anual feita da vossa eira, e devera
ser respeitada por todas as gerações futuras.

 

Sacrifícios por culpa involuntária

 

22-24Se por engano, vocês ou os vossos
vindouros, falharem no cumprimento dos regulamentos que YAHU ULHÍM vos tem dado durante estes anos através de Mehushúa, então, quando se derem conta do seu
erro, deverão oferecer um novilho por holocausto. Será de cheiro agradável a YAHU
ULHÍM, e devera ser oferecido com a usual oferta de cereais e de vinho, e ainda
um bode como oferta pelo pecado.

25-26O intermediário fará expiação por todo o povo de Yashorúl e serão perdoados; visto que foi um engano e procuraram corrigi-lo, oferecendo um sacrifício pelo fogo perante YAHU ULHÍM e um sacrifício pelo pecado. Todo o povo será perdoado, incluindo os estrangeiros que vivem no vosso meio, pois que toda a população foi igualmente envolvida no mesmo erro e esquecimento.

27-29Se se tratar de um só indivíduo que errou,
então devera sacrificar uma cabra de um ano como oferta pelo pecado; o
intermediário fará expiação por ele perante YAHU ULHÍM e será perdoado. Esta
mesma lei se aplica também aos indivíduos estrangeiros que vivem entre vocês.


30-31Mas se acontecer que alguém deliberadamente desobedecer a um mandamento,
seja ele natural ou estrangeiro, isso é uma blasfémia a YAHU ULHÍM e devera
então ser expulso de entre o seu povo. Porque desrespeitou o mandamento de YAHU
UL e deliberadamente transgrediu a sua lei. Devera ser expulso do seu povo;
será responsável pela sua culpa.

 

Desrespeito à lei do Shábbos leva à morte

 

32-34Um dia, enquanto o povo de Yashorúl
estava no deserto, um deles foi achado a apanhar lenha num dia de Shábbos. Foi
preso e trazido à presença de Mehushúa, de Aharón e de todo o povo. Puseram-no
sob guarda pois que não estava ainda declarado o que se deveria fazer.

35Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: O homem deve morrer – todo o povo o apedrejará fora do acampamento, até que morra.

36Eles assim fizeram; levaram-no para fora do
acampamento e mataram-no como YAHU ULHÍM mandara.

 

As borlas nas roupas

 

37Disse YAHU ULHÍM a Mehushúa:

38Diz ao povo de Yashorúl que faça borlas para as bainhas das suas roupas – isto devera
tornar-se um regulamento permanente por todas as gerações vindouras – e que
prenda essas borlas à roupa com cordões azuis.

39-40A finalidade deste regulamento é: sempre que repararem nas borlas, lembrar-vos os mandamentos de YAHU UL e que devem obedecer às suas leis, em vez de seguirem os vossos próprios desejos de andarem nos vossos próprios caminhos, tal como tinham o hábito de fazer quando adoravam outros falsos criadores o estatuas. Isso lembrar-vos-á de serem santos para o vosso Criador Eterno.

41Porque Eu sou YAHU ULHÍM o vosso
Criador Eterno que vos trouxe da terra do Egito. Sim, Eu sou YAHU ULHÍM vosso
Criador Eterno.

 

BAMIDBAR 16

 

A revolta de Coré

 

1-2Um dia Coré (filho de Izar, neto de Coate
e descendente de Leví) foi ter com Datã e Abirão (filhos de Uliab) e ainda com
Om (filho de Pelete), estes três últimos da tribo de Ro-ibén, e conspiraram
juntos, incitando uma certa quantidade de gente à revolta contra Mehushúa.
Estiveram envolvidos nisso duzentos e cinquenta homens, com responsabilidades
na chefia do povo.

3Foram ter com Mehushúa e com Aharón e disseram-lhes: Já
chega da vossa presunção. Vocês não são melhores do que qualquer outro. Cada um
em Yashorúl foi escolhido pelo YAHU ULHÍM, e ele está com cada um de nós. Que
direito têm vocês de se porem em evidência, clamando que devemos obedecer-vos,
e fazer tudo como se fossem maiores do que qualquer um de entre todo este povo
de YAHU UL?

4Quando Mehushúa ouviu isto caiu com o rosto em terra.

5E disse a Coré e aos que estavam com ele: Pela manhã YAHU ULHÍM vos mostrará quem é seu, quem é santo e quem é que ele escolheu para se aproximar dele.

6-7Façam isto: Tu, Coré, e os que estão contigo, tomem incensários; acendam-nos e deitem-lhes incenso perante YAHU ULHÍM amanhã de manhã; veremos quem YAHU ULHÍM escolheu. E que isso abata o vosso orgulho, filhos de Leví!

8Mehushúa disse ainda mais isto a Coré:

9-11Parece-vos então pouca coisa que YAHU ULHÍM de Yashorúl vos tenha
escolhido de entre todo o povo de Yashorúl para estarem junto dele, trabalhando
no tabernáculo, apresentando-se perante o povo para os servir no culto? Será
que de nada vale que vos tenha dado esta tarefa só a vocês, os Levítas? E agora
pretendem também o sacerdócio? Porque é isto afinal que vocês realmente procuram!
É por isso que se revoltam contra YAHU ULHÍM. Que vos fez Aharón para não
estarem satisfeitos com ele?

12Mehushúa mandou ainda chamar Datã e Abirão, os
filhos de Uliab, mas eles recusaram vir.

13-14E tu também achas pouco, retorquiram com azedume, que nos tenhas tirado duma terra tão boa como é o Egito para nos matares aqui neste deserto terrível, e que queiras agora tornares-te nosso rei? E para além disso nunca chegaste a levar-nos para a tal bela terra que nos prometeras, com campos e vinhas para a gente. Quem queres tu enganar? Não, não vamos ter contigo.

15Mehushúa estava extremamente indignado e disse a YAHU
ULHÍM: Não aceites os seus sacrifícios! Tu sabes que nunca tirei um só jumento
que fosse deles, que nunca os prejudiquei.

16-17E disse a Coré: Vem aqui amanhã à presença de YAHU UL com os que te acompanham. Aharón estará também aqui. Não se esqueçam de trazer os vossos incensários, mais o incenso – portanto um incensário para cada um, ou seja, duzentos e cinquenta ao todo. Aharón trará também o seu.

18Eles assim fizeram. Vieram com os incensários, acenderam-nos,
puseram-lhes o incenso, e colocaram-se à entrada do tabernáculo, com Mehushúa e
com Aharón.

19-20Entretanto, Coré já tinha sublevado toda a nação contra
Mehushúa e Aharón, pelo que toda a gente se juntou para ver. Então a glória de YAHU
ULHÍM apareceu a todo o povo, e YAHU ULHÍM disse a Mehushúa e a Aharón:


21Afasta-te dessa multidão, para que possa destruí-los num hora.

22Mas Mehushúa e Aharón cairam com os seus rostos em terra perante YAHU ULHÍM: Ó YAHU ULHÍM, o Criador Eterno de toda a humanidade, rogaram, devera a tua cólera cair sobre eles todos, quando afinal o pecado foi de um só?

23-24Então diz ao povo, respondeu-lhe YAHU ULHÍM, que se afaste das tendas de Coré, de Datã e de Abirão.


25Mehushúa correu para as tendas deles, seguido de perto pelos anciãos de Yashorúl.


26Depressa, gritou para o povo, afastam-se das tendas destes homens malvados, e
nem sequer toquem seja no que for que lhes pertença, para que não se
identifiquem com os seus pecados e sejam destruídos com eles.

27O povo afastou-se das tendas dos três homens indicados. Datã e Abirão sairam das suas tendas e ficaram de pé, à entrada, juntamente com as mulheres, os filhos e as
criancinhas.

28-29Mehushúa disse: Agora hão-de ver que foi YAHU ULHÍM quem me
mandou fazer tudo o que fiz; que não foi por minha própria vontade. Se estas
pessoas morrerem de morte natural, ou por algum mero acidente ou por doença,
então YAHU ULHÍM não me enviou.

30Mas se YAHU ULHÍM fizer um milagre, e se o chão se abrir e os tragar, a eles assim como a tudo o que lhes pertence, e descerem vivos para o Seol, então ficarão a saber dessa forma que estes homens rejeitaram YAHU ULHÍM.

31-34Mal tinha acabado de dizer isto quando o chão se
abriu de repente debaixo deles, e uma grande fenda se formou que os tragou
juntamente com as tendas, as suas famílias e os seus amigos que estavam com
eles, além de todas as coisas que eram deles. Foram sepultados vivos, e a terra
se fechou de novo sobre eles. Morreram portanto dessa forma. Todo o povo de Yashorúl
aliás fugira com os gritos deles, temendo serem também tragados pela terra.


35Veio a seguir fogo do céu, da parte de YAHU ULHÍM, e queimou os duzentos e
cinquenta homens que ofereciam incenso.

36-38 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: Diz a Úlozor, filho de Aharón, o intermediário, que tire esses incensários do fogo; porque são santos, foram dedicados a YAHU ULHÍM. Devera também espalhar o incenso que arde nos incensários daqueles homens que pecaram, e que por isso perderam as vidas. Com os incensários façam chapas que estendam sobre o altar, visto que os incensários são santos por terem sido usados perante YAHU ULHÍM. Essas chapas no altar servirão de lembrança ao povo de Yashorúl.

39-40-Ulozor o intermediário pegou então nos 250 incensários de bronze e fez deles folhas de metal para cobrir o altar, para que o povo de Yashorúl não se esquecesse mais
de que ninguém está autorizado – ninguém que não seja descendente de Aharón – a
vir perante YAHU ULHÍM queimar incenso, sob o risco de lhe acontecer a mesma
coisa que a Coré e aos seus acólitos. Assim foram cumpridas as direções dadas a
Mehushúa pelo YAHU ULHÍM.

41-42Mas logo na manhã seguinte todo o povo começou
de novo a murmurar contra Mehushúa e Aharón dizendo: Mataram o povo de YAHU UL.
Em breve começou a formar-se um grande levantamento. A certa altura
dirigiram-se contra o tabernáculo e logo apareceu a nuvem; e toda a gente viu a
tremenda glória de YAHU UL.

43-44Mehushúa e Aharón chegaram-se, puseram-se à
entrada do tabernáculo, e YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:

45Afasta-te desse povo, para que possa destruí-los já. Mas ambos caíram com os rostos em terra na frente de YAHU UL.

46E Mehushúa disse a Aharón: Depressa, traz um incensário, acende-o com fogo do altar, põe nele incenso e leva-o rapidamente através do povo para fazer expiação por eles; porque já a cólera de YAHU UL está a actuar – a praga já começou a atingi-los!

47-49Aharón fez como Mehushúa lhe dissera;
correu por entre o povo, visto que se estava a espalhar a praga, e com o
incenso posto no incensário fez expiação por eles. Colocou-se entre os mortos e
os vivos, e a praga cessou; contudo ainda morreram 14.700 pessoas, além das que
tinham perecido antes aquando da rebelião de Coré.

50Então Aharón regressou até
junto de Mehushúa à entrada do tabernáculo. Foi pois assim que a praga
terminou.

 

BAMIDBAR 17

 

A vara de Aharón floresce

 

1Então YAHU ULHÍM falou o seguinte a
Mehushúa:

2-5Diz ao povo de Yashorúl que cada chefe de tribo devera trazer uma
vara de madeira com o seu próprio nome escrito nela. Na vara da tribo de Leví
escrever-se-á o nome de Aharón. Ponham estas varas na divisão interior da tenda
do tabernáculo, para além do véu, onde eu me encontro contigo, em frente da
arca. Servir-me-ei destas varas para identificar o homem que eu escolhi, pois a
sua vara dará rebentos e florescerão! Para que parem enfim as murmurações e as
lamentações contra mim e contra vocês.

