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2 Molkhím (Reis)

2 MOLKHIM 1

 

O julgamento de YAHU ULHÍM sobre Ahoz-YAHU

 

1Após a morte de Acabe a nação de Moabe
declarou a sua independência e recusou continuar a pagar impostos a Yashorúl.


2O novo rei de Yashorúl, Ahoz-YAHU, caíu da varanda de um quarto, num andar
alto do seu palácio em Shuamor-YAHU, e ficou seriamente ferido. Na sequência
disso enviou mensageiros ao Templo do idolo Baal-Zebube, em Ekron, para
perguntarem se se curaria.

3-4Contudo o anjo de YAHU UL disse a Uli-YAHU, o profeta : Vai ao encontro desses mensageiros e pergunta-lhes: ‘Será mesmo verdade que já não há YAHU ULHÍM em Yashorúl? Será por essa razão que vocês vão ter com Baal-Zebube, o idolo de Ekron, para lhe perguntarem se o rei há-de curar? Sendo assim, visto que Ahoz-YAHU tomou uma decisão dessas, YAHU ULHÍM manda-lhe dizer que nunca mais deixará a cama em que está deitado; infalivelmente morrerá.’

5Depois de Uli-YAHU lhe ter dito isto, os mensageiros regressaram apressadamente para falar com o rei.Porque é que regressaram assim tão depressa?, perguntou-lhes o rei, mal os viu.

6É que veio ter conosco um indivíduo que nos mandou regressar para te dizer o seguinte: ‘Diz assim YAHU ULHÍM: Por que razão é que vão dirigir perguntas a Baal-Zebube, o idolo de Ekron? Será porque não há YAHU ULHÍM em Yashorúl? Então, visto que fizeste uma tal coisa, não deixarás mais a cama em que estás e com toda a certeza hás-de morrer.’

7Mas quem era essa pessoa?, exigiu o rei.Que aspecto tinha?

8Tinha o cabelo comprido, vestia-se de peles e trazia um cinto de couro.É o profeta Uli-YAHU!, exclamou o rei.

9Mandou logo um grupo de cinquenta soldados, sob o comando de
um oficial, para o prender. Acharam-no sentado no alto duma colina. Disse-lhe o
oficial: Ó homem de YAHU ULHÍM, o rei ordena-te que venhas conosco.

10Mas Uli-YAHU respondeu: Se eu sou um homem de YAHU ULHÍM, que desça fogo do céu para vos destruir, a ti e aos teus cinquenta homens! Então veio um raio que os matou a todos!

11O rei mandou outro oficial com mais um grupo de cinquenta homens: Ó
homem de YAHU ULHÍM, o rei manda-te que desças já daí.

12Uli-YAHU respondeu: Se sou um homem de YAHU ULHÍM, que venha fogo do céu e que vos destrua, a ti e aos teus cinquenta soldados. E novamente veio uma descarga de fogo, da parte de YAHU ULHÍM, que os queimou.

13-14Uma vez mais o rei enviou cinquenta soldados; mas desta vez o capitão caíu de joelhos perante Uli-YAHU e rogou-lhe: Ó homem de YAHU ULHÍM, peço-te que me poupes a vida e a destes teus cinquenta servos. Tem misericórdia de nós! Não nos destruas, como aconteceu com os outros.

15O anjo de YAHU UL disse a Uli-YAHU: Não tenhas receio. Podes ir com estes. Uli-YAHU foi então ter com o rei.

16Porque mandaste tu enviados a Baal-Zebube, o idolo de Ekron, para te informares sobre a tua doença?, perguntou-lhe Uli-YAHU. Será que não há YAHU ULHÍM em Yashorúl a quem te dirigires? Visto que fizeste uma tal coisa, não deixarás mais essa cama; com toda a certeza que morrerás.


17-18Assim morreu Ahoz-YAHU, tal como YAHU ULHÍM dissera por intermédio de Uli-YAHU. O seu irmão Yaroám tornou-se o novo rei, porque Ahoz-YAHU não teve filhos que lhe sucedessem. Isto ocorreu no segundo ano do reinado do rei Yeorão, filho de YAHU-shuafát, de YAHUDAH. O resto da história do reinado de Ahoz-YAHU está relatado nas Crônicas dos Reis de Yashorúl.

 

 2 MOLKHIM 2

 

Uli-YAHU é arrebatado

 

1Chegou então a altura de YAHU UL levar Uli-YAHU
para o céu num remoinho!

2Uli-YAHU disse a Ulshúa, quando deixaram Gilgal: Fica aqui, porque YAHU ULHÍM disse-me que fosse a Bohay-Úl.Mas Ulshúa respondeu-lhes: Garanto-te por YAHU ULHÍM e pela tua alma que não te deixarei!Foram pois a Bohay-Úl juntos.

3Aí, os jovens profetas da escola de Bohay-Úl vieram ao encontro deles e perguntaram a Ulshúa: Sabes que YAHU ULHÍM vai levar Uli-YAHU hoje para si?Sim, calem-se! respondeu Ulshúa. Já sei isso.


4Uli-YAHU disse a Ulshúa: Peço-te que fiques aqui em Bohay-Úl, porque YAHU
ULHÍM mandou-me a Yáricho.Mas Ulshúa tornou a responder: Juro-te por YAHU ULHÍM e pela tua vida que não te deixarei. Foram assim até Yáricho.

5Os estudantes da escola de Yáricho vieram ter com Ulshúa e perguntaram-lhe: Sabes que YAHU ULHÍM vai levar Uli-YAHU hoje para o céu?Ulshúa respondeu: Estejam calados. Eu sei bem isso!

6Uli-YAHU disse a Ulshúa: Por favor, fica aqui, porque YAHU ULHÍM
mandou-me ao rio Yardayán.Ulshúa respondeu como anteriormente: Juro-te por YAHU
ULHÍM e pela tua alma que não te deixarei.

7Lá foram juntos e chegaram ao rio Yardayán, enquanto os cinquenta jovens profetas ficavam a ver, à distância.


8Uli-YAHU tirou a capa, dobrou-a e bateu com ela na água; a torrente dividiu-se
e eles passaram a seco.

9Quando chegaram ao outro lado, Uli-YAHU disse a Ulshúa: Pede-me o que quiseres, antes que eu seja levado.E Ulshúa respondeu: Peço-te que me dês uma dobrada porção do teu poder profético.

10Pedes uma dura coisa. Mas se puderes vêr-me quando for levado de junto de ti, obterás o que pretendes. Se não, não a terás.

11Enquanto iam caminhando e conversando, de repente um carro de fogo apareceu e passou pelo meio deles, separando-os; Uli-YAHU foi assim levado para os shua-ólmaYa num remoinho.

12Ulshúa, que viu tudo, gritou: Meu pai! Meu pai! O carro de Yashorúl com os condutores! Quando o carro desapareceu Ulshúa rasgou a sua roupa.

13-14Depois pegou na capa de Uli-YAHU, voltou para a margem do Yardayán e bateu na água com ela. Onde está YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Uli-YAHU?, exclamou ele. A corrente separou-se e Ulshúa passou em seco para o outro lado.

15Quando os moços profetas de Yáricho viram o que acontecera, disseram: O Espírito de YHWH que Estava em Uli-YAHU ficou também em Ulshúa! E foram ter
com ele para o felicitar respeitosamente.

16 YAHU ULHÍM, basta que digas uma palavra e cinquenta dos nossos colegas que mais bem correm irão à procura do teu chefe no deserto; talvez o RÚKHA de YAHU UL o tenha deixado sobre qualquer monte, ou ravina.Não, disse Ulshúa: Não façam nada disso.

17Mas eles continuaram a insistir a ponto de o importunarem; por fim acedeu: Está bem. Vão lá. Foram então cinquenta rapazes à procura dele durante três dias, mas não o
acharam.

18Ulshúa estava ainda em Yáricho quando eles voltaram: Não vos disse
para não irem?

 

Purificação da água

 

19Uma delegação dos responsáveis da cidade de Yáricho veio falar a Ulshúa: Temos um problema: a cidade está bem localizada, como podes ver; mas a água é má e a terra é estéril.

20Está bem, tragam-me uma tigela nova, cheia de sal. Trouxeram-lha.

21Depois dirigiu-se ao poço da povoação e deitou lá para dentro o sal dizendo:  YAHU ULHÍM curou estas águas. Não mais causarão nem morte nem infertilidade.

22Na verdade as águas ficaram purificadas, tal como Ulshúa dissera.

 

Os rapazes fazem troça de Ulshúa

 

23-25De Yáricho dirigiu-se a Bohay-Úl. Quando ia andando no caminho, certos rapazes da cidade começaram a troçar dele. Sobe, careca!, gritavam eles. Sobe, careca! Ele voltou-se e amaldiçoou-os em Shúam (Nome) de YAHU UL; apareceram então duas ursas que saíam dos bosques, e mataram quarenta e dois deles. Depois foi para o monte Carmiúl e finalmente voltou para Shuamor-YAHU.

 

 

2 MOLKHIM 3

 

Moabe revolta

 

1Yaroám, o filho de Acabe, começou o seu reinado sobre Yashorúl enquanto corria o décimo oitavo ano do reinado de YAHU-shuafát sobre YAHUDAH; reinou doze anos. A sua capital era Shuamor-YAHU.

2Era uma pessoa muito má, mas não tanto quanto seu pai e sua mãe, porque pelo menos deitou abaixo o pilar que a sua mãe erguera em honra de Baal.

3Contudo aderiu ao pecado de Yaro-éboam, o filho de Nebate, que tinha levado o povo de Yashorúl ao culto dos ídolos.

4-5O rei Messa de Moabe e o seu povo eram negociantes de
gado. Pagavam a Yashorúl um tributo anual de cem mil cordeiros e mais a lã de
cem mil carneiros; mas após a morte de Acabe, o rei de Moabe rebelou-se contra Yashorúl.


6-7Por isso o rei Yaroám mobilizou o seu exército e mandou mensageiros a YAHU-shuafát, rei de YAHUDAH: O rei de Moabe revoltou-se contra mim. Ajudas-me a
combatê-lo?Com certeza que sim, respondeu YAHU-shuafát. Podes dispor do meu
povo e da minha cavalaria.

8Quais são os teus planos de combate?Yaroám respondeu: Atacaremos a partir do deserto de Edom.

9Dessa forma, os dois exércitos, reforçados com as tropas de Edom, fizeram uma marcha de sete dias através do deserto, para rodearam o inimigo; mas encontraram uma séria dificuldade – é que lhes faltou água para os homens e para os animais.

10O que é que vamos fazer agora?, gritava o rei de Yashorúl.  YAHU
ULHÍM trouxe-nos aqui para sermos derrotados pelo rei de Moabe.

11 YAHU-shuafát perguntou: Não há nenhum profeta de YAHU UL entre a nossa gente? Se houvesse, poderíamos saber o que fazer!Há Ulshúa, respondeu um dos oficiais do rei de Yashorúl. E acrescentou: Era o assistente de Uli-YAHU.

12Óptimo, disse YAHU-shuafát. É o homem de quem precisamos. E os três reis, de Yashorúl, de YAHUDAH e de Edom foram consultar Ulshúa.

13Não tenho nada a ver contigo, disse Ulshúa para o rei
Yaroám de Yashorúl. Vai ter com os falsos profetas do teu pai e da tua mãe!Mas
o rei respondeu: Não. Porque foi YAHU ULHÍM quem nos mandou até aqui para
sermos destruídos pelo rei de Moabe!

14-15Juro pelo YAHU ULHÍM o Criador Eterno que, se não fosse a presença aqui do rei YAHU-shuafát, de YAHUDAH, eu não me incomodaria um bocadinho sequer contigo, retorquiu Ulshúa. Tragam-me então alguém que toque a harpa. Quando o músico começou a tocar, Ulshúa recebeu a mensagem de YAHU UL:

16-19Manda YAHU ULHÍM que façam covas em todo este vale seco. Não hão-de ver nem vento, nem chuva; mas este vale encher-se-á de água nas covas, e poderão saciar-se, tanto os homens como os animais! Mas isto é só o começo da minha intervenção. YAHU ULHÍM vos tornará vitoriosos sobre as tropas de Moabe! Conquistarão o melhor das suas povoações – mesmo as que são fortificadas – e encherão de pedras todos os bons campos.

20Com efeito, no dia seguinte, por altura em que o sacrifício da manhã deveria ser oferecido, eis que apareceu água! Corria, vinda do lado de Edom, e em breve havia mesmo água por toda a parte.

21-22Entretanto, quando o povo moabita ouviu falar dos três
exércitos que vinham contra eles, mobilizaram todo o homem válido para a
guerra, velhos e novos, e dispuseram-se ao longo da fronteira. Logo cedo na
manhã seguinte, o sol, reflectindo-se sobre as águas, dava a estas um tom
vermelho de sangue.

23É sangue!, começaram a gritar. Os três exércitos com toda
a certeza que se voltaram uns contra os outros e estão a matar-se mutuamente!
Vamos todos depressa à presa!

24-25Quando chegaram ao acampamento militar dos Yashorulítas,
estes cairam sobre eles e começaram a matá-los. A tropa moabita fugiu. Os Yashorulítas
avançaram pela terra de Moabe, destruindo tudo à sua frente. Arrasaram
povoações, lançaram entulho sobre as terra e para dentro dos poços, cortaram as
árvores frutíferas; no fim, apenas o forte de Quir-Haresete tinha ficado de pé;
mas mesmo esse acabou também por ser tomado.

