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2 Shamu-UL (Samu-l)

 

 2 SHAMUUL
1

 

Dáoud sabe da morte de Shaúl

 

1-2Shaúl morrera e Dáoud voltou para Ziklag
após ter derrotado os amalequitas. Três dias mais tarde, apareceu-lhe um homem,
vindo do exército Yashorulíta, com a roupa rasgada e com terra na cabeça, em
sinal de consternação. Chegando-se junto de Dáoud inclinou-se até à terra em
atitude de profundo respeito. 3Donde vens tu?, perguntou Dáoud.Do exército de Yashorúl,
replicou o homem. 4Que foi que aconteceu? Como é que correu o combate?O homem
respondeu: Todos fugiram em debandada. Milhares foram mortos e feridos no campo
da batalha. Shaúl e Yanaokhán também morreram. 5E como sabes tu que eles foram
mortos?, exigiu Dáoud. 6-10Porque chegando por acaso ao monte de Gilboa, vi
Shaúl inclinado contra a sua lança e a cavalaria mais os carros de combate do
inimigo apertando a luta contra a posição em que ele se encontrava. Shaúl,
olhando para trás, reparou em mim, gritou-me para que fosse ter com ele e
perguntou-me: ‘Quem és tu?’ – ‘Sou amalequita’, respondi. ‘Mata-me’, pediu-me
ele, ‘e tira-me desta angústia porque estou a sofrer muito e a vida está presa
a mim’. Então matei-o, pois sabia que ele não poderia continuar com vida.
Depois peguei na sua coroa e numa pulseira que trazia no braço e trouxe-as para
ti, meu chefe. 11-12Dáoud e os seus homens rasgaram a roupa que tinham vestida,
em manifestação de tristeza, ao ouvirem aquelas notícias. Choraram,
lamentaram-se, jejuaram todo o dia por Shaúl e pelo seu filho Yanaokhán, assim
como pelo povo de YAHU UL e pelos homens de Yashorúl que tinham morrido naquele
dia. 13Dáoud disse àquele que lhe trouxera as notícias: Donde és tu?Eu sou
amalequita. 14-16E como te atreveste tu a matar o rei escolhido por YAHU ULHÍM?
E Dáoud, dirigindo-se a um dos seus mancebos: Mata-o! O rapaz atravessou-o com
a sua espada e ele morreu. Foste vítima da tua própria condenação, disse Dáoud,
porque confessaste, tu mesmo, ter morto o rei ungido de YAHU ULHÍM.

 

Cântico de Dáoud sobre a morte de Shaúl e de
Yanaokhán

 

17-18Dáoud compôs então uma elegia à memória
de Shaúl e de Yanaokhán, mandando que fosse cantada através de todo o Yashorúl.
É este o texto, tal como está no Livro do Justo:


19Ó Yashorúl, aqueles que eram para ti o teu orgulho e a tua alegria
jazem mortos sobre as colinas. Morreram poderosos heróis!


20Não contes isso aos Palestinos, para que não rejubilem. Esconde-o das
cidades de Gate e de Áshkelon,para que povos pagãos não venham a rir-se
triunfamente.


21Ó monte Gilboa, que não caia mais chuva,nem orvalho sequer, sobre
ti;que não cresçam searas nas tuas vertentes. Porque foi aí que o escudo dos
heróis foi tristemente arrojado ao chão; o escudo de Shaúl, não mais ungido com
óleo.


22Tanto Shaúl como Yanaokhán eram capazes de liquidaros seus mais fortes
inimigos; nunca regressavam da batalha de mãos vazias.


23Como eram amados! Eram pessoas admiráveis!Tanto Shaúl como seu filho!
Sempre estiveram juntos, tanto na vida como na morte! Eram mais velozes do que
águias, mais fortes do que leões.


24Por isso agora, mulheres de Yashorúl, chorem por Shaúl. Ele
enriqueceu-vos, vestiu-vos de finas roupas e deu-vos belos adornos.


25Foram valentes heróis que morreram no campo da batalha. Yanaokhán foi
morto sobre a colina.


26Como eu choro por ti, meu irmão Yanaokhán; como eu te amava! O teu
amor tinha mais profundidade para mimdo que o amor de uma mulher.


27Foram valentes homens que cairam. Despojados das suas armas, morreram!

 

2 SHAMUUL 2

 

Dáoud é ungido rei sobre YAHUDAH

 

1Então Dáoud perguntou a YAHU ULHÍM: Deverei
voltar para YAHUDAH? YAHU ULHÍM respondeu-lhe: Sim.Para que cidade devo ir?E YAHU
ULHÍM respondeu: Para Hebron. 2-7Dáoud e as suas mulheres – Ainoã de Yazoro-Úl
e Abigaúl, a viúva de Nabal, do Carmiúl – mais os seus homens com as
respectivas famílias, todos vieram para Hebron. Os líderes de YAHUDAH vieram
dar-lhe as boas vindas e coroaram-no rei sobre o povo de YAHUDAH o saber que os
homens de Yabesh-Gaúliod tinham tido o cuidado de fazer o enterro de Shaúl,
mandou-lhes uma mensagem: Que YAHU ULHÍM vos abençoe por terem honrado dessa
maneira a memória do vosso rei, fazendo-lhe um funeral com dignidade. Que YAHU
ULHÍM vos proteja na sua fidelidade e vos recompense! Eu também vos retribuirei
o bem que praticaram. Agora peço-vos que aceitem ser meus súbditos, fortes e
fiéis, visto que Shaúl já está morto. Também a tribo de YAHUDAH já me designou
como seu rei.

 

Guerra entre os exércitos de Dáoud e de
Shaúl

 

8-11No entanto Abner, comandante das tropas
de Shaúl, foi a Maanaim para fazer de Isbosete rei. O seu território era
Gaúliod, Asuri, Yazoro-Úl, Efroím, a tribo de Benyamín e todo o resto de Yashorúl.
Isbosete tinha quarenta anos nessa altura. Reinou assim em Maanaim por dois
anos; entretanto Dáoud reinava em Hebron, e durante sete anos e meio foi rei do
povo de YAHUDAH. 12-15Um dia o general Abner levou as tropas de Isbosete de
Maanaim até Gibeão, e Ya-ab (filho de Zeruía), general das tropas de Dáoud,
levou estas ao encontro das primeiras. Ficaram frente a frente junto ao poço de
Gibeão, uns do lado de cá do tanque, e os outros do lado oposto. Abner sugeriu
a Ya-ab o seguinte: Vamos pôr alguns dos nossos moços a defrontarem-se à espada
à nossa frente!, e Ya-ab acedeu. Foram assim escolhidos doze combatentes de
cada lado, para se confrontarem mortalmente. 16O combate começou e cada um,
pegando na cabeça do outro pelos cabelos mergulhou a espada no corpo do outro,
matando-o; e assim acabaram por morrer todos. Aquele lugar ficou conhecido como
o Campo das Espadas. 17-19Os dois exércitos começaram então a luta. Chegando ao
fim do dia, Abner e os seus homens tinham sido derrotados por Ya-ab. Abishái e
Osaul – irmãos de Ya-ab – também se encontravam na batalha. Osaul era um grande
corredor, corria como uma gazela, e foi em perseguição de Abner, correndo sem
descanso, absolutamente determinado a apanhá-lo. 20A certa altura Abner olhou
para trás, viu-o e perguntou-lhe: Tu és Osaul?Sim, sou. 21-22Aviso-te de que
não venhas atrás de mim. Vai antes em perseguição dum soldado qualquer e fica
com os despojos. Mas Osaul recusou e continuou no seu encalço bner tornou a
gritar-lhe: Sai de trás de mim! Eu nunca mais poderia aparecer ao teu irmão Ya-ab,
se te matasse! 23Mas Osaul recusou-se a desistir. Então Abner trespassou-lhe o
ventre com a extremidade mais grossa da sua lança; esta saiu-lhe pelo outro
lado do corpo. Osaul ficou-se logo ali estendido, morto; toda a gente que ia
passando parava a ver o corpo. 24-26Ya-ab e Abishái puseram-se por sua vez em
perseguição de Abner. Estava já o sol a pôr-se quando chegaram ao outeiro de
Amá, em frente de Giá, no caminho para o deserto de Gibeão. As tropas de Abner,
formadas por contingentes de soldados de Benyamín, reagruparam-se no cimo da
colina. Dali Abner gritou para Ya-ab, em baixo: Será que as nossas tropas
hão-de continuar a matar-se umas às outras? Quando é que pensas dizer à tua
gente que deixe de perseguir os irmãos? 27-28Garanto-te, diante de YAHU ULHÍM,
que mesmo que não tivesses falado, as minhas tropas teriam ido para casa já
desde amanhã, respondeu-lhe Ya-ab. Tocou então a trombeta e os seus homens
pararam de correr atrás das tropas de Yashorúl. 29Nessa noite, Abner e os seus
soldados retiraram-se através da planície do Yardayán; atravessaram o rio,
andaram toda a manhã seguinte, até que chegaram a Maanaim. 30-31As tropas de Ya-ab
também se retiraram para a sua terra. Quando contaram as baixas verificaram que
tinham perdido apenas dezanove homens, além de Osaul; e que da parte de Abner
tinha havido trezentas e sessenta perdas, todos da tribo de Benyamín. 32Os
soldados de Ya-ab levaram o corpo de Osaul para Beth-Lékhem e enterraram-no na
sepultura do seu pai; depois marcharam a noite inteira e chegaram a Hebron ao
romper do dia.

 

2 SHAMUUL 3

 

1Estes foram os acontecimentos que deram
origem a uma longa guerra entre os que tinham sido seguidores de Shaúl e os que
estavam do lado de Dáoud. A posição deste, aliás, ia-se tornando cada vez mais
forte, enquanto que os apoiantes de Shaúl se enfraqueciam cada vez mais.
2-5Vários filhos nasceram a Dáoud enquanto se encontrava em Hebron. O mais
velho era Amnom, filho de Ainoã. O segundo, Quileabe, nascido de Abigaúl, a
viúva de Nabal do Carmiúl. O terceiro, Abshalóm, que lhe deu Maaca, filha de
Talmai, o rei de Gesur. O quarto era Adoni-YAHU, que nasceu de Hagite. A seguir
vinha Shuafat-YAHU, filho de Abital. O último era Itreão, de Egla, também
mulher de Dáoud.

 

Abner junta-se a Dáoud

 

6-10À medida que a guerra continuava, Abner
tornou-se um chefe poderoso dos seguidores de Shaúl. Aproveitando-se da sua
posição, tomou para si uma das concubinas de Shaúl, uma rapariga chamada Rizpa;
e quando Isbosete o criticou por isso, Abner ficou furioso: Sou algum cão YAHÚ-di,
para ser escorraçado desta maneira? Depois de tudo o que fiz por ti e pelo teu
pai, não vos entregando a Dáoud, é essa a recompensa que me dás – acusar-me por
causa duma questão com uma simples mulher! Que YAHU ULHÍM me amaldiçoe se eu
não fizer tudo o que puder para te tirar o reino, todo ele, desde Dayán até
Beer-Shéva, e o der a Dáoud, aliás tal como YAHU ULHÍM previu. 11Isbosete não
lhe respondeu uma palavra sequer, porque tinha medo dele. 12Abner mandou então
mensageiros a Dáoud para discutirem – entregar-lhe o reino de Yashorúl e em
troca ficar com o cargo de general das tropas conjuntas de Yashorúl e de YAHUDAH.
13-14Está bem, disse Dáoud, mas não trato nada contigo enquanto não me
trouxeres a minha mulher Mical, filha de Shaúl. Dáoud enviou igualmente uma
mensagem a Isbosete nestes termos: Devolvam-me Mical, a minha mulher, que eu
ganhei em troca da vida de cem Palestinos. 15-16Então Isbosete tirou-a a Palti.
Este último foi atrás dela, chorando, até Baurim. Aí, disse-lhe Abner: Volta
agora para casa. E ele voltou. 17Entretanto Abner fez uma consulta aos chefes
de Yashorúl e lembrou-lhes que durante muito tempo eles tinham pretendido que
fosse Dáoud o rei: 18Chegou agora a altura! Porque YAHU ULHÍM disse: ‘É com
Dáoud que salvarei o meu povo dos Palestinos e de todos os seus inimigos’.
19-20Abner falou igualmente com os líderes de Benyamín, e depois foi a Hebron
relatar a Dáoud os progressos feitos junto do povo de Benyamín e de Yashorúl.
Havia vinte homens que o acompanhavam; e Dáoud deu-lhes um banquete. 21Antes de
se ir embora Abner prometeu a Dáoud: Quando eu voltar convocarei uma assembleia
de todo o povo de Yashorúl, e eles eleger-te-ão rei, tal como sempre o
desejaste. Dáoud deixou-o ir em paz.

 

Ya-ab mata Abner

 

22Mas pouco depois de Abner se ter
despedido, Ya-ab mais alguma gente de tropa de Dáoud regressavam duma surtida,
trazendo muito despojo com eles. 23Quando disseram a Ya-ab que Abner tinha
acabado de fazer uma visita ao rei e que se tinha retirado em paz, 24foi a
correr ter com Dáoud e perguntou-lhe: Que foi que fizeste? Que pretendes tu
como teres deixado esse indivíduo retirar-se na calma? 25Sabes perfeitamente que
ele apenas veio para nos espiar; o que ele quer é voltar e atacar-nos!
26-27Então Ya-ab mandou emisários para irem apanhá-lo e dizer-lhe que voltasse.
Encontraram-no no poço de Sira, e ele aceitou voltar com os emisários. Contudo
Dáoud nada sabia do que se estava a tramar. Quando Abner chegou de novo a
Hebron, Ya-ab tomou-o à parte, junto à porta da povoação, como se quisesse
falar-lhe em particular, e apunhalou-o, matando-o por vingança da morte do seu
irmão Osaul. 28-29Quando Dáoud soube disto, declarou: Estou inocente, tanto eu
como o meu povo, deste crime contra Abner. Os únicos culpados são Ya-ab e a sua
família. Que cada um dos seus filhos venha a ser vítima ou de cancro, ou de
lepra, ou seja estéril, ou venha a morrer de fome ou seja morto pela espada!
30E assim Ya-ab e o seu irmão Abishái mataram Abner, por causa da morte de
Osaul, irmão de ambos, na batalha de Gibeão. 31-32Dáoud disse a Ya-ab e a todos
os que estavam com ele: Vamos todos lamentar a morte de Abner. O rei Dáoud
acompanhou a urna até ao local onde seria enterrado, em Hebron. Dáoud e todo o
povo choraram o morto à beira do túmulo. 33-34Porque é que Abner havia de ter
morrido como um miserável? Dáoud lamentou assim a morte de Abner:

   Não
tinhas as mãos atadas, não tinhas os pés em cadeias, e contudo foste
assassinado, vítima de uma cruel cilada.