6-11Mehushúa transmitiu estas indicações
ao povo e cada um dos doze chefes, incluindo Aharón, trouxe a sua vara. Pô-las
perante YAHU ULHÍM, na divisão interior onde estava a arca, e quando no dia
seguinte tornou a lá entrar verificou que a vara de Aharón, representando a
tribo de Leví, tinha dado rebentos, produzira flores e até amêndoas. Mehushúa
trouxe para for as varas e mostrou-lhas. Cada um tornou a pegar na sua, com
excepção de Aharón. YAHU ULHÍM disse a Mehushúa que colocasse a vara de Aharón
permanentemente junto da arca, como lembrança daquela rebelião. Ele deveria
trazê-la de novo para fora e mostrá-la ao povo, no caso de haver mais qualquer
movimento contra a autoridade de Aharón; isto evitaria outra catástrofe entre o
povo. Mehushúa fez conforme a ordem de YAHU UL.

12-13Mas o povo ainda continuou resmungando: Mas nós aqui acabaremos todos por ser liquidados!, gemiam eles. Seja quem for que tente aproximar-se do tabernáculo morre. Iremos todos ser consumidos?

 

BAMIDBAR 18

 

Deveres dos intermediários e Levítas

 

1-2Por isso YAHU ULHÍM disse mais o seguinte
a Aharón: Tu, teus filhos e a tua família são responsáveis por qualquer
profanação que se faça no Templo, assim como por toda a incorrecção no
exercício do vosso serviço sacerdotal. Os teus irmãos, da tribo de Leví, serão
os teus assistentes; mas só tu e os teus filhos poderão cumprir com os deveres
sagrados dentro do tabernáculo mesmo.

3Os Levítas terão de ter cuidado em não tocar em nenhum dos objetos sagrados, nem no altar, se não destruir-vos-ei, a eles e a ti.

4Ninguém que não seja membro da tribo de Leví poderá coadjuvar-te
seja no que for.

5Não te esqueças de que apenas os sacerdortes deverão cumprir
com as tarefas sagradas dentro do Templo e em relação com o altar. Se seguires
estas ordens, nunca o juízo de YAHU UL cairá outra vez sobre seja quem for do
povo de Yashorúl, e a minha lei não será violada.

6Só os teus parentes Levítas podem ajudar-te no serviço do tabernáculo. São para ti como um dom que YAHU ULHÍM te faz.

7Mas tu e os teus filhos, os intermediários, executarão
pessoalmente o serviço sagrado, incluindo o altar e tudo o que diz respeito ao
interior do véu; o sacerdócio é o vosso serviço especial. Um estranho qualquer
que tentar realizar essas tarefas devera morrer.

 

As ofertas para os intermediários e Levítas

 

8-11 YAHU ULHÍM ainda lhe acrescentou as
seguintes instruções: Dei aos intermediários todas as dádivas que foram
trazidas a YAHU ULHÍM pelo povo; todas estas ofertas apresentadas a YAHU ULHÍM,
num gesto balanceado perante o altar, pertencem-vos a ti e aos teus filhos; é
uma lei para sempre. As ofertas de cereais, as ofertas por causa do pecado,
assim como as de culpa, são vossas, com excepção do que é apresentado a YAHU
ULHÍM queimando no altar; isso é que deve ser comido só no lugar santíssimo, e
unicamente por homens. Todos os outros presentes que me forem trazidos, por
meio de movimentos baloiçantes perante o altar, são para vocês, para os vossos
filhos e famílias, de ambos os sexos. Porque todos os membros das vossas
famílias podem comer disso, a menos que alguém se encontre ritualmente impuro
nessa ocasião.

12-16Também são para vocês os primeiros frutos que o povo vier
oferecer a YAHU ULHÍM – o melhor do azeite, do vinho, do grão, e de todas as
outras colheitas. As vossas famílias poderão comer disso, a não ser, claro, que
se encontrem cerimonialmente manchados nessa altura. Assim, tudo o que for
dedicado a YAHU ULHÍM será vosso, incluindo os primogénitos dos casais do povo
de Yashorúl, e ainda as primeiras crias dos animais. Todavia os primogénitos
dos casais do povo de Yashorúl, e também dos animais que eu não vos permito
comer, desses nunca aceitarão os primeiros nascidos, esses serão redimidos. Em
vez deles, haverá um pagamento de 55 gramas de prata, que devera ser trazido
quando já tiverem um mês.

17-19No entanto, os primeiros nascidos das vacas das
ovelhas ou das cabras não deverão ser resgatados, mas antes sacrificados a YAHU
ULHÍM. O seu sangue será espargido sobre o altar, e a gordura ardida como
oferta queimada. É algo muito agradável a YAHU ULHÍM. A carne destes animais
será vossa, incluindo o peito e a coxa direita, que são apresentados a YAHU
ULHÍM com um movimento em frente do altar. Sim, dei-te todas estas ofertas de
movimento baloiçante, que o povo de Yashorúl traz a YAHU ULHÍM; são para ti, e
para os teus, como alimento. Isto é um contrato que faz YAHU ULHÍM contigo e com
os teus descendentes.

20-21Vocês, os intermediários, não possuirão qualquer
propriedade, nem qualquer outro rendimento, porque eu constituo tudo aquilo de
que precisam. Quanto à tribo de Leví, vossos familiares receberão em troca dos
seus serviços os dízimos de toda a terra de Yashorúl.

22-24Daqui em diante, mais nenhum outro Yashorulíta, além dos intermediários e dos Levítas, entrará no Templo, sob pena de se tornarem culpados e terem de morrer. Somente os Levítas poderão exercer ali a sua actividade, e tornar-se-ão eles também
culpados, por sua vez, se não a cumprirem. Portanto os Levítas não possuirão
propriedades algumas em Yashorúl; isto é uma lei a vigorar permanentemente
entre vós, porque os dízimos do povo, oferecidos a YAHU ULHÍM com movimento de
balanço perante o altar, pertencer-lhes-ão; será isso a parte a que têm
direito; é por essa razão que não necessitarão de ter posse de qualquer
propriedade.

25-31Disse YAHU ULHÍM a Mehushúa: Diz aos Levítas que dêem a YAHU
ULHÍM a décima parte dos dízimos que recebem; esse dízimo dos dízimos devera
ser apresentado a YAHU ULHÍM num gesto de movimento perante o altar. YAHU ULHÍM
considerará isso como a vossa oferta dos primeiros frutos, das primeiras
colheitas de cereais e de vinho que lhe fazem, como se tivessem as vossas
próprias terras. Este dízimo será seleccionado entre o que de melhor receberam
dos dízimos do povo, pois que é a porção de YAHU UL, e será dada a Aharón, o
intermediário. Será considerada como se viesse de terras vossas, dos vossos
próprios lagares. Aharón, seus filhos e famílias podem comer isso nas suas
casas ou onde desejarem, porque é a compensação que recebem pelo serviço
executado no tabernáculo.

32Vocês os Levítas não serão tidos por culpados ao
aceitarem os dízimos para YAHU ULHÍM se deles derem também o dízimo aos
intermediários. Mas tenham cuidado em não tratar esses donativos sagrados do
povo de Yashorúl como se se tratasse de coisas vulgares; porque se assim
acontecer, morrerão.

 

BAMIDBAR 19

 

Preceitos de purificação cerimonial

 

1 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa e a Aharón:


2Diz ao povo de Yashorúl que tragam uma bezerra ruiva, sem defeito, que nunca
tenha recebido jugo.

3Deem-na a Eleazar, o intermediário, que a levará para fora
do acampamento; aí alguém a matará na frente dele.

4Eleazar tomará do seu sangue
com os dedos, e o espargirá sete vezes para a frente do tabernáculo.

5Depois alguém queimará a bezerra, à vista dele também.

6Eleazar pegará num pau de cedro, num ramo de hissopo, num fio de carmezim, e lançará tudo nesse fogo.


7-10Depois devera lavar a roupa que veste, lavar-se e voltar para o
acampamento, considerando-se impuro até ao fim da tarde. Aquele que queimou o
animal também deve lavar a roupa, tomar banho e considerar-se impuro até à
tarde. Outra pessoa que não esteja impura juntará as cinzas da bezerra e
pô-las-á num lugar limpo fora do acampamento, onde serão conservadas como
reservas de preparação das águas para as celebração de purificação, para tirar
o pecado. Aquele que tiver juntado as cinzas da bezerra terá de lavar a sua
roupa e ter-se por impuro até ao fim do dia. Isto é um regulamento permanente
para benefício do povo de Yashorúl, assim como também dos estrangeiros que
vivam no meio deles.

11-13Alguém que tocar num morto será impuro por sete dias,
e devera purificar-se ao terceiro e ao sétimo dia com a água referida
anteriormente ; e só então ficará limpo. Se não fizer isto ao terceiro dia,
continuará impuro até depois do sétimo. Portanto alguém que tocar num morto e
não se purificar da forma indicada estará a manchar o próprio tabernáculo de YAHU
UL, e terá de ser excomungado de Yashorúl. A água de purificação não foi
espargida sobre ele, por isso continua a ser imundo.

14-15Quando uma pessoa morrer na sua tenda, há vários regulamentos a observar. Se alguém estiver lá dentro, ou lá entrar nessa altura, será impuro durante sete dias. Também todo o recipiente que ali se encontrar que não esteja tapado será imundo.

16-19Se um indivíduo fora no campo tocar no cadáver de alguém que tenha morrido combatendo ou doutra maneira qualquer, ou mesmo que tenha tocado apenas no osso dum esqueleto ou numa sepultura será impuro por sete dias. Para tornar a
purificar-se, terá de juntar, num vaso em que esteja água duma fonte natural,
as cinzas da bezerra ruiva oferecidas por expiação do pecado. Depois alguém que
esteja puro tomará ramos de hissopo, mergulhá-los-á na água e salpicará a
tenda, os recipientes, e as pessoas que se tornaram imundas por lá terem
entrado na ocasião da morte, ou por terem tocado em alguém que foi morto ou que
morreu de qualquer outra maneira, ou que tenha tocado num sepulcro. Isto terá
lugar no terceiro e no sétimo dia; então a pessoa impura terá de lavar a roupa
que veste e tomar banho; nessa tarde estará então livre da impureza.

20-22Mas se alguém que se tornou impuro nada fizer para se purificar, será expulso
porque manchou o Templo de YAHU UL; não deu ocasião a que a água da purificação
fosse aspergida sobre si, por isso permanece imundo. Isto é uma lei para
sempre. O homem que salpicar com essa água devera posteriormente lavar a sua
roupa; e quem tocar nessa água também ficará impuro até à tarde. Tudo em que
uma pessoa impura tocar será igualmente impuro até ao fim da tarde.

 

BAMIDBAR 20

 

Mehushúa faz sair água do rochedo

 

1O povo de Yashorúl chegou ao deserto do Zim
no dia 1 de Abril e acampou em Cades. E aconteceu que Maoro-ém morreu ali e ali
foi sepultada.

2-4Ora não havia água bastante para beberem naquele lugar, por
isso o povo novamente se rebelou contra Mehushúa e Aharón, juntando-se em
protesto. Teria valido muito mais que tivéssemos perecido com os nossos irmãos
castigados pelo YAHU ULHÍM!, gritaram eles para Mehushúa. Vocês trouxeram-nos
aqui deliberadamente para este deserto para se verem livres de nós e do nosso
gado.

5Por que razão nos tiraram do Egito e fizeram vir para aqui, para este lugar
horrível? Onde está essa tal terra tão fértil, de frutos maravilhosos – com
aqueles figos, vinhas e romãs de que nos falaram? Aqui nem sequer há água
bastante para matarmos a sede!

6-7Mehushúa e Aharón afastaram-se e foram até à entrada do tabernáculo, onde se inclinaram por terra perante YAHU ULHÍM. A glória de YAHU ULHÍM apareceu-lhes, e ele disse a Mehushúa:

8Vai buscar a vara. Convoquem, vocês dois, o povo. E à vista deles falem à rocha que ali está e digam para deixar jorrar água. Eles beberão dessa rocha que será suficiente
para os saciar a eles e ao gado!

9-10Mehushúa obedeceu. Foi buscar a vara ao
seu lugar, onde estava guardada na presença de YAHU UL. Depois convocaram o
povo e juntaram-no perto da rocha, dizendo: Ouçam, vocês, rebeldes! Iremos nós
tirar água desta rocha?

11Mehushúa levantou depois a vara e bateu duas vezes na
rocha, tendo a água imediatamente jorrado. O povo e o gado puderam beber à
vontade.