26-27Quando o rei de Moabe viu que a batalha tinha sido perdida, reuniu 700 dos seus homens que melhor lutavam à espada, e num esforço desesperado tentou ainda confrontar-se com o rei de Edom; mas não conseguiu. Pegou então no seu filho mais velho, que estava destinado para o suceder no trono, e perante o horror do exército Yashorúlita, matou-o e sacrificou-o sobre a muralha. O exército de Yashorúl regressou, indignado, para a sua terra.

 

2 MOLKHIM 4

 

O azeite da viúva

 

1Um dia a mulher de um do grupo dos profetas veio comunicar a Ulshúa a morte do marido. Ele fora um homem que tinha amado o seu YAHU ULHÍM, afirmava ela. Mas tivera de pedir emprestado algum dinheiro; e agora o credor exigia-o. Se ela não pagasse, o credor já dissera que viria tomar-lhe os seus dois filhos como escravos.

2E que queres tu que eu faça?, perguntou Ulshúa. Diz-me lá: que comida tens tu em casa?Nenhuma! Tudo o que eu tenho em casa é um jarro de azeite, respondeu-lhe ela.

3Então vai pedir emprestadas muitas vasilhas e jarros, a casa dos teus vizinhos.

4Volta para casa, fecha-te lá, com os teus filhos, e começa a encher todos esses recipientes, pondo-os de lado à medida que estiverem cheios.

5-6Ela assim fez. Os filhos iam-lhe trazendo os jarros e vasilhas; ela ia-os enchendo, uns após os outros. Em breve todos os recipientes ficaram cheios. Tragam mais vasilhas, disse aos filhos.Já não há mais!, responderam. E nessa altura, o azeite parou!

7Quando foi contar ao profeta o que tinha acontecido, ele respondeu-lhe: Bom, agora vai vender o azeite e paga a dívida e ainda te ficará bastante dinheiro para viveres, com os teus filhos.

 

A ressurreição do filho da sunamita

 

8Um dia Ulshúa foi para Sunam. Uma mulher rica que ali vivia convidou-o a tomar uma refeição. A partir de então, sempre que por ali passava, parava para comer.

9-10A mulher disse ao marido: Tenho a certeza de que este homem que aqui vem de tempos a tempos é um profeta de YAHU UL. Vamos preparar-lhe um quarto no sotão; podemos lá pôr uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; ficará assim com um lugar certo para repousar sempre que por aqui passar.

11-13Uma vez, em que o profeta estava a descansar no quarto, disse para o seu criado Geazi. Diz à mulher que preciso de lhe falar. Quando ela apareceu, mandou de novo a Geazi: Explica-lhe que muito aprecia-mos a sua hospitalidade para connosco, e ela que diga o que podemos fazer em seu favor. Quererá ela, por exemplo, que apresente qualquer assunto junto do rei, ou do comandante do exército?Não, respondeu ela. Não preciso de nada.

14Mas o que é que realmente nós poderíamos fazer por ela?, perguntou
Ulshúa de novo, mais tarde, a Geazi. Este, por fim sugeriu: Eles não têm
filhos, e o marido até já é um homem idoso.

15-16Chama-a lá outra vez uando ela voltou, o profeta dirigiu-se-lhe, enquanto ela esperava à entrada do quarto: No ano que vem, na altura própria, terás um filho!Ó homem de YAHU ULHÍM, exclamou ela, peço-te que, em todo o caso, não me mintas dessa maneira!

17Mas o certo é que foi verdade. A mulher em breve concebeu e teve depois um bebê, um rapaz, tal como Ulshúa lhe prometera.

18-19Um dia, quando o seu filho já era crescido, decidiu sair de casa para ir ter com o pai que se encontrava junto dos ceifeiros, a trabalhar. A certa altura começou a queixar-se de fortes dores de cabeça: Ai, a minha cabeça! Ai, a minha cabeça!, gritava ele. O pai mandou a um dos seus servos: Leva-o à mãe, que está em casa.

20-22A mãe pô-lo sobre os joelhos a consolá-lo; mas por volta do meio-dia acabou por falecer. A mulher levou-o para cima, para o quarto do profeta, deitou-o sobre a cama e fechou a porta; depois enviou um recado ao marido: Manda um dos teus criados e um
jumento; tenho de ir já chamar o profeta e voltar, hoje mesmo ainda.

23Mas para que é que precisas de ir hoje? Não é nenhum dia de feriado religioso.Ela
insistiu: É muito importante que lá vá.

24Albardou o jumento e disse para o
criado: Depressa! Não abrandes a marcha, a menos que eu to diga.

25-26Quando já estavam próximo ao monte Carmiúl, Ulshúa viu-a à distância e disse para Geazi: Olha, vem aí aquela mulher de Sunam. Corre ao seu encontro e pergunta-lhe o que é que se passa. Pergunta-lhe se o marido e o filho estão bem.Sim, respondeu ela a Geazi, quando este a encontrou, tudo vai bem.

27Mas quando chegou junto a Ulshúa, no monte, caiu com o rosto em terra, e agarrou-se aos seus pés. Geazi aproximou-se para tentar afastá-la, mas o profeta disse-lhe: Deixa-a em paz; a sua alma está carregada de amargura, e YAHU ULHÍM não me disse o que se passa.

28Depois ela falou: Foste tu quem me disse que havia de ter um filho. E eu pedi-te que não me enganasses!

29Ulshúa ordenou a Geazi: Corre, vai já buscar o meu bordão e
parte! Não fales a ninguém pelo caminho, não atendas a ninguém. Chegando lá põe
o bordão no rosto do menino.

30Mas a mãe disse: Garanto-te, diante de YAHU UL, que não saio daqui enquanto não fores tu a vir comigo. Então Ulshúa acompanhou-a.

31Geazi sempre partiu à frente, e chegando lá a casa pôs o bordão
sobre o rosto do menino; contudo nada aconteceu – não houve sinal de vida. Por
isso voltou e, encontrando-se com Ulshúa, disse-lhe. A criança está morta
ainda.

32-33Quando Ulshúa chegou, por sua vez, a criança estava efectivamente
morta, deitada na cama do profeta. O profeta subiu, fechou a porta atrás de si
e orou a YAHU ULHÍM.

34-35Depois, deitou-se sobre o corpo do menino, pondo a
boca na dele, encostando os olhos mesmo aos dele e colando as mãos às da
criança. O corpo da criança começou a aquecer de novo. Então desceu, e andou
pela casa, de um lado para o outro, algum tempo; tornando a subir, estendeu-se
novamente sobre a criança. Desta vez ela espirrou sete vezes e abriu os olhos.


36O profeta chamou Geazi: Diz à mãe que venha cá! E quando ela pareceu: Aqui
está o teu filho.

37Ela prostrou-se a seus pés, foi pegar no menino e desceu.

 

O caldo verde venenoso

 

38Ulshúa voltou para Gilgal, mas havia fome na terra. Estava ele um dia a ensinar os novos profetas e disse para Geazi: Põe a panela grande ao lume e faz um caldo de verduras para estes comerem.

39-40Um dos rapazes foi pelo campo apanhar alguns legumes, e regressou com umas quantas plantas selvagens. Preparou-as, cortou-as e pô-las na panela sem se dar conta
de que não eram comestíveis. Começando a comer logo exclamaram: Há veneno neste
caldo!

41Tragam-me farinha, disse Ulshúa. Lançou-a na panela, e acrescentou:
Agora já não há perigo. Podem continuar a comer! E nada de mal lhes aconteceu.

 

Alimentando cem homens

 

42Um dia um homem de Baal-Salisa trouxe a Ulshúa um saco de cereais frescos e vinte pães de cevada feitos das primeiras espigas da sua ceifa. Ulshúa mandou a Geazi que desse isso a comer aos moços profetas.

43O quê?, exclamou ele. Alimentar cem homens só com isso?Mas Ulshúa
foi firme: Dá-lhes isso a comer, porque YAHU ULHÍM diz que haverá bastante para
toda a gente e ainda há-de sobejar!

44E na verdade, tal como YAHU ULHÍM dissera,
houve suficiente para todos e ainda sobrou.

 

2 MOLKHIM 5

 

Naamã é curado da lepra

 

1O rei da Syria tinha uma grande admiração por Naamã, chefe do seu exército. Tinha conduzido as suas tropas a muitas e gloriosas vitórias. Por isso era considerado um grande herói e muito respeitado. No entanto, havia um lado negativo – era leproso.

2As tropas da Syria tinham invadido, certa vez, a terra de Yashorúl; entre os cativos que
levaram, encontrava-se uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Um
dia a menina disse à sua chefea: Bem gostaria que o meu chefe fosse ver o
profeta, na Shuamor-YAHU. Havia de curá-lo da lepra! 4Naamã contou ao rei o que
a menina dissera.

5-6Sim, vai lá ver esse profeta, disse-lhe o rei. Escreverei uma carta de credencial para apresentares ao rei de Yashorúl. Naamã partiu, levando consigo seiscentos quilos de prata, seis mil moedas de ouro e dez mudas de roupa. A carta para o rei de Yashorúl dizia assim: O homem que é portador desta carta é o meu súbdito Naamã; o que eu pretendo é que trates da sua cura da lepra.

7Quando o rei de Yashorúl leu a missiva, rasgou a roupa que trazia vestida e disse: Este homem manda-me um leproso para que eu o cure! Sou eu YAHU ULHÍM, para poder dar vida ou matar? O que ele está é a arranjar uma desculpa para nos invadir de novo.

8Mas quando o profeta Ulshúa soube do aperto em que o rei se encontrava, mandou-lhe uma mensagem: Porque é que estás tão preocupado? Manda Naamã vir ter comigo; ele ficará a saber que há um verdadeiro profeta de YAHU ULHÍM aqui, na terra de Yashorúl.

9-10Naamã chegou com os seus carros e cavalos à frente da casa de Ulshúa. Este mandou-lhe um mensageiro que lhe dissesse para ir lavar-se sete vezes no rio Yardayán, e que ficaria sarado de qualquer vestígio de lepra!

11No entanto Naamã, muito irritado, resolveu ir-se embora.
Vejam bem, disse ele, eu sempre pensei que, pelo menos, ele viria, falaria
comigo, poria a mão sobre as partes leprosas, invocaria o Shúam (Nome) de YAHU
ULHÍM, seu Criador Eterno e eu ficaria curado!

12Não são os rios Abana e Farpar, de Damasco, muito melhores do que todos os rios de Yashorúl  juntos? Se a questão é lavar-me num rio, posso muito bem fazê-lo na minha terra e curar-me. E retirou-se indignado.

13Mas os seus ajudantes tentaram fazê-lo reconsiderar: Se o profeta te tivesse pedido para fazer uma coisa muito difícil, não a terias feito? Então porque é que não fazes isso, que é lavares-te e ficares curado?

14-15Naamã sempre aceitou descer até ao rio Yardayán; mergulhou sete vezes, como Ulshúa lhe dissera, e a sua carne ficou como a de um menino – curou-se. Voltou então mais a sua comitiva toda para ir falar de novo ao profeta; puseram-se repeitosamente na sua frente e Naamã disse: Agora sei que em todo o mundo não há um verdadeir YAHU ULHÍM senão em Yashorúl. Peço-te que aceites estes presentes.

16Juro-te por YAHU ULHÍM, o meu YAHU ULHÍM, que não os aceitarei. Naamã insistiu com ele, para que os aceitasse, e ele sempre recusou firmemente.

17-18Bem, disse Naamã, está certo. Mas peço-te que me dês terra correspondente a dois carregamentos de mula para levar comigo, porque daqui em diante nunca mais oferecerei sacrifícios a outro Criador senão a YAHU ULHÍM. Contudo, que YAHU ULHÍM me perdoe só isto – quando o meu chefe, o meu rei, entrar no Templo do idolo Rimom para o adorar e se apoiar no meu braço, que YAHU ULHÍM me perdoe se eu também me inclinar.

19Podes ir em paz, disse Ulshúa. Naamã regressou à sua terra.

20Mas Geazi, o ajudante de Ulshúa, disse para consigo: O meu chefe não devia ter deixado este indivíduo partir sem ter ficado com alguns dos seus presentes. Quem há-de ir atrás dele para ver se ainda apanho alguma coisa, serei eu.

21Geazi partiu atrás de Naamã. Quando este o viu aproximar-se, saltou do carro e foi ao encontro de Geazi. Há alguma novidade? perguntou-lhe.

22Não, vai tudo bem, respondeu Geazi. Apenas que o meu chefe me mandou vir ter contigo, porque chegaram dois moços profetas, das montanhas de Efroím, e ele gostaria de lhes dar trinta e quatro quilos de prata e duas mudas de roupa.

23-24Tens aqui já sessenta e oito quilos, respondeu Naamã. Deu-lhe mais dois fATOS caros, e pôs o dinheiro em dois sacos, mandando dois servos seus que carregassem com os presentes, na companhia de Geazi. No entanto quando chegaram à colina onde vivia Ulshúa, Geazi pegou nos fardos dos presentes, e mandou os servos embora. Depois escondeu o dinheiro na sua casa.

25Ao apresentar-se novamente na frente do seu chefe, Ulshúa perguntou-lhe: Onde é
que estiveste, Geazi?Em lugar nenhum!, respondeu-lhe.

26-27Não estás a ver que o meu pensamento te acompanhou, quando Naamã desceu do carro para vir ao teu encontro? Seria esta situação própria para arranjares dinheiro, roupa, olivais, vinhas, cordeiros, bois e servos? Visto que fizeste uma tal coisa, a lepra de Naamã ficará sobre ti e sobre os teus filhos, e sobre os teus descendentes para
sempre. Geazi saiu dali leproso, com a pele branca como neve.