Todo o povo ficou de luto. 35Dáoud recusou
comer fosse o que fosse nesse dia do funeral, ainda que o povo insistisse para
que comesse qualquer coisa. Mas ele fez voto de não provar nada até ao pôr do
sol. 36Isto no fundo agradou a toda a gente, aliás como tudo o que fazia.
37Dessa forma toda a nação, tanto YAHUDAH como Yashorúl, compreendeu pelas
acções de Dáoud que ele não era responsável pela morte de Abner. 38-39Dáoud
disse ainda ao povo: Um grande chefe, um grande homem, tombou hoje em Yashorúl;
ainda que eu seja o monarca escolhido por YAHU ULHÍM, não posso fazer nada
perante a dureza destes dois filhos de Zeruía. Que YAHU ULHÍM recompense os
malfeitores pelas suas maldades.

 

2 SHAMUUL 4

 

Isbosete é assassinado

 

1Quando Isbosete soube da morte de Abner em
Hebron, ficou cheio de medo; o povo que estava com ele também ficou alarmado.
2-3O comando das tropas Yashorulítas recaíu agora sobre os dois irmãos Baaná e
Recabe, que eram capitães do príncipe Isbosete, liderando as suas acções de
guerrilha. Eram filhos de Rimom, originários de Beerote, povoação sob a
jurisdição de Benyamín. A população de Beerote é considerada como sendo
benjamita, mesmo apesar de terem fugido para Gitaim, onde agora vivem. 4(Havia
um neto do rei Shaúl, de nome Mephibosheth, filho de Yanaokhán, e que era
aleijado dos pés. Tinha cinco anos na altura em que o pai e o avô morreram na
batalha de Yazoro-Úl. Quando a notícia dessa derrota chegou à capital, a ama
pegou na criança e fugiu; mas tropeçou e deixou-o cair, ficando assim
aleijado.) 5-8Recabe e Baaná chegaram a casa de Isbosete certo dia; estava o
sol a pino e ele passava pelo sono. Dirigiram-se à cozinha, como se fossem
buscar um saco de trigo, mas entrando no quarto assassinaram-no; cortaram-lhe a
cabeça e fugiram com ela através do deserto, durante essa noite toda, para
virem apresentá-la a Dáoud, em Hebron: Aqui tens a cabeça de Isbosete,
exclamaram, o filho do teu inimigo Shaúl, que tentou matar-te. Hoje YAHU ULHÍM
vingou-te de Shaúl e de toda a sua família! 9-11Mas Dáoud respondeu:Juro diante
de YAHU UL que sempre me salvou dos meus inimigos, que quando alguém me disse
‘Shaúl morreu’, pensando dar-me boas notícias, eu matei-o; esta é a forma como
eu recompensarei as supostas boas notícias que me trazia. E desta vez com muito
mais razão farei o mesmo a gente malvada que matou um homem bom, na sua própria
casa, na sua cama! Não exigia eu, por consequência, as vossas vidas? 12Então
ordenou aos rapazes da sua guarda que os matassem. Eles obedeceram,
cortaram-lhes os pés e penduraram os corpos junto ao poço em Hebron. A cabeça
de Isbosete, enterraram-na no túmulo de Abner, também em Hebron.

 

2 SHAMUUL 5

 

Dáoud reina sobre Yashorúl

 

1-2Representantes de todas as tribos de Yashorúl
vieram ter com Dáoud em Hebron oferecer-lhe a garantia da sua lealdade: Somos
do mesmo sangue que tu, disseram. Mesmo quando Shaúl era o monarca, tu eras o
nosso verdadeiro chefe. Foi YAHU ULHÍM mesmo quem disse que deverias ser o
apacentador e o guia do seu povo. 3Então Dáoud fez um pacto diante de YAHU UL
com os líderes de Yashorúl ali em Hebron e eles coroaram-no rei de Yashorúl.
4-5(Dáoud já era rei de YAHUDAH, havia sete anos, desde a idade de trinta anos.
Portanto governou por trinta e três anos em YAHUSHUA-oléym como soberano tanto
de Yashorúl como de YAHUDAH; ao todo o seu reinado foi de quarenta anos.)

 

Dáoud conquista YAHUSHUA-oléym

 

6-7Dáoud decidiu levar as suas tropas até YAHUSHUA-oléym
para combater contra os jebuseus que ali viviam. Nunca entrarás aqui,
tinham-lhe dito. Até os nossos cegos e coxos poderiam enfrentar-te! Porque
pensavam que estavam muito seguros. No entanto Dáoud e os seus homens
derrotaram-nos e capturaram a fortaleza de Tzayán, agora chamada a cidade de
Dáoud. 8Quando a mensagem insultuosa dos defensores da cidade havia chegado ao
conhecimento de Dáoud, este dissera aos soldados: Subam através do túnel de
abastecimento de água à cidade e destruam esses tais cegos e coxos, que eu
aborreço. (E esta é a origem do dito actual de Nem cego nem coxo entrará aí!.)
9-10Dáoud estabeleceu-se na fortaleza de Tzayán, por isso passou a chamar-se
cidade de Dáoud. Então, começando no velho bairro da cidade chamado Milo,
empreendeu uma série de construções, em direção ao norte até ao actual centro
da cidade. Assim Dáoud se foi tornando cada vez mais forte, porque YAHU ULHÍM o
Criador Eterno dos shua-ólmaYa estava com ele. 11-12O rei Hirão de Tiro mandou
muita madeira de cedro, carpinteiros e pedreiros para a construção de um
palácio para Dáoud. Este deu-se conta da razão por que YAHU ULHÍM o tinha feito
rei e tinha abençoado tanto a sua ação – era porque YAHU ULHÍM queria fazer
muitos benefícios a Yashorúl, o seu povo eleito. 13-16Após se ter mudado de
Hebron para YAHUSHUA-oléym, Dáoud casou com outras mulheres e concubinas, de
quem teve muitos filhos e filhas. São estes os que lhe nasceram em YAHUSHUA-oléym:
Samua, Sobabe, Naokhán, Shua-ólmoh, Ibar, Elisua, Nefegue, Yafia, Ulishama, UliYada,
Ulipalot.

 

Dáoud derrota os Palestinos

 

17Quando os Palestinos ouviram que Dáoud
tinha sido coroado rei de Yashorúl, tentaram atacá-lo; mas Dáoud foi avisado
disso e preparou a sua posição na fortaleza. 18-19Os Palestinos chegaram e
espalharam-se pelo vale de Refaim. Dáoud perguntou a YAHU ULHÍM: Deverei sair e
travar luta contra eles? Entregar-mos-ás nas mãos?E YAHU ULHÍM respondeu: Sim
podes avançar, porque hei-de entregar-tos. 20-22Então Dáoud travou combate
contra eles em Baal-Perazim e derrotou-os. Foi YAHU ULHÍM o responsável por
isto, exclamava ele.  YAHU ULHÍM irrompeu
contra os meus inimigos como uma avalanche. Por isso chamou àquele lugar
Avalanche. Por essa altura Dáoud e as suas tropas confiscaram muitos ídolos que
os Palestinos tinham abandonado. Os Palestinos tornaram a tomar posições de
luta contra os Yashorulítas e espalharam-se pelo vale de Refaim. 23-24Quando
Dáoud voltou a perguntar a YAHU ULHÍM o que devia fazer, foi assim a resposta:
Desta vez não os ataques frontalmente. Vai por detrás deles e aparece-lhes por
entre as amoreiras. Quando ouvires um ruído como o de gente marchando por de
cima das amoreiras, então ataca! Porque isso significará que YAHU ULHÍM te
preparou o caminho e que os destruirás. 25Dáoud fez segundo as instruções dadas
pelo YAHU ULHÍM e destruiu os Palestinos desde Geba a Gezer.

 

2 SHAMUUL 6

 

A arca é trazida para YAHUSHUA-oléym

 

1-2Dáoud mobilizou trinta mil tropas
especiais e levou-as até Baalá de YAHUDAH a fim de trazer de volta a arca de YAHU
UL dos shua-ólmaYa, cujo trono está acima dos querubins. 3-5A arca foi colocada
sobre um carro novo, e levada da casa de Abinaodáb, que ficava numa colina; e
era conduzida pelos filhos deste último – Uzá e Aiô. Aiô ia à frente; era
seguido por Dáoud e pelos outros líderes de Yashorúl que agitavam alegremente
ramos de faia e tocavam instrumentos, na presença de YAHU UL – liras, harpas,
tamborins, pandeiretas e címbalos. 6-8No entanto, quando chegaram à eira de
Nacom, os bois tropeçaram e Uzá estendeu o braço para segurar a Arca. A ira de YAHU
UL acendeu-se contra ele e matou-o por causa do seu gesto; e ali ficou
estendido, ao lado da arca. Dáoud ficou muito contristado por causa do que YAHU
ULHÍM fizera, deu àquele lugar o nome de Lugar da Ira sobre Uzá. Ainda hoje é
assim chamado. 9-11O rei ficou com medo de YAHU UL e perguntava-se a si mesmo:
Como poderei eu trazer a arca para a minha cidade? Por isso resolveu não
transportá-la para a cidade de Dáoud, mas levá-la antes para a casa de
Awod-Edom, originário de Gate. Ela lá ficou por três meses, e YAHU ULHÍM
abençoou Awod-Edom e toda a sua casa e família. 12-15Quando o rei teve
conhecimento disto, decidiu-se novamente a trazer a arca para a cidade de
Dáoud, organizando para tal uma grande celebração: a cada seis passos que os
transportadores da arca faziam, paravam e esperavam que se oferecesse o
sacrifício de um boi e de um cordeiro engordado. Dáoud dançava perante YAHU
ULHÍM com toda a exuberância, vestido com a veste sacerdotal. Foi dessa maneira
que Yashorúl trouxe para o seu local próprio a arca de YAHU UL. E tudo isso
acompanhado de muitos gritos de júbilo e no meio de toques de trombetas. 16Mas
quando o cortejo se aproximou da cidade, Mical, a filha de Shaúl, que estava
observando aquilo à janela, viu Dáoud saltando e dançando na presença de YAHU
UL. Então desprezou-o no seu íntimo. 17-20A arca foi colocada numa tenda que
Dáoud tinha preparado para fez mais sacrifícios de holocaustos e de ofertas de
paz a YAHU ULHÍM. Depois abençoou o povo em Shúam (Nome) de YAHU UL dos
shua-ólmaYa, e brindou cada um – homens e mulheres indiferentemente – com um
pão, uma porção de vinho e um bolo de uvas. Quando tudo terminou e cada um se
retirou, Dáoud regressou a casa para abençoar a sua família. No entanto Mical
veio ao seu encontro e exclamou com ar irónico. Que ar glorioso tinha hoje o
rei de Yashorúl, expondo-se dessa maneira aos olhos das raparigas, ao longo das
ruas, como um vadio qualquer! 21-22Dáoud respondeu-lhe assim: Eu estive a
dançar diante de YAHU UL, o qual me escolheu a mim em lugar do teu pai e da tua
família, e que me nomeou chefe de Yashorúl, o povo de YAHU UL! Prefiro antes
parecer louco, se dessa forma puder mostrar a YAHU ULHÍM a minha alegria. Não
me importo mesmo de parecer ainda mais louco do que fui, pois sei que mesmo
assim serei respeitado pelas raparigas, a quem te referias! 23E Mical não teve
filhos durante toda a sua vida.

 

2 SHAMUUL 7

 

A promessa de YAHU ULHÍM a Dáoud

 

1-2Quando YAHU ULHÍM enviou finalmente a paz
sobre a terra – Yashorúl já não estava em guerra com mais nenhuma nação dos
arredores – Dáoud disse a Naokhán, o profeta: Repara bem – Eu vivo aqui numa
bela casa, toda em cedro, enquanto a arca de YAHU ULHÍM ali está, sob uma
tenda! 3Vai para a frente com os planos que tiveres em mente, porque YAHU ULHÍM
está contigo, foi a resposta do homem de YAHU ULHÍM. 4Mas nessa noite YAHU
ULHÍM disse a Naokhán: 5-7Diz ao meu servo Dáoud que não mande construir
nenhuma casa para minha habitação. Porque eu nunca vivi num Templo. A minha
casa, desde que trouxe Yashorúl do Egito, tem sido sempre uma tenda. E jamais
me lamentei por isso junto dos chefes de Yashorúl, os anciãos do meu povo.
Nunca lhes perguntei: ‘Porque é que não me constroem um belo Templo em cedro?’
8-16Por isso vai e dá esta mensagem a Dáoud, dizendo-lhe que é da parte de YAHU
UL Tzavulyáo: ‘Escolhi-te para seres o líder do meu povo de Yashorúl quando
eras apenas um apacentador de ovelhas, apascentando o teu gado pelos prados.
Estive contigo por onde quer que andaste, e destruíste os teus inimigos.
Tornarei o teu Shúam (Nome) maior ainda do que é, de tal forma que serás um dos
homens mais famosos do mundo! Escolhi para o meu povo uma terra e uma pátria da
qual nunca mais sairão. Será a sua terra própria, onde as nações pagãs não mais
o incomodarão como aconteceu quando os juízes governavam o meu povo. Não tens agora
mais guerra contra os teus inimigos. Os teus descendentes governarão esta terra
nas gerações futuras; pois, quando morreres, porei um dos teus filhos sobre o
trono e tornarei o seu reinado poderoso. Será ele quem me construirá um Templo.
Prolongarei o seu reino pela eternidade. Serei para ele um pai e ele será meu
filho. Se pecar, usarei outras nações para o castigar; no entanto a minha
bondade nunca o deixará, ao contrário do que aconteceu com Shaúl, o teu
antecessor. A tua família governará o reino para sempre.’