12Mas YAHU ULHÍM disse a Mehushúa e a Aharón: Visto que não creram
totalmente em mim e que por isso não me santificaram aos olhos do povo de Yashorúl,
não serão vocês a introduzi-los na terra que lhes prometi!

13Este lugar passou a chamar-se Meribá, visto ter sido ali que o povo de Yashorúl combateu contra YAHU ULHÍM e onde lhes mostrou ser santo.

 

O rei de Edom nega passagem aos Yashorulítas

 

14Enquanto se encontrava em Cades, Mehushúa
enviou mensageiros ao rei de Edom com esta declaração: Somos descendentes do
teu irmão Yashorúl. Sabes já a nossa atribulada história.

15-17Os nossos antepassados desceram para o Egito e lá ficaram muito tempo, tornando-se escravos lá. No entanto, quando clamámos a YAHU ULHÍM, ele ouviu-nos e mandou o seu anjo que nos tirou do Egito; agora aqui estamos em Cades, acampados perto das fronteiras da tua terra. Pedimos-te assim que nos deixes atravessar o teu
país. Seremos cuidadosos, não pisaremos terra cultivada, nem iremos pelas
vinhas; nem sequer pretendemos beber a água das tuas fontes. Limitar-nos-emos
ao caminho principal, e não o deixaremos até que tenhamos atravessado a
fronteira do outro lado.

18Contudo, a resposta do rei de Edom foi: Não autorizo! Se tentarem entrar na minha terra irei ao vosso encontro com o meu exército.

19Mas, YAHU ULHÍM, protestaram os embaixadores de Yashorúl, nós
apenas pretendemos passar pela entrada principal, e nem da água dos poços
queremos beber, a não ser pagando aquilo que nos pedirem. Só queremos passar
para o outro lado da fronteira, mais nada.

20-21Mas o rei foi intransigente. Mantenham-se afastados!, avisou ele. E fazendo mobilizar o exército, deslocou para a fronteira uma grande força militar.

22Por causa dessa recusa de Edom em deixar Yashorúl passar pela sua terra, foram obrigados a voltar para trás, indo de Cades até ao monte Hor.

 

A morte de Aharón

 

23Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa e a
Aharón, perto ainda da terra de Edom:

24Chegou o tempo de Aharón morrer, pois que não devera entrar na terra que dei ao povo de Yashorúl, em consequência de vocês dois terem alterado as minhas ordens quanto à água em Meribá.

25-26Tu, Mehushúa, levarás Aharón e o seu filho Úlozor até ao cimo do monte Hor, e lá
tirarás as vestes sacerdotais a Aharón e as vestirás a Úlozor, o seu filho.
Aharón será recolhido e morrerá ali.

27-29Mehushúa fez conforme YAHU ULHÍM lhe mandara. Os três foram junt ao monte Hor, à vista de toda a gente. Quando chegaram ao cimo, Mehushúa tirou as vestes sagradas a Aharón, vestiu-as a Úlozor, o seu filho, e Aharón morreu sobre o monte. Mehushúa e Úlozor regressaram. O povo, ao ser informado da morte de Aharón, chorou-o por trinta dias.

 

BAMIDBAR 21

 

Vitória sobre os cananeus

1-2Quando o rei cananeu de Arade ouviu que
os Yashorúlitas se estavam a aproximar e que estavam a seguir o caminho dos
espias, mobilizou as suas forças militares e atacou Yashorúl, fazendo alguns
prisioneiros. Então o povo prometeu a YAHU ULHÍM que, se ele os ajudasse a
vencer o rei de Arade e o seu povo, haveriam de aniquilar completamente todas
as cidades daquela área.

3 YAHU ULHÍM atendeu ao seu pedido; os cananeus foram
derrotados completamente e as suas cidades destruídas. O nome da região ficou
sendo Horma.

 

A serpente de bronze

 

4-5O povo de Yashorúl voltou para o monte
Hor e dali continuaram para o sul, pelo caminho do Mar Vermelho, em vistas de
contornar a terra de Edom. O povo estava muito desencorajado, e começaram a
lamentar-se contra YAHU ULHÍM e a murmurar contra Mehushúa: Porque é que nos
tiraram do Egito para virmos morrer aqui neste deserto? Não há nada que comer
aqui, nada para beber, e já aborrecemos este insípido maná.

6Então YAHU ULHÍM mandou serpentes venenosas por entre eles para os castigar; muitos foram mordidos e morreram.

7O povo chegou-se a Mehushúa e exclamou: Pecámos porque
falámos contra YAHU ULHÍM e contra ti. Ora a YAHU ULHÍM para que afaste estas
serpentes. Mehushúa orou pelo povo.

8 YAHU ULHÍM disse-lhe: Faz uma imitação em
bronze de uma dessas serpentes e põe-na no alto duma vara; quem quer que tenha
sido mordido ficará vivo se simplesmente olhar para ela!

9Mehushúa assim fez, e
todos os que eram mordidos olhavam para a serpente de metal e salvaram-se.

 

A jornada para Moabe

 

10-15Yashorúl deslocou-se a seguir para
Obote e acampou ali. Depois continuaram para Abarim, no deserto, a curta
distância de Moabe, do lado nascente. Dali foram para o vale do ribeiro de
Zerede, e acamparam. Seguidamente moveram-se para a outra banda do rio Arnom,
que faz a fronteira entre os moabitas e os amorreus. Este fato está mencionado
no Livro das Guerras de YAHU ULHÍM, onde se lê que o vale do rio Arnom, e a
cidade de Vaeb, ficam entre os amorreus e o povo de Moabe.

16-20A deslocação seguinte foi para Beer. Este é o lugar onde YAHU ULHÍM disse a Mehushúa. Convoca o povo e dar-lhe-ei água. Esse acontecimento está descrito nesta canção que o povo canta: Yorra, ó poço! Cantem a canção da água! Este é o poço que abriram os chefes. Foi escavado pelos nobres, e pelos legisladores com as suas varas. Depois deixaram o deserto e continuaram para Mataná; e daí para Naaliel e em seguida para Bamote. Daqui foram para o vale do planalto de Moabe, sobranceiro ao deserto, e donde se avista à distância o monte de Pisgáh.

 

A derrota dos reis Siom e Ogue

 

21Yashorúl mandou daí embaixadores a Siom,
rei dos amorreus:

22Deixa que nos desloquemos através da tua terra, pediram
eles. Não nos desviaremos do caminho principal até que tenhamos atingido a
fronteira oposta. Não pisaremos os teus campos, nem tocaremos nas tuas vinhas,
nem sequer da água provaremos.

23-24Mas o rei Siom recusou. Mandou mesmo
mobilizar o seu exército, veio ao encontro de Yashorúl no deserto e atacou-o em
Yaza. Yashorúl derrotou-os passando-os ao fio da espada e ocupando-lhes as
terras, desde o rio Arnom até ao rio Yaboque, mesmo até às fronteiras dos
amonitas; e pararam aí porque a fronteira era fortificada.

25-26Foi assim que Yashorúl capturou todas as cidades dos amorreus e viveu nelas, incluindo a cidade de Hesbom, que tinha sido a capital do rei Siom.

27-30Os antigos poetas referiram-se ao rei Siom neste poema: Venham até Hesbom, capital do rei Siom, Reedifiquem-na, e estabeleçam-na de novo. Porque fogo saiu dali e
devorou a cidade de Ar, de Moabe,nos altos do rio Arnom. Ai de ti, Moabe! Está
perdido, o povo de Quemós. Os seus filhos fugiram,e as suas filhas foram
capturadaspelo rei Siom dos amorreus. Ele destruiu as criancinhas, e homens, e
mulheres,até chegar a Dibom, a Nofá e a Medeba.

31-32Enquanto Yashorúl ali
esteve a viver na terra dos amorreus, Mehushúa enviou espias para observar a
área de Yazer. E conquistaram todas as cidades, expulsando os amorreus.

33Após isso voltaram a atenção contra a cidade de Basã. Mas o rei Ogue, dessa cidade,
mais o seu exército saiu contra eles em Edrei.

34 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa
para não os temer, porque lhes garantia praticamente já a vitória sobre esses
inimigos: Acontecerá ao rei Ogue a mesma coisa que se deu com o rei Siom em
Hesbom.

35E assim foi precisamente, de tal maneira que não ficou vivo um só dos
inimigos. E Yashorúl ocupou aquela terra.

 

BAMIDBAR 22

 

Balaque chama Balaam

 

1O povo de Yashorúl depois passou pelas
planícies de Moabe e veio acampar a oriente do rio Yardayán, em frente de
Yáricho.

2-4Quando o rei Balaque de Moabe, filho de Zípor, verificou como eles
eram numerosos, e quando soube o que tinham feito aos amorreus, ele e o seu
povo ficaram aterrorizados; foram depressa consultar os conselheiros de Midiã.
Esta multidão vai tragar-nos tal como os bois comem a erva!, exclamavam eles.


5-6O rei Balaque enviou mensageiros a Balaam, filho de Beor, que vivia na sua
terra natal, em Petor, perto do rio Eufrates, para lhe pedir que viesse
ajudá-lo.É uma gente guerreira que chegou do Egito. Cobrem toda a face da
terra, e preparam-se para me atacar. O rei pede-te que venhas e que os
amaldiçoes por nós, para que os vejamos desviarem-se da terra; porque sabemos
bem como caem bênçãos sobre aqueles que tu abençoas, e também sabemos que
aqueles que amaldiçoas ficam condenados.

7Os mensageiros eram alguns dos
líderes mais eminentes de Moabe e de Midiã; tinham ido ter com Balaam com o
dinheiro na mão, explicando-lhe o que Balaque pretendia.

8Passem aqui a noite, disse Balaam, e pela manhã vos direi aquilo que YAHU ULHÍM me mandar responder-vos. E assim fizeram.

9Naquela noite YAHU ULHÍM veio até Balaam e
perguntou-lhe: Quem são estes homens?

10-11Vieram da parte do rei Balaque, de
Moabe, respondeu. O rei diz que uma vasta horda de povo do Egito se chegou até
junto da sua fronteira, e agora quer que eu vá e os amaldiçoe, na esperança de
poder travar batalha com aquela gente e expulsá-los.

12Tu não farás isso, disse-lhe YAHU ULHÍM. Não irás amaldiçoá-los porque sou eu quem os abençoa a eles.

13Na manhã seguinte Balaam disse-lhes: Podem regressar. YAHU ULHÍM não me
deixa ir.

14Os delegados do rei Balaque retornaram e comunicaram o recado que
traziam.

15-17Mas Balaque tentou novamente. Desta vez mandou um número maior de
embaixadores, todos de mais alta categoria social do que o primeiro grupo.
Vieram até Balaam com esta mensagem: O rei Balaque pede-te que venhas.
Promete-te grandes honras e mais ainda todo o dinheiro que quiseres pedir-lhe.
É só dizeres quanto queres! A questão é que venhas e nos amaldiçoes esta gente.


18-19Mas Balaam retorquiu-lhes: Nem mesmo que me desse um palácio todo cheio de
prata e ouro eu poderia coisa alguma contra o mandamento de YAHU UL meu YAHU
ULHÍM. Contudo, fiquem aqui esta noite, para que possa saber se YAHU ULHÍM
acrescentará ou não alguma coisa àquilo que já me disse antes.

20Nessa noite YAHU ULHÍM falou a Balaam: Levanta-te então e vai com eles, mas tem cuidado em dizer unicamente o que eu te mandar.

 

A jumenta de Balaam

 

21Dessa forma, na manhã seguinte, albardou a
sua jumenta e partiu com aqueles homens.

22-23Mas YAHU ULHÍM estava zangado
contra Balaam, por isso mandou um anjo para se pôr no meio do seu caminho e
matá-lo. Enquanto Balaam e os dois criados seguiam cavalgando pela estrada, a
jumenta de Balaam viu o anjo de YAHU UL em pé no caminho com a espada
desembainhada. Então saiu do caminho e foi-se pelo campo. Balaam bateu-lhe e
trouxe-a de novo para o caminho.

24-25Mas o anjo de YAHU UL pôs-se mais adiante
num lugar onde se passava entre duas paredes de campos de vinhas. Quando a
jumenta o viu de novo ali procurou passar muito rente a um dos muros, apertando
de tal maneira o pé de Balaam que ele tornou a bater-lhe.