 

2 MOLKHIM 6

 

Ulshúa faz flutuar um ferro

 

1-2Um dia o grupo dos profetas veio ter com Ulshúa: Como estás a ver, as nossas dependências são muito acanhadas. Achas que podemos ir até ao Yardayán e construir ali melhores alojamentos?Acho que sim; podem ir.

3Por favor, vem conosco, pediu-lhe um deles.Pois sim, respondeu Ulshúa.

4-5Quando chegaram ao Yardayán, começaram a cortar madeira; mas a certa
altura o ferro de um machado caiu ao rio. Oh, chefe, exclamou ele, era
emprestado!

6Onde foi que ele caiu?, perguntou o homem de YAHU ULHÍM. O jovem
mostrou-lhe o lugar; Ulshúa cortou um pedaço de madeira e lançou-o à água; o
ferro do machado veio ao de cima e ficou a flutuar!

7Vai apanhá-lo, disse-lhe o profeta. E assim o recuperou.

 

YAHU ULHÍM cega o exército sírio

 

8Numa altura em que o rei da Syria estava em guerra contra Yashorúl, aquele monarca disse para os seus chefes militares: Vamos mobilizar as nossas tropas, e deu-lhes indicações quanto ao processo e ao local de concentração.

9Imediatamente Ulshúa avisou o rei de Yashorúl: Não te aproximes do lugar de tal – o local de acampamento das tropas sírias – porque os sírios estão a planear mobilizar ali o seu exército!

10O rei mandou uma estafeta espiar se era assim como Ulshúa dizia. E era verdade. Ora isto aconteceu não uma só vez, mas em várias ocasiões. O profeta salvou dessa forma,
repetidas vezes, o monarca de um desastre militar.

11O soberano sírio estava atónito. Chamou os seus chefes militares e perguntou-lhes: Quem é que nos anda a trair? Quem é que faz saber ao rei de Yashorúl os nossos planos? 12Não somos nós, chefe, respondeu um deles. É o profeta Ulshúa que comunica ao rei de Yashorúl até aquilo que dizes na intimidade do teu quarto de dormir! 13Vão já ver onde é que ele se encontra para que mande soldados que o tragam cá, exclamou o rei
vieram dizer-lhe: Ulshúa está em Dotã.

14-15Então uma noite o rei da Syria enviou um grande exército com muitos carros e cavalos cercar a povoação. Quando O criado do profeta se levantou de manhã cedo no dia seguinte e saiu de casa, havia tropas, cavalos e carros por toda a parte.Ai, meu chefe, que vamos fazer agora? gritou ele para Ulshúa.

16Não tenhas medo, porque os que estão connosco são muito mais numerosos do que todos eles juntos!

17 Ulshúa fez então a seguinte oração:  YAHU ULHÍM, abre-lhe os
olhos para que veja! E YAHU ULHÍM abriu os olhos do moço, que pôde ver cavalos
e carros de fogo por todo o lado na montanha.

18Quando o exército sírio avançou sobre eles, Ulshúa orou:  YAHU ULHÍM,
peço-te que os cegues. E assim foi.

19Ulshúa foi ao encontro deles: Vieram por caminho errado; não é esta a povoação que vos interessa. Venham comigo e levar-vos-ei ao homem que procuram. E conduziu-os a Shuamor-YAHU!

20Assim que chegaram Ulshúa orou de novo:  YAHU ULHÍM, abre-lhes os olhos agora para que vejam. YAHU ULHÍM assim fez, e os soldados constataram que estavam em Shuamor-YAHU, a capital de Yashorúl!

21O rei de Yashorúl, ao vê-los, gritou para Ulshúa: Oh, chefe, mato-os? Mato-os?

22Ulshúa respondeu: De maneira nenhuma! Iríamos matar prisioneiros de guerra? Dá-lhes de comer e de beber, e manda-os embora.

23O rei preparou-lhes uma grande celebração, e depois deixou-os irem ter com o seu rei. Após isso, os comandos sírios suspenderam as investidas sobre a terra de Yashorúl.

 

Shuamor-YAHU é sitiada

 

24-25Mais tarde, contudo, o rei Ben-Hadad da Syria mobilizou todo o seu exército e atacou Shuamor-YAHU. Como resultado houve uma grande fome na cidade, e passado algum tempo a cabeça de um jumento chegou a custar mesmo um quilo de prata, e meio litro de esterco de pomba era vendida por uma moeda de prata!

26Um dia em que o rei de Yashorúl ia andando sobre a muralha
da cidade, uma mulher chamou-o: Ajuda-me, ó rei, meu chefe!

27-29O rei retorquiu: Se não for YAHU ULHÍM o Criador Eterno que te ajude, que poderei eu fazer por ti? Não tenho nada, nem para comer nem para beber, que te possa dar. Mas, afinal, de que é que te queixas?Ela respondeu: Aqui esta mulher propos-me
que comêssemos num dia o meu filho e no outro o dela. Então cozinhámos o meu
filho e comêmo-lo. Mas no dia seguinte, quando lhe disse: ‘Dá cá o teu filho para que o cozinhemos’, ela escondeu-o.

30Quando o rei ouviu isto, rasgou a roupa que tinha vestida. Aconteceu até que o povo que ali estava, perto da muralha, a ver a cena, reparou que o soberano trazia vestido junto ao corpo roupa interior feita de saco.

31Que YAHU ULHÍM me tire a mim a vida se não
mandar executar Ulshúa hoje mesmo!, garantiu o rei.

32O profeta estava reunido em casa com os anciãos de Yashorúl quando chegou o recado do rei que o convocava. No entanto, antes mesmo que o mensageiro chegasse, Ulshúa disse aos anciãos: Este assassino enviou-me alguém com a intenção de me matar. Quando ele aparecer, fechem-lhe a porta e não o deixem entrar, porque o seu chefe vem, com certeza, atrás dele.

33Estava Ulshúa ainda a dizer estas coisas quando o
mensageiro chegou; e vinha o rei logo atrás dele : Foi YAHU ULHÍM quem provocou
toda esta miséria em que estamos! rouquejou o rei. Por que razão haveria eu de
ficar à espera de alguma ajuda da parte dele?

 

2 MOLKHIM 7

 

1Ulshúa replicou:  YAHU ULHÍM manda dizer que amanhã por esta
altura, sete litros de farinha ou quinze litros de cevada serão vendidos nos
mercados de Shuamor-YAHU por onze gramas de prata!

2Um dos ajudantes do rei disse-lhe: Isso, nem que YAHU ULHÍM abrisse janelas no céu, poderia acontecer!Mas Ulshúa replicou-lhe: Tu verás isso acontecer; no entanto não
terás possibilidade de comprar coisa nenhuma!

 

O cerco é levantado

 

3-4Ora, havia quatro leprosos que se sentavam habitualmente do lado de fora dos portões da cidade. Mas afinal, o que é que estamos aqui a fazer, sentados, a deixarmo-nos morrer?, disseram-se eles uns para os outros. Se ficamos aqui, morremos de fome; se vamos para a cidade, também morremos de fome. Então o melhor sempre é a gente render-se ao exército sírio. Se nos deixarem viver, tanto melhor; se nos matarem, de qualquer forma teremos de acabar por morrer.

5No fim da tarde, dirigiram-se ao campo dos sírios; e constataram que não havia ali ninguém!

6-7(É que YAHU ULHÍM tinha feito com que o exército sírio ouvisse o ruído do rodado de muitos carros e o galopar de muitos cavalos a aproximarem-se. O rei de Yashorúl contratou o exército dos heteus e dos egípcios para atacar-nos, gritaram eles. Entraram em pânico e fugiram durante a noite, abandonando tudo – as tendas, os cavalos, os
jumentos, etc.)

8-9Quando os leprosos chegaram à entrada do acampamento, foram de tenda em tenda, e iam comendo e bebendo o que encontravam, ao mesmo tempo que guardavam tudo o que fosse prata, ouro e roupa para esconderem. Mas acabaram por reconhecer que faziam mal: Não está certo isto; aconteceu uma coisa maravilhosa e não a dizemos a ninguém! Se espararmos pela manhã, até nos pode suceder alguma desgraça; vamos lá dizer ao povo e ao palácio o que aconteceu.


10Voltaram para a cidade e contaram às sentinelas o sucedido – que tinham ido
ao acampamento dos sírios e que não estava lá ninguém, embora os cavalos e os
jumentos continuassem presos e as tendas em ordem; mas não se via vivalma em
redor.

11As sentinelas transmitiram a notícia ao pessoal do palácio.

12O rei saiu da cama e disse aos seus conselheiros: Eu sei o que aconteceu. Os sírios
sabem que estamos a morrer de fome, por isso armaram-nos uma cilada – deixaram
o acampamento, escon deram-se por aí pelos campos, pensando assim atrair-nos
para fora da cidade. Nessa altura atacar-nos-ão; levam-nos, seremos seus
escravos e ocupam a cidade.

13Um dos conselheiros avançou: Não seria antes melhor que enviássemos alguns homens a espiar o que se passa? Poderão levar mesmo uns cinco dos cavalos que ainda nos restam – se alguma coisa lhes acontecer, a perda será igual a ficarem aqui e morrerem connosco.


14-16Conseguiu-se encontrar quatro cavalos que se atrelaram a dois carros, e o
rei mandou dois condutores com os carros ver para onde tinham ido os sírios.
Eles seguiram o trilho do inimigo através de tudo aquilo – roupa e equipamentos
– que tinha ido abandonando, na sua corrida até ao Yardayán. Os espias
regressaram e deram ao rei o recado do que tinha visto. O povo de Shuamor-YAHU
irrompeu para fora da cidade e lançou-se literalmente sobre o acampamento dos
sírios. Dessa forma sempre foi verdade que sete litros de farinha ou quinze
litros de cevada chegaram a ser vendidos por onze gramas de prata, tal como YAHU
ULHÍM dissera!

17-20 O rei tinha posto à entrada da cidade um seu conselheiro
particular, para controlar a circulação que entrava e saía. Mas acabou por ser
derrubado e morreu debaixo dos pés da multidão em delírio. Este conselheiro
fora o tal de quem, na véspera, Ulshúa previra que havia de chegar daí a
instantes para o prender. Nessa altura o profeta afirmara ao rei que uma medida
de farinha ou duas de cevada haveriam de ser vendidas no dia seguinte por onze
gramas de prata. Esse tal conselheiro retorquira que isso não poderia acontecer
nem que as janelas do céu fossem abertas pelo YAHU ULHÍM! E Ulshúa garantiu a
esse conselheiro: Verás isso acontecer, mas não poderás comprar nada! E foi o
que sucedeu, porque o povo o esmagou à entrada da cidade, morrendo ele aí.

 

2 MOLKHIM 8

 

A terra da sunamita é restaurada

 

1Ulshúa dissera à mulher cujo filho trouxera
de novo à vida: Pega na tua família e vai viver para um outro país qualquer,
porque YAHU ULHÍM mandou vir uma fome sobre Yashorúl que durará sete anos.

2-4A mulher com efeito levou a família para viverem na terra dos Palestinos por sete
anos. Quando a fome acabou, voltou para a terra de Yashorúl e pediu uma
audiência ao rei, com o fim de conseguir reaver a sua casa e a terra que lhe
pertencia. Quando ela compareceu perante o monarca, este estava justamente a
falar com Geazi, o ajudante de Ulshúa, e dizia o seguinte: Conta-me lá então
outros feitos notáveis que Ulshúa tenha feito.

5Geazi estava a contar ao soberano como Ulshúa ressuscitou o rapaz que tinha morrido, e a mulher apareceu: Oh, chefe!, exclamou Geazi, é esta precisamente a mulher de que te estava a falar e este o seu rapaz que Ulshúa devolveu à vida!

6É verdade isso?, perguntou o rei à mulher. E ela confirmou-lhe tudo. O monarca deu então ordens a um dos seus conselheiros que garantisse à mulher a posse do que tinha tido antes, mais o direito às rendas das terras que tinham produzido entretanto os
seus cereais.

 

Hazaúl mata Ben-Hadad

 

7-8Posteriormente Ulshúa foi para Damasco, capital da Syria, onde o rei Ben-Hadad se encontrava doente. Alguém lhe comunicou a chegada do profeta. Quando o rei soube isso, disse a Hazaúl: Leva um presente ao homem de YAHU ULHÍM e pede-lhe que pergunte a YAHU ULHÍM se me hei-de restabelecer.

9Hazaúl levou a Ulshúa um carregamento de quarenta camelos, com tudo o que de melhor a terra produzia, e disse-lhe: O teu filho, Ben-Hadad, rei da Syria, mandou-me perguntar-te se se restabelecerá.

10Diz-lhe que sim, respondeu o profeta. Contude YAHU ULHÍM mostrou-me que de qualquer modo ele morrerá.

11Entretanto Ulshúa começou a olhar para ele muito fixamente.
Hazaúl, embaraçado, já não sabia o que havia de fazer; até que o profeta
começou a chorar.

12Que é que se passa, chefe?, perguntou-lhe Hazaúl liseu
respondeu: Eu sei as coisas terríveis que farás ao povo de Yashorúl: queimarás as suas fortalezas, matarás os seus jovens, esmigalharás os bebês contra os
rochedos, desventrarás as grávidas!

13Então Hazaúl respondeu: O quê, eu? Não valho mais que um cão vadio. Alguma vez eu faria tais coisas! YAHU mostrou-me que hás-de ser rei da Syria, insistiu Ulshúa.

14Quando Hazaúl regressou, o rei perguntou-lhe: Que te disse ele?Hazaúl disse: Que havias de ficar bom.

15Mas no dia seguinte, Hazaúl pegou num cobertor, molhou-o todo, abafou com ele a cara do rei e assim o matou. Na sequência disso ascendeu ao trono em lugar de
Ben-Hadad.