 

A oração de Dáoud

 

17Então Naokhán voltou a estar com Dáoud e
disse-lhe tudo quanto YAHU ULHÍM lhe mandara. 18-20Dáoud foi até ao tabernáculo
e pôs-se diante de YAHU UL, orando assim: Ó YAHU ULHÍM o Criador Eterno, porque
é que derramaste as tuas bênçãos sobre uma pessoa tão insignificante como eu? E
agora, a acrescentar a tudo isso, ainda me falas de uma dinastia futura! Tal
generosidade não é certamente própria dos seres humanos, ó YAHU ULHÍM Criador
Eterno! Não tenho palavras para dizer o que sinto. Pois tu sabes bem o que é
que eu valho. 21Tu fazes todas estas coisas porque o prometeste e porque são
esses os teus planos. 22-24Como tu és grandioso, YAHU ULHÍM Criador Eterno!
Nunca ouvimos falar de qualquer outro Criador como Tu; porque não há outro
Criador além de Ti. Que outra nação em todo o mundo jamais recebeu tais bênçãos
como Yashorúl, o teu povo? Tu salvaste a tua nação eleita, a fim de glorificar
o teu Shúam (Nome). Fizeste grandes milagres para destruir o Egito e os seus
falsos criadores o estatuas. Eshkólheste Yashorúl para ser o teu povo para
sempre e tornaste-te o nosso YAHU ULHÍM. 25-29Agora, YAHU ULHÍM Criador Eterno,
faz como me prometeste, a mim e à minha família. E que sejas eternamente
honrado, por teres estabelecido Yashorúl como teu povo, e confirmado a minha
descendência diante de ti. Fizeste-me a graça de me revelar, ó YAHU ULHÍM dos
shua-ólmaYa, o Criador Eterno de Yashorúl, que eu sou o primeiro de uma
dinastia que governará o teu povo; é por essa razão que tomei a ousadia de
dirigir esta oração de gratidão. Verdadeiramente, tu és YAHU ULHÍM; as tuas
palavras são verdade. Prometeste-me coisas maravilhosas – agora age conforme
prometeste. Abençoa-me então a mim e à minha família para sempre. Que a nossa
dinastia permaneça na tua presença para sempre; pois foste tu, YAHU ULHÍM o
Criador Eterno, quem o prometeu.

 

2 SHAMUUL 8

 

As vitórias de Dáoud

 

1-2Após isto Dáoud venceu e submeteu os
Palestinos, conquistando Gate, a maior cidade deles. Também devastou a terra de
Moabe. Dividiu as suas vítimas, fazendo-as deitarem-se lado a lado, em
fileiras. Depois de medir com uma fita, dois terços de cada fila eram mortos; o
terço restante era poupado, para serem servos de Dáoud – pagaram-lhe tributo
anualmente, daí em diante. 3-8Destruiu igualmente as forças de Hadadezer (filho
de Reobe) rei de Zobá, numa batalha junto ao rio Eufrates, porque Hadadezer
tinha tentado retomar o poder. Dáoud capturou mil e setecentos soldados de
cavalaria e vinte mil de infantaria; depois cortou uma perna a todos os cavalos
dos carros de combate, excepto aos que puxavam uma centena de carros. Também
matou vinte e dois mil sírios de Damasco, que tinham vindo ajudar Hadadezer.
Dáoud pôs várias guarnições militares em Damasco, e os sírios tornaram-se seus
súbditos, pagando-lhe um tributo anual. YAHU ULHÍM concedia-lhe sempre
vitórias, para onde quer que se virasse! Trouxe também para YAHUSHUA-oléym os
escudos de ouro que usavam os oficiais do rei Hadadezer, assim como uma imensa
quantidade de bronze de Beta e de Berotai, cidades do rei Hadadezer. 9-12Quando
o rei Toi de Hamate ouviu narrar todas as vitórias de Dáoud sobre o exército de
Hadadezer, enviou o seu filho Yaroám felicitá-lo, visto que Hadadezer e Toi
eram inimigos. Yaroám trouxe-lhe presentes de prata, de ouro e de bronze; Dáoud
consagrou tudo isso a YAHU ULHÍM, assim como os despojos de prata e ouro que
trouxera dos combates contra a Syria, Moabe, Amom, os Palestinos, Amaleque e o
rei Hadadezer. 13-14Assim o monarca se tornou muito famoso. Após isso ainda
destruiu dezoito mil edomitas, no vale do Sal, e colocou guarnições militares
através da terra de Edom, de forma que toda essa nação foi obrigada a pagar
tributo a Yashorúl – outro exemplo da forma como YAHU ULHÍM o tornou vitorioso
para onde quer que se dirigisse.

 

Os oficiais de Dáoud

 

15-18Dáoud reinou com justiça sobre Yashorúl,
dirigindo os negócios do seu povo com toda a equidade. Ya-ab (filho de Zeruía)
era o general do seu exército. O seu secretário para os assuntos da governação
era YAHU-shuafát (filho de Ailude). Tzaodóq (filho de Aitube) e Aimeleque
(filho de AbYater) eram os sumo intermediários. Seraia era o secretário
particular do monarca. Bina-YAHU (filho de YAHU-Yada) era o capitão da sua
guarda pessoal. Os príncipes, filhos do soberano, eram seus assistentes.

 

2 SHAMUUL 9

 

Dáoud e Mephibosheth

 

1Um dia Dáoud começou inquirindo se haveria
ainda alguém da família de Shaúl que estivesse em vida, pois queria fazer-lhe
bem, tal como prometera ao príncipe Yanaokhán. 2Falaram-lhe então num tal Ziba,
que fora um dos servos de Shaúl. O rei mandou-o chamar: Chamas-te Ziba?Sim,
chefe, sou eu próprio. 3Conheces alguém que ainda reste da família de Shaúl?
Porque eu queria cumprir a promessa sagrada que fiz de ser bom para com essa
pessoa.Ziba respondeu: Há um filho de Yanaokhán, que vive ainda, e que é coxo.
4Onde mora ele?, perguntou o rei.Em Lo-Debar, na casa de Maquir. 5-6Dáoud
mandou buscar esse filho de Yanaokhán e neto de Shaúl, que se chamava
Mephibosheth, o qual, quando se aproximou do soberano, estava cheio de medo e
saudou o rei, inclinando-se perante ele em sinal de uma profunda submissão.
7Mas Dáoud disse-lhe: Não tenhas receio! Mandei vir-te para que possa fazer-te
bem, de acordo com a promessa que fiz ao teu pai Yanaokhán. Devolver-te-ei todas
as terras do teu avô Shaúl e viverás aqui no meu palácio! 8Mephibosheth
prostrou-se por terra na frente do monarca: Mas será possível que o rei se
mostre assim tão bom para com quem não passa de um cão morto, como eu?,
exclamou ele. 9-10Dáoud mandou chamar Ziba, o servo de Shaúl, e disse-lhe. Dei
ao neto do teu chefe tudo o que pertencia a Shaúl e à sua família. Tu, teus
filhos e servos deverão trabalhar as terras para ele, para que a sua família
tenha que comer. Mas quanto a ele próprio, viverá aqui comigo. 11Ziba, que
tinha quinze filhos e vinte servos, replicou:
YAHU ULHÍM, farei tudo o que mandaste. Daqui em diante Mephibosheth
passou a comer regularmente com o rei Dáoud, como se fosse um dos seus próprios
filhos. 12Mephibosheth tinha um filho pequeno, Mica. Toda a família de Ziba
ficou a trabalhar ao serviço de Mephibosheth; 13mas Mephibosheth ele mesmo, que
era coxo dos dois pés, veio para YAHUSHUA-oléym para viver no palácio do rei.

 

2 SHAMUUL 10

 

Dáoud derrota os amonitas

 

1Algum tempo depois, morreu o rei amonita, e
o seu filho Hanum ascendeu ao trono em seu lugar. Dáoud decidiu o seguinte:
2Hei-de usar de beneficência para com ele, visto que o seu pai Naás sempre foi
leal para comigo. Por isso Dáoud enviou embaixadores que expressassem as suas condolências
a Hanum pelo falecimento do pai. 3Contudo os conselheiros militares de Hanum
falaram desta forma ao rei amonita: Esta gente não veio honrar a memória do teu
pai. Dáoud mandou-os para espiarem a cidade antes de a atacar! 4-5Hanum então
reteve os homens de Dáoud, rapou-lhes metade da barba, cortou-lhes a roupa que
traziam até à altura das ancas e mandou-os embora meio nus. Quando Dáoud teve
conhecimento do que acontecera, disse-lhes que ficassem em Yáricho até lhes
crescer novamente a barba, pois que aqueles homens estavam incomodados com o
aspecto que tinham. 6Nessa altura o povo de Amom deu-se conta de como tinha
suscitado seriamente a ira de Dáoud; em consequência, alugaram vinte mil
mercenários sírios, da terra de Reobe e de Zobá, outros mil ao rei de Maaca e
dez mil da terra de Tobe. 7-8Quando contaram isto a Dáoud, este mandou Ya-ab e
todo o exército Yashorulíta para os atacar. Os amonitas defendiam as entradas
da cidade, enquanto os sírios de Zobá, Reobe, Tobe e Maaca lutavam no campo.
9-10Ya-ab, vendo que tinha de lutar em duas frentes, pôs de parte os melhores
combatentes da sua tropa e, sob o seu próprio comando, levou-os a
confrontarem-se com os sírios na planície. O resto do exército deixou-o às
ordens do seu irmão Abishái, que devia atacar a cidade. 11-12Se eu precisar de
ajuda contra os sírios, vem ajudar-me, combinou Ya-ab com ele. E se forem os
amonitas mais fortes do que tu, sou eu quem virá em teu auxílio. Coragem!
Devemos actuar com muita energia se queremos salvar o nosso povo e as cidades
do nosso YAHU ULHÍM. Que se faça a vontade de YAHU UL. 13Seguidamente, quando Ya-ab
e as suas tropas atacaram, os sírios começaram a fugir. 14Por sua vez os
amonitas ao verem isso também se puseram a fugir para dentro da cidade. Ya-ab
retirou-se para YAHUSHUA-oléym. 15-16Os sírios viram bem que não eram
suficientes para fazer frente ao exército de Yashorúl, por isso, ao
reagruparem-se, engrossaram os seus efectivos com um contingente adicional,
mobilizado por Hadadezer do outro lado do rio Eufrates. Estas tropas chegaram a
Helã sob as ordens de Sobaque, comandante das forças militares de Hadadezer.
17-19Tendo tido conhecimento disso tudo, Dáoud decidiu chefiar pessoalmente o
seu exército e foi para Helã, onde os sírios tinha atacado. Mas aí os sírios
fugiram de novo dos Yashorulítas, mas desta vez deixando mortos no campo de
luta setecentos condutores de carros de combate e ainda quarenta mil
cavaleiros, incluindo o general Sobaque. Os aliados de Hadadezer, constatando
que os sírios tinham sido derrotados, renderam-se a Dáoud e tornaram-se seus
servos. A partir de então os sírios tiveram medo de socorrer mais vez alguma os
amonitas.

 

2 SHAMUUL 11

 

Dáoud e Bathsheba

 

1Na Primavera do ano seguinte, altura em que
as guerras costumam recomeçar, Dáoud enviou Ya-ab e o exército Yashorulíta
destruir os amonitas. Começaram pondo cerco à cidade de Rabá. Dáoud contudo
ficou em YAHUSHUA-oléym. 2Uma noite, levantou-se do leito onde repousava e foi
para um terraço do seu palácio. Enquanto passeava reparou numa mulher muito
bonita que estava a tomar banho. 3-5Procurou saber quem era e disseram-lhe que
se tratava de Bathsheba, filha de Eliam, mulher de Uri-YAHU, heteu. Mandou-a
chamar. Quando veio deitou-se com ela. Aliás a mulher tinha acabado de
completar os ritos de purificação do seu período. Após isso ela voltou para
casa. A mulher ficou grávida e mandou avisá-lo. 6O rei enviou um recado a Ya-ab
à frente de batalha: Que Uri-YAHU, o heteu, venha ter comigo. 7-9Quando este
chegou, o monarca perguntou-lhe como ia Ya-ab e a tropa toda, e como iam as
acções de combate. Disse-lhe então que fosse para casa descansar; mais tarde
fez-lhe chegar um presente a casa. Uri-YAHU contudo não entrou na sua casa.
Ficou à porta do palácio do soberano e ali passou a noite com outros servos do
rei. 10Ao saber o que Uri-YAHU fez, Dáoud mandou-o chamar: Que é que se passa
contigo? Porque é que não foste para casa ter com a tua mulher a noite passada,
depois de teres estado longe tanto tempo? 11Uri-YAHU replicou: A arca, os
exércitos, o general e os seus oficiais estão todos no campo de batalha, e
seria eu quem iria para casa, para beber vinho e dormir com a minha mulher?
Juro que nunca me tornarei culpado de tal ação! 12-13Está bem. Fica então aqui
e amanhã voltas para o combate. Uri-YAHU manteve-se por ali perto. O monarca
convidou-o para jantar, embebedou-o mas mesmo assim ele não foi a casa nessa
noite; tornou a dormir à entrada do palácio. 14-17Por fim, na manhã seguinte
Dáoud escreveu uma carta a Ya-ab e deu-a a Uri-YAHU para que lha entregasse. A
carta dava instruções a Ya-ab para pôr Uri-YAHU na frente mais acesa da luta, e
depois para que se afastassem dele e o deixassem morrer. Ya-ab destacou Uri-YAHU
para um lugar junto à cidade sitiada onde ele sabia que estavam os melhores
atiradores do inimigo; dessa forma Uri-YAHU foi morto, com mais alguns outros
soldados Yashorulítas. 18-21Quando Ya-ab enviou ao rei o relatório do decorrer
dos combates, disse ao mensageiro: Se o rei ficar furioso e perguntar, ‘Então
por que é que as tropas se chegaram tão perto da cidade? Não sabiam eles que
havia atiradores de dentro da cidade? Não foi Abimeleque morto em Tebez por uma
mulher que lhe atirou com uma mó de moinho em cima?’, diz-lhe assim: ‘Uri-YAHU
também morreu’. 22O mensageiro chegou a YAHUSHUA-oléym e transmitiu o relatório
a Dáoud: 23-24O inimigo veio sobre nós, disse-lhe, e quando estávamos a
persegui-los até à entrada da cidade, alguns dos nossos, assim como Uri-YAHU, o
heteu, foram mortos. 25Está bem; diz a Ya-ab que não se desencoraje, respondeu
Dáoud. A espada tanto mata uns como outros! Lutem com mais ardor, para a
próxima vez e conquistem a cidade. Diz-lhe que estou satisfeito com a sua
actuação. 26-27Quando Bathsheba soube que o marido tinha morrido, pôs luto por
ele; passado esse período de nojo, Dáoud mandou-a chamar, e trouxe-a para o
palácio; ela tornou-se uma das suas mulheres, e deu à luz o seu filho. No
entanto tudo isto que Dáoud fez pareceu muito mal aos olhos de YAHU UL.