26-27Ora o anjo de YAHU UL foi pôr-se ainda mais à frente num lugar tão estreito que a jumenta ali é que não podia passar mesmo. Por isso baixou-se e ali ficou. Balaam furioso espancou-a com o bordão.

28Então YAHU ULHÍM fez com que a jumenta falasse,
assim: O que é que te fiz para que me espanques já por três vezes?

29Porque tens estado a brincar comigo! gritou-lhe Balaam. Só queria ter aqui uma espada, que te matava já.

30Já alguma vez fiz isto assim contigo, anteriormente?,
perguntou a jumenta.Não, admitiu ele.

31Então YAHU ULHÍM deixou que os olhos se lhe abrissem e viu o anjo no meio do caminho com a espada desembainhada; logo se inclinou até ao chão perante ele.

32-33Porque é que já por três vezes bateste na tua jumenta?, perguntou-lhe o anjo. Eu vim aqui para te deter, porque o teu caminho é perverso diante de mim. A jumenta por três vezes me viu e procurou desviar-se, e aliás, se assim não tivesse sido, certamente te teria morto; e ela teria sido poupada.

34Então Balaam confessou: Pequei. Não me dei
conta que estavas aí. Se não queres que vá lá, volto agora mesmo para casa.


35-36Mas o anjo disse-lhe: Não, vai então com esses homens, mas dirás apenas o que eu te disser. Assim Balaam continuou o caminho com os outros. Quando o rei Balaque ouviu que Balaam vinha a caminho, deixou a capital e saiu a encontrar-se com ele junto ao rio Arnom na fronteira da sua terra.

37Porque te demoraste tanto em vir?, perguntou-lhe o rei. Não acreditaste em mim quando te prometi grandes honrarias?

38-41Balaam repondeu-lhe: Eu vim, sim, mas não tenho
poder para dizer senão exclusivamente o que YAHU ULHÍM me mandar proferir. Só isso falarei. Balaam acompanhou o rei até Kiryat-Huzote, onde este sacrificou bois e cordeiros, tendo dado também animais para Balaam e os embaixadores sacrificarem por sua vez. Na manhã seguinte Balaque levou Balaam até ao cimo do monte Bamote-Baal, do qual se podia ver todo o povo de Yashorúl espalhado lá em
baixo.

 

BAMIDBAR 23

 

A primeira profecia de Balaam

 

1Balaam disse para o rei: Levanta sete
altares aqui, e prepara sete bezerros e sete carneiros para serem sacrificados.


2Balaque fez como o outro lhe dissera e foi sacrificado em cada altar um
bezerro e um carneiro.

3-4Então Balaam disse para o rei: Fica aqui junto do holocausto e verei se YAHU ULHÍM vem ao meu encontro. O que ele me disser, comunicar-to-ei. Depois, foi a um lugar mais elevado e disse a YAHU ULHÍM: Preparei sete altares, e sacrifiquei um bezerro e um carneiro em cada um.

5E YAHU ULHÍM comunicou-lhe a mensagem que deveria transmitir a Balaque.

6Quando Balaam regressou, o rei estava de pé ao lado dos holocaustos, com todos os altos conselheiros de Moabe.

7-10Esta foi a mensagem que Balaam lhe trouxe:O rei Balaque, rei de Moabe, trouxe-me aqui desde a terra de Arã, desde as montanhas lá do oriente. ‘Vem’, disse, ‘amaldiçoa-me YAHUCAF!’ Como poderei eu amaldiçoar o que YAHU ULHÍM não amaldiçoou? Como detestarei um povo que YAHU ULHÍM não condena? Estou a vê-lo do alto do monte, observo-os do cimo da montanha. Este povo é separado das outras gentes; quer viver sem se misturar com outros, com outras nações. São tão numerosos como os grãos de pó da terra! São incontáveis. Se ao menos eu pudesse morrer tão feliz como morre um justo! Se o meu fim pudesse ser como o deles!

11Mas o que é que me fizeste?, exclamou o rei Balaque. Disse-te para amaldiçoares os meus inimigos, e acabaste por abençoá-los!

12Mas Balaam replicou: Posso eu falar seja o que for que YAHU
ULHÍM não me mande dizer?

 

A segunda profecia de Balaam

 

13Então Balaque tentou novamente: Vem comigo
a outro lugar; dali verás apenas uma parte de Yashorúl: amaldiçoa ao menos só esses que vires!

14Então Balaque trouxe Balaam até aos campos de Zofim, subiu
ao monte de Pisgáh, levantou sete altares, e ofereceu um bezerro e um carneiro em cada um.

15Balaam tornou a dizer ao rei: Fica aqui, junto dos sacrifícios
queimados, enquanto vou ali encontrar-me com YAHU ULHÍM.

16E de novo YAHU ULHÍM veio ter com Balaam e lhe disse o que devia proferir. Por isso regressou até onde estava o rei e os conselheiros moabitas, ao lado dos holocaustos.

17-24Que foi que te disse YAHU ULHÍM?, perguntou o rei ancioso. E a sua resposta foi:Levanta-te Balaque e ouve. Escuta-me tu, filho de Zípor. YAHU ULHÍM não é um homem para que possa mentir. Ele não muda de intenções como fazem os seres humanos. Alguma vez ele prometeu uma coisa sem que tenha cumprido o que disse? Ouve! Recebi ordem para os abençoar, porque é YAHU ULHÍM mesmo quem abençoa, e não seria eu quem poderia alterar tal coisa! Ele não vê maldade em YAHUCAF; por isso não pertubará Yashorúl. YAHU ULHÍM, o seu YAHU ULHÍM, está com eles. Ele é o seu rei! YAHU ULHÍM o tirou do Egito. Yashorúl tem a força de um touro. Não há maldição que possa ser lançada sobre YAHUCAF. Não há encantamento que consiga virar-se contra Yashorúl. Porque desde agora será dito de YAHUCAF e de Yashorúl: ‘Quantas maravilhas YAHU ULHÍM fez por eles!’ Este povo levanta-se com o impulso de um leão. Não descansarão enquanto não tiverem devorado a presa toda, e enquanto não tiverem bebido todo o sangue!

25Ao menos, já que não os amaldiçoas, não os abençoes!, exclamou o rei. 26Mas ele replicou-lhe: Não te disse eu que havia de falar apenas o que YAHU ULHÍM me dissesse?

 

A terceira profecia de Balaam

 

27Então Balaque insistiu: Vou levar-te ainda
para outro lugar. Talvez YAHU ULHÍM te deixe amaldiçoá-los de lá.

28-30Balaque levou Balaam para o cimo do monte Peor, sobranceiro ao deserto. Balaam disse novamente ao rei para construir os sete altares das outras vezes, e para
sacrificar os mesmos sete bezerros e sete carneiros. Ele fez conforme essa
indicação, e ofereceu os animais nos altares como anteriormente.

 

BAMIDBAR 24

 

1Balaam viu bem que os planos de YAHU ULHÍM
eram de abençoar Yashorúl. Por isso nem sequer foi desta vez procurar
adivinhar, como fizera antes. Em vez disso voltou-se logo em direção a Yashorúl,


2-9que se encontrava lá em baixo, distribuído pelas suas áreas tribais. E o
RÚKHA-YAHU veio sobre ele, declarando esta profecia a respeito do povo:
Balaam, filho de Beor, o homem que tem os olhos abertos, diz assim:’Eu ouvi a palavra de YAHU ULHÍM, atentei no que YAHU ULHÍM poderoso me mostrou. Caí por terra, e os meus olhos foram abertos: Oh! que alegrias esperam por Yashorúl, que contentamentos haverá nos lares de YAHUCAF. Vejo-os espalhados diante de mim como vales verdes, como jardins verdejantes à beira de rios,como árvores de sândalos plantadas pelo próprio YAHU ULHÍM, como cedros junto à fonte de água. Serão abençoados com abundantes torrentes, viverão em muitos lugares. O seu YAHU ULHÍM revelar-se-á como sendo bem maior do que Agague. O seu reino será exaltado.  YAHU ULHÍM os tirou do Egito. Yashorúl tem o poder de um jovem touro. Devorará as nações que se lhe opuserem, esmigalhará os seus ossos em pó, crivá-los-á de setas. Ali está Yashorúl
descansando como um leão, como uma leoa -Quem ousará perturbá-lo? Abençoado
será quem te abençoar, ó Yashorúl, e maldito quem te amaldiçoar.’

10-11O rei Balaque estava cheio de cólera. Brandindo os punhos cerrados, de fúria, gritou: Eu chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos e afinal acabas por mos
abençoares já por três vezes! Fora daqui! Vai lá para donde vieste! Tinha
planeado elevar-te a um cargo de grande honra, mas YAHU ULHÍM privou-te desse
privilégio!

12-13Balaam replicou: Mas não disse eu aos teus delegados que mesmo
que me dessem um palácio cheio de ouro e prata, não poderia ir além das
palavras de YAHU ULHÍM? Não poderia dizer uma só palavra da minha lavra?

14Sim, vou com certeza regressar para donde vim, para a minha terra. Mas primeiro
deixa-me dizer-te o que os Yashorulítas vão fazer ao teu povo.

 

A quarta profecia de Balaam

 

15-19E disse-lhe mais esta profecia:Balaam, o filho de Beor, é o homem cujos olhos estão abertos, que ouve as palavras de YAHU ULHÍM, que tem conhecimento do Altíssimo, que vê que YAHU ULHÍM poderoso lhe quer mostrar. Inclina-se por terra; mas tem os olhos abertos: – Vejo o futuro de Yashorúl, vejo bem longe o seu trilho. Há-de aparecer uma ‘cocáv’ (est-ela) vinda de YAHUCAF! O governante de Yashorúl
esmigalhará o povo de Moabe, e destruirá os filhos de Soth. Yashorúl virá a
possuir todo o Edom e Seir. Eles vencerão os seus inimigos. De YAHUCAF
erguer-se-á um que na sua força destruirá muitas cidades.

 

 

A profecia final de Balaam

 

20Em seguida Balaam virou-se para as casas
do povo de Amaleque e profetizou ainda isto:
Amaleque foi o primeiro das nações, Mas o seu destino será a destruição!


21-22Depois, referindo-se aos queneus disse:
Sim, estás situada num lugar de toda a segurança, O teu ninho está posto sobre as rochas! Mas os queneus serão também destruídos e o poderoso exército do rei da Assíria te levará para longe desta terra!

23-24E concluiu assim estas profecias:Aide nós! Quem poderá viver quando é YAHU ULHÍM quem faz estas coisas?Virão até barcos das costas de Cyprus, que oprimirão tanto Eber como a Assíria. Também eles hão-de ser destruídos.

25Desta forma se separaram Balaam e Balaque e
regressaram cada um ao seu lugar.

 

BAMIDBAR 25

 

Moabe seduz Yashorúl

 

1-2Enquanto Yashorúl estava acampado em Sitim
alguns dos homens do povo começaram a juntar-se com as raparigas moabitas.
Estas por sua vez também os convidavam para os sacrifícios aos seus falsos
criadores o estatuas, e em breve os homens não só assistiam aos festejos como
até já se inclinavam em adoração perante aqueles ídolos.

3Portanto Yashorúl
tornou-se ligado a Baal, o idolo de Moabe. E a cólera de YAHU UL acendeu-se
contra o seu povo.

4Por isso deu a seguinte ordem a Mehushúa: Executa todos os
chefes de tribo, de Yashorúl. Enforca-os em plena luz do dia, para que a cólera
do seu YAHU ULHÍM se retire deles.

5E assim Mehushúa ordenou aos juízes que
executassem todos os que tinham adorado Baal.

6Contudo, um dos homens Yashorulítas trouxe uma rapariga midianita para o acampamento, ali mesmo diante dos olhos de
Mehushúa e de todo o povo, enquanto choravam à porta do tabernáculo.


7-9Pinkhós, filho de Eleazar e neto de Aharón, perante isto, avançou do lugar em
que se encontrava, pegou numa lança, correu para a tenda daquele homem, para
onde já tinha levado entretanto a rapariga, e atravessou-os a ambos com a
lança, a qual perfurando o homem, veio enterrar-se no estômago da moabita. Com
isso parou uma praga que entretanto se alastrara, mas não sem que vinte e
quatro mil pessoas tivessem já morrido.

10Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:


11Pinkhós, o filho de Eleazar e neto de Aharón, o intermediário, conseguiu
afastar a minha cólera, porque estava tão indignado como eu, com zelo pela
minha honra; e dessa maneira suspendi a destruição de todo Yashorúl, como era
minha intenção.

12-13Por isso, em consequência do que ele fez, do zelo que
demonstrou pelo seu YAHU ULHÍM, e porque dessa forma fez resgate pelo povo de Yashorúl, prometo que tanto ele como os seus descendentes serão intermediários para
sempre.

14-15O nome do homem que foi morto com a rapariga midianita era Zimri,
filho de Salu, chefe da tribo de Shamiúl. O da rapariga era Cozbi, filha de
Zur, príncipe midianita.

16-17 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: Destrói os
midianitas, porque eles perturbaram-vos com os seus enganos, levaram-vos até a
adorar Baal, e seduziram-vos, como foi com esse caso de Cozbi, a midianita.

 

BAMIDBAR 26

 

O segundo recenseamento

 

1Depois de ter passado a praga, YAHU ULHÍM
disse a Mehushúa e a Úlozor, o filho de Aharón, intermediário:

2Recenseia todos os homens de Yashorúl, de vinte anos para cima, para se saber com quanta gente de cada tribo e família se poderá contar para a guerra.

3-4Mehushúa e Úlozor instruiram os chefes de Yashorúl nesse sentido. Toda a nação estava acampada nas planícies de Moabe, nas margens do rio Yardayán, em frente de Yáricho oram estes os resultados do recenseamento:

5-11Tribo de Ro-ibén: 43.730 -Ro-ibén era o filho mais velho de Yashorúl.
Nesta tribo integravam-se as seguintes famílias cujas designações correspondiam
aos filhos de Ro-ibén: Os descendentes de Kanóch; os descendentes de Palu.
Dentro destes, havia o sub-grupo familiar de Uliab – que era um dos filhos de
Palu- que se dividia ainda nos agregados familiares de Nemuul, Datã e Abirão
Estes últimos foram aqueles dois chefes que apoiaram Coré na conspiração contra Mehushúa e contra Aharón num desafio à autoridade de YAHU ULHÍM. Mas a terra abriu-se e engoliu-os vivos. Foram nessa altura destruídos igualmente pelo fogo de YAHU ULHÍM duzentos e cinquenta homens, como aviso a toda a nação. Contudo os filhos de Coré não morreram. Os descendentes de Herzom, e os descendentes de Carmi.

12-14Tribo de Shamiúl: 22.200 -Nesta tribo havia as seguintes famílias,
segundo os filhos de Shamiúl: de Nemuul, Yamin, Yaquim, Zerá e de Shaúl.

15-18Tribo de Gaóld: 40.500 -Eram as seguintes, as famílias de Gaóld, de
acordo com os seus descendentes: de Zefom, Hagi, Suni, de Ozni, Eri, Arodi e de
Areli.

19-22Tribo de YAHUDAH: 76.500 -As famílias dos descendentes de YAHUDAH eram
estas, não incluindo nem Er nem Onã, os quais morreram na terra de Canaã: as de
Sela, de Perez e de Zoro. Este recenseamento inclui também os seguintes
sub-grupos descendentes de Perez: os descendentes de Hezron e de Hamul.

23-25Tribo de Ishochar: 64.300 -As famílias de Ishochar eram estas: os
descendentes de Tola, de Puva, de Yashav e de Simrom.

26-27Tribo de Zabulón: 60.500 -As famílias desta tribo designavam-se assim:
Serede, Elom e Yaleel.

28-37Tribo de YAHU-saf: 32.500 da meia-tribo de Efroím; e 52.700 da
meia-tribo de Menashé. Na meia-tribo de Menashé, havia as famílias de: Maquir,
filho de Menashé. Da mesma meia-tribo contaram-se ainda: Os descendentes de
Gaúliod, filho de Maquir, neto de Menashé: Os descendentes de Iezer, de
Heleque, de Asriel, de Siquem, de Semita e de Hefer; este ultimo teve um filho,
Zelofeade, o qual não teve descendentes do sexo masculino; teve cinco filhas,
cujos nomes foram: Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza. Constituíam as famílias da
meia-tribo de Efroím: Os descendentes de Sutela, de Bequer e de Taã; havia
ainda a família de os eranitas, descendentes de Erã, filho de Sutela, neto de
Efroím.

38-41Tribo de Benyamín: 45.600 -Nesta tribo eram as seguintes, as famílias
de: Bela, Asbel, Airão, Sufão e Hufão. Os filhos de Bela vieram a formar ainda
estas famílias, incluídas na tribo de Benyamín: Arde e Naamã.

42-43Tribo de Dayán: 64.400 -Só uma família constituía esta tribo: os
descendentes de Suão.

44-47Tribo de Oshór: 53.400 -As famílias desta tribo foram: os descendentes
de Imna, de Isvi, de Beria; os filhos deste constituíram mais duas famílias:
Heber e Molkhiúl. Oshór teve ainda uma filha Sera.

48-50A tribo tribo de Neftali: 45.400 -Nesta tribo havia as seguintes famílias: Yazeel,
Guni, Yezer e Silem.

51Portanto, o total dos homens aptos para o serviço
militar foi de 601.730.

52-54Então YAHU ULHÍM disse a Mehushúa que dividisse a
terra por cada tribo proporcionalmente à população de cada uma, conforme os
dados do recenseamento; desta forma, as tribos maiores deveriam ter mais terra
do que as mais pequenas.

55-56Que os representantes das tribos sorteiem entre
si as diversas zonas da terra, mas em duas vezes: as tribos maiores sortearão
as zonas maiores, e as outras as zonas mais pequenas. Foram assim as instruções
de YAHU UL.


57São estas as famílias da tribo de Leví, conforme o recenseamento: os
descendentes de Gerson, de Coate e os de Merari.


58Constavam-se nela ainda os seguintes agregados familiares: os
libnitas, os hebronitas, os malitas, os musitas e os coraitas.

59-61Quando Leví estava no Egito nasceu-lhe uma filha, chamada Yoquebede, que veio a casar com Amrão, filho de Coate. Foram estes os pais de Aharón, de Mehushúa e de
Maoro-ém. Depois, a Aharón, nasceram-lhe Naodáb, Abiú, Úlozor e Itamar. Naodáb
e Abiú morreram quando pretendiam oferecer fogo profano a YAHU ULHÍM.

62-O resultado do recenseamento revelou haverem 23.000 Levítas do sexo masculino,
com mais de um mês de idade. Mas estes não foram incluídos nos resultados
finais, porque não lhes foi dada a terra, quando da repartição por entre as
tribos.

63-65Tais são, pois, os numeros relativos à contagem feita por Mehushúa
e por Úlozor nas planícies do Moabe, nas margens do Yardayán, em frente de
Yáricho. Nem um só indivíduo de toda este alistamento tinha sido contado no
anterior recenseamento feito no deserto de Sinai. Todos os que naquela altura
tinham sido alistados estavam agora mortos, de acordo aliás com que YAHU ULHÍM
dissera, que haviam de morrer no deserto; as únicas duas excepções foram Caleb
filho de Yefoné e YAHUSHUA filho de Nun.

 

BAMIDBAR 27

 

As filhas de Zelofeade

 

1-2Um dia as filhas de Zelofeade, da tribo
de Menashé, vieram até à entrada do tabernáculo apresentar uma petição a
Mehushúa, a Úlozor o intermediário, a outros líderes de tribo e mais pessoas
que ali estavam. Zelofeade, o pai destas mulheres da meia-tribo de Menashé, um
dos filhos de YAHU-saf, pertencia ao agregado dos herefitas, descendentes de
Gaúliod o qual era filho de Maquir e neto de Menashé.

3-4Nosso pai morreu no
deserto, disseram elas. Mas não foi daqueles que se juntaram na revolta de Coré
contra YAHU ULHÍM; morreu antes no seu próprio pecado. E não deixou filhos
rapazes. Por que razão haveria de desaparecer o nome dele, só porque não deixou
herdeiros do sexo masculino? Por isso sentimos que devíamos também receber uma
terra tal como os outros membros da nossa família.

5Mehushúa trouxe o caso atéà presença de YAHU UL.

6-11A resposta de YAHU ULHÍM foi esta: As filhas de
Zelofeade têm razão. Dá-lhes também uma parte, na repartição das terras, tal
como é dada aos seus tios. Ficarão pois com a parte que teria sido dada ao pai,
se ainda vivesse. E isto passará a ser uma lei no vosso meio, que, se um homem
morrer sem descendentes do sexo masculino, então a sua herança passará às
filhas. E se não tiver tido filhas, serão os seus irmãos a herdar. Se por acaso
até tiver sido filho único herdarão os tios dele. E se ainda isto não puder
ser, passará a herança para o parente mais próximo.

 

YAHUSHUA sucessor de Mehushúa

 

12-14Certo dia YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:
Sobe ao monte de Abarim e vê a terra que dei ao povo de Yashorúl. Depois de a
contemplares, morrerás, tal como aconteceu com o teu irmão Aharón, porque vocês
rebelaram-se contra as minhas instruções no deserto de Zim. Quando o povo de Yashorúl se revoltou, vocês não me honraram perante eles seguindo exatamente as minhas instruções de dizer à água para jorrar da rocha. YAHU ULHÍM estava-se a referir
ao incidente das águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim.

15Então Mehushúa disse a YAHU ULHÍM:

16-17-Ó YAHU ULHÍM, o Criador Eterno dos espíritos da toda a
humanidade, peço-te que indiques um novo chefe para o povo, um homem que os
dirija nos combates e que também cuide deles, para que não sejam como ovelhas
sem apacentador.

18-21 YAHU ULHÍM respondeu-lhe: Vai buscar YAHUSHUA, filho de
Nun, que tem o Meu ESPÍRITO, e leva-o a Eleazar o intermediário; na presença de toda
a gente transmite-lhe a responsabilidade de conduzir o povo. Dá-lhe assim
publicamente a tua autoridade para que toda a nação lhe obedeça, através de
Eleazar, as directivas de YAHU UL. YAHU ULHÍM falará a Eleazar através do urim, e
este comunicará a YAHUSHUA e ao povo as instruções necessárias. Desta forma YAHU
ULHÍM continuará a conduzi-los.

22-23Mehushúa assim fez, conforme o mandado de YAHU
UL; tomou YAHUSHUA, levou-o a Eleazar o intermediário, e, aos olhos de toda a
gente, pôs a mão sobre a cabeça dele e consagrou-o às suas novas
responsabilidades, tal como YAHU ULHÍM ordenara.

 

BAMIDBAR 28

 

Ofertas diárias

 

1 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa que
transmitisse ao povo estas ordens:

2As ofertas que me queimaram no altar são
como um alimento, são como um cheiro delicioso para mim. Portanto tanto tenham
cuidado para que sejam trazidas regularmente e de acordo com as instruções que
receberam.

3-8Quando fizerem ofertas pelo fogo, empregarão cordeiros, machos de
um ano, sempre sem defeito. Dois deles serão oferecidos em cada dia, como uma
oferta queimada regular. Um cordeiro será sacrificado em cada manhã, outro
todas as noites. Com eles será apresentada uma oferta de cereais, de três
litros de farinha finamente moída, misturada com 1,5 litros de azeite. Esta é a
oferta queimada, ordenada no Monte Sinai, que deve ser oferecida regularmente
como cheiro suave, como holocausto a YAHU ULHÍM. Com ela será trazida a oferta
de vinho, derramada no Templo perante YAHU ULHÍM, e consistindo em 1,5 litros
de vinho a acompanhar cada cordeiro. Ofereçam o segundo cordeiro e a sua oferta
de vinho ao fim do dia. Trata-se igualmente de um bom cheiro para YAHU ULHÍM,
de uma oferta queimada.

 

Ofertas no Shábbos

 

9-10Ao Shábbos sacrifiquem dois cordeirinhos
de um ano, ambos sem defeito algum, além das ofertas regulares. Deverão ser
acompanhadas de uma oferta de cereais de 6 litros de farinha fina misturada com
azeite, mais a oferta usual de vinho.