 

Yeorão é rei de YAHUDAH

 

16-19O rei Yeorão, filho do rei YAHU-shuafát, de YAHUDAH, começou a reinar no quinto ano do reinado de Yaroám, rei de Yashorúl, filho de Acabe. Yeorão tinha trinta e dois anos quando ascendeu ao trono; reinou em YAHUSHUA-oléym durante oito anos. Mas foi tão mau como Acabe e os outros reis de Yashorúl; casou mesmo com uma filha de Acabe. Contudo, por causa da promessa feita pelo YAHU ULHÍM a Dáoud, seu servo, de que vigiaria sobre os seus descendentes e os guiaria, não destruiu YAHUDAH.

20-22Durante o reinado de Yeorão o povo de Edom revoltou-se contra YAHUDAH e elegeu o seu próprio rei. Yeorão tentou, inutilmente, esmagar essa rebelião: atravessou o Yardayán e atacou a povoação de Zair, mas foi rapidamente cercado pelo exército de Edom. A coberto da noite ainda tentou atacar as fileiras edomitas, mas a sua tropa
desertou e fugiu. Assim Edom manteve a sua independência até este dia. Por essa
altura também Libna se revoltou.

23-24Outros acontecimentos respeitantes à
história do rei Yeorão encontram-se relatados nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH.
Yeorão faleceu e foi sepultado no cemitério real da cidade de Dáoud – o bairro
antigo de YAHUSHUA-oléym.

 

Ahoz-YAHU é rei de YAHUDAH

 

25-27O seu filho Ahoz-YAHU subiu ao trono durante o décimo segundo ano do reinado de Yaroám, rei de Yashorúl, o filho de Acabe. Tinha Ahoz-YAHU vinte e dois anos quando começou a reinar; mas esteve no trono em YAHUSHUA-oléym um ano. A sua mãe era Atalia, neta do rei Omri, de Yashorúl. Foi um mau rei, tal como o foram todos os descendentes de Acabe. Aliás estava relacionado com este último, pelo casamento.

28-29Aliou-se com Yaroám para combater contra Hazaúl, rei da Syria, em Ramot-Gaúliod. Yaroám ficou ferido na batalha, e foi para Yazoro-Úl a fim de descansar e se restabelecer dos ferimentos. Enquanto ali se encontrava foi visitado por Ahoz-YAHU, rei de YAHUDAH.

 

2 MOLKHIM 9

 

YEHU é ungido rei de Yashorúl

 

1-2Entretanto Ulshúa tinha mandado chamar um dos jovens profetas para lhe dizer: Prepara-te para ires a Ramot-Gaúliod. Pega nesta almotolia e vai ter com YEHU (o filho de YEHU-shuafát e neto de Ninsi). Depois, chama-o à parte, longe dos que o rodeiam,

3e derrama o óleo sobre ele. Diz-lhe que YAHU ULHÍM o unge para que seja rei de Yashorúl. Em seguida foge depressa, porque corres perigo de vida!

4-5O jovem assim fez, como lhe foi mandado. Quando chegou a Ramot-Gaúliod, foi ter com YEHU que estava sentado com os oficiais do exército à sua volta, e disse-lhe: Tenho uma mensagem para ti, chefe.Mas para qual de nós?, perguntou YEHU.Para ti, capitão.

6YEHU levantou-se, deixou os outros, entrou nos seus aposentos, e o moço profeta
derramou sobre ele o óleo, dizendo-lhe: Assim diz YAHU ULHÍM o Criador Eterno
de Yashorúl: ‘Unjo-te rei de Yashorúl, o povo de YAHU UL.

7-10Deveras destruir a família de Acabe. Vingarás a morte dos meus profetas e de todo o resto do meu povo que foi assassinado por Yezebel. Toda a família de Acabe devera ser
varrida da terra – todos os homens, sejam eles quem forem. Destruirei a família
de Acabe tal como destrui a família de Yaro-éboam (filho de Nebate) e de Basha
(filho de Aías). Cães comerão Yezebel, a mulher de Acabe, em Yazoro-Úl, e não
haverá ninguém que a enterre.’  Depois de dizer isto, abriu a porta e fugiu a correr.

11YEHU voltou para junto dos seus amigos, os quais lhe perguntaram: Há alguma novidade? O que é que esse maluco te veio dizer?Vocês sabem muito bem quem ele era e o que queria, respondeu YEHU.


12-13Não, não sabemos. Diz lá o que era.Ele contou-lhes o que o profeta
dissera, e que o tinha ungido rei de Yashorúl. Os outros, sem perder tempo,
puseram as suas capas sobre os degraus da casa, mandaram tocar a trombeta e
gritaram: YEHU é rei!

 

YEHU mata Yaroám e Ahoz-YAHU

 

14-15Foi assim que YEHU (filho de YAHU-shuafát, filho de Ninsi), se revoltou contra o rei Yaroám. Este tinha estado em Ramot-Gaúliod, defendendo Yashorúl contra as forças do rei Hazaúl, da Syria. Mas fora para Yazoro-Úl com o fim de se restabelecer dos ferimentos recebidos. Visto que me querem como rei, disse YEHU para os homens que estavam com ele, não deixem que ninguém escape da cidade e vá dizer para Yazoro-Úl o que fizemos.

16-19YEHU saltou para um carro de combate e dirigiu-se ele próprio a Yazoro-Úl
para se encontrar com Yaroám, que se encontrava de cama ainda ferido. (Também o
rei Ahoz-YAHU de YAHUDAH ali estava, pois tinha ido visitá-lo.) A sentinela sobre a torre da povoação viu YEHU e os seus acompanhantes aproximaram-se e gritou: Está a chegar um grupo de gente.Manda um cavaleiro que vá ver se são amigos ou inimigos, disse Yaroám. E saiu ter com eles um homem a cavalo: O rei manda perguntar se vêm como amigos ou como inimigos, perguntou o cavaleiro a YEHU. Vêm com intuitos de paz?YEHU replicou: Que é que tu entendes acerca de paz ou de guerra? Passa já para trás de mim!O vigia mandou novo recado ao rei dizendo-lhe que o mensageiro enviado ao encontro dos outros não tinha regressado. O rei mandou outro cavaleiro, que lhes perguntou da mesma forma se vinham como amigos ou como inimigos.Que história é essa de amigos ou de inimigos? Passa já aí para trás de mim!, respondeu YEHU.

20Também este lá ficou!, exclamou a sentinela. Deve tratar-se de YEHU, pela forma como se aproxima, furiosamente.

21-22Depressa! Preparem-me o meu carro!, mandou o rei. E logo
saiu, em companhia de Ahoz-YAHU, ao encontro de YEHU. Encontraram-se com ele no
campo de Nabote, e Yaroám perguntou-lhe: Vens como amigo, YEHU? YAHU respondeu: Como pode haver amizade enquanto a depravação de Yezebel continua aqui, à vista de toda a gente?

23Yaroám fez meia-volta com o seu carro, gritando enquanto
fugia: Traição, Ahoz-YAHU! Atraiçoaram-nos!

24YEHU retesou com toda a força o seu arco e atirou-lhe uma flecha que o apanhou entre as espáduas. Com o coração perfurado, logo caiu do carro para o chão, morto.

25-26YAHU disse para Bidcar, seu assistente: Lança-o aí para o campo de Nabote, porque, uma vez que nós vínhamos atrás do seu pai Acabe, YAHU ULHÍM me revelou esta profecia: ‘Dar-lhe-ei aqui mesmo, neste campo de Nabote, a paga do assassínio de Nabote e dos seus filhos.’ Por isso deita-o para a ex-propriedade de Nabote, tal como YAHU ULHÍM disse.

27-28Entretanto Ahoz-YAHU, o rei de YAHUDAH, fugira pelo caminho
que vai para Beth-Hagã. Mas YAHU foi atrás dele gritando: Matem-no! Matem
também esse! E com efeito mataram-no no seu carro, no lugar em que o caminho
sobe para Gur, perto de Ibleão. Conseguiu mesmo ir até Megido, mas acabou por
morrer ali. Os seus oficiais levaram-no num carro para YAHUSHUA-oléym onde o
enterraram no cemitério real.

29(O reinado de Ahoz-YAHU sobre YAHUDAH tinha
começado no décimo segundo ano do reinado de Yaroám, de Yashorúl. )

 

A morte de Yezebel

 

30-31Quando Yezebel ouviu que YEHU tinha vindo a Yazoro-Úl, arranjou-se toda, pintou os olhos, penteou-se e foi sentar-se a uma janela. Na altura em que YAHU regressava e entrava pelo portão do palácio, ela gritou-lhe: Então já estás satisfeito, tu o filho de Zimri, que mataste o teu chefe?

32Ele olhou para cima, viu-a à janela e respondeu-lhe: O que eu quero agora saber é quem está do meu lado. Nessa altura, dois ou três eunucos que se encontravam ali perto de Yezebel, olharam para ele:

33Atirem-na daí abaixo!, gritou-lhes YAHU. Eles empurraram-na da janela abaixo, e ao
esmagar-se no solo, o sangue espirrou nas paredes e sobre os cavalos; estes,
excitados, esmagaram-na sob as patas.

34-35YEHU entrou no palácio para comer. Mais tarde disse: Que alguém vá enterrar essa mulher maldita, porque sempre era filha de um rei. Contudo, quando foram buscar o cadáver apenas acharam a caveira, os pés e as mãos.

36-37Regressando a dar-lhe conta disso, YEHU reconheceu: Foi justamente o que YAHU ULHÍM afirmou que havia de acontecer. E disse isso a Uli-YAHU, que os cães comeriam a sua carne e que o seu corpo seria lançado como esterco no campo, sem que ninguém pudesse até reconhecer que era ela própria!

 

2 MOLKHIM 10

 

A morte da família de Acabe

 

1YEHU escreveu uma carta ao conselho da cidade de Shuamor-YAHU, aos aios dos setenta filhos de Acabe que viviam todos ali, e ainda ao conselho de anciãos de Yazoro-Úl:

2-3Após recepção desta missiva, escolham o melhor dos filhos de Acabe para ser rei, e preparem-se para lutar a favor do seu trono. Porque vocês têm carros de combate, cavalos, armamento e uma cidade fortificada.

4Mas eles estavam demasiado atemorizados para o fazer: Nem dois reis poderiam enfrentar-se com um indivíduo destes!, diziam eles. Que havemos nós de fazer?

5Então o administrador do palácio, juntamente com o governador da cidade, mais o conselho municipal e os aios dos filhos de Acabe, enviaram-lhe uma mensagem: YEHU, nós somos teus servos e faremos tudo o que nos mandares. Resolvemos que sejas tu o nosso rei, em lugar de um dos filhos de Acabe.

6-8YEHU respondeu-lhes com esta outra mensagem de resposta: Se estão do meu lado e dispostos a obedecer-me, tragam-me as cabeças dos filhos do vosso chefe a Yazoro-Úl amanhã a esta hora. (Esses setenta filhos de Acabe viviam nas casas dos responsáveis da cidade, onde tinham sido educados, desde a sua meninice.) Ao receberem a mensagem de YEHU, todos os setenta foram mortos e as suas cabeças embaladas dentro de uns cestos e enviadas a YEHU, que se encontrava em Yazoro-Úl. Avisado de que as cabeças tinham chegado, mandou que fizessem um monte delas à entrada da cidade e as deixassem lá até à manhã seguinte.

9-10No dia seguinte, cedo, saiu e foi falar à multidão que entretanto já se tinha aglomerado ali: Vocês não têm que sentir remorsos de nada, disse-lhes. Fui eu quem conspirou contra o meu chefe e o matou; no entanto não fui eu quem lhe matou os filhos! Foi YAHU ULHÍM quem o fez, porque tudo quanto ele diz se realiza. Ele declarou, através do seu servo Uli-YAHU, que isto havia de acontecer aos descendentes de Acabe.

11YEHU matou,posteriormente, todo o resto da família de Acabe que vivia em Yazoro-Úl, assim como todas as figuras importantes do seu pessoal administrativo, amigos
íntimos, e intermediários privados, de forma que não ficou ninguém que se tivesse relacionado de uma forma mais íntima com Acabe.

12Depois YEHU partiu para Shuamor-YAHU e estabeleceu-se aí. Mas antes, passou a noite numa estalagem para anciãos, que se encontrava no caminho.

13Enquanto ali estava, viu uns homens que eram irmãos do rei Ahoz-YAHU de YAHUDAH. Quem são vocês?, perguntou-lhes.Somos irmãos do rei Ahoz-YAHU. Vamos a Shuamor-YAHU visitar os filhos do rei Acabe e da rainha mãe, Yezebel.

14Apanhem já essa gente!, gritou YEHU para os seus homens. Levou-os para a cisterna junto à casa da tosquia e ali os matou a todos; eram quarenta e dois.

15-17Ao deixar a estalagem, YEHU encontrou-se com YEHU-naodáb, o filho de Recabe, que vinha justamente ao seu encontro. Depois de se terem cumprimentado, perguntou-lhe YEHU: És tão leal para comigo como eu sou para contigo?Sou, sim, respondeu YEHU-naodáb. Então dá-me a mão. E fê-lo subir para o seu carro real. Vem comigo, continuou ele, e verás quanto eu já fiz para YAHU ULHÍM. E assim YEHU-naodáb foi com ele. Quando chegou a Shuamor-YAHU, matou todos os parentes próximos de Acabe que ali viviam, tal como YAHU ULHÍM tinha predito pela boca de Uli-YAHU.