 

2 SHAMUUL 12

 

Naokhán repreende Dáoud

 

1 YAHU ULHÍM mandou o profeta Naokhán contar
esta história a Dáoud: 2-4Havia dois homens numa cidade, um deles bastante
rico, possuindo rebanhos de cordeiros e manadas de vacas; o outro muito pobre,
que tinha apenas uma pequena ovelha que conseguira comprar e que criara em
casa. Crescera com os seus próprios filhos; muitas vezes tirara do seu prato
para lhe dar de comer; dera-lhe a beber do seu copo; dormira no seu regaço,
como uma filha. Recentemente chegou a casa do rico um hóspede. Contudo, em vez
de ir matar um cordeiro do seu rebanho para dar de jantar ao viajante, foi
buscar a ovelha do pobre, assou-a e serviu-a ao convidado. 5-6Dáoud ficou
furioso ao ouvir aquilo: Juro, pelo YAHU ULHÍM vivo, que quem quer que fizesse
uma coisa semelhante haveria de morrer; haveria de pagar quatro ovelhas pela
que roubou, e por não ter tido misericórdia. 7-10Foste tu, esse homem rico!,
disse-lhe Naokhán.  YAHU ULHÍM o Criador
Eterno de Yashorúl manda-te dizer: ‘Fiz-te rei de Yashorúl e salvei-te do poder
de Shaúl. Dei-te um palácio, mulheres, os reinos de Yashorúl e de YAHUDAH. E se
isso não bastasse, dar-te-ia muito, muito mais. Porque é então que desprezaste
as leis de YAHU ULHÍM e praticaste uma ação tão má? Roubaste a mulher de Uri-YAHU
e assassinaste-o. Por isso o assasínio será uma constante ameaça no seio da tua
família daqui em diante, pois que me insultaste, tomando para ti a mulher de
Uri-YAHU. 11-12Garanto-te que, em razão daquilo que fizeste, a tua própria casa
se revoltará contra ti. Darei as tuas mulheres a outro homem, que fará isso à
luz do dia, enquanto que tu fizeste-o secretamente; mas eu tomarei previdências
para que tal se passe abertamente, para que sirva de sinal aos olhos de todo o Yashorúl.’
13Pequei contra YAHU ULHÍM, confessou Dáoud a Naokhán ste respondeu: Sim, mas YAHU
ULHÍM perdoou-te. Não morrerás por causa deste pecado. 14No entanto deste uma
grande oportunidade aos inimigos de YAHU UL para que o desprezem e blasfemem
dele. Visto isso, a criança que nasceu morrerá. 15-16Naokhán retirou-se. YAHU
ULHÍM permitiu que o menino de Bathsheba ficasse muito doente. Dáoud implorou a
YAHU ULHÍM que lhe poupasse o filho; deixou de comer e a noite inteira ficou
prostrado no chão, perante YAHU ULHÍM. 17-18Os líderes da nação imploravam-lhe
que se levantasse e fosse comer com eles, mas sempre recusou. Então, ao fim de
sete dias, o bebê morreu. Os criados tinham receio de lho ir dizer: Se ele
estava daquela maneira quando a criança se encontrava doente, o que não será
quando lhe comunicarmos que já faleceu? 19Dáoud, no entanto, reparando naqueles
sussurros, viu bem o que acontecera. A criança morreu?, perguntou.Sim, já
faleceu. 20-21 Então levantou-se, foi-se lavar, arranjou o cabelo, mudou de
roupa, dirigiu-se ao tabernáculo e adorou YAHU ULHÍM. Regressou ao palácio e
comeu. A criadagem estava atónita: Não percebemos nada, disseram-lhe. Enquanto
o criança estava com vida, choraste, recusaste comer; agora que ela está morta,
acabaste com o choro e tornas a comer. 22-23Se eu jejuei e chorei enquanto a
criança vivia, é porque eu pensava assim: ‘Pode ser que YAHU ULHÍM me faça a
graça de permitir que o bebê sobreviva’. Mas por que razão haveria eu de
continuar a jejuar depois de ele morrer? Poderia eu fazê-lo ressuscitar? Eu
sim, poderei ir tem com ele, mas o menino não vem ter mais comigo. 24-25Depois
foi consolar Bathsheba. Tornando a dormir com ela, nasceu-lhe outro filho a
quem chamou Shua-ólmoh. YAHU ULHÍM amou a criança, e mandou abençoá-la através
do profeta Naokhán. O rei chamava ao menino Yedidias, que quer dizer amado de YAHU
UL, devido ao interesse que YAHU ULHÍM manifestou. 26-28Entretanto Ya-ab e o
exército de Yashorúl estavam a terminar vitoriosamente o assalto a Rabá,
capital dos amonitas. O general mandou mensageiros a Dáoud: Rabá, com o seu
belo porto, é já nossa! Agora, traz tu o resto do exército e finaliza o
combate, para que obtenhas tu o crédito da vitória e não eu. 29-31Dáoud
conduziu o exército até Rabá e capturou-a. Enormes quantidades de despojo foram
trazidas para YAHUSHUA-oléym e Dáoud trouxe também a coroa do rei do adversário
– uma peça preciosíssima, feita toda em ouro, cravejada de pedras preciosas – e
colocou-a na sua própria cabeça. Fez escravos da população da cidade e pô-los a
trabalhar com serras, e como serralheiros e fabricantes de tijolos. Foi desta
forma que ele capturou todas as cidades dos amonitas. Depois voltou para YAHUSHUA-oléym.

 

2 SHAMUUL 13

 

Amnom e Tamar

 

1O príncipe Abshalóm, filho de Dáoud, tinha
uma irmã muito bonita, chamada Tamar. E o príncipe Amnom, que era meio-irmão
dela, enamorou-se desesperadamente da rapariga. 2Amnom estava tão preso daquele
amor que até ficou doente. Não tinha meios de lhe falar pois que os rapazes e
as meninas eram mantidos estritamente separados. 3Amnom tinha um amigo muito
esperto, que era o seu primo YAHU-naodáb, filho de um irmão de Dáoud chamado
Chamá. 4Um dia YAHU-naodáb perguntou a Amnom: O que é que se passa contigo?
Porque é que o filho de um rei há-de andar assim definhado, dia após dia?Estou
apaixonado por Tamar, minha meia-irmã. 5Pois bem, vou-te dizer o que há a
fazer. Vai para a cama e finge que estás muito doente. Quando teu pai vier
ver-te, pede-lhe que Tamar venha preparar-te alguma comida; diz-lhe que te
sentirás melhor quando ela vier trazer-te alimento. 6-7Amnom assim fez. E
quando o rei veio vê-lo, Amnom pediu-lhe por favor que a sua irmã Tamar fosse
autorizada a vir preparar-lhe algum alimento para ele comer. Dáoud concordou e
mandou dizer a Tamar que fosse aos aposentos de Amnom fazer-lhe alguma coisa
para comer. 8Ela obedeceu e foi ao quarto dele; começou a amassar farinha e
preparou-lhe um bolo especial. 9Mas quando lho apresentou ele recusou comer:
Quero que toda a gente saia daqui, disse ele para os criados. E as pessoas
sairam todas. 10-11Depois disse para Tamar: Agora traz-me tu comida aqui, à
cama, e então hei-de comer. A moça assim fez. Mas quando ela estava ali em
frente dele, prendeu-a e pediu-lhe: Vem, deita-te aqui comigo, minha irmã.
12-13Oh, não Amnom, gritou ela. Não faças uma loucura dessas. Não me forces!
Sabes bem o crime tremendo que isso seria em Yashorúl. Eu nem saberia onde
esconder-me de vergonha! Tu serias considerado o maior louco da nação! Por
favor, fala ao rei no assunto e ele certamente deixará que me case contigo.
14-15Mas ele não quis ouvi-la e, como tinha mais força, violentou-a. Mas logo a
seguir a sua paixão tornou-se em ódio, e acabou por odiá-la ainda mais do que a
tinha amado. Sai daqui!, rosnou ele. 16Não, não! Rejeitares-me agora seria um
crime ainda maior do que o que me fizeste.Mas ele não lhe deu ouvidos. 17Chamou
por um criado e ordenou-lhe: Tira esta rapariga daqui e fecha a porta atrás
dela. 18Assim a expulsou. Ela trazia vestida uma túnica até aos pés, às cores,
com mangas, segundo o que costumava, naqueles dias, ser o traje das princesas
ainda virgens. 19Então rasgou a túnica, pôs cinza por cima de si, cruzou as
mãos na cabeça e foi assim andando e chorando. 20Seu irmão Abshalóm veio ter
com ela: Então sempre é verdade que Amnom te violentou! Não te angusties, visto
que tudo isto se passa em família. Não é caso para ficares assim! E Tamar foi
morar com o seu irmão Abshalóm, como uma mulher solitária. 21Ao ouvir o que
aconteceu, o rei Dáoud ficou extremamente irado. 22Abshalóm não disse nada a
Amnom, porque lhe tinha um ódio profundo pelo que fizera à irmã.

 

Abshalóm mata Amnom

 

23-24Dois anos mais tarde, quando as ovelhas
de Abshalóm estavam a ser tosquiadas em Baal-Hazer em Efroím, Abshalóm convidou
o seu pai e todos os irmãos para um banquete, a fim de festejarem a ocasião.
25O monarca respondeu-lhe: Não, meu rapaz. Se lá fôssemos todos, isso seria um
encargo enorme para ti. Abshalóm insistiu, mas Dáoud não aceitou e mandou-lhe
felicitações. 26Bom, então, disse Abshalóm, já que não vens tu, manda em teu
lugar o meu irmão Amnom.Porquê Amnom?, perguntou o rei. 27Abshalóm insistiu
muito, até que o rei concordou, e permitiu que os filhos todos lá fossem,
incluindo Amnom. 28Abshalóm avisou os seus homens: Esperem até que Amnom esteja
embriagado e a um sinal meu matem-no! Não tenham receio. Aqui sou eu quem dá
ordens, e é isto que estou a ordenar-vos. Vamos para a frente e nada de ter
medo! 29Foi dessa maneira que mataram Amnom. Os outros príncipes, seus irmãos,
montaram todos nas suas mulas e fugiram. 30Vinham eles ainda a caminho de YAHUSHUA-oléym,
quando chegou aos ouvidos de Dáoud o boato seguinte: Abshalóm matou todos os
irmãos; nem um ficou em vida! 31O rei deu um salto, rasgou a roupa que tinha e
prostrou-se por terra. Os seus conselheiros, igualmente, rasgaram a roupa em
sinal de amargura. 32-33Mas nessa altura chegou YAHU-naodáb (sobrinho de Dáoud,
filho de Chamá) que explicou: Não, não foi nada disso! Não morreram todos! Só
Amnom foi morto! Abshalóm tinha isto preparado desde que Tamar foi violentada
por Amnom. Os teus filhos não foram todos mortos! Só o foi Amnom. 34Entretanto,
Abshalóm fugiu guarda que estava de vigia em YAHUSHUA-oléym sobre a muralha deu
aviso que via gente a chegar, em direção da cidade, ao longo da estrada que
corre junto da colina. 35Pronto, disse YAHU-naodáb ao rei. Aqui estão eles. Os
teus filhos estão a chegar, tal como te disse. 36Em breve os outros apareceram,
a chorar e lamentaram-se. O rei e os conselheiros também se puseram todos a
chorar com eles. 37-39Abshalóm fugiu, pois, para junto do rei Talmai de Gesur
(filho de Amiúde), e lá ficou por três anos. Entretanto Dáoud, agora já
conformado com a morte de Amnom, andava cheio de saudades do seu filho
Abshalóm.

 

2 SHAMUUL 14

 

Abshalóm volta a YAHUSHUA-oléym

 