 

Ofertas mensais

 

11-14Também no primeiro dia de cada mês
haverá uma oferta queimada extra, apresentado a YAHU ULHÍM, consistindo em dois
bezerros, um carneiro e sete cordeirinhos de um ano; todos estes animais terão
de ser sem defeito. Acompanhem-nos de 9 litros de farinha finamente moída,
misturada com azeite, como oferta de cereais juntamente com cada bezerro; e 6
litros de fina farinha moída, com azeite, para o carneiro; para cada
cordeirinho dêem 3 litros da mesma farinha misturada com azeite. Este
holocausto será apresentado pelo fogo, e dará grande prazer a YAHU ULHÍM.
Acompanhando cada um destes sacrifícios haverá uma oferta de vinho – 3 litros
para cada bezerro, 2 para o carneiro e 1,5 para cada cordeirinho. Isto será
então a vossa oferta de holocausto em cada mês, durante todo o ano.

15Também no
primeiro dia de cada mês oferecerão um bode para oferta de expiação do pecado,
perante YAHU ULHÍM. Isto, para além do vosso holocausto regular diário e das
suas libações.

 

A PósqaYa

 

16-25No fim do mês de Março celebrarão a
PósqaYa. No dia seguinte começará uma grande e alegre festividade que durará
sete dias; mas não será servido pão com fermento. No primeiro dia da celebração
chamar-se-á todo o povo a reunir-se numa santa assembleia, e não se executará
nenhum trabalho pesado nesse dia. Oferecerão holocaustos a YAHU ULHÍM,
consistindo em dois bezerros, um carneiro e sete cordeirinhos de um ano, todos
sem defeito. Para cada bezerro oferecerão também uma oferta de cereais de 9
litros de fina farinha misturada com azeite; com o carneiro ela será de 6
litros, e para cada um dos sete cordeiros, 3 litros de fina farinha. Devem
também oferecer um bode como oferta pelo pecado, para fazer expiação por vocês.
Estas ofertas serão feitas para além das que apresentam regularmente, todos os
dias. Este mesmo sacrifício que acabei de referir-vos será apresentado em cada
um dos sete dias da festividade. Será de grande prazer para YAHU ULHÍM. No
sétimo dia haverá de novo uma santa e solene assembleia de todo o povo, e
durante esse dia não se fará qualquer espécie de trabalho pesado.

 

A celebração dos primeiros frutos

 

26-30-No dia dos primeiros frutos haverá uma assembleia solene especial de todo o povo para celebrar as novas colheitas. Nesse dia deverão apresentar as vossas primeiras colheitas de cereais, como oferta de cereais a YAHU ULHÍM; não se fará qualquer trabalho nesse dia. Um holocausto especial que dará grande prazer a YAHU ULHÍM será oferecido nesse dia. Consistirá em dois bezerros, um carneiro e sete cordeirinhos de um ano. Serão acompanhados da vossa oferta de cereais de 9 litros de fina farinha
misturada com azeite para cada bezerro, de 6 litros para o carneiro e de 3 para
cada um dos cordeiros. Ofereçam igualmente um bode para fazer expiação por
vocês.

31Estas ofertas especiais são para além dos holocaustos regulares
diários, das ofertas de cereais e das de vinho. Dêem atenção que cada animal
oferecido seja sem mancha ou defeito.

 

BAMIDBAR 29

 

A celebração das trombetas

 

1-2No dia 15 de Setembro de cada ano realizar-se-á a celebração das trombetas. Haverá um solene ajuntamento do povo nesse dia, e não será feito qualquer trabalho. Oferecerão nesse dia um holocausto constituído por um bezerro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito. Serão sacrifícios que YAHU ULHÍM muito apreciará.

3Uma oferta de cereais de 9 litros de farinha fina misturada com azeite será
apresentada com os bezerros, mais outra de 6 litros com o carneiro

4e outra ainda de 3 litros para cada um dos sete cordeiros.

5Para além disto oferecerão
um bode para vos fazer expiação pelo pecado.

6Estas ofertas especiais são para
além do holocausto regular mensal que é apresentado naquele dia, e também dos
holocaustos regulares diários oferecidos com a respectiva oferta de cereais e
de vinho, tal como especificado nas instruções que as regulamentam.

 

O dia da expiação

 

7-11Dez dias mais tarde realizar-se-á outra
assembleia de todo o povo. Será um dia de solene humilhação perante YAHU ULHÍM,
e nenhum trabalho, de espécie alguma, será feito. Oferecerão nesse dia um
sacrifício queimado a YAHU ULHÍM – ser-lhe-á de muito agrado – tomarão para
isso um bezerro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito
algum; serão acompanhados das respectivas ofertas de cereais: 9 litros de fina
farinha misturada com azeite com o bezerro, 6 litros com o carneiro e 3 com
cada cordeiro. Deverão igualmente sacrificar um bode para vos fazer expiação
pelo pecado. Isto é para além da oferta pelo pecado do dia de resgate, para
além igualmente das ofertas queimadas regulares diárias, e das de cereais e de
vinho.

 

A celebração de tabernáculos

 

12-16Cinco dias depois haverá ainda outra
santa assembleia de todo o povo, e não se fará então nenhum trabalho duro; será
o começo de uma festividade de sete dias a celebrar perante YAHU ULHÍM. O vosso
holocausto especial então será de treze bezerros, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano, todos eles sem defeito, acompanhados das habituais
ofertas: 9 litros da fina farinha misturada com azeite, isto para cada um dos
bezerros, 6 litros de farinha para cada carneiro e 3 para cada cordeiro. Devera
haver um bode como oferta pelo pecado, tudo isto para além das ofertas diárias,
acompanhadas das de cereais e de vinho.

17-19No segundo dia desta festividade
de sete dias, sacrificarão doze bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de
um ano, todos eles sem defeito, acompanhados da habitual oferta de cereais e da
de vinho. Também para além do holocausto regular diário, devem sacrificar um
bode com a sua oferta de cereais e de vinho para oferta pelo pecado.

20-22No terceiro dia dessa festividade oferecerão onze bezerros, dois carneiros,
catorze cordeiros de um ano; todos estes animais sem defeito algum, mais as
usuais ofertas de cereais e de vinho. Para além dos sacrifícios diários
regulamentares, oferecerão um bode para oferta pelo pecado, acompanhado da sua
oferta de cereais e de vinho.

23-25No quarto dia de celebração oferecerão dez
bezerros, dois carneiros e catorze cordeirinhos de um ano; todos eles sem
defeito. Cada um com o seu acompanhamento de oferta de cereais e de vinho; e
ainda oferecerão o bode, juntamente com as usuais ofertas de cereais e de
vinho, para oferta pelo pecado, para além dos sacrifícios diários regulares.


26-28No quinto dia sacrificarão nove bezerros, dois carneiros e catorze
cordeiros de um ano, sempre sem defeito em nenhum deles, e acompanhado pelas costumadas ofertas de cereais e de vinho; também sacrificarão um bode com as ofertas usuais de cereais e de vinho, como uma oferta especial pelo pecado, para além dos sacrifícios diários.

29-31No sexto dia deverão sacrificar oito
bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano – todos estes animais
sem defeito – juntamente com as respectivas ofertas de cereais e de vinho.
Farão mais o sacrifício do bode, como oferta pelo pecado, com as suas ofertas
de cereais e de vinho, para além dos sacrifícios diários.

32-34No sétimo dia serão sete os bezerros a sacrificar, mais dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, todos eles sem defeito, com as referidas ofertas de cereais e de vinho. Sacrifiquem mais um bode, com a sua correspondente oferta de cereais e de
vinho, como oferta especial pelo pecado, para além das outras ofertas regulares
diárias.

35-39No oitavo dia convoquem o povo para outra solene assembleia, e
não farão nenhum trabalho duro nesse dia. Sacrifiquem uma oferta queimada, que
será de grande agrado a YAHU ULHÍM; será constituída por um bezerro, um
carneiro e sete cordeiros de um ano – todos sem defeito – e mais as habituais
ofertas de cereais e de vinho. Sacrifiquem igualmente um bode, com a costumada
oferta de cereais e de vinho, como oferta pelo pecado, para além dos
sacrifícios diários regulares. Estas ofertas são obrigatórias nas alturas das vossas
celebrações anuais, e deverão ser feitas para além dos sacrifícios e ofertas
que apresentam na consequência de votos feitos, e para além das ofertas
voluntárias, ou dos holocaustos, ofertas de cereais, vinho e de paz.

40-Mehushúa transmitiu todos estes regulamentos ao povo de Yashorúl.

 

BAMIDBAR 30

 

As promessas a YAHU ULHÍM

 

1-2Então Mehushúa convocou os chefes de
tribos e disse-lhes:  YAHU ULHÍM ordenou que quando alguém fizer uma promessa a YAHU ULHÍM, seja ela de realizar algo, ou então de, por exemplo, deixar de praticar determinada ação, esse voto devera ser cumprido, não se violará a palavra dada; terá de se cumprir exatamente aquilo que se prometeu.

3-5Se uma mulher prometer a YAHU ULHÍM fazer, ou não
fazer, qualquer coisa, e se ela for jovem e viver ainda com os seus pais, e se
o pai ouvir que ela fez uma promessa a que se ligou com obrigações e não lhe
disser nada, então esse voto será válido. Mas se o seu pai recusar deixá-la
fazer esse voto, ou se sentir que as penalidades a que se obrigou são demasiado
duras, então esse voto automaticamente é inválido. O pai devera declarar a sua
desaprovação no primeiro dia em que ouvir falar disso. YAHU ULHÍM perdoará à
rapariga visto que o seu pai não o permitiu.

6-8Se uma mulher fizer um voto ou uma promessa proferida irreflectidamente, e se depois vier a casar, quando o marido tomar conhecimento desse voto, se não disser nada no próprio dia em que ouviu isso, então o voto manter-se-á válido. Mas se o marido se opuser, se recusar aceitar esse voto ou promessa leviana, a sua recusa a tornará sem valor, e YAHU ULHÍM lha perdoará.

9Contudo uma mulher se for viúva ou
divorciada devera sempre cumprir o seu voto.

10-15Se ela for casada, vivendo com o marido na altura em que fez o voto, quando o marido o ouvir, se não disser nada o voto manter-se-á. Mas se ele recusar, se não lho consentir no próprio dia em que o ouviu, o voto fica anulado e YAHU ULHÍM a perdoará. Assim o marido poderá tanto confirmar como anular o voto dela, mas se não disser nada durante o dia inteiro, então é porque concorda. Se se passar mais do que um dia
e depois pretender recusar permissão para que o voto se cumpra, todas as
obrigações a que esteja ligada cairão sobre ele e ele será igualmente
responsável por elas.

16Estas são pois as ordens que YAHU ULHÍM deu a Mehushúa
respeitantes a relações entre uma mulher e seu marido, e entre o pai e as
filhas que vivem com ele.

 

BAMIDBAR 31

 

A vingança contra os midianitas

 

1Então YAHU ULHÍM falou assim a Mehushúa:


2Castiga os midianitas por terem levado à idolatria o povo de Yashorúl. Depois
disso terás de morrer – serás recolhido para junto dos teus.

3-6Mehushúa disse ao povo: Armem-se alguns de vocês e preparem-se para travar uma guerra de YAHU ULHÍM contra os midianitas para os castigar. Mobilizem mil homens de cada tribo. E assim foi feito. Foram alistadas doze mil soldados de Yashorúl, os
quais Mehushúa mandou para a batalha. Pinkhós, filho de Úlozor o intermediário,
foi quem conduziu esse exército; e os objectos sagrados acompanharam-nos, ao
mesmo tempo que iam tocando as trombetas.

7-8E o resultado foi que todos os homens midianitas foram mortos nesse combate. Entre eles estavam os cinco reis midianitas: Evi, Requem, Zur, Hur e Reba. Também Balaam, filho de Beor, foi morto.