 

YEHU mata todos os intermediários de Baal,
em Yashorúl

 

18-19YEHU convocou uma grande assembleia dos habitantes da cidade e disse-lhes: Acabe pouco serviu Baal; eu, sim, é que hei-de prestar-lhe culto convenientemente! Mandem juntar-se todos os profetas e intermediários de Baal, chamem todos os seus adoradores. Vejam lá, que não falte ninguém, porque pretendo fazer um grande sacrifício ao ídolo Baal. Quem faltar devera morrer. Mas é que YAHU dizia isto com astúcia; o seu plano era liquidá-los a eles todos.

20-22Enviou pois mensageiros por toda a terra de Yashorúl, convocando os adoradores de Baal; estes vieram sem faltar nenhum, enchendo literalmente todo o Templo do seu ídolo. YEHU deu ordem ao chefe do guarda-roupa deles: Quero que todas as pessoas tenham vestida a túnica sacerdotal.


23Depois, acompanhado de YAHU-naodáb, o filho de Recabe, entrou no Templo e
falou à multidão: Certifiquem-se de que aqui não esteja mais ninguém além dos
que adoram Baal. Não deixem entrar ninguém que adore YAHU ULHÍM!

24Quando os intermediários começaram a oferecer os sacrifícios e ofertas queimadas, YEHU cercou o edifício com oitenta dos seus homens e disse-lhes: Vão lá dentro e
matem-nos a todos. Se deixarem escapar alguém terão de pagar isso com a vida.


25-29Eles entraram e assassinaram todos os indivíduos que lá se encontravam,
lançando os corpos para o exterior. Após isso, penetraram no interior do Templo
e derrubaram o pilar usado para a adoração de Baal, queimando-o. Derrubaram o
edifício e transformaram as ruínas em latrinas, permanecendo assim até ao dia
de hoje. Dessa forma YEHU liquidou todo o vestígio do culto de Baal em Yashorúl.
Contudo não destruiu os bezerros de ouro que se encontravam em Bohay-Úl e em
Dayán – esses bezerros tinham sido o grande pecado de Yaro-éboam, filho de
Nebate, porque levou todo o Yashorúl a pecar.

30Posteriormente YAHU ULHÍM disse a YEHU: Fizeste bem em seguir as minhas instruções, destruindo a dinastia de Acabe. Por isso farei com que o teu filho, o teu neto e ainda o teu bisneto sejam reis de Yashorúl.

31No entanto YEHU não seguiu YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl com todo o seu coração, porque continuou a prestar culto aos bezerros de ouro que Yaro-éboam mandara fabricar, e que tinham feito cair Yashorúl em grande pecado.

32-33Por essa altura YAHU ULHÍM começou a diminuir o território de Yashorúl. O rei Hazaúl conquistou várias zonas do país a leste do rio Yardayán, assim como todo Gaúliod, Gaóld e Ro-ibén; também tomou partes de Menashé, desde o ribeiro de Aroer, no vale de Arnom, até Gaúliod e Basã.

34-36O resto da história do reinado de YEHU está relatado nas Crónicas dos Reis de Yashorúl. Quando YEHU faleceu, foi enterrado em Shuamor-YEHU. O seu filho YEHU-ahoz subiu ao trono. YEHU reinou ao todo, como rei de Yashorúl, em Shuamor-YAHU, vinte e oito anos.

 

2 MOLKHIM 11

 

Atalia e Ya-ósh

 

1Quando Atalia, mãe do rei Ahoz-YEHU de YAHUDAH, soube que seu filho tinha morrido, matou os filhos dele.

2Houve contudo um – Ya-ósh – que devia ter com um ano de idade, que escapou, porque sua tia Yeoseba (irmã do rei Ahoz-YEHU, filha do rei Yeorão, que era o pai de ambos) o salvou. Ela escondeu o menino, mais a sua ama, numa câmara do Templo.

3Aí viveram durante seis anos, enquanto Atalia foi rainha.

4-8No sétimo ano do reinado de Atalia, o intermediário YEHU-Yada convocou os oficiais da guarda, e a guarda pessoal da rainha, para um encontro no próprio Templo; fê-los jurarem segredo absoluto e mostrou-lhes o filho do rei. Depois deu-lhes instruções: Um terço dos que estiverem de serviço no Shábbos deverão fazer a guarda do palácio. Os outros dois terços ficarão de guarda ao Templo; rodeiem o rei, com as armas na mão, e matem seja quem for que tente forçar a passagem até ele. Mantenham-se sempre ao lado do rei.

9-10Os oficiais seguiram estas indicações. Trouxeram a YEHU-Yada
os homens que iam sair de serviço no Shábbos, e também os que iam entrar;
armaram-nos com as lanças e os escudos do próprio Templo, que tinham pertencido
ao rei Dáoud.

11Os guardas, armados, puseram-se diante do Templo e rodearam o
altar, que se encontrava perto do esconderijo de Ya-ósh.

12YEHU-Yada trouxe fora o príncipe, pôs-lhe uma coroa na cabeça, entregou-lhe uma cópia da aliança e ungiu-o rei. Toda a gente bateu as palmas e gritou. Viva o rei!

13-14Atalia, ao ouvir as aclamações, correu para o Templo e viu o novo rei em pé junto à
coluna, como era costume fazer aquando das coroações, e rodeado pela sua guarda
pessoal e por muitos trombeteiros; toda a gente manifestava a sua alegria, ao
mesmo tempo que se ouviam os toques das trombetas. Traição! Traição!, gritou
ela; e rasgou o seu vestido.

15Tirem-na daqui, exclamou YEHU-Yada aos oficiais
da guarda. Não a matem aqui no Templo. Matem quem quer que seja que tente 
livrá-la.

16Levaram-na então para as cavalariças do palácio e ali a mataram.


17-18YEHU-Yada proclamou um compromisso entre YAHU ULHÍM, o rei e o povo, em
como seriam o povo de YAHU UL. Fez também um contrato entre o rei e o povo.
Toda a gente se dirigiu ao Templo de Baal e derrubou-o, destruindo os altares e
as imagens e matando ManYAHU, o intermediário de Baal, diante do próprio altar.
YEHU-Yada pôs guardas no Templo de YAHU UL.

19Então ele, os oficiais, o corpo da guarda e todo o povo levaram o rei desde o Templo, pelo caminho do quartel da guarda, até ao palácio. Aí sentaram-no no trono real.

20Dessa forma toda a gente ficou feliz e a cidade se pacificou, após a morte de Atalia.

21Ya-ósh tinha sete anos quando foi feito rei.

 

2 MOLKHIM 12

 

Ya-ósh repara o Templo

 

1-2Foi sete anos depois de YEHU se ter tornado rei de Yashorúl que Ya-ósh se tornou rei de YAHUDAH. Reinou em YAHUSHUA-oléym quarenta anos. (A sua mãe era Zibia de Beer-Shéva.) Toda a sua vida Ya-ósh fez o que era recto, porque YEHU-Yada o intermediário o instruía.

3Mas mesmo assim ainda não destruiu os nichos aos ídolos que se levantavam sobre as colinas – o povo continuou ainda a sacrificar e queimar incenso aí.

4-5Um dia o rei Ya-ósh disse a YEHU-Yada: O edifício do Templo precisa de grandes reparações. Por isso, quando alguém trouxer uma dádiva a YAHU ULHÍM, seja ela uma contribuição regular ou um dom especial, utilizem-na para pagar as obras de restauração que forem necessárias.

6-7No entanto, ainda no vigésimo terceiro ano do seu reinado, o Templo se mantinha no mesmo estado. Por isso Ya-ósh mandou chamar YEHU-Yada e os outros intermediários, perguntando-lhes: Por que razão ainda nada fizeram para restaurar o Templo? Não utilizem portanto mais dinheiro nenhum para cobrir as vossas necessidades pessoais. Daqui em diante tudo o que for recebido devera ser empregado com o fim de pôr o Templo em condições.

8-16Os intermediários concordaram em levantar um fundo especial para reparação do edifício, e em não receberem mais donativos que revertessem para sí próprios. YAHU-Yada, o intermediário, preparou uma grande arca com uma abertura na tampa e pô-la ao lado do altar à direita de quem entrava no Templo. Os intermediários com a função de porteiros punham aí dentro todas as contribuições do povo. Sempre que a arca ficava cheia, o tesoureiro real e o intermediário contavam o dinheiro e punham-no em sacos; davam-no depois ao chefe-de-obras para pagar aos carpinteiros, aos pedreiros, aos marceneiros, aos canteiros, e também para comprar mais material que era necessário à obra da casa de YAHU UL. Nenhum desse dinheiro era usado para adquirir fosse o que fosse em matéria de instrumentos ou recipientes em prata ou ouro, fossem garfos, bacias, taças; todo ela ia exclusivamente para os trabalhos de restauração. Também não eram requeridas contas exatas aos encarregados da obra, porque atuavam com fidelidade. Unicamente o dinheiro proveniente das contribuições por ofertas de culpa e sacrifícios pelo pecado é que era dado aos intermediários para o seu uso pessoal; essa não era posto na arca das ofertas.

17-18Por essa altura o rei Hazaúl da Syria entrou em guerra contra Gate e conquistou-a. Depois virou-se contra YAHUSHUA-oléym a atacar. O rei Ya-ósh pegou em todos os obje tos sagrados que os seus antepassados – YAHU-shuafát, Yeorão e Ahoz-YAHU, reis de YAHUDAH  tinham consagrado, juntamente com o que ele próprio dera, assim como o ouro que se achou nos tesouros do Templo e do palácio, e enviou tudo a Hazaúl. Desta
forma este último desistiu do ataque.

19-21O resto da história do reinado de Ya-ósh está narrado nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Os seus conselheiros conspiraram contra ele e assassinaram no na sua residência real em Milo, no caminho para Sila. Os assassinos foram Yozacar, filho de Simeate e Yeozabade, filho de Somer , ambos eram seus auxiliares de confiança. Foi sepultado no cemitério real, em YAHUSHUA-oléym. Seu filho Amoz-YAHU reinou em seu lugar.

 

2 MOLKHIM 13

 

YAHU-ahoz é rei de Yashorúl

 

1-2YAHU-ahoz, o filho de YAHU, começou um reinado que duraria dezassete anos sobre Yashorúl, durante o vigésimo terceiro ano do reinado de Ya-ósh, rei de YAHUDAH. Foi um mau rei e seguiu os maus caminhos de Yaro-éboam que levou Yashorúl a pecar.

3Dessa forma YAHU ULHÍM estava contra Yashorúl e continuamente permitiu que Hazaúl, rei da Syria, assim como o seu filho Ben-Hadad, lhe conquistassem terras.

4-7YAHU-ahoz pediu a YAHU ULHÍM que o ajudasse e o Criador Eterno ouviu-o porque o rei da Syria estava na verdade a oprimir grandemente Yashorúl. Por isso YAHU ULHÍM suscitou líderes Yashorulítas que salvassem a nação da tirania dos sírios. Até que finalmente o povo pôde viver novamente em segurança, tal como antigamente. No entanto continuaram a pecar, e a seguir nos maus caminhos de Yaro-éboam, adorando a idolo Asera em Shuamor-YAHU. YAHU-ahoz acabou por ficar reduzido a uma força militar composta apenas por cinquenta tropas montadas, dez carros de combate e dez mil soldados de infantaria. É que o rei da Syria tinha destruído todo o resto do exército,
reduzindo-o a nada.

😯 mais da história de YEHU-ahoz está escrito nas Crónicas
dos Reis de Yashorúl.

9YEHU-ahoz faleceu e foi sepultado em Shuamor-YAHU.

 

Ya-ósh é rei de Yashorúl

 

10-13O seu filho Ya-ósh reinou em Shuamor-YAHU durante dezasseis anos. Subiu ao trono no trigésimo sétimo ano do reinado de Ya-ósh, rei de YAHUDAH. Mas foi um mau rei também. À semelhança de Yaro-éboam, encorajou o povo a prestar culto a ídolos, e levou-os a pecar. O resto da história do reinado de Ya-ósh, incluindo as guerras que travou contra o rei Amoz-YAHU de YAHUDAH, está escrito nas Crónicas dos Reis de Yashorúl. Ya-ósh morreu e foi enterrado em Shuamor-YAHU com os outros reis de Yashorúl. Yaro-éboam II tornou-se o novo rei.

 

A morte de Ulshúa

 

14Quando Ulshúa caíu doente, com a enfermidade de que morreu, o rei Ya-ósh veio visitá-lo, e chorou na sua presença: Meu pai! Oh, meu pai! Os carros de Yashorúl com os condutores!, clamava ele.

15-17Pega num arco e em flechas, disse-lhe Ulshúa. Agora abre a
janela ali, do lado do oriente. Prepara-te para atirar. O outro ia obedecendo.
Aí, Ulshúa pôs as mãos sobre as do rei. Atira!, mandou Ulshúa, e ele disparou a
flecha. Essa é a flecha de YAHU UL, que representa a plena vitória sobre a
Syria, porque vencerás completamente os sírios em Afeque.

18-19Agora, continou o profeta, pega nas outras setas e bate com elas no chão. O rei pegou nelas e bateu com elas três vezes no chão. Mas aí, Ulshúa ficou zangado com ele: Devias ter batido no chão cinco ou seis vezes, exclamou ele, porque nesse caso
poderias vir a derrotar os sírios até que estivessem completamente destruídos;
sendo assim, serás vitorioso apenas três vezes.

20-21Ulshúa faleceu e foi sepultado esses dias bandos de moabitas invadiam a terra em cada Primavera. Uma vez, uns quantos homens que estavam a fazer o enterro de um amigo depararam com um desses bandos de meliantes e apressadamente lançaram o corpo para dentro do túmulo de Ulshúa. Pois logo que tocou nos ossos de Ulshúa, o morto reviveu e se pôs de pé!