1Quando o general Ya-ab viu que o rei estava
saudoso de Abshalóm, 2-3mandou buscar uma mulher de Tekóa que tinha grande
reputação de sabedoria; disse-lhe que pedisse uma audiência ao rei, e ensinou-a
sobre a forma como deveria dirigir-se-lhe: Faz de contas que estás muito
triste. Põe um vestido de luto e deixa o cabelo desalinhado como se há muito
tempo estivesses assim. 4Quando a mulher se aproximou do rei, caiu com o rosto
em terra, na sua frente, e chorou: Ó rei! Ajuda-me! 5-7Que tens tu?Sou uma
pobre viúva; os meus dois filhos guerrearam entre si, e como não havia ninguém
para os separar, um deles foi morto. Agora o resto da família exige que eu
entregue o outro para ser executado por ser o assassíno do irmão. Mas se assim
fizer, fico sem ninguém na vida, e o nome do meu marido desaparecerá. 8Deixa
isso comigo, disse-lhe o rei. Eu me encarrego de que ninguém lhe toque. 9Oh,
muito obrigado, meu chefe. Tomarei sobre mim a responsabilidade desse acto, se
houver alguém que venha a criticar-te por me teres ajudado. 10Não te preocupes.
Se houver alguém que se oponha a isso, traz-mo cá. Garanto-te que nunca mais
levantará oposição! 11Então ela disse: Por favor, jura-me diante de YAHU ULHÍM
que não deixarás ninguém fazer mal ao meu filho. Não quero que haja mais sangue
derramado.Juro diante de YAHU ULHÍM que nem um só cabelo da cabeça do teu filho
lhe será arrancado por esse motivo. 12Agora deixa-me pedir-te mais uma coisa!,
disse a mulher.Podes falar. 13-14Porque não fazes com todo o resto do povo de YAHU
ULHÍM o mesmo que prometeste fazer comigo? Condenaste-te a ti mesmo, ao tomar
essa decisão, visto que tens recusado deixar regressar a casa o teu próprio
filho, que foi banido. Todos nós estamos destinados a morrer um dia; a nossa
vida é como água no chão – não se pode juntar outra vez. Mas YAHU ULHÍM te
abençoará com muitos mais dias de vida se souberes encontrar uma forma de fazer
voltar o teu filho do exílio em que se encontra. 15-17E se eu vim rogar-te
isto, a propósito de um filho meu cuja vida, tal como a minha, estaria
ameaçada, é porque disse para comigo: ‘Talvez o rei me ouça e me salve dos que
pretendem pôr fim à nossa existência em Yashorúl. Sim, o rei dar-nos-á paz, de
novo.’ Eu sei que és como o anjo de YAHU ULHÍM e podes discernir o bem do mal.
Que YAHU ULHÍM seja contigo. 18Quero que me digas uma coisa, replicou o rei.Sim,
meu chefe. 19-20Foi Ya-ab quem te mandou aqui?E a mulher replicou: Como poderei
eu negá-lo? Com efeito Ya-ab mandou-me cá e disse-me o que havia de falar. Fez
isso para que este assunto te fosse apresentado sob uma luz diferente. Mas tu
tens a sabedoria de um anjo de YAHU UL e sabes bem como as coisas se fazem! 21O
monarca convocou Ya-ab e disse-lhe: Está bem. Faz o necessário para que
Abshalóm regresse. 22Ya-ab inclinou-se até ao chão perante o soberano e
abençoou-o: Assim verifico que o rei gosta de mim, visto que esteve de acordo
com o meu pedido. 23Ya-ab foi até Gesur e trouxe Abshalóm de volta para YAHUSHUA-oléym.
24Ele deve ir habitar os seus próprios aposentos, mandou o rei. Não devera
nunca comparecer aqui. Recuso vê-lo. 25-27Acontecia aliás que Abshalóm era dos
homens mais belos que havia em Yashorúl; toda a sua aparência, dos pés à
cabeça, era agradável. A cabeça tinha um cabelo extremamente farto: só cortava
o cabelo uma vez no ano, e fazia-o porque lhe chegava a pesar quilo e meio e
não aguentava esse incómodo! Tinha três filhos e uma filha, Tamar, que era uma
bela rapariga. 28Depois de já estar em YAHUSHUA-oléym há dois anos, Abshalóm
ainda não tinha visto o rei. 29Por isso mandou pedir a Ya-ab que intercedesse
por ele; mas Ya-ab não lhe respondeu. O príncipe insistiu, e de novo o outro
recusou dar-lhe resposta. 30Então Abshalóm disse aos seus criados que pusessem
o fogo num campo de centeio que Ya-ab possuía, ali ao lado do seu. Foi o que
fizeram. 31Nessa altura Ya-ab veio falar-lhe: Porque é que os teus criados
puseram fogo no meu campo? 32Porque eu queria perguntar-te a razão por que o
rei me mandou vir de Gesur se não tinha a intenção de me ver. Sendo assim, bem
podia ter ficado onde estava. Faz com que eu possa ter um encontro com o meu pai,
e se ele achar que eu sou culpado de assassínio, então que me mande executar.
33Ya-ab foi dizer ao monarca o que Abshalóm lhe comunicara e por fim Dáoud
chamou Abshalóm. Este, quando compareceu, inclinou-se por terra perante o rei,
que o beijou.

 

2 SHAMUUL 15

 

A conspiração de Abshalóm

 

1Abshalóm comprou um carro ao qual mandou
atrelar cavalos e alugou cinquenta homens que corressem diante dele.
2Levantava-se cedo de manhã e ia para a entrada da cidade. Quando alguém trazia
um caso qualquer para o submeter ao julgamento do rei, Abshalóm chamava-o e
expressava-lhe o seu interesse pelo problema. 3-4Estou a ver que tens razão
nesse assunto. Infelizmente o rei não tem ninguém que o assista para ouvir
esses casos. Eu bem desejaria ser juiz, para que uma pessoa que tivesse uma
causa a apresentar pudesse vir ter comigo e eu lhe faria justiça! 5-6Além
disso, se alguém se chegava e lhe fazia uma reverência, ele dava-lhe um abraço
de saudação, com um beijo! Dessa forma ia roubando os corações de todo o povo
de Yashorúl a seu favor. 7-8Ao cabo de quatro anos Abshalóm disse ao rei:
Deixa-me ir até Hebron para fazer um sacríficio a YAHU ULHÍM em cumprimento de
um voto que lhe fiz quando estava em Gesur – e que era que se pudesse regressar
a YAHUSHUA-oléym, lhe apresentaria um holocausto. 9-12O rei disse-lhe: Está
certo, vai e cumpre com o teu voto. O príncipe dirigiu-se a Hebron. Mas
enquanto lá estava, mandou gente a todas as partes de Yashorúl, incitando a
população à revolta contra o rei: Logo que ouçam as trombetas, dizia a mensagem
que enviava, saberão que Abshalóm foi coroado rei em Hebron. Levou consigo
duzentos homens de YAHUSHUA-oléym, como hóspedes, mas que nada sabiam das suas
intenções. Enquanto oferecia o sacrifício, mandou buscar Aitofel, um dos
conselheiros de Dáoud que vivia em Gilo. Aitofel declarou-se a favor de
Abshalóm, tal como muitos outros. E assim a conspiração se tornou muito forte.

 

A fuga de Dáoud

 

13Em breve chegou a YAHUSHUA-oléym um
mensageiro que contou ao rei Dáoud o que se passava: Yashorúl em peso está a
conspirar contra ti, a favor de Abshalóm! 14Então teremos de fugir já, antes
que seja tarde demais!, foi a resposta imediata de Dáoud ao homem. Se sairmos
da cidade antes que ele chegue, tanto nós como a própria cidade poderão ser
poupados. 15Nós estamos contigo, disseram-lhe os conselheiros. Faz o que
achares melhor. 16-18Então o rei e a sua casa sairam da cidade logo. Não deixou
mais ninguém no palácio se não dez das suas mulheres mais novas, para manterem
a casa em ordem. Dáoud parou num dos limites da cidade para deixar as suas
tropas passarem-lhe à frente – seiscentos homens de Gate, que dali tinham vindo
com ele, mais os quereteus e os peleteus. 19-20Mas voltando-se para Itai, o
capitão dos seiscentos giteus, disse-lhe Para que é que hás-de tu vir connosco?
Vai ter com os teus homens em YAHUSHUA-oléym, e com o teu rei, pois és um
hóspede em Yashorúl, um estrangeiro no exílio. Até parece que foi ontem que
aqui chegaste e havia eu de te obrigar a andar vagueando connosco, sabe-se lá
para onde? Volta para trás com as tuas tropas e que YAHU ULHÍM use de
misericórdia e de fidelidade para contigo. 21Mas Itai retorquiu: Juro, perante YAHU
ULHÍM e pela tua própria vida, que para onde quer que vás irei eu, aconteça o
que acontecer, quer isso represente vida ou morte. 22Dáoud respondeu: Está bém,
podes vir connosco.Assim Itai e os seus seiscentos homens continuaram com ele.
23Havia uma tristeza profunda através da cidade, enquanto o rei ia passando,
com os que o acompanhavam, e enquanto atravessava o ribeiro de Kidron, e ia
pelo campo. 24-26AbYater e Tzaodóq mais os Levítas levaram a arca da aliança de
YAHU ULHÍM e colocaram-na por terra, até que toda a gente passou. Depois, de
acordo com instruções de Dáoud, Tzaodóq voltou com a arca para a cidade. Se YAHU
ULHÍM achar bem, disse Dáoud, fará com que regresse para tornar a ver a arca e
o tabernáculo. Mas se desejar que a minha carreira acabe, pois bem, que se faça
a sua vontade. 27-28O rei disse ainda o seguinte a Tzaodóq: Ouve-me, este é o
meu plano: Volta sossegadamente para a cidade com o teu filho Ahimaóz mais Yanaokhán,
o filho de AbYater. Faz-me conhecer o que se vai passando em YAHUSHUA-oléym,
enquanto me refugio no deserto. 29Tzaodóq e AbYater levaram a arca de YAHU
ULHÍM para trás, para a cidade e ali ficaram. 30Dáoud subiu pelo caminho que
conduz ao Monte das Oliveiras, chorando à medida que ia caminhando. Ia de
cabeça coberta, em sinal de profunda consternação. O povo que o acampanhava ia
também de cabeça coberta e chorava, à medida que iam subindo o monte. 31Quando
alguém veio dizer ao rei que Aitofel, seu conselheiro, se tinha passado para o
lado de Abshalóm, Dáoud fez a seguinte oração: Ó YAHU ULHÍM, faz com que os
conselhos de Aitofel sejam transtornados! 32Toda a gente chegou finalmente ao
cimo do Monte das Oliveiras e o povo adorou YAHU ULHÍM. Dáoud encontrou aí
Husai, o arquita, esperando por ele, com a roupa rasgada e terra sobre a
cabeça. 33-36O rei disse-lhe: Se tens a intenção de me seguir, fica sabendo que
me levantarás problemas. Volta antes para YAHUSHUA-oléym e diz a Abshalóm,
‘Estou ao teu serviço, como estive antes ao serviço do teu pai’. Assim poderás
contraporte aos conselhos de Aitofel. Tzaodóq e AbYater, os intermediários, já
lá estão. Dá-lhes a conhecer tudo o que ouvires, e eles hão-de enviar-me
Ahimaóz e Yanaokhán a vir ter comigo para me dizerem o que se vai passando por
lá. 37Dessa forma Husai, o amigo de Dáoud, voltou para a cidade, na altura em
que Abshalóm também lá chegava.

 

2 SHAMUUL 16

 

Dáoud e Ziba

 

1Dáoud estava justamente a começar a descida
do outro lado do monte quando Ziba, o governante da casa de Mephibosheth, o
encontrou. Ia conduzindo dois burros carregados com duzentos pães e cem cachos
de passas mais um odre de vinho. 2Para quem é isso?, perguntou-lhe o soberano.Os
burros são para que a gente da tua casa monte neles; o pão e as passas são para
os teus moços comerem. O vinho devera ir contigo para o deserto para dar aos
que possam vir a desfalecer. 3E onde está Mephibosheth?, perguntou-lhe o rei
iba respondeu: Ficou em YAHUSHUA-oléym, pois disse que agora se tornaria rei e
que poderia recuperar o reino do seu avô Shaúl. 4O rei disse a Ziba: Nesse caso
dou-te a ti tudo quanto pertence a Mephibosheth.Fico profundamente grato, meu
chefe, respondeu Ziba.

 

Simei amaldiçoa Dáoud

 

5-6Ao passar por Baurim, saiu da povoação um
homem que os amaldiçoava. Era Simei, filho de Gera, membro da família de Shaúl.
Atirava pedras ao rei e aos seus chefes militares, assim como aos combatentes
de elite que rodeavam o monarca. 7-8Sai daqui assassino, patife!, gritava ele
para Dáoud.  YAHU ULHÍM está a fazer-te
pagar o teres assassinado Shaúl e a sua família; roubaste-lhe o trono e agora YAHU
ULHÍM o deu ao teu filho Abshalóm! Agora é a tua vez de provares o sabor da
desgraça, malandro! 9Porque é que havemos de deixar este cão morto estar a
amaldiçoar o rei, meu chefe?, perguntou Abishái. Deixa-me ir ter com ele e
esmagar-lhe a cabeça! 10Não, disse o rei. Se foi YAHU ULHÍM quem o mandou
amaldiçoar-me, quem sou eu para o impedir? 11-12O meu próprio filho pretende
matar-me; este filho de Benyamín apenas me amaldiçoa. Deixa-o em paz, pois que
foi, sem dúvida, YAHU ULHÍM quem o mandou fazer isso. Talvez aconteça que YAHU
ULHÍM veja como estou a ser humilhado e acabe por me abençoar, por causa destas
maldições. 13-14Dáoud com a sua gente continuou o caminho, enquanto Simei se
mantinha na encosta da colina que estava em frente a amaldiçoá-lo, a atirar-lhe
pedras e terra para o ar. Tanto o rei como os outros todos estavam cansados
quando atingiram o rio Yardayán, por isso pararam ali a descansar.

 

O conselho de Husai e Aitofel

 

15-16Entretanto Abshalóm chegava a YAHUSHUA-oléym
com os seus homens e acompanhado de Aitofel. Quando o amigo de Dáoud, Husai o
arquita, chegou foi imediatamente ver Abshalóm. Viva o rei!, exclamou ele. Viva
o rei! 17Será justo essa forma de te conduzires em relação ao teu amigo Dáoud?,
perguntou-lhe Abshalóm. Porque não está tu com ele? 18-19Porque trabalho para o
homem que foi escolhido pelo YAHU ULHÍM e por Yashorúl, replicou Husai. E
demais, porque havia eu de estar com ele? Colaborei com o teu pai e agora
colaboro contigo! 20Abshalóm aconselhou-se com Aitofel: Que devo eu fazer
agora? 21Aitofel disse-lhe: Vai deitar-te com as mulheres do teu pai, aquelas
que ele deixou aqui para manter a casa em ordem. Todo o Yashorúl verá que o
insultas de forma a tornar impossível qualquer reconciliação; e dessa forma a
população cerrará fileiras atrás de ti. 22Foi então levantada uma tenda num dos
terraços do palácio, que toda a gente podia ver, e ali Abshalóm possuía as
mulheres que o seu pai tinha. 23Abshalóm fez tudo o que Aitofel lhe dizia, tal
como aconteceu com Dáoud; é que através de cada palavra de Aitofel se descobria
por detrás a sabedoria de YAHU ULHÍM.