9-14Yashorúl trouxe como cativos as mulheres e as crianças, e
apoderou-se do gado e dos rebanhos deles, assim como de muita coisa variada que
saquearam. Todas as povoações, cidades e aldeias foram incendiadas. Os cativos
e a presa tomada foram trazidos a Mehushúa e a Úlozor, intermediário, à vista
de todo o povo de Yashorúl, que estava acampado nas margens do Yardayán nas
planícies de Moabe, em frente a Yáricho. Mehushúa e o intermediário Úlozor,
acompanhados de todos os chefes do povo, vieram fora do arraial ao encontro
daquela tropa vitoriosa; mas aconteceu que Mehushúa ficou muito irado contra os
oficiais do exército e os comandantes dos batalhões.

15-20Porque é que deixaram vivas as mulheres?, perguntou. Estas são precisamente as que, seguindo as indicações de Balaam, fizeram com que o povo de Yashorúl adorasse os ídolos, no monte Peor, e provocaram assim aquela praga que nos destruíu! Então, matem agora todos os rapazes, e também todas as mulheres que já alguma vez se tenham deitado com um homem; as restantes deixem-nas em vida e podem levá-las
convosco. Todos os que mataram alguém ou que tenham tocado num corpo morto
deverão ficar fora do acampamento durante sete dias, purificando-se a si e às
cativas no terceiro e no sétimo dia. Lembrem-se também de purificar as vossas
roupas e tudo o que seja feito de pele de animal ou de pêlo de cabra, assim
como os recipientes de madeira.

21-23Úlozor, intermediário, disse para os homens que tinham combatido: Este é o regulamento que YAHU ULHÍM deu a Mehushúa: tudo o que possa suportar o fogo, tal como ouro, prata, bronze, estanho ou chumbo, devera ser passado pelo lume, a fim de ficar ritualmente puro; além disso deve ser purificado pela água de purificação. No entanto aquilo que não suportar o calor passará apenas pela água.

24No sétimo dia lavarão os seus fatos e purificar-se-ão; só depois poderão regressar ao acampamento.

 

Repartição dos despojos

 

25 YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:

26-27Tu e o intermediário Eleazar, mais os líderes das tribos, deverão fazer uma lista de tudo o que foi saqueado, incluindo gente e animais; depois repartam em duas
partes. Metade ficará para os homens que combateram e a outra metade será dada
ao povo de Yashorúl.

28-30Da metade que pertence aos homens que combateram
terão de dar um tributo a YAHU ULHÍM; consistirá de um em cada quinhentos,
tanto dos cativos, como dos bois, dos burros e dos rebanhos capturados pelo
exército. Deem este tributo a Eleazar, o intermediário, para que apresente a YAHU
ULHÍM com um gesto próprio de oferta em frente do altar. Levantem igualmente um
tributo, da metade que pertence ao povo, de um em cada cinquenta também dos
prisioneiros, dos rebanhos e do resto do gado, que for dado ao povo de Yashorúl,
e apresentem-no aos Levítas, que têm o cargo do tabernáculo. Será a parte que
lhes pertence.

31Mehushúa e Eleazar fizeram conforme YAHU ULHÍM lhes mandou.


32-35O total da presa tomada aos midianitas – além da parte dada aos que
combateram – foi de 675.000 ovelhas, 72.000 bois, 61.000 burros; as raparigas
cativas foram 32.000.

36-40A metade com que o exército ficou totalizou:337.500 ovelhas (das quais 675 foram dadas a YAHU ULHÍM); 36.000 bois
(dos quais 72 foram dados a YAHU ULHÍM); 30.500 burros (dos quais 61 foram
dados a YAHU ULHÍM); e ainda 16.000 raparigas (das quais 32 foram dadas a YAHU
ULHÍM para os Levítas).

41Tudo o que era para YAHU ULHÍM foi dado a Úlozor o
intermediário, tal como YAHU ULHÍM mandara.

42-46- A metade da presa destinada ao
povo de Yashorúl, que Mehushúa separou da outra parte pertencente aos soldados,
deu os seguintes números:
337.500 ovelhas; 36.000 bois; 30.500 burros, e 16.000 pessoas.

47- De acordo com a vontade de YAHU UL, Mehushúa entregou um por cada cinquenta destes aos Levítas.

48-50- Os oficiais e o comandantes de batalhão vieram até Mehushúa e
disseram-lhe: Fizemos a chamada de todos os que tinham partido a combater e
verificámos que não se perdeu um só deles! Por isso trouxemos aqui uma oferta
especial de gratidão a YAHU ULHÍM, tomada do que recebemos – ouro, jóias,
pulseiras, colares, anéis, brincos, arrecadas. Isto é para fazer expiação pelas
nossas almas perante YAHU ULHÍM.

51-54-Mehushúa e Úlozor o intermediário receberam esta oferta especial, da parte dos oficiais e comandantes, tendo estimado o valor total de tudo aquilo em 190 quilos de ouro. Os soldados tinham ficado também com parte do saque para eles. A oferta foi levada para o tabernáculo e conservada perante YAHU ULHÍM como memorial para o povo de Yashorúl.

 

BAMIDBAR 32

 

Ro-ibén e Gaóld ficam aquém do Yardayán

 

1-2-Quando Yashorúl chegou à terra de Yazer e
à terra de Gaúliod, as tribos de Ro-ibén e de Gaóld, que tinham grandes
rebanhos de ovelhas, deram-se conta de como aquela região era óptima para o
gado. Por isso vieram ter com Mehushúa, com o intermediário Úlozor e com os
chefes das outras tribos e disseram-lhes

3-5 – YAHU ULHÍM usou-nos para destruir as populações de toda esta zona – Atarote, Dibom, Yazer, Ninra, Hesbom, Eleale, Sabã, Nebo e Beom. E estamos todos a ver que se trata de uma região belíssima para criar gado e para os rebanhos pastarem. Pedimos pois que nos deixem ficar aqui com esta terra como a parte que nos caberia na partilha geral, e não passaremos para além do Yardayán.

6-12- Ficariam vocês aqui descansados, enquanto
os vossos irmãos continuavam a lutar no outro lado do rio?, perguntou Mehushúa.
Vocês assim estão a desencorajar o resto do povo a passar para a margem de lá,
para a terra que YAHU ULHÍM lhes deu! Isso é o mesmo que fizeram vossos pais,
quando os mandei de Cades-Barneia para observarem escondidamente a terra;
quando regressaram, depois de terem passado pelo vale de Eshkól, desanimaram o
povo, levando-o a desistirem de entrar na terra prometida. A ira de YAHU UL
ardeu contra eles, e jurou então que todos os que tinham sido tirados do Egito,
com mais de vinte anos, nunca haviam de ver a terra que ele prometera a
Abruhám, a YAHUtz-kaq e a YAHUCAF, visto que recusaram obedecer-lhe. As únicas
excepções foram Caleb (filho de Yefoné, o quenezeu) e YAHUSHUA (filho de Nun),
porque persistiram em seguir YAHU ULHÍM com todo o seu coração.

13-15- Assim foi que YAHU ULHÍM nos fez vaguear dum lado para o outro no deserto durante quarenta anos, até que toda aquela geração morresse. Agora aqui estão vocês,
uma cambada de pecadores, fazendo exatamente a mesma coisa! Somente vocês são
ainda mais numerosos; por isso a ira de YAHU UL será ainda mais terrível. Se
recusarem dessa forma seguir YAHU ULHÍM, isso fará ficar todo o povo ainda por
mais tempo no deserto, e serão vocês os responsáveis pela destruição do seu
povo e por terem trazido tamanha catástrofe sobre esta nação inteira!

16-19- De maneira nenhuma!, esclareceram eles. A nossa intenção é construir currais e
estábulos para o nosso gado, cidades para as nossas crianças, mas quanto a nós
mesmos, estamos decididos a ir combater, à frente do povo de Yashorúl, até que
os tenhamos estabelecido definitivamente na terra que vão receber. Mas primeiro
precisávamos de edificar cidades fortificadas aqui para as nossas famílias,
para os deixar em segurança na eventualidade de algum ataque das populações
locais. E não voltaremos à nossa possessão até que o povo tenha ocupado aquilo
que é a sua herança. Além disso não precisamos de ter terra do outro lado do
rio; basta-nos pois aquela com que ficamos aqui nesta zona oriental.


20-24- Mehushúa respondeu-lhes: Pois sim, está bem, se fizerem tudo o que
disseram, e se se armarem para a guerra de YAHU ULHÍM, levando as vossas tropas
a atravessar o Yardayán até que YAHU ULHÍM tenha expulso os seus inimigos;
quando a terra estiver enfim subjugada na sua presença, não serão culpados
perante YAHU ULHÍM. Terão assim cumprido o vosso dever para com YAHU ULHÍM e
todo o resto do povo de Yashorúl. Então a terra que está neste lado oriental
será o domínio que YAHU ULHÍM vos dá. Mas se não fizerem como prometeram, terão
pecado contra YAHU ULHÍM, e podem ter a certeza de que virão a receber o devido
castigo. Vão então e construam as cidades de que precisam para as vossas
famílias e os estábulos para os vossos rebanhos; façam pois tudo o que
disseram.

25-27- Faremos precisamente conforme nos mandas, replicaram as gentes
de Gaóld e de Ro-ibén. Os nossos filhos, mulheres, rebanhos e gado ficarão aqui
nas cidades de Gaúliod. Mas todos os que nos alistarmos iremos lutar pelo YAHU
ULHÍM, tal como mandaste.

28- Mehushúa deu assim a sua aprovação à pretensão
deles, dizendo a Ulozor, a YAHUSHUA e os líderes de Yashorúl:

29-30- Se todos os homens das tribos de Gaóld e de Ro-ibén, que estão recrutados para as guerras de YAHU UL, forem convosco para além do Yardayán, então quando a terra for conquistada, deverão dar-lhe o território de Gaúliod; mas se recusarem, eles
terão de aceitar aquela que lhes for distribuída, entre todos, no país de
Canaã.

31-32- As tribos de Gaóld e de Ro-ibén disseram de novo: Estamos dispostos
a fazer conforme o mandamento de YAHU UL – seguiremos todo o exército de YAHU
UL até Canaã, mas depois a nossa terra será esta aqui deste lado do Yardayán.

 

Meia-tribo de Menashé fica a oriente do
Yardayán

 

33- Sendo assim, Mehushúa distribuiu o
território do rei Siom dos amorreus e do rei Ogue de Basã – incluindo toda a
terra e as cidades – às tribos de Gaóld e de Ro-ibén, assim como à meia-tribo
de Menashé, filho de YAHU-saf.

34-36- O povo de Gaóld construiu as seguintes
cidades: Dibom, Atarote, Aroer, Atarote-Sofã, Yazer, Yogbeá, Beth-Nimra, Beth-Harán; todas elas cidades fortificadas e com currais.

37-38- O povo de Ro-ibén edificou: Hesbom, Eleale, Quiriataim, Nebo, Baal-Meom e Sibma. Os Yashorulítas mais tarde mudaram o nome de algumas cidades que tinham conquistado e reconstruído.


39-41- Os descendentes de Maquir filho de Menashé foi à terra de Gaúliod e
expulsou os amorreus na zona que conquistaram. Por isso Mehushúa deu também aos
maquiritas terra em Gaúliod e passaram a viver ali. Os homens de Ya-éyr, outro
agregado da tribo de Menashé, ocuparam igualmente muitas cidades de Gaúliod, e
alterou o nome da sua área para Havote-Ya-éyr.

42- Entretanto um homem chamado
Noba, à frente dum destacamento militar, foi a Quenate e conquistou-a, assim
como às aldeias dos arredores, ocupando-as e dando àquele lugar o seu próprio
nome.

 

BAMIDBAR 33

 

O percurso do povo no deserto

 

1-2- Este foi o itinerário da nação de Yashorúl,
desde a altura em que Mehushúa e Aharón os tiraram para fora do Egito. Mehushúa
tinha escrito todas essas deslocações, conforme as instruções dadas pelo YAHU
ULHÍM.

3-4- Deixaram a cidade de Ramessés, no Egito, no primeiro dia de Abril, no
dia a seguir à noite da PósqaYa. Partiram com toda a dignidade, incitados até
pelos próprios egípcios, que estavam entretanto a enterrar os filhos mais
velhos de cada família, mortos pelo YAHU ULHÍM na noite anterior. Foi uma
grande derrota para os falsos criadores o estatuas dos egípcios nessa noite!