22-23O rei Hazaúl tinha oprimido Yashorúl durante todo o reinado de YAHU-ahoz.
Mas YAHU ULHÍM teve compaixão do povo Yashorulíta, e por isso este não foi
completamente destruído. YAHU ULHÍM não só teve misericórdia deles, como também
foi fiel ao compromisso tomado com Abruhám, YAHUtz-kaq e YAHUCAF. Essa a razão
porque ainda se mantêm vivos.

24Hazaúl, o rei da Syria, morreu. O seu filho Ben-Hadad reinou em seu lugar.

25O rei Ya-ósh, de Yashorúl, filho de YAHU-ahoz,
foi vitorioso sobre ele em três ocasiões, reconquistando as cidades que o seu
pai perdera a favor de Ben-Hadad.

 

2 MOLKHIM 14

 

Amoz-YAHU é rei de YAHUDAH

 

1-2Durante o segundo ano do reinado de Ya-ósh, rei de Yashorúl, o rei Amoz-YAHU começou a reinar sobre YAHUDAH; tinha vinte e cinco anos nessa ocasião, e reinou em YAHUSHUA-oléym durante vinte e nove anos. (A sua mãe chamava-se Yeoadim, natural de YAHUSHUA-oléym.)

3Foi um bom rei aos olhos de YAHU UL, ainda que não à semelhança do seu antepassado Dáoud. Mas foi tão bom rei como o seu pai Ya-ósh.

4Contudo também ele não soube destruir inteiramente os nichos sobre as colinas, e dessa forma o povo continuou a sacrificar e a oferecer incenso aí.

5-6Logo que pôde confirmar a sua posição como rei, matou os homens que lhe tinham assassinado o pai; mas poupou os filhos deles, porque quis respeitar a ordem que YAHU ULHÍM tinha dado, na lei de Mehushúa, em como os pais não serão castigados pela culpa dos filhos, nem estes, pela dos seus pais: cada qual devera carregar com a condenação dos seus próprios pecados.

7Certa ocasião Amoz-YAHU matou dez mil edomitas no vale do
Sal; também conquistou Sela e mudou-lhe o nome em Yocteel, assim sendo conhecida
até ao dia de hoje.

8Um dia enviou uma mensagem ao rei Ya-ósh de Yashorúl (filho de YAHU-ahoz e neto de YAHU), desafiando-o a mobilizar o exército e a vir combater contra ele.

9Mas o rei Ya-ósh respondeu-lhe: Um simples cardo do Lebanon pediu assim ao poderoso cedro: ‘Dá-me a tua filha para que seja mulher do meu filho’. Mas precisamente nesse momento passou um animal selvagem que pisou o cardo e o esmagou!

10Tu destruíste Edom e estás muito orgulhoso por isso; contudo dou-te este conselho: fica contente com a vitória que obtiveste, mas deixa-te ficar onde estás! Porque é que havias de provocar um desastre, não só para ti como para YAHUDAH?

11-14Mas Amoz-YAHU não quis ouvi-lo, e por isso Ya-ósh, rei de Yashorúl, mandou preparar o seu exército. A batalha começou em Beth-Shemesh, uma das povoações de YAHUDAH. O rei de YAHUDAH foi derrotado e a tropa fugiu. Amoz-YAHU o rei foi capturado e o exército de Yashorúl avançou sobre YAHUSHUA-oléym e derrubou a sua muralha desde a porta de Efroím até à porta da Esquina, numa distância de cerca de duzentos metros. O rei Ya-ósh ficou com muito despojo de guerra, e mais todo o ouro e prata do Templo e do tesouro do palácio, assim como as taças de ouro. Depois regressou a Shuamor-YAHU.


15-16O resto dos acontecimentos referentes ao reinado de Ya-ósh, e à sua guerra
contra o rei Amoz-YAHU, está relatado nas Crónicas dos Reis de Yashorúl. Quando
Ya-ósh morreu foi sepultado em Shuamor-YAHU junto aos outros reis de Yashorúl. Yaro-éboam seu filho reinou em seu lugar.

17-20Amoz-YAHU viveu quinze anos mais que Ya-ósh, e o resto da sua biografia está escrito nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Houve mesmo uma conspiração contra ele em YAHUSHUA-oléym de tal forma que teve de fugir para Laquis; no entanto os seus adversários mandaram lá assassinos a soldo que o mataram. O seu corpo foi mandado para YAHUSHUA-oléym numa urna puxada a cavalos e foi enterrado no cemitério real, na cidade de Dáoud.


21-22Então seu filho Ozor-YAHU ascendeu ao trono; tinha a idade de dezasseis
anos. Depois da morte de seu pai, edificou a povoação de Elate, e entregou-a a YAHUDAH.

 

Yaro-éboam II é rei de Yashorúl

 

23-27Entretanto, sobre Yashorúl, Yaro-éboam II tornara-se rei, durante o décimo quinto ano do reinado de Amoz-YAHU, rei de YAHUDAH. O reinado de Yaro-éboam durou quarenta e um anos. Mas foi um mau rei, tanto quanto Yaro-éboam I, filho de Nebate, que foi o responsável pela introdução generalizada do culto dos ídolos entre o povo. Yaro-éboam II recuperou os territórios que Yashorúl perdera entre Hamate e o Mar Morto, tal como YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl tinha predito através de YAHUNAH (filho de Amitai) de Gate-Hefer. Porque YAHU ULHÍM viu a grande miséria em que se encontrava Yashorúl, sem ninguém que viesse em seu auxílio. YAHU ULHÍM não dissera que apagaria o nome de Yashorúl sobre a terra; por isso serviu-se do
rei Yaro-éboam II para o salvar.

28-29O mais da biografia de Yaro-éboam II, tudo o que fez, o seu grande poder, as suas batalhas e como recuperou Damasco e Hamate (que tinha sido tomada por YAHUDAH) estão narrados nas Crónicas dos Reis de Yashorúl. Quando faleceu, Yaro-éboam II foi sepultado com os outros reis de Yashorúl, e o seu filho ZOCHARYAHU reinou em seu lugar.

 

2 MOLKHIM 15

 

Ozor-YAHU é rei de YAHUDAH

 

1-2O novo rei de YAHUDAH foi Ozor-YAHU. O seu pai era Amoz-YAHU, o rei anterior. A sua mãe chamava-se Yecolia; era de YAHUSHUA-oléym. O seu reinado durou 52 anos, com sede em YAHUSHUA-oléym. Começou a reinar com


16 anos. Em Yashorúl: o rei Yaro-éboam reinava já havia 27 anos quando Ozor-YAHU
subiu ao trono.

3Ozor-YAHU foi um bom rei e agradou a YAHU ULHÍM, tal como
acontecera com seu pai Amoz-YAHU.

4-5Mas à semelhança dos seus antecessores, também ele não destruiu os altares no cimo das colinas onde o povo continuava a fazer sacrifícios e a oferecer incenso queimado. Por causa disso YAHU ULHÍM castigou-o com lepra, tendo ficado assim até ao dia da sua morte; em consequência dessa enfermidade foi obrigado a viver continuamente numa casa à parte, sozinho. Seu filho Yatam era o regente do reino.

6-7-O resto dos acontecimentos da vida de Ozor-YAHU está relatado nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Quando Ozor-YAHU faleceu, foi sepultado junto dos seus antepassados, na cidade de Dáoud, e o seu filho Yatam tornou-se rei.

 

ZOCHARYAHU é rei de Yashorúl

 

8–O novo rei de Yashorúl foi ZOCHARYAHU. O seu pai era Yaro-éboam, o rei anterior. O seu reinado durou 6 meses. Em YAHUDAH: O rei Ozor-YAHU era rei havia já 38 anos, quando aquele ascendeu ao trono.


9-10Mas ZOCHARYAHU foi um mau rei aos olhos de YAHU UL, tal como muitos dos
seus antecessores. Semelhantemente a Yaro-éboam I, o filho de Nebate, encorajou
Yashorúl a pecar, prestando culto aos ídolos. Então Salum (filho de Yabesh)
conspirou contra ele e assassinou-o em Ibleão, tomando a coroa em seu lugar.


11-12O mais da história do reinado de ZOCHARYAHU encontra-se nas Crónicas dos
Reis de Yashorúl. (Assim se concretizou a palavra de YAHU UL dirigida a YAHU em
como o seu filho, o seu neto e o seu bisneto seriam reis de Yashorúl. )

 

Salum é rei de Yashorúl

 

13O novo rei de Yashorúl foi Salum. O seu
pai era Yabesh. O seu reinado durou 1mês. Em YAHUDAH: o rei Uzi-YAHU (também
chamado Ozor-YAHU) nessa altura tinha sido rei havia já 39 anos.

14-15Um mês depois de Salum ter ascendido ao trono, Menaem (filho de Gaóldi) veio a
Shuamor-YAHU de Tirza e assassinou-o, ocupando o trono em seu lugar. Outros
detalhes acerca de Salum e dessa conspiração estão consignados nas Crónicas dos
Reis de Yashorúl.

 

Menaem é rei de Yashorúl

 

16Menaem destruiu a povoação de Tifsa, assim
como os seus arredores, porque os seus habitantes se recusaram a aceitá-lo como
rei; matou pois toda a população e chegou mesmo ao ponto de desventrar mulheres
grávidas.

17O novo rei de Yashorúl foi Menaem. O seu reinado durou 10 anos, com
sede em Shuamor-YAHU. Em YAHUDAH: O rei Ozor-YAHU por essa ocasião era já rei
havia 39 anos.

18Mas Menaem foi um mau rei. Prestou culto a ídolos, tal como
muito antes já fizera Yaro-éboam I, e levou o povo de Yashorúl a pecar
gravemente.

19-20O rei Pul da Assíria invadiu a terra. Menaem subornou-o a
troco de umas trinta e quatro toneladas de prata, para que ele se retirasse do
país. Menaem teve depois de extorquir esse dinheiro da mão de todos os
poderosos e ricos da terra, sob a forma de uma taxa especial de meio quilo de
prata por pessoa.

21-22O resto dos acontecimentos da história do rei Menaem
está escrito nas Crónicas dos Reis de Yashorúl. Quando morreu, seu filho
Pecaías tornou-se o novo rei.

 

Pecaías é rei de Yashorúl

 

23O novo rei de Yashorúl foi Pecaías. O seu pai foi o rei anterior, Menaem. O seu reinado durou 2 anos, sediado em Shuamor-YAHU. Em YAHUDAH: Ozor-YAHU reinava já havia 50 anos. 24Mas Pecaías foi um mau rei e continuou com o culto aos ídolos que Yaro-éboam I (filho de Nebate), tinha iniciado, e levou Yashorúl por maus caminhos.

25-26Então Peca (filho de Remalias), o comandante geral do seu exército, conspirou contra ele, acompanhado de mais cinquenta homens de Gaúliod, e assassinou-o no palácio de Shuamor-YAHU. (Argobe e Arie foram também mortos nessa revolta.) Assim Peca tornou-se o novo rei. Tudo o mais da história do rei Pecaías está narrado nas
Crónicas dos Reis de Yashorúl.

 

Peca é rei de Yashorúl

 

27O novo rei de Yashorúl foi Peca. O seu pai foi Remalias. O seu reinado durou 20 anos, com assento em Shuamor-YAHU. Em YAHUDAH: o rei Ozor-YAHU reinava havia já 52 anos.

28-29Peca foi também um mau rei, e prosseguiu nos caminhos de Yaro-éboam I (filho de Nebate) que levou todo o Yashorúl ao pecado do culto dos ídolos. Foi durante o seu reinado que o rei Tiglate-Pileser atacou Yashorúl. Capturou as povoações de Ijom, de
Abúl-Beth-Maaca, de Yanoa, de Quedes, de Hazor, de Gaúliod, de Galileia, e de
toda a terra de Neftali. Levou os habitantes para a Assíria, como cativos.


30Então Hoshua (filho de Ela) conspirou contra Peca e assassinou-o, ocupando o
trono em seu lugar. O novo rei de Yashorúl foi HOSHUA. Em YAHUDAH: Yatam (filho
de Uzi-YAHU) era rei havia 20 anos.

31O resto da história de Peca está registado nas Crónicas dos Reis de Yashorúl.

 

Yatam é rei de YAHUDAH

 

32-33O novo rei de Juda foi Yatam. O seu pai foi o rei Uzi-YAHU. Idade com que começou a reinar: 25 anos. O seu reinado durou 16 anos, com sede em YAHUSHUA-oléym. A sua mãe chamava-se Yerusa e era filha de Tzaodóq. Em Yashorúl: nessa altura Peca (filho de Remalias) era rei havia 2 anos.

34-36De uma maneira geral Yatam foi um bom rei. Tal como seu pai
Uzi-YAHU, conduziu-se nos caminhos de YAHU UL. No entanto não soube destruir os
nichos que estavam nas colinas, e onde o povo ia oferecer sacrifícios e
queimava incenso. Foi durante o seu reinado que a porta superior do Templo foi
construída. Os outros acontecimentos da vida de Yatam encontram-se nas Crónicas
dos Reis de YAHUDAH.

37-38Naqueles dias YAHU ULHÍM levou o rei Rezim da Syria e
o rei Peca de Yashorúl a atacarem YAHUDAH. Quando Yatam faleceu, foi sepultado
junto dos outros reis de YAHUDAH no cemitério real, no bairro de YAHUSHUA-oléym
chamado a cidade de Dáoud. O seu filho Ahóz ocupou o trono.