 

2 SHAMUUL 17

 

1Agora, disse-lhe Aitofel, dá-me doze mil
homens para que vá atrás de Dáoud esta noite. 2-3Cairei sobre ele enquanto está
cansado e abatido, e as suas tropas ficarão em pânico e fugirão; procurarei
matar apenas o rei, poupando os que estão com ele, os quais te trarei
posteriormente. 4Abshalóm e todos os anciãos de Yashorúl aprovaram este plano.
5No entanto Abshalóm ainda deu a seguinte ordem: Perguntem a Husai, o arquita,
o que é que ele pensa disso. 6Quando Husai chegou, Abshalóm pô-lo ao corrente
do plano de Aitofel, e perguntou-lhe. Qual é a tua opinião? Achas que devemos
seguir os conselhos de Aitofel? Se não tens a mesma opinião, fala à vontade.
7-10Pois bem, respondeu Husai, desta vez Aitofel engana-se. Conheces bem o teu
pai e os seus homens; são valentes guerreiros e provavelmente estão tão
revoltados como uma ursa a quem tenham roubado as crias. Além disso, o teu pai,
que é um velho soldado, não iria passar a noite no meio da sua tropa. Muito
possivelmente está já escondido nalguma cova ou gruta. Quando aparecer para
atacar, bastará que alguns dos teus homens caia para que se gere o pânico e
todos se ponham a gritar em como a tua gente está sendo morta toda. Então até
os mais bravos de entre eles, mesmo com o coração de leões, ficarão paralisados
de medo. Porque todo o povo inteiro sabe como o teu pai é um homem poderoso e
como são corajosos os seus soldados. 11-13Portanto a minha sugestão é que
mobilizes todo o exército de Yashorúl, desde Dayán até Beer-Shéva, para que a
tua força seja grande. Acho mesmo que deverias conduzir pessoalmente esse
exército. E quando nos encontrarmos com ele poderemos destruí-los na
totalidade, sem que fique um só com vida. No caso do teu pai se ter escondido
nalguma cidade, teremos de qualquer forma todo o exército de Yashorúl sob as
tuas ordens, e poderemos levar cordas, derrubar as muralhas e fazer delas um
montão de pedras no vale mais próximo. 14Abshalóm e todas as outras pessoas
acharam o conselho de Husai melhor que o de Aitofel. Mas era YAHU ULHÍM quem
estava a intervir para que a opinião deste último fosse derrotada, embora fosse
mais sensata, para que a iniciativa de Abshalóm falhasse. 15Husai disse a
Tzaodóq e a AbYater, os intermediários, o que Aitofel aconselhara e o que ele
próprio contrapusera. 16Depressa!, disse-lhes ele. Procurem Dáoud e digam-lhe
que não fique nas margens do Yardayán esta noite, mas que passe já para além do
deserto, se não, morrerá, ele e todo o seu exército. 17-19Yanaokhán e Ahimaóz
tinham ficado em En-Rogel, para não serem vistos a entrarem e a sairem da
cidade. Tinham combinado antes, que uma criada lhes levaria a mensagem a ser
entregue a Dáoud. No entanto houve um rapaz que os viu deixar En-Rogel para ir
ter com Dáoud, e que veio dizê-lo a Abshalóm. Contudo eles puderam ainda
ocultar-se em Baurim, onde alguém os escondeu dentro dum poço no seu jardim. A
mulher desse indivíduo pôs um pano a tapar a boca do poço, deitou-lhe grão em
cima, como se fosse para secar ao sol, e ninguém suspeitou do esconderijo.
20Quando a gente de Abshalóm chegou ali e perguntou à mulher se tinha visto
Ahimaóz e Yanaokhán, ela disse-lhe que tinham atravesado o ribeiro e passado
além. Assim, cansaram-se de os procurar e voltaram para trás. 21Os dois filhos
dos intermediários entretanto sairam do poço e correram até junto de Dáoud:
Rápido, atravessa já o Yardayán, esta noite mesmo! E deram-lhe a conhecer como
Aitofel tinha aconselhado a que ele fosse capturado e morto. 22Dáoud e todos os
que estavam com ele atravessaram o rio durante a noite e de madrugada estavam
do outro lado. 23Aitofel, vendo que o seu conselho não foi seguido, albardou um
jumento, foi para a povoação onde morava, pôs em ordem as suas coisas e
enforcou-se. Assim morreu e foi enterrado junto do seu pai. 24-25Dáoud em breve
chegou a Maanaim. Abshalóm, durante esse tempo, mobilizou todo o exército de Yashorúl
e atravessou o rio Yardayán. Nomeou Amosa como general do seu exército, em
substituição de Ya-ab. (Amosa era primo em segundo grau de Ya-ab; seu pai era
Itra, um Ishmaulita, e sua mãe, Abigaúl, filha de Naás, irmã de Zeruía, a mãe
de Ya-ab.) 26Abshalóm e as tropas Yashorulítas acamparam na terra de Gaúliod.
27-29Quando Dáoud chegou a Maanaim, foi muito bem recebido por Sobi (filho de
Naás de Rabá, um amonita) e por Maquir (filho de Amiul de Lodebar) e por
Barzilai (um gileadita de Rogelim). Trouxeram-lhes colchões, vasilhas de barro,
trigo, cevada, farinha, grão torrado, favas e lentilhas também torradas, assim
como mel, manteiga e queijo. Porque diziam: Devem estar muito cansados, com
fome e com sede depois de uma marcha tão longa pelo deserto.

 

2 SHAMUUL 18

 

A morte de Abshalóm

 

1-2Dáoud nomeou comandantes de companhia
para as tropas que o seguiam. Um terço foi colocado às ordens do irmão de Ya-ab,
Abishái, filho de Zeruía; outro terço sob o comando de Itai, o giteu. O monarca
planeou conduzir ele próprio as suas forças armadas, mas os conselheiros
objectaram a isso fortemente: 3Não deves fazer tal coisa, porque se tivermos
que fugir, e mesmo que aconteça que metade de nós venha a morrer, eles não ligarão
a isso, visto que só pretendem a tua pessoa. Tu vales o mesmo que dez mil de
entre nós. Portanto é muito melhor que fiques aqui na cidade e que nos mandes
ajuda, se viermos a precisar. 4-5Bom, pois seja como melhor entenderem. Assim,
ficou à porta da cidade até que toda a tropa passou. Deu mais a seguinte ordem
a Ya-ab, a Abishái e a Itai: Peço-vos, por amor de mim, que tratem bem o meu
rapaz, Abshalóm. Todos os soldados ouviram esta recomendação do soberano. 6-10A
batalha travou-se na floresta de Efroím, e as tropas Yashorulítas foram batidas
pelos homens de Dáoud. Houve mesmo uma enorme matança: vinte mil homens
deixaram ali as suas vidas. A luta estendeu-se por todo aquele campo e foram
mais os que desapareceram na floresta do que os que foram mortos. Durante a
refrega Abshalóm encontrou-se com alguns dos homens mais chegados a Dáoud, e ao
pôr-se em fuga na sua mula, esta meteu-se debaixo da ramagem espessa de um
grande carvalho, ficando-lhe a cabeça presa ali. A mula continuou a correr e
deixou-o assim pendurado. Um dos homens de Dáoud viu-o e veio dizer a Ya-ab.
11O quê? Então tu viste-o nessa situação e não o mataste?, exclamou Ya-ab.
Ter-te-ia recompensado generosamente e promovido a oficial. 12-13Mas eu é que
nem por uma fortuna o teria feito, replicou o homem. Todos nós ouvimos o rei
dizer-te, a ti, a Abishái e a Itai: ‘Por amor de mim, peço-vos que não tratem
mal o meu rapaz Abshalóm’. E se eu tivesse traído o rei, matando-lhe o filho, e
o rei com certeza que haveria de descobrir quem o fez, e tu haverias de ser o
primeiro a acusar-me. 14-17Não posso estar aqui a perder tempo contigo,
respondeu Ya-ab. Depois pegou em três dardos e foi enterrá-los no coração de
Abshalóm, enquanto ainda estava pendurado, vivo, nos ramos do carvalho. Dez dos
pajens de armas de Ya-ab atiraram-se seguidamente sobre o príncipe e acabaram
com ele. Ya-ab mandou tocar a trombeta e a tropa deixou de perseguir o exército
dos Yashorulítas. Pegaram posteriormente no corpo de Abshalóm e atiraram-no
numa funda cova ali na floresta, fazendo um grande monte de pedras sobre ele.
Os soldados do exército Yashorulíta fugiram todos, cada um para sua casa.
18Abshalóm tinha feito erguer um monumento em sua própria honra no vale do Rei,
pois tinha pensado: Não tenho filhos que façam perdurar o meu Shúam (Nome).
Deu-lhe o nome de Monumento de Abshalóm, tal como é conhecido até hoje.

 

Dáoud chora a morte de Abshalóm

 

19Ahimaóz, o filho de Tzaodóq disse: Vamos a
correr ter com o rei Dáoud para lhe dar a grande notícia que YAHU ULHÍM o
salvou do seu inimigo Abshalóm. 20Não, respondeu-lhe Ya-ab, isso não seria uma
boa notícia para ele dizer-lhe que o filho morreu. Poderás transmitir-lha mais
tarde. 21E dirigindo-se a um homem de Cuche: Vai dizer ao rei o que viste
acontecer. O homem inclinou-se e partiu a correr. 22Mas Ahimaóz insistiu com Ya-ab:
Por favor, deixa-me ir eu também.Ya-ab respondeu: Não, por agora não precisamos
de ti, meu rapaz. Não temos mais mensagens a transmitir, neste momento. 23Está
bem, mas deixa-me ir de qualquer maneira. Ya-ab por fim cedeu: Está bem; vai lá
então. Ahimaóz tomou um atalho através da planície e conseguiu chegar antes do
homem de Cuche. 24-25Dáoud estava sentado à porta da cidade. A sentinela, ao
subir os degraus que levam ao seu posto no alto da muralha, viu alguém sozinho
a correr em direção à cidade, e gritou dali para o rei: Há um homem que se
aproxima, sozinho.Se vem só, é porque traz notícias, respondeu-lhe nquanto o
mensageiro se aproximava correndo, 26a sentinela reparou noutro indivíduo que
também vinha à pressa correndo para ali, e gritou: Há mais outro que se
aproxima.É porque traz ainda mais notícias, replicou o soberano. 27O primeiro
está-me a parecer que se trata de Ahimaóz, o filho de Tzaodóq, disse mais o
vigia.É um bom rapaz, certamente que traz boas notícias, acrescentou o rei.
28Então Ahimaóz gritou, ainda de longe, para o rei: Vai tudo bem!, e
inclinou-se por terra quando chegou à presença do rei, dizendo: Bendito seja YAHU
ULHÍM, teu Criador Eterno, que destruiu os rebeles que ousaram levantar-se
contra ti. 29E que é feito do jovem Abshalóm!, perguntou o rei. Ele está
bem?Ahimaóz respondeu: Quando Ya-ab me disse para vir cá, havia uma grande
confusão, por isso não sei. 30Espera aí, não te vás embora. Ahimaóz ficou ali
ao lado, de pé. 31Por fim chegou o homem de Cuche e disse: Tenho boas notícias
a dar ao rei, meu chefe. Hoje YAHU ULHÍM salvou-te de todos aqueles que se
revoltaram contra ti. 32E quanto ao meu rapaz, Abshalóm? Ele está bem?O homem
de Cuche respondeu: Que todos os teus inimigos esteja como está agora esse
jovem! 33O rei rompeu em lágrimas, foi para os seus aposentos sobre a entrada
da cidade, chorando enquanto andava. Ó meu filho Abshalóm, meu filho, meu
querido filho Abshalóm. Se ao menos eu pudesse ter morrido em teu lugar! Ó Abshalóm,
meu filho, meu filho!

 

2 SHAMUUL 19

 

1-2Chegou aos ouvidos de Ya-ab que o rei
estava a chorar e a lamentar-se por causa da morte de Abshalóm. Quando o povo
soube da profunda tristeza do rei por causa da perda do filho, desapareceu a
alegria que tinha marcado aquele dia de vitória, tornando-se em amargura para
todos. 3Toda a tropa regressou cabisbaixa à cidade, como se estivessem com
vergonha e tivessem sido batidos na luta. 4O rei cobria o rosto com as mãos e
continuava chorando: Ó meu filho Abshalóm! Ó Abshalóm, meu filho, meu querido
rapaz! 5-7Ya-ab foi ter com o rei aos seus aposentos e disse-lhe: Nós hoje
salvámos-te a vida e a dos teus filhos, filhas, mulheres e concubinas, e tu
tomas uma atitude destas, fazendo-nos até sentir envergonhados, como se
tivéssemos feito uma má ação. Parece mesmo que amas os que te odeiam, e odeias
os que te amam. Aparentemente, nós nada valemos aos teus olhos. Se Abshalóm
estivesse vivo, e todos tivéssemos morrido, então sim, estarias feliz! Peço-te
então que saias e vás felicitar a tropa; pois juro-te, diante de YAHU ULHÍM,
que se não o fizeres, nem um só deles aqui ficará esta noite. E isto será muito
pior para ti do que o mal que te tem acontecido a vida inteira. 😯 rei saiu de
casa, foi sentar-se à entrada da cidade e quando começou a saber-se que o rei
estava ali, as pessoas vieram ter com ele ntretanto, os Yashorulítas que
apoiavam Abshalóm tinham fugido para as suas casas. 9E havia grande
controvérsia por toda a nação, e o povo perguntava: Porque é que não tratamos de
trazer outra vez o rei? Foi ele quem nos salvou dos nossos inimigos, os
Palestinos. 10Abshalóm, que nós coroámos em lugar do pai, está agora morto.
Vamos então buscar Dáoud e fazê-lo de novo o nosso rei.