5-7Depois de sairem de Ramessés, ficaram em Sukkós, depois em Etã, à beira do
deserto, e a seguir em Pi-Hairote, perto de Baal-Zefom, onde acamparam no sopé
do monte Migdol.

8- Dali, passaram pelo meio do Mar Vermelho e caminharam por
três dias no deserto de Etã, tendo acampado em Mara.

9- Depois de deixarem Mara, vieram até Elim, onde há doze fontes e setenta palmeiras, tendo ali permanecido bastante tempo.

10-14- Após terem deixado Elim vieram acampar junto do Mar
Vermelho, e depois no deserto de Sim; e seguidamente em Dofca, e em Alus, e em
Refidim, onde lhes faltou água.

15-37- De Refidim foram até ao deserto de Sinai. A
partir do deserto de Sinai foram estas as etapas que pecorreram:
Quibrote-Hataavã, Hazerote, Ritma, Rimon, Perez, Libna, Rissa, Queelata, Sefer,
Harada, Maquelote, Taate, Túrok, Mitca, Hasmona, Moserote, Bene-Yaacã,
Hor-Hagidgade, Yotbata, Abrona, Eziom-Geber, Cades no deserto de Zim e monte de
Hor no fim da terra de Edom.

38-39- Enquanto se encontravam junto do monte de
Hor, Aharón o intermediário foi mandado pelo YAHU ULHÍM subir à montanha e
morrer lá. Isto ocorreu quarenta anos depois do povo de Yashorúl ter deixado o Egito.
Ele morreu pois no dia 15 de Julho quando tinha 123 anos de idade.

40-46- Foi então que o rei cananeu de Arade, que vivia no Négev, ao sul de Canaã, ouviu que o povo de Yashorúl se aproximava da sua terra. Depois de terem tratado com
ele, os Yashorulítas partiram do monte de Hor e foram acampar em Zaloma, e
depois, em Punom, e em Obote, e a zona dos pequenos outeiros de Abarim, perto
da fronteira de Moabe. Dali foram para Dibom-Gaóld, e depois para
Almon-Diblataim.

47-49- Vindo a acampar nas montanhas de Abarim, perto do monte
Nebo; finalmente chegaram às planícies de Moabe, nas margens do rio Yardayán
defronte de Yáricho. Enquanto estiverem nessa área, acamparam em diversos lugars
ao longo do Yardayán, desde Bete Yesimonte até Abúl-Sitim, nas campinas
moabitas.

50-54- Foi durante o tempo que ali estiveram que YAHU ULHÍM disse a
Mehushúa para transmitir ao povo de Yashorúl o seguinte: Quando passarem para o
outro lado do Yardayán, para a terra de Canaã, deverão expulsar toda a gente
que lá viver e destruir os seus ídolos, imagens feitas de pedra e de metal,
assim como os templos que eles têm sobre as colinas e onde adoram os seus
falsos criadores o estatuas. Dei-vos a vocês essa terra. Tomem-na e vivam lá.
Reparti-la-ão proporcionalmente ao tamanho das vossas tribos. Portanto as
tribos maiores terão naturalmente partes maiores; as áreas mais pequenas irão
para as tribos menores.

55-56- Se se negarem a lançar fora o povo que aí vive, os
que lá ficarem vos farão arder os olhos, ser-vos-ão como espinhos na carne. E
destruir-vos-ei a vocês tal como planeei destrui-los a eles.

 

BAMIDBAR 34

 

Os limites de Canaã

 

1-  YAHU ULHÍM mandou Mehushúa dizer assim ao povo:

2-5- Quando entrarem na terra de Canaã – que eu vos dou toda, como vossa
pátria – terão a sul, por limite, o deserto de Zim junto á fronteira de Edom. A
fronteira do sul começará com o Mar Morto, e continuará pela subida de Acrabim,
na direção de Zim. O ponto mais ao sul será Cades-Barneia, donde seguirá para
Hazar-Adar e para Amom. Depois a linha de fronteira seguirá o Wadi-el-Arish,
descendo até ao Mar Mediterrâneo.

6- Este mar constituirá ele próprio a vossa
fronteira a ocidente.

7-9- A norte, a linha fronteiriça começará no Mar
Mediterrâneo e prosseguirá para o nascente até ao monte Hor, seguindo sobre a
entrada de Hamate, através de Zedade e Zifrom, até Hazar-Enã.

10-12- Quanto à fronteira oriental, começará em Hazar-Enã, descendo até Sefã, e depois até Ribla a oriente de Aim. Dali descreverá um largo semi-círculo, indo primeiro
para o sul e depois para o poente até passar a ponta sul do Mar da Galileia,
seguindo ao longe do rio Yardayán, terminando de novo no Mar Morto.

13-15- Este é pois o território que deverão repartir entre si. Será partilhado por nove
tribos e meia, porque as tribos de Ro-ibén, de Gaóld e a meia-tribo de Menashé
já receberam terra no lado nascente do Yardayán, diante de Yáricho.

16-28- Disse mais YAHU ULHÍM a Mehushúa: Serão os seguintes, os homens encarregados de proceder à repartição da terra:Úlozor o intermediário, YAHUSHUA filho de Nun, e um chefe de cada tribo, conforme a seguinte lista:de YAHUDAH
– Caleb, filho de Yefoné;de Shamiúl – SHAMUUL, filho de Amiude;de Benyamín –
Uldaod, filho de Quislom; de Dayán – Buqui, filho de Yogli;de Menashé –
Khan-Úl, filho de Efode;de Efroím – Quemel, filho de Siftã. (Estas duas tribos
descendem de YAHU-saf.); de Zabulón – Ulisafan, filho de Parnaque;de Isaacar –
Paltiul, filho de Oza;de Oshór – Aiude, filho de Selomi;de Neftali – Pedaul,
filho de Amiude.

29São estes pois os nomes dos que eu designei para supervisar
a divisão do território pelas tribos.

 

BAMIDBAR 35

 

As cidades para os Levítas

 

1Enquanto Yashorúl estava acampado nas
planícies de Moabe, em frente de Yáricho, YAHU ULHÍM disse a Mehushúa:

2-5- Dá instruções ao povo de Yashorúl para que dê aos Levítas como possessão certas
cidades com as respectivas terras dos arrebaldes para pastagens. Essas cidades
servir-lhes-ão para habitação e as terras vizinhas serão para o gado, os
rebanhos e outros animais deles. Os arrebaldes estender-se-ão num círculo à
volta da cidade até à distância de 594 metros para além dos muros. Assim haverá
1.188 metros entre os limites extremos desses arredores, com a cidade no
centro.

 

As cidades de refúgio

 

6-8Darão aos Levítas seis cidades de refúgio, para onde uma pessoa que tenha por acidente morto alguém possa correr para se refugiar e ficar em segurança; além dessas, dar-lhes-ão mais quarenta e duas outras cidades. Ao todo serão quarenta e oito as cidades, mais os seus subúrbios, concedidos aos Levítas. Serão distribuídas pelas diversas partes da nação. As tribos maiores, que ficarão com maior número de povoações, darão mais cidades aos Levítas, enquanto que as outras dar-lhes-ão menos.

9-15-  YAHU ULHÍM disse a Mehushúa: Diz ao povo que quando entrarem na terra, terão de escolher cidades de refúgio para que nelas se acolham os que por acidente tiverem morto alguém. Serão lugares para proteger essa pessoa da vingança que sobre ela queiram exercer os parentes do morto. Pois que o causador dessa morte não devera
ser executado antes de ser considerado culpado num julgamento legal. Três
dessas seis cidades de refúgio deverão ser localizadas na terra de Canaã e
outras três na banda oriental do Yardayán. Servirão para a proteção não só dos Yashorulítas mas também dos estrangeiros e viajantes que se encontrarem no vosso meio.


16-18Contudo, se alguém tiver sido abatido por meio de uma peça de ferro,
presumir-se-á que foi assassinado e o assassino terá de ser executado. Também
se for com uma grande pedra que o tiver morto, será considerado assassino e devera
morrer. A mesma coisa se passará no caso de o instrumento de morte ter sido um
objecto de madeira.

19O vingador do sangue do morto será ele pessoalmente a
matar o assassino, quando o encontrar.

20-21- Portanto, se alguém matar outra pessoa num gesto de ódio, atirando contra ele qualquer coisa, ou empurrando-o, ou batendo-lhe com o punho, ou armando-lhe uma cilada, será tomada por assassino e devera ser morto pelo vingador do sangue.

22-25- Mas se tiver sido por acidente – um caso em que um indivíduo lançou um objeto que foi ferir mortalmente outra pessoa, mas sem que tivesse sido com intenção, com zanga, e sem ter pensado que isso podia ir tirar a vida a alguém, sem a mínima intenção de ferir um seu inimigo qualquer – no caso do ferido vir a falecer, a
comunidade julgará se foi ou não por acidente e se devera ou não levar-se o
causador da morte ao vingador do sangue do morto. Se se concluir que foi
acidental, então o povo livrará o indivíduo do vingador do sangue. O que matou
terá autorização para ficar na cidade de refúgio; e lá ficará a viver até à
morte do supremo intermediário.

26-29- No caso do homicida abandonar a cidade, se o vingador do sangue o encontrar no exterior, se o matar, não será considerado
ele próprio culpado do sangue, porque o outro é que deveria ter ficado sempre
no interior da cidade, até que o supremo intermediário morresse. Só depois do
falecimento deste, o homem pode voltar para a sua própria terra, para a sua
casa. Isto são leis permanentes para todo Yashorúl, por todas as gerações.


30-34- Todos os assassinos devem ser executados, mas só se houver desse acto mais
do que uma testemunha; ninguém poderá ser condenado e morto só pelo testemunho
de uma única pessoa. Quando alguém for considerado culpado de assassínio, devera
morrer sem que qualquer resgate seja dado por ele. Tão pouco será aceite
pagamento algum da parte de um refugiado numa cidade de refúgio, para poder
voltar para casa antes do supremo intermediário falecer. Dessa maneira se
evitará que a terra seja poluída, porque o sangue polue uma terra, e nenhuma
outra expiação existe para o sangue do que o sangue daquele que o derramou. Não
hão-de pois sujar a terra para onde vão viver, porque eu, YAHU ULHÍM, ali
viverei no vosso meio.

 

BAMIDBAR 36

 

A herança das filhas de Zelofeade

 

1- Então os principais responsáveis de agregado de Gaúliod, do sub-grupo de Maquir, da tribo de Menashé, um dos filhos de YAHU-saf, veio ter com Mehushúa e os demais chefes de Yashorúl, com esta petição:

2-4-  YAHU ULHÍM deu-vos instruções para repartirem a terra (por
sorteio) pelo povo de Yashorúl e para dar a parte do nosso familiar Zelofeade
às suas filhas. Mas se elas casarem dentro de outra tribo, a terra delas irá
com elas para ser incorporada na tribo dentro da qual casarem, incorporação
essa que ficará definitiva com o ano de jubileu. Desta forma a área total da
nossa tribo ficará reduzida.

5-7- Então Mehushúa respondeu diante de toda a gente, e deu as seguintes instruções da parte de YAHU UL: Os homens da tribo de YAHU-saf apresentam um requerimento justo. Isto é portanto o que YAHU ULHÍM disse mais, quanto ao caso das filhas de Zelofeade: que elas casem com quem quiserem, mas que seja sempre dentro da sua própria tribo. Desta forma nenhuma fração de terra de uma tribo passará para outra tribo, visto que a herança recebida por cada tribo devera ficar inalterável, tal como foi originalmente distribuído.

8-9- Portanto toda a filha, sendo ela a herdeira, devera casar na
sua própria tribo, para que a terra que lhe pertence não venha a agragar-se a
outra tribo. E assim quinhão algum passará dum lado para o outro.

10-12- As filhas de Zelofeade fizeram tal como YAHU ULHÍM mandara a Mehushúa. Estas- Macla, Tirza, Hogla, Micla e Noa – casaram com homens da sua
própria tribo de Menashé, filho de YAHU-saf, de tal forma que a herança dessa
tribo não foi alterada.

13- Estes são os mandamentos e os regulamentos que YAHU
ULHÍM deu ao povo de Yashorúl através de Mehushúa, enquanto estavam acampados
nas campinas de Moabe, nas margens do rio Yardayán, em frente de Yáricho.

 

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