 

2 MOLKHIM 16

 

Ahóz é rei de YAHUDAH

 

1O novo rei de Juda foi Ahóz. O seu pai foi o rei Yatam. Começou a reinar aos 20 anos. O seu reinado durou 16 anos, com a capital em YAHUSHUA-oléym. Em Yashorúl nessa altura reinava Peca (filho de Remalias) que fora rei durante 17 anos.

2-4Ao contrário do seu antepassado Dáoud, Ahóz fez o que não era recto perante YAHU ULHÍM; foi tão mau como os reis de Yashorúl. Chegou ao ponto de oferecer em sacrifício aos falsos criadores e estátuas o seu próprio filho, segundo o costume pagão das nações vizinhas de YAHUDAH – nações essas que YAHU ULHÍM tinha destruído quando levou o seu povo Yashorúl para a terra que lhe prometera. Também fazia sacrifícios e queimava incenso nos nichos sobre as colinas, e em numerosos outros altares sob as copas das árvores.

5-9O rei Rezim da Syria e o rei Peca (filho de Remalias) de Yashorúl declararam guerra a Ahóz e puseram cerco a YAHUSHUA-oléym. Mas não puderam conquistá-la. Contudo, por essa ocasião o rei da Syria, Rezim, conseguiu recuperar a cidade de Ela; expulsou de lá os YAHÚ-dim e enviou sírios para habitá-la, que lá estão ainda hoje. Ahóz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, rogando-lhe que o ajudasse a livrá-lo dos
ataques da Syria e de Yashorúl. Ao mesmo tempo pegou na prata e no ouro do
Templo e dos cofres reais e mandou-o como presente ao rei da Assíria. Dessa
forma os assírios atacaram Damasco, a capital da Syria. Levaram a população,
como cativos, reinstalando-os em Quir, e matou Rezim, o rei da Syria.

10-14Ahóz foi até Damasco para se encontrar com Tiglate-Pileser, e enquanto ali se
encontrava reparou num altar invulgar, num Templo pagão. Logo fez um desenho, à
escala, com as medidas exatas e enviou-o a Uri-YAHU, o intermediário,
acompanhado de uma descrição detalhada. Uri-YAHU mandou construir um altar
igual, segundo a descrição feita, e aprontou-o de forma que, quando o rei
regressou de Damasco, pôde inaugurá-lo, oferecendo ali um sacrifício. O rei
apresentou nele um holocausto e uma oferta de cereais, derramou sobre ele uma
oferta de bebida e espargiu-o com o sangue das ofertas de paz. Depois fez
remover o antigo altar de bronze de diante do Templo, que tinha ficado entre a
entrada do Templo e o novo altar, e mandou-o colocar a norte deste último.


15Deu também instruções ao intermediário Uri-YAHU para usar o novo altar nos
sacrifícios de holocaustos e de ofertas de cereais, assim como nas ofertas do
povo, incluindo as ofertas de vinho. O sangue dos holocaustos e dos sacrifícios
deveria igualmente ser espargido sobre o novo altar. Desta forma o antigo altar
passaria a ser usado unicamente para inquirir de YAHU ULHÍM o que respeitava ao
futuro. O antigo altar, disse ele, será apenas para meu uso pessoal.

16-18O intermediário Uzi-YAHU obedeceu às instruções dadas pelo rei Ahóz. Após isso o soberano mandou desmantelar as rodas das bases no Templo, fez remover os
suportes e os recipientes que estavam sobre eles, tal como o grande tanque que
se apoiava sobre o dorso de figuras de bois em bronze, colocando-o sobre o
pavimento. Por deferência para com o rei da Assíria fez também remover a
passagem festiva que tinha sido construída entre a casa real e o Templo.

19O mais da história do reinado de Ahóz está relatado nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH.


20Quando Ahóz morreu foi enterrado no cemitério real, no sector de YAHUSHUA-oléym chamado cidade de Dáoud. O seu filho Kozoq-YAHU tornou-se o novo rei.

 

2 MOLKHIM 17

 

HOSHUA é o último rei de Yashorúl

 

1-2–O novo rei de Yashorúl foi HOSHUA. O seu
pai foi Ela. O seu reinado durou 9 anos, em Shuamor-YAHU. O seu reinado foi
mau, mas não tanto como o dos outros reis de Yashorúl que o antecederam. Em YAHUDAH, nessa altura, o rei Ahóz estava sobre o trono havia 12 anos.

3-4Salmaneser, rei da Assíria, atacou e derrotou o rei HOSHUA, obrigando Yashorúl a pagar pesados impostos anuais à Assíria. HOSHUA conspirou contra o monarca assírio, pedindo auxílio ao rei Sô, do Egito, para atingir o seu fim. No entanto esta conjura
foi descoberta. Ao mesmo tempo HOSHUA deixou de pagar as taxas anuais – como
tributo à Assíria. Por isso o soberano assírio o pôs na prisão, encarcerado por
causa dessa rebelião.

5-6A terra de Yashorúl estava cheia de tropas assírias que cercaram Shuamor-YAHU, a capital de Yashorúl, durante três anos. Finalmente, no nono ano do reinado de HOSHUA, Shuamor-YAHU foi conquistada e o povo de Yashorúl exilado para a Assíria. Foram instalados em colónias na cidade
de Hala e ao longo das margens do rio Habor em Gozã, e nas cidades dos medos.

 

Yashorúl é exilado por causa de pecado

 

7-12Este desastre caiu sobre a nação de Yashorúl porque o povo prestava culto a outros falsos criadores o estatuas, pecando dessa forma contra YAHU ULHÍM, seu Criador Eterno que os tinha tirado com segurança da escravidão do Egito. Seguiram os maus costumes das nações que YAHU ULHÍM tinha expulso da frente deles. O povo de Yashorúl fez ainda secretamente muitas outras coisas erradas; construiram também altares dedicados a outros falsos criadores e estátuas, através de toda a terra. Colocaram obeliscos e imagens de ídolos no cimo de todas as colinas e sob a copa das árvores verdes; queimaram incenso aos falsos criadores o estatuas das outras nações que YAHU ULHÍM lançara fora daquela terra quando Yashorúl ali se instalou. Assim o povo de Yashorúl fez muitas coisas más que provocaram à ira YAHU ULHÍM. Sim,
praticaram cultos idólatras a despeito dos avisos repetidos e específicos de YAHU


UL. 13-18Constantemente YAHU ULHÍM enviou profetas para avisar, tanto Yashorúl
como YAHUDAH, de que deviam converter-se dos seus maus caminhos; incitou-os a
obedecerem aos seus mandamentos que tinham sido dados aos antepassados através
desses profetas, mas Yashorúl não quis prestar ouvidos a isso. O povo era duro
de coração, tal como seus pais, que também recusaram crer em YAHU ULHÍM, seu
Criador Eterno. Rejeitaram as suas leis e a aliança que ele fizera com seus pais, e desprezaram todas as suas advertências. Na sua loucura puseram-se pois a prestar adoração aos ídolos dos povos pagãos; e isso apesar dos prementes avisos de YAHU UL. Desprezaram todos os mandamentos de YAHU ULHÍM, seu Criador Eterno e fizeram dois bezerros com ouro derretido. Fabricaram imagens de ídolos detestáveis e vergonhosos; adoraram Baal, mais o sol, a lua e as ‘cocavím’ (est-elas). Até queimaram mesmo os seus próprios filhos e filhas, matando-os sobre os altares do idolo Moloque ; consultaram bruxas, praticaram o ocultismo e venderam-se ao pecado. Por isso YAHU ULHÍM muito se irou contra eles. Varreu-os da sua presença de tal forma que apenas ficou a tribo de YAHUDAH na terra.

19-23Mas mesmo YAHUDAH também recusou obedecer aos mandamentos de YAHU
ULHÍM, seu Criador Eterno; também se meteram nos mesmos maus caminhos de Yashorúl. Por essa razão é que YAHU ULHÍM rejeitou todos os descendentes de YAHUCAF. Castigou-os, entregando-os aos seus adversários até que foram totalmente
destruídos. Porque Yashorúl se separou do reino de Dáoud e escolheu Yaro-éboam
I, filho de Nebate, como rei. Este monarca levou Yashorúl para longe dos
caminhos de YAHU UL. Fê-los pecar com grande gravidade; e o povo de Yashorúl
nunca mais parou de pecar depois de Yaro-éboam os ter levado para o mal; até
que finalmente YAHU ULHÍM os afastou para longe da sua presença, tal como todos
os seus profetas tinham avisado do que havia de acontecer. Eis a razão por que Yashorúl
foi transportado para a Assíria onde permanecem até ao dia de hoje.

 

Shuamor-YAHU é colonizada

 

24-25O rei da Assíria levou contingentes de colonos, vindos de Babilónia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim, a estabelecer-se nas cidades de Shuamor-YAHU, substituindo aí o povo de Yashorúl. Dessa forma os assírios ocuparam Shuamor-YAHU e as outras povoações de Yashorúl. Mas, como esses povos assírios não adoravam YAHU ULHÍM, quando ali chegaram, YAHU ULHÍM enviou-lhes leões que mataram uns quantos de entre eles.

26Então mandaram uma mensagem ao seu rei, na Assíria: Nós, colonos aqui em Yashorúl, não conhecemos as leis do idolo da terra; por isso nos mandou leões que nos
destroem, visto que não lhe prestamos culto.

27-28O rei da Assíria decretou, em razão disso, que um dos intermediários exilados de Shuamor-YAHU voltasse para Yashorúl e ensinasse aos novos residentes as leis do idolo da terra. Um deles regressou então a Bohay-Úl e ensinou àqueles colonos de Babilónia a adorar YAHU ULHÍM.


29-31No entanto esses estrangeiros continuavam a adorar os seus próprios falsos
criadores o estatuas. Colocaram as suas imagens em nichos sobre as colinas nas
proximidades das povoações. Aqueles que eram originários de Babilónia adoravam
os ídolos do seu idolo Sukkós-Benote; os que vinham de Cute, prestavam culto ao
idolo Nergal; e a gente vinda de Hamate adorava Asima. Os falsos criadores o
estatuas Nibaz e Tartaque eram adorados pelos aveus, e o povo de Sefar chegava
a queimar os seus próprios filhos sobre os altares dos seus falsos criadores o
estatuas Adrameleque e Anameleque.

32Simultaneamente com tudo isto adoravam YAHU ULHÍM, e designaram alguns de entre eles para serem intermediários que fizessem sacrifícios a YAHU ULHÍM, nos altares sobre as colinas.

33Mas continuaram assim a seguir os costumes religiosos das nações donde vinham.

34-39E isto acontece ainda hoje mesmo – seguem as suas práticas religiosas antigas em vez de adorarem verdadeiramente YAHU ULHÍM e de obedecer às leis que deu aos
descendentes de YAHUCAF – cujo nome mudou mais tarde para Yashorúl. Porque YAHU
ULHÍM fizera uma espécie de contrato com eles em como nunca deveriam prestar
culto ou fazer sacrifícios a qualquer idolo pagão. Tinham que adorar somente YAHU
ULHÍM que os tirara da terra do Egito com tão espantosos milagres e tão grande
manifestação de poder. Os descendentes de YAHUCAF deveriam obedecer a todas as
leis de YAHU ULHÍM e nunca mais adorar outros falsos criadores o estatuas. Pois
que YAHU ULHÍM dissera: Não deverão nunca esquecer a aliança que fiz convosco;
nunca adorarão outros falsos criadores o estatuas. Devem adorar apenas YAHU
ULHÍM. Só ele vos salvará dos vossos inimigos.

40-41Yashorúl recusou aceitar isso; e o povo prosseguiu em adorar ídolos. Estes colonos de Babilónia adoravam YAHU ULHÍM, é certo, mas adoravam igualmente os seus ídolos. Até hoje em dia os seus descendentes fazem o mesmo.

 

2 MOLKHIM 18

 

Kozoq-YAHU é rei de YAHUDAH

 

1-2O novo rei de YAHUDAH foi Kozoq-YAHU. O seu pai era o rei Ahóz. O seu reinado durou 29 anos, com capital em YAHUSHUA-oléym. A sua idade, ao iniciar as suas responsabilidades reais: 25 anos. A sua mãe chamava-se Abi; era filha de ZOCHARYAHU. Em Yashorúl: o rei HOSHUA, filho de Ela, era rei havia 3 anos.

3-8Kozoq-YAHU fez o que era recto aos olhos de YAHU UL, conforme tudo o que fizera Dáoud, seu antepassado. Tirou os nichos das colinas, derrubou os obeliscos, quebrou os vergonhosos ídolos de Asera, destruiu a serpente de bronze que Mehushúa fizera, pois que o povo até então lhe oferecia incenso queimado, chamando-lhe Neustan; ainda que o rei Kozoq-YAHU lhes tivesse dito que não passava de uma simples peça de bronze. Confiou fortemente em YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl. Com efeito não houve nem antes nem depois dele nenhum rei tão fiel a YAHU ULHÍM como ele; seguiu os seus caminhos e obedeceu aos mandamentos dados através de Mehushúa. Por isso YAHU ULHÍM o ajudou e o fez prosperar em tudo. Rebelou-se contra o rei da Assíria e
recusou continuar a pagar-lhe tributos. Conquistou terra aos Palestinos até ao
limite de Gaza e seus arredores, destruindo povoações, tanto as maiores como as
mais pequenas.