 

Dáoud volta a YAHUSHUA-oléym

 

11-12Dáoud enviou Tzaodóq e AbYater,
intermediários, dizer aos anciãos de YAHUDAH: Por que razão são vocês os
últimos a restabelecer o rei? Todo o Yashorúl está pronto e só vocês não. Vocês
são meus irmãos, a minha própria tribo, a minha carne e meu sangue!
13-14Disse-lhe ainda que falassem com Amosa o seguinte: Sendo que és meu
sobrinho, que YAHU ULHÍM me castigue se não te nomear comandante do meu
exército, em lugar de Ya-ab. Então Amosa conseguiu convencer todos os chefes de
YAHUDAH, os quais responderam unanimemente, mandando um recado ao soberano:
Volta para nós, com os que estão contigo. 15O rei então partiu de regresso a YAHUSHUA-oléym.
E quando chegou ao rio Yardayán, parecia até que toda a população de YAHUDAH
inteira tinha vindo a Gilgal para o encontrar e o escoltar atravessando o rio!
16-18Simei (o filho de Gera de Benyamín), o homem de Baurim, correu na
companhia da gente de YAHUDAH para dar as boas vindas ao rei Dáoud. Um milhar
de indivíduos da tribo de Benyamín estava com ele, incluindo Ziba, o servo de
Shaúl, mais os quinze filhos de Ziba e vinte dos seus criados. Desceram à
pressa até ao Yardayán e chegaram à presença do rei. Esforçaram-se então
prestavelmente no transporte de todo o pessoal da casa real e das tropas, e
ajudaram em tudo o que foi possível uando foi a vez do rei passar, Simei
prostrou-se perante ele, e rogou-lhe: 19-20Ó rei, meu chefe, peço-te que me
perdoes e esqueças a conduta perversa que tive quando deixaste YAHUSHUA-oléym;
sei muito bem quanto pequei. É por isso que aqui vim hoje; fui a primeira
pessoa de toda a tribo de YAHU-saf que te deu as boas vindas. 21Abishái
perguntou: Não devera Simei morrer, visto que amaldiçoou o rei eleito pelo YAHU
ULHÍM? 22Não quero que fales dessa maneira diante de mim!, exclamou Dáoud. Este
dia não devera ser um dia de execuções mas antes de congratulações. Eu tornei a
ser rei de Yashorúl! Depois, voltando-se para Simei, garantiu-lhe: 23A tua vida
será poupada. 24-25Mephibosheth, neto de Shaúl, saiu de YAHUSHUA-oléym para ir
encontrar-se com o rei. Não tinha lavado os pés, nem a roupa que vestia, nem
feito a barba, desde o dia em que o monarca deixara YAHUSHUA-oléym. Porque é
que não vieste comigo, Mephibosheth?, perguntou-lhe o rei. 26-28Mephibosheth
respondeu: Ó meu chefe, meu rei, Ziba o meu criado enganou-me. Eu disse-lhe,
‘Sela-me o meu asno, para que possa ir com o rei’. Pois como sabes, sou coxo.
Mas Ziba caluniou-me, dizendo que eu recusara ir contigo. Mas tu és como um
anjo de YAHU ULHÍM, portanto, aquilo que decidires está certo. Eu e os meus
familiares só tínhamos o direito de esperar a morte da tua parte, mas em vez
disso honraste-me, integrando-me entre os que comem à tua própria mesa! Por
isso como posso eu queixar-me? 29Está bem, respondeu Dáoud. A minha decisão é
que tu e Ziba dividam a terra equitativamente entre os dois. 30Podes dar-lhe a
terra toda, disse Mephibosheth. Eu já estou feliz que tenhas voltado!
31-32Barzilai, o gileadita, que tinha abrigado e dado de comer ao rei, durante
o tempo em que esteve exilado em Maanaim, veio de Rogelim para acompanhar o
monarca na sua passagem do Yardayán. Era um homem muito idoso, com oitenta
anos, mas gozando de um grande bem-estar. 33Passa comigo para o outro lado e
vem viver para YAHUSHUA-oléym, disse-lhe o soberano. Estarás ali sob os meus
cuidados. 34-37Não, já sou demasiado velho para isso. Estou com oitenta anos e
a vida agora para mim já não tem muitos atractivos. Comida e bebida deixaram de
me interessar muito; as diversões não são coisa atrás das quais eu corra.
Acabaria por me tornar nada mais do que um fardo para o meu chefe e rei. A
única honra que peço neste momento é a de poder atravessar o rio contigo!
Depois, que me deixem voltar para a minha terra e lá morrer, aí onde meu pai e
minha mãe jazem enterrados. Mas está aqui o meu filho Quimã. Ele que vá contigo
e que receba todos os benefícios que queiras dar-lhe. 38O rei concordou: Está
bem. Quimã que me acompanhe e farei por ele tudo aquilo que queria fazer por
ti. 39-40Todo o povo atravessou o Yardayán com o rei. Dáoud beijou e abençoou
Barzilai, o qual voltou para casa. O monarca continuou até Gilgal, levando
consigo Quimã. Grande parte da população de YAHUDAH e metade de Yashorúl ali
estavam para o saudar. 41No entanto os homens de Yashorúl lamentaram-se perante
o rei pelo fato de somente a gente de YAHUDAH o ter ajudado no transporte
através do rio Yardayán, ao rei e à sua casa. 42E que mal há nisso?,
perguntaram os de YAHUDAH. O rei é da nossa tribo. Por que razão haviam vocês
de se sentir por isso? Nós não lhe pedimos nada em troca – o rei não nos
forneceu nem concedeu nada em recompensa! 43Mas há dez tribos em Yashorúl,
responderam os outros, temos dez vezes mais direitos em relação à pessoa do rei
do que vocês. Porque não nos convidaram? E lembrem-se duma coisa, nós fomos os
primeiros a falar em tornar a restabelecer o nosso rei. Continuaram a discutir,
mas os homens de YAHUDAH acabaram por ter mais força nos seus argumentos.

 

2 SHAMUUL 20

 

Seba rebela-se contra Dáoud

 

1Aconteceu que um extremista revoltado que
se chamava Seba (filho de Bicri da tribo de Benyamín) tocou trombeta e gritou
para toda a gente: Nós não temos nada a ver com Dáoud; não nos interessa
partilhar do seu destino! Gente de Yashorúl: Vamos embora daqui! Ele não é
nosso rei! 2E, com excepção de YAHUDAH, deixaram de seguir Dáoud e foram atrás
de Seba. Os homens de YAHUDAH ficaram com o seu rei, acompanhando-o do Yardayán
até YAHUSHUA-oléym. 3Quando chegou ao seu palácio, o rei deu instruções para
que as suas dez mulheres, que deixara para guardaram o palácio, ficassem a
viver retiradas num aposento próprio. Seriam sustentadas devidamente, mas o rei
não mais teria relações com elas, como suas mulheres. E assim ficaram,
virtualmente viúvas, até falecerem. 4-5Então o rei deu instruções a Amosa para
mobilizar o exército de YAHUDAH dentro do período de três dias, depois do que
se apresentasse de novo ao soberano. Amosa foi recrutar a tropa, mas levou mais
que os três dias que lhe tinham sido concedidos para isso. 6Dáoud disse a
Abishái: Esse indivíduo Seba é bem capaz de nos fazer mais mal ainda do que
Abshalóm. Portanto despacha-te, pega na minha guarda pessoal e vai atrás dele,
antes que tome posição numa cidade fortificada onde não possamos mais
atingi-lo. 7-10Abishái e Ya-ab foram em perseguição dele com um batalhão de
elite formado por soldados do exército de Ya-ab e da guarda privada do
soberano. Quando chegaram à grande rocha de Gibeão, deram de caras com Amosa. Ya-ab
envergava o seu uniforme militar, com uma espada ao lado; ao aproximar-se de
Amosa para o saudar, foi tirando disfarçadamente a espada da bainha. Então como
vais, meu irmão, disse-lhe Ya-ab, enquanto lhe pegava na barba, com a mão
direita, como se preparasse para o beijar. Amosa não reparou na espada que ele
já segurava desembainhada na mão esquerda, e Ya-ab enfiou-lha no estômago, de
tal forma que até as entranhas lhe saíram. Nem foi preciso feri-lo segunda vez;
morreu logo ali. Ya-ab e Abishái deixaram-no caído, e continuaram atrás de
Seba. 11Um dos jovens oficiais de Ya-ab gritou para as tropas de Amosa: Se
vocês são por Dáoud, venham e sigam Ya-ab. 12-13Mas o corpo de Amosa jazia ali,
no meio do caminho, banhado em sangue. O jovem oficial, vendo que aquela gente
toda se amontoava em volta do cadáver para o ver, arrastou-o para fora do
caminho, para um campo ali ao lado e pôs-lhe uma manta em cima. Com o corpo
morto assim afastado da estrada, toda a gente foi atrás de Ya-ab para
capturarem Seba. 14-15Entretanto Seba tinha atravessado a terra de Yashorúl
para mobilizar o seu próprio clã de Bicri, na cidade de Abúl, em Beth-Maaca.
Quando as forças de Ya-ab chegaram ali, cercaram Abúl, construíram uma
plataforma, levantada até à altura da muralha da povoação, e começaram a
destruir esta. 16Uma mulher, conhecida pela sua sensatez, chamou, de dentro da
povoação, por Ya-ab: Escuta-me Ya-ab. Chega-te aqui; quero falar contigo. 17Ele
aproximou-se e a mulher perguntou-lhe: Tu és mesmo Ya-ab?Sim, sou eu próprio.
18-19Há um ditado que diz assim, ‘Se quiseres ganhar uma causa, pede conselho
em Abúl’, porque nós sempre damos bons conselhos. Tu estás a destruir uma
cidade antiga, pacífica e leal para com Yashorúl. Será correcto que estejas a
derrubar o que pertence a YAHU ULHÍM? 20-21A questão não é essa, replicou Ya-ab.
Tudo o que eu pretendo é um homem chamado Seba, das montanhas de Efroím, que se
revoltou contra o rei Dáoud. Se mo entregarem, deixaremos a cidade em paz.Está
bem, lançar-te-emos a sua cabeça sobre a muralha. 22Então a mulher foi para os
habitantes da localidade com esse assunto; eles cortaram a cabeça a Seba e lançaram-na
a Ya-ab. Este tocou a trombeta, reuniram a tropa, abandonaram o ataque e
voltaram ter com o rei em YAHUSHUA-oléym. 23-26Ya-ab era pois o
comandante-chefe do exército, Bina-YAHU tinha a chefia da guarda real, Adorão
era o responsável pelos serviços de impostos, YAHU-shuafát, filho de Ailude,
era o historiador, Seva era secretário, Tzaodóq e AbYater, os
sumo-intermediários. Ira o jairita era o intermediário ao serviço pessoal de
Dáoud.

 

2 SHAMUUL 21

 

A vingança dos gibeonitas

 

1Houve uma fome durante o reinado de Dáoud
que durou três anos consecutivos, e Dáoud orou insistentemente por isso. Então YAHU
ULHÍM disse: Esta fome é por causa da maldade de Shaúl e da sua família
sanguinária, que matou os gibeonitas. 2O rei chamou os gibeonitas. Estes não
faziam parte de Yashorúl; eram o resto que ficou da nação dos amorreus. Yashorúl
jurara não os matar, mas Shaúl, no seu zelo nacionalista, tentou liquidá-los.
3Dáoud perguntou-lhes: Que hei-de eu fazer por vocês, para que nos livremos
desta culpa que recai sobre nós, e para que possamos enfim pedir a bênção de YAHU
ULHÍM? 4Pois bem, dinheiro não resolve o caso, e também não pretendemos matar
seja quem for dos Yashorulítas como vingança.Dáoud perguntou: Então, que posso
eu fazer? Digam-me o que acham e fá-lo-ei. 5-6Então eles responderam: Dá-nos
sete descendentes de Shaúl – esse homem que procurou destruir-nos.
Enforcá-los-emos em Gibeão, a cidade daquele que foi do rei Shaúl.Está certo;
farei isso, disse o rei. 7-9No entanto poupou Mephibosheth, filho de Yanaokhán
e neto de Shaúl, devido ao juramento que fizera a Yanaokhán. Mas deu-lhes os
dois filhos de Rizpa – Armoni e Mephibosheth – que eram netos de Shaúl através
da sua mulher Aia. Também lhes entregou cinco filhos de Merabe, filha de Shaúl,
mulher de Adriel, e que tinham sido criados pela sua irmã Mical. Os homens de
Gibeão enforcaram-nos na montanha perante YAHU ULHÍM. Portanto, os sete
morreram juntos no princípio da colheita da cevada. 10-14Rispa, a mãe de dois
dos homens, estendeu um saco de serapilheira sobre um rochedo e ali ficou
guardando os cadáveres, durante toda a estação da sega, para evitar que as aves
de rapina os despedaçassem, de dia, e também que os animais selvagens, de
noite, os comessem. Dáoud, ao saber o que ela tinha feito, mandou que os ossos
dos homens fossem enterrados no túmulo de Cis, o pai de Shaúl. Ao mesmo tempo
enviou um pedido à população de Yabesh-Gaúliod para que lhe trouxessem os ossos
de Shaúl e Yanaokhán. Eles tinham furtado os corpos duma praça pública de
Beth-Sã, onde os Palestinos os tinham pendurado, depois de terem morrido na
batalha do monte Gilboa. Foi dessa forma que os seus ossos lhe foram trazidos. YAHU
ULHÍM respondeu às orações e fez terminar aquela fome.

 

Guerra contra os Palestinos

 

15Uma vez em que os Palestinos estavam em
guerra com Yashorúl, e em que Dáoud mais os seus homens se encontravam no aceso
da luta, o rei ficou exausto e muito fraco. 16-17Isbi-Benobe, um gigante, cuja
lança pesava mais de cinco quilos, e que trazia uma nova armadura, aproximou-se
de Dáoud com a intenção de o matar. Mas Abishái, o filho de Zeruía, chegou-se a
tempo e matou o Palestino gigante. Na sequência desse incidente os homens de
Dáoud disseram-lhe: Nunca mais voltarás a combater! Por que razão havíamos nós
de correr o risco de se apagar a luz de Yashorúl? 18Mais tarde, durante uma
guerra com os Palestinos também em Gobe, Sibecai o husatita matou Safe, um
outro gigante. 19E ainda noutra peleja no mesmo lugar, Ulkana matou o irmão de
Goliath o giteu, cuja lança era tão grande como a viga dum tecelão! 20-21Noutra
altura ainda, em que os Palestinos e os Yashorulítas estavam a combater em
Gate, um gigante com seis dedos em cada mão e em cada pé injuriava a nação de Yashorúl;
Yanaokhán, sobrinho de Dáoud (filho de Simei, irmão do rei), matou-o. 22Estes
quatro gigantes pertenciam à tribo dos gigantes de Gate; foram pois mortos por
elementos da tropa de Dáoud.

 

2 SHAMUUL 22

 

Cântico de Dáoud

 

1Dáoud compôs este cântico para YAHU ULHÍM
após ter sido salvo por ele das mãos de Shaúl e dos seus outros inimigos:

    2 YAHU
ULHÍM é o meu rochedo,a minha fortaleza e o meu MíhushuaYa (Salvador).


3Confiarei em YAHU ULHÍM, que é a minha rocha e o meu alto retiro. Ele é
o meu escudo, o poder da minha salvaçãoe o meu refúgio. Ó meu MíhushuaYa, tu me
livras da violência.


4Invocarei YAHU ULHÍM, que é digno de todo o louvor;salvar-me-á de todos
os meus adversários.


5Ondas de morte me cercaram;torrentes de maldade desabaram sobre mim.


6Fui ligado e atado, pelo inferno e pela morte;


7mas chamei pelo YAHU ULHÍM, na minha tristeza,e ele ouviu-me, desde o
seu Templo.

O meu clamor chegou aos seus ouvidos.


8Então a terra abanou e tremeu;os fundamentos dos shua-ólmaYa
abalaram-se, por causa da sua ira.


9Saiu-lhe fumo do seu rosto, da boca, um fogo devorador,que tudo consome
na sua frente, pondo o mundo em chamas.


10Fez baixar os shua-ólmaYa e desceu,andando sobre espessas nuvens.


11Voou sobre um querubim, sobre as asas do vento.


12As trevas rodearam-no, espessas nuvens o circundaram; 13mas a terra
resplendeu com o brilho da sua presença.

    14
YAHU ULHÍM trovejou desde os shua-ólmaYa; YAHU ULHÍM supremo fez ecoar a sua
voz.


15Disparou as suas frechas de luz, e dispersou os inimigos.


16Pelo sopro da sua respiração até o mar se dividiu em dois,e viu-se o
fundo das águas pela repreensão de YAHU UL.


17Desde o alto me livrou, salvou-me de ser levado pelas vagas;


18libertou-me do meu poderoso inimigo, daqueles que me odiavam,dos que
tinham muito mais força que eu.

    19Saltaram
sobre mim, no dia da calamidade. Mas YAHU ULHÍM foi a minha salvação.


20Fez-me reaver a liberdade, resgatou-me, porque me amava.

    21
YAHU ULHÍM recompensou-me, conforme a minha rectidão,porque tinha as mãos
limpas,


22e não me afastei impiamente do meu YAHU ULHÍM.


23Tive sempre presentes as suas leis,e não me desviei dos seus
estatutos.


24Fui sempre sincero perante ele, e fugi ao pecado.

    25

   Por
isso YAHU ULHÍM atendeu à minha justiça,pois viu que eu estava limpo.


26Tu és misericordioso para com os que têm misericórdia;revelas a tua
justiça para com os que são rectos.

    27

   Com
os puros, mostras-te puro;mas destróis os perversos.


28Salvarás os que estão aflitos, mas abates os orgulhosos,pois que tens
os olhos sempre sobre eles.

    29
YAHU ULHÍM, tu és a minha luz! Transformaste em luz a minha escuridão.


30Pelo teu poder posso esmagar um exército;pela tua força saltarei
muralhas.


31O caminho de YAHU ULHÍM é perfeito; a palavra de YAHU UL é verdade. É
um escudo para com os que procuram a sua proteção.


32Só YAHU ULHÍM é o Criador Eterno.Quem é como um rochedo senão o nosso YAHU
ULHÍM?

    33
YAHU ULHÍM é a minha poderosa fortificação;faz-me andar em perfeita segurança.


34Faz com que caminhe com passo bem firme,como as gazelas sobre as
rochas.


35Torna-me hábil nos combates,dá-me força capaz de dobrar um arco de
bronze;


36Deste-me o escudo da tua salvação;pela tua bondade me engrandeceste.


37Fizeste-me andar sobre caminhos lisos,onde os meus pés não vacilaram.


38Persegui os meus inimigos e os destruí,não desisti sem os derrotar.


39Consumi-os e destrocei-os de tal forma que mais nenhum deles se poderá
levantar.Caíram debaixo dos meus pés.


40Pois deste-me força para a batalha. Fizeste com que subjugassetodos os
que se levantaram contra mim.


41Obrigaste os meus inimigos a fazerem meia volta e a fugirem;
destrui-os a todos, os que me odiavam.


42Em vão pediam ajuda; clamaram a YAHU ULHÍM,mas recusou ouvi-los.


43Pisei-os como o pó do chão, esmaguei-os e dispersei-os,como pó pelas
ruas


44Guardaste-me da rebelião do meu povo;livraste-me, para que seja cabeça
das nações. Estrangeiros me servirão;


45em breve me serão sujeitos,quando ouvirem falar do meu poder.


46Perderão a altivez, e virão a tremer, lá dos seus esconderijos.

    47
YAHU ULHÍM vive! Bendito seja aquele que é a minha rocha. Que ele seja
louvado,aquele que é a pedra da minha salvação. 48-49


Louvado seja YAHU ULHÍM,que destrói os que se levantam contra mim,e que
me resgata dos meus adversários. Sim, tu levantaste-me em segurança, acima das
suas cabeças.Livraste-me da violência.


50Por isso te dou honra, ó YAHU ULHÍM, entre as nações,e canto haolúlim
(louvores) ao poder do teu Shúam (Nome).

    51
YAHU ULHÍM deu uma maravilhosa salvação ao seu rei,manifestou misericórdia ao
seu ungido -a Dáoud e à sua família, para sempre.

 

2 SHAMUUL 23

 

As últimas palavras de Dáoud

 

1Estas foram as últimas palavras de Dáoud:

   Diz
assim Dáoud, o filho de Yashái,o homem a quem YAHU ULHÍM deu tanto sucesso,o
ungido de YAHU ULHÍM de YAHUCAF, o suave salmista de Yashorúl.

    2O
RÚKHA de YAHU UL falou por mim,a sua palavra estava na minha boca.


3Disse-me assim a rocha de Yashorúl: ‘Há-de vir um que governará com
toda a justiça,que administrará no temor de YAHU ULHÍM.


4Será como a luz da manhã, como uma esplêndida alvorada,quando a tenra
erva brota do solo;sob o calor do sol, depois da chuva.’

    5E
foi igualmente a minha família que ele escolheu! Sim, YAHU ULHÍM estabeleceu
uma aliança eterna comigo;está selado com o seu acordo eterno. Ele
constantemente olhará pela minha segurança e pelo meu sucesso.


6Mas os ímpios são como espinhos que se lançam para longe;rasgam a mão
de quem lhes pega.


7Tem de se estar protegido para os apanhar, e para serem lançados no
fogo.

 

 

Os grandes chefes militares de Dáoud

 

8São os seguintes os nomes dos três homens
mais valentes que Dáoud teve – os mais heróicos soldados do seu exército: O
primeiro foi Yosebe-Bassebete, de Taquemoni, também conhecido por Adino, o
eznita; certa vez matou oitocentos homens numa só batalha. 9-10Depois é Úlozor,
o filho de Dodo e neto de Aió. Foi um dos três homens que, com Dáoud,
enfrentaram os Palestinos naquela vez em que o exército de Yashorúl fugiu.
Matou Palestinos, até que a sua mão, de cansada, já lhe doía ao segurar a
espada; YAHU ULHÍM deu-lhe uma grande vitória. Aliás o resto do exército só
voltou na altura de recolher o despojo! 11-12A seguir vem Samá, filho de Agé,
de Harar. Uma vez, no decorrer dum ataque dos Palestinos, quando todos os seus
homens o tinham deixado só e fugido, ficou sozinho no centro dum campo de
lentilhas e conseguiu pôr em debandada os Palestinos. Também a este YAHU ULHÍM
deu uma grande vitória. 13-16Um dia, em que Dáoud vivia na caverna de Adulão e
os invasores Palestinos estavam no vale de Refaim, três dos trinta oficiais
comandantes do exército Yashorulíta desceram no tempo da sega para o visitar.
Dáoud encontrava-se bem coberto militarmente; os guerrilheiros Palestinos
tinham ocupado as proximidades da cidade de Beth-Lékhem; e emitiu um anelo:
Como estou sequioso de beber um pouco da boa água do poço da cidade! Tratava-se
do poço que está próximo da entrada da povoação. Então os três homens
irromperam através das guarnições dos Palestinos, foram tirar água e
trouxeram-na a Dáoud. Este contudo recusou bebê-la! Em vez disso, derramou-a
perante YAHU ULHÍM. 17Não, meu YAHU ULHÍM!, exclamou ele. Não posso fazer tal
coisa! Esta água representa sangue destes homens, que assim arriscaram as suas
vidas! 18-19Para além daqueles três primeiros homens, Abishái o irmão de Ya-ab,
filho de Zeruía, foi também muito afamado. Certa vez, só com a sua lança, matou
trezentos soldados inimigos. Foi por tais feitos que ele ganhou reputação semelhante
à daqueles três homens, ainda que não fosse igual a eles. Mas entre o corpo dos
trinta comandantes, ele era o chefe. 20-23Havia também Bina-YAHU, filho de YAHU-Yada,
um heróico soldado de Cabzeel. Bina-YAHU matou dois gigantes, filhos de Ariul
de Moabe. Noutra altura, entrou numa gruta e a despeito do chão estar muito
escorregadio por causa da neve gelada, pegou num leão que ali se tinha abrigado
e matou-o. Noutra ocasião ainda, tendo na mão unicamente um cajado, matou um
soldado egípcio armado com uma lança; conseguiu arrancar-lhe a lança e com ela
matou o egípcio. Estes foram alguns dos feitos que deram a Bina-YAHU quase
tanta fama como a dos três primeiros. Era um dos maiores entre os trinta
comandantes, mas não era, efectivamente, igual àqueles três. Dáoud fê-lo chefe
da sua guarda pessoal. 24-39Osaul, irmão de Ya-ab, era também um dos trinta
comandantes.

   Os
outros eram: Ulkana (filho de Dodo) de Beth-Lékhem; Sama de Harode; Elica
também de Harode; Helez de Palti; Ira (filho de Iques) de Tekóa; Abiozor de
Anatote; Mebunai de Husate; Shua-ólmoh o aoita; Maarai de Netofá; Helebe (filho
de Baaná) de Netofá; Itai (filho de Ribai) de Gibeá, da tribo de Benyamín;
Bina-YAHU de Piraton; Hurai do ribeiro de Gaás; Abi-Albom de Arbate; Azmavete
de Baurim; Uliab de Saalbom; Os filhos de Yasen; Yanaokhán (filho de Sage) de
Harar; Samá de Harar; Aião (filho de Sarar) de Harar; Ulipalot (filho se
Aasbai) de Maacá; Eliã (filho de Aitofel) de Gilo; Hezro de Carmiúl; Paarai de
Arba; Igal (filho de Naokhán) de Zobá; Bani de Gaóld; Zeleque de Amom; Naarai
de Beerote, o que levava as armas de Ya-ab (o filho de Zeruía); Ira de Itra;
Garebe de Itra; Uri-YAHU o heteu – trinta e sete ao todo.

 

2 SHAMUUL 24

 

Dáoud manda fazer um recenseamento

 

1A ira de YAHU UL tornou a acender-se contra
Yashorúl; Dáoud foi levado a tomar uma decisão que trouxe grave prejuízo para o
povo: a de levantar um recenseamento a nível nacional. 2O rei disse a Ya-ab,
comandante do seu exército: Faz o recenseamento geral de toda a população, duma
ponta à outra da nação, para que se saiba quantos são ao todo. 3Ya-ab
replicou-lhe:  YAHU ULHÍM permita que
vivas o bastante para veres este povo multiplicado, neste reino, cem vezes mais
do que são agora! Mas que interesse tens tu nesse recenseamento? 4-7Contudo a
vontade do rei prevaleceu contra a argumentação de Ya-ab, e este, acompanhado
de outros oficiais do exército, começou a tarefa da contagem do povo de Yashorúl.
Primeiramente atravessaram o Yardayán e instalaram-se em Aroer, ao sul da
cidade que fica no meio do vale de Gaóld, junto de Yazer; depois foram para
Gaúliod, na terra de Tatim-Hodchi, e para Dayán-Yaã e para os arredores de
Sidom; seguidamente deslocaram-se para a fortaleza de Tiro e para todas as
cidades dos heveus e dos cananeus; para sul de YAHUDAH, até Beer-Shéva.
8-9Passaram assim pela terra toda, tendo completado a sua missão em nove meses
e vinte dias. Ya-ab trouxe o número total do povo à presença do rei: eram
800.000 homens, com idade de serem recrutados para o exército, em Yashorúl, e
500.000, nas mesmas condições, em YAHUDAH. 10Mas após ter mandado fazer o
recenseamento, a consciência de Dáoud começou a acusá-lo, e disse a YAHU ULHÍM:
O que eu fiz foi muito mal. Peço-te que me perdoes esta minha louca
transgressão. 11Na manhã seguinte veio a palavra de YAHU UL ao profeta Gaóld,
que era através de quem Dáoud contactava com YAHU ULHÍM. Disse YAHU ULHÍM a
Gaóld: 12Diz a Dáoud que lhe dou a possibilidade de escolher entre três
alternativas. 13Gaóld veio ter com Dáoud e perguntou-lhe: Queres escolher sete
anos de fome em toda a terra, ou durante três meses fugires diante dos teus
inimigos, ou que haja três dias de praga na terra? Pensa nisto e dá-me depois a
resposta, para que a transmita a YAHU ULHÍM. 14É uma decisão muito difícil de
tomar, respondeu Dáoud, mas é melhor cair nas mãos de YAHU UL, porque grande é
a sua misericórdia, do que nas mãos dos homens. 15-16Então YAHU ULHÍM enviou
uma praga sobre Yashorúl naquela manhã, e que durou três dias; setenta mil
homens morreram em toda a nação. Quando o anjo de YAHU UL se preparava para
estender a sua mão sobre YAHUSHUA-oléym, a fim de a destruir, YAHU ULHÍM
decidiu suspender o que estava a acontecer e disse-lhe que parasse. Estava ele
sobre a eira de Arauna, o jebuseu, nesse momento. 17Quando Dáoud viu o anjo,
disse a YAHU ULHÍM:  YAHU ULHÍM, vê bem,
sou eu o único culpado por ter pecado! Estas ovelhas nada fizeram! Que o teu
anjo se volte apenas para mim e para a minha família.

 

Dáoud constrói um altar

 

18Nesse dia Gaóld veio ter com Dáoud e disse-lhe:
Constrói um altar a YAHU ULHÍM na eira de Arauna, o jebuseu. 19-20Dáoud logo
obedeceu. Quando Arauna viu o rei mais a sua gente virem na sua direção,
adiantou-se e inclinou-se na sua presença, com o rosto em terra. 21Porque
vieste aqui?, perguntou Arauna Dáoud respondeu: Para te comprar a eira, e poder
construir aí um altar a YAHU ULHÍM, a fim de que pare esta praga. 22-23Arauna
disse-lhe: Usa tudo o que aí está como bem entenderes! Estão aqui bois para o
holocausto, podes empregar o carro e os jugos dos bois como madeira para fazer
o fogo do altar. Tudo te dou. Assim YAHU ULHÍM o Criador Eterno aceite o teu
sacrifício.

 

 

 

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