9-12Foi durante o quarto ano do seu reinado, que correspondia ao
sétimo do reinado de HOSHUA de Yashorúl, que o rei Salmaneser da Assíria atacou
Yashorúl e pôs cerco à cidade de Shuamor-YAHU. Três anos mais tarde – durante o
sexto ano do reinado de Kozoq-YAHU e o nono do rei HOSHUA de Yashorúl –
Shuamor-YAHU cedeu e foi conquistada. O rei da Assíria transportou Yashorulítas
para o seu país, e organizou colónias para a instalação deles na cidade de
Halate e ao longo das margens do rio Habor, em Gozã, assim como nas cidades dos
medos. Isso aconteceu-lhes porque não quiseram dar ouvidos à palavra de YAHU UL
seu Criador Eterno e aceitar tudo o que ele queria que fizessem. Ao contrário,
quebraram a aliança estabelecida com YAHU ULHÍM, desobedeceram aos mandamentos
que Mehushúa, o servo de YAHU UL, lhes tinha dado.

13-16Mais tarde, durante o décimo ano do reinado de Kozoq-YAHU, Senaqueribe, rei da Assíria, sitiou e capturou todas as cidades fortificadas de YAHUDAH. O rei Kozoq-YAHU pediu a paz e enviou uma mensagem ao rei da Assíria em Laquis: Errei. Estou pronto a pagar o tributo que exigires, contanto que te retires da terra. O rei assírio pediu
então um pagamento de dez mil quilos de prata e mil de ouro. Para juntar todo
esse dinheiro, o rei Kozoq-YAHU serviu-se de prata armazenada no Templo e nos
cofres do palácio real. Arrancou ainda o ouro que revestia as portas do Templo,
e o das ombreiras de outras portas que tinham sido revestidas com esse metal precioso,
e deu tudo ao rei assírio.

 

Senaqueribe ameaça YAHUSHUA-oléym

 

17-18Contudo este último mandou o chefe do seu exército, mais o tesoureiro real e o mordomo da corte em Laquis, com um grande exército; acamparam junto à estrada principal, ao lado do campo das lavadeiras, perto do aqueduto do tanque superior. Pediram que o rei Kozoq-YAHU viesse falar com eles. O soberano contudo mandou uma delegação de paz, com estes homens: Uliakim (filho de Hilki-YAHU), o mordomo-mor; Sebna, secretário real; e Yoá (filho de Osaf), cronista da corte.

19-20Então o general assírio enviou o seguinte recado ao rei Kozoq-YAHU: Diz assim o grande rei da Assíria: ‘Ninguém pode escapar ao meu poder! Tu, para te rebelares contra mim, hás-de precisar de mais do que simples promessas por parte dos teus aliados. Mas qual deles está em condições de te poder dar outra coisa para além de palavras?


21-25O Egito? Se te apoias no Egito, vais verificar que essa nação é como um
pau que logo se quebra quando nos apoiamos nele, e que acaba por nos perfurar a
mão. O Faraóh egípcio não inspira confiança alguma!’ Mas se disseres também:
‘Confiamos em YAHU ULHÍM que nos salvará’, lembra-te só de que ele é aquele
cujos nichos sobre as colinas destruíste; tendo mandado a toda a gente que
fosse adorar perante o altar em YAHUSHUA-oléym! Por isso te digo uma coisa:
Aceita a proposta do rei da Assíria, o meu chefe. Se tiveres dois mil
cavaleiros para nos entregar, dar-te-emos o número equivalente de cavalos. Com
um exército tão pequeno como teu, não representas uma ameaça nem sequer para o
menos graduado dos oficiais do exército do meu chefe. Ainda que o Egito te
forneça cavalos e carros de combate, de nada te servirão. Além disso, julgas
que viemos aqui de nossa própria iniciativa? Não. Foi YAHU ULHÍM quem nos
mandou e nos disse: ‘Vai destruir essa nação!’

26Então Uliakim, Sebna e Yoá responderam-lhes: Pedimos-te que fales em aramaico, porque compreendemo-lo. Não uses o Hebraico, para que o povo que está sobre as muralhas não perceba.

27O general assírio retorquiu: O meu chefe não me mandou apenas para vos falar a
vocês, mas também a essa gente que está em cima da muralha. É que eles estão
também condenados a ingerirem o seu próprio esterco e a sua urina!

28E logo a seguir o embaixador levantou a voz dirigindo-se, em Hebraico, ao povo que ali estava:

29Ouçam o que vos diz o grande rei da Assíria! ‘Não se deixem enganar
pelo rei Kozoq-YAHU. Ele nunca será capaz de vos livrar do meu poder.

30Não permitam que ele vos engane, levando-vos a confiar em YAHU ULHÍM para vos
livrar.

31-32Não dêem ouvidos ao rei Kozoq-YAHU. Rendam-se! E poderão viver em
paz aqui mesmo, na vossa própria terra, até que vos leve para outra semelhante
a esta, cheia de belas searas, fértil, com muitas vinhas, olivais e mel. Tudo
isto em troca da morte! Não escutem Kozoq-YAHU quando ele tentar persuadir-vos
em como YAHU ULHÍM vos salvará.

33-34Algum dos falsos criadores o estatuas das
outras nações conseguiu livrar o seu povo do rei da Assíria? Que foi que
aconteceu com os falsos criadores o estatuas de Hamate, Arpade, Sefarvaim, Hena
e Iva? Foram eles capazes de proteger Shuamor-YAHU?

35Qual foi o idolo que, em
alguma ocasião, teve poder para preservar uma nação da minha força? Então, o
que é que vos leva a pensar que YAHU ULHÍM pode salvar YAHUSHUA-oléym?’

36-37No entanto a gente que estava sobre as muralhas manteve-se em silêncio, porque o rei tinha-lhes dado instruções para que nada respondessem. Uliakim (filho de
Hilki-YAHU), mordomo-mor, Sebna, secretário real e Yoá (filho de Osaf), o cronista
da corte, regressaram junto do rei Kozoq-YAHU, com as suas vestimentas
rasgadas, e transmitiram-lhe o que o general assírio lhes dissera.

 

2 MOLKHIM 19

 

YASHUAYAHU prediz a retirada dos assírios

 

1-2Quando o rei Kozoq-YAHU ouviu o relatório
que eles lhe fizeram, rasgou a roupa que trazia vestida, cobriu-se com pano de
saco e dirigiu-se ao Templo para orar. Disse a Uliakim, a Sebna e a alguns dos
intermediários mais velhos para se cobrirem igualmente com pano de saco e irem
ter com YASHUAYAHU o profeta, filho de AMOZ, com a seguinte mensagem:

3-4Diz assim o rei Kozoq-YAHU: ‘Hoje foi um dia de angústia, de desonra, de blasfémia. É como se uma criança estivesse prestes a nascer e a mãe não tivesse forças
para dar à luz. Mas bem pode ser que YAHU ULHÍM, teu Criador Eterno tenha
ouvido os insultos provocatórios do general assírio dirigidos a YAHU ULHÍM
vivo, e que o castigue. Oh, pedimos-te que ores pelos poucos de entre nós que
ainda restamos.’ 

5-7YASHUAYAHU respondeu: Assim diz YAHU ULHÍM: ‘Digam ao vosso chefe que não se perturbe com os insultos que esse assírio me atirou’. O rei da Assíria receberá más notícias vindas da sua terra e decidirá regressar. YAHU ULHÍM fará com que seja morto
logo que lá chegar.

8-9O general assírio voltou para se encontrar com o seu rei em Libna (porque recebera comunicação em como ele tinha deixado Laquis). Pouco tempo depois trouxeram ao rei assírio a notícia que o rei Tiraca da Etiópia se aproximava para o atacar. Mas antes de partir para esse encontro bélico, enviou ainda esta mensagem ao rei Kozoq-YAHU:

10-13Não te deixes enganar por esse idolo em que confias. Não acredites, quando ele te disse que não hei-de conquistar YAHUSHUA-oléym. Sabes perfeitamente bem o que os reis da Assíria fizeram por toda a parte por onde têm andado – têm tudo destruído. Por que é que havia de ser diferente contigo? Alguma vez os falsos criadores o estatuas
das outras nações as livraram? Nações como Gozã, Harán, Rezefe, e Éden da terra
de Telessar – os anteriores reis assírios destruíram-nas a todas! Que foi que
aconteceu ao rei de Hamote e ao rei de Arpade? Que aconteceu com os reis de
Sefarvaim, de Hena e de Iva?

 

A oração de Kozoq-YAHU

 

14-19Kozoq-YAHU abriu a carta que os mensageiros lhe entregaram, leu-a, dirigiu-se ao Templo e apresentou-a perante YAHU ULHÍM. Depois orou do seguinte modo: Ó YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, que te sentas sobre um trono que está muito acima dos anjos. Só tu és YAHU ULHÍM, superior a todos os reinos da terra. Tu criaste os shua-ólmaYa e a terra. Inclina-te, ó YAHU ULHÍM, e ouve; abre os teus olhos, o Criador Eterno, e vê. Escuta os desafios que este homem lança a YAHU ULHÍM vivo. YAHU ULHÍM, é realmente verdade que os reis da Assíria destruíram todas essas nações, e queimaram os seus ídolos. Mas é que não eram falsos criadores o estatuas
nenhuns; foram destruídos por que se tratava de meros objectos que foram
fabricados pelos homens com madeira e com pedra. Ó YAHU ULHÍM, nosso Criador
Eterno, imploramos-te que nos salves do seu poder; e então todos os soberanos
da terra saberão que só tu és YAHU ULHÍM.

 

YASHUAYAHU profetiza a queda de Senaqueribe

 

20-24YASHUAYAHU enviou esta mensagem a Kozoq-YAHU:  YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl manda dizer-te o seguinte: ‘Ouvi a tua oração! Esta é a resposta que
dou ao rei Senaqueribe: A virgem, filha de Tzayán não tem medo de ti! A filha
de YAHUSHUA-oléym ri-se francamente de ti. Tu viste bem a quem é que
desafiaste, e a quem é que insultaste? Dás-te bem conta para quem é que ousaste
levantar a vista com arrogância? Foi para o santo YAHU ULHÍM de Yashorúl!
Vanglorias-te, dizendo – Os meus carros de guerra conquistaram as mais
poderosas fortalezas; sim, nem os mais altos cimos do Lebanon são inexpugnáveis
para mim. Deitei abaixo cedros gigantes e ciprestes maravilhosos; o meu domínio
estende-se até às fronteiras mais longínquas. Refresquei-me, matei a sede nos
mais variados cursos de água de estranhas terras. Destrui a força do Egito com
a planta dos pés!

25-29No entanto, não soubeste discernir que era eu, YAHU ULHÍM,
que te levava a fazer essas realizações! Fui eu quem decretou que devias
conquistar todas essas fortalezas. Essa, a razão porque as nações que
conquistaste não tiveram poder para te resistir: antes se fizeram como erva do
campo, murchando debaixo de um sol ardente, como trigo que se queima antes de
ficar maduro. Sei tudo o que se passa contigo. Conheço os teus planos, e aquilo
que vais fazer de imediato. E estou inteirado, como é evidente, de tudo o que
disseste a meu respeito. Por causa da arrogância que mostraste contra mim, vou
pôr-te um gancho no nariz, um freio nos dentes e fazer-te dar meia volta no
caminho em que vais. Eis a prova em como farei o que prometo: Este ano o meu
povo comerá o trigo que nasceu por si mesmo; usá-lo-á para semente que produzirá
as searas do próximo ano; e no terceiro ano terão generosas colheitas.

30-31Ó meu povo YAHUDAH, os que escaparam dos estragos feitos pelo cerco, tornar-se-ão novamente uma grande nação; serão enraizados em profundidade no solo e darão
frutos para YAHU ULHÍM. Um resto do povo tornar-se-á poderoso, em YAHUSHUA-oléym. YAHU ULHÍM está ancioso por que isto aconteça.

32-34E as minhas ordens a respeito do rei da Assíria são que ele não entrará nesta cidade; não a atacará com flechas e escudos, não construirá uma rampa de acesso à sua muralha. Antes regressará pelo caminho por onde veio, pois que eu defenderei e salvarei esta cidade por causa do meu Shúam (Nome), e por causa do meu servo Dáoud.’

35Nessa mesma noite um anjo de YAHU UL matou 185.000 soldados das tropas assírias; viam-se corpos mortos por toda a parte, em toda a extensão daquela zona, pela manhã.

36-37Então o rei Senaqueribe regressou a Nineveh; e, numa altura em que estava a fazer adoração no templo do seu idolo Nisroque, seus filhos Adrameleque e Sarezer mataram-no, fugindo para a Turquia oriental – a terra de Ararat. O seu filho Esar-Hadom ascendeu ao trono.

 

2 MOLKHIM 20

 

A doença de Kozoq-YAHU

 

1Kozoq-YAHU adoeceu gravemente, ficando às portas da morte. O profeta YASHUAYAHU veio visitá-lo. Põe todos os teus assuntos em ordem, disse-lhe YASHUAYAHU, e prepara-te para morreres. YAHU ULHÍM manda dizer-te que não recobrarás a saúde.

2Kozoq-YAHU voltou-se para o lado da parede e orou assim a YAHU ULHÍM:

3Ó YAHU ULHÍM, lembra-te como sempre me esforcei por te obedecer e te agradar em tudo o que fiz. E rompeu em lágrimas.

4Antes que o profeta tivesse deixado o pátio do palácio, YAHU ULHÍM tornou a falar-lhe:

5-6Volta para trás, a ter com Kozoq-YAHU, o chefe do meu povo;
diz-lhe que YAHU ULHÍM o Criador Eterno do seu antepassado Dáoud ouviu a sua oração e viu as lágrimas que verteu. Curá-lo-ei; daqui a três dias levantar-se-á da cama e estará no Templo! Acrescentarei quinze anos à sua vida e salvarei esta cidade do rei da Assíria. Tudo isto será feito para glória do meu próprio nome e por amor do meu servo Dáoud.

7YASHUAYAHU deu instruções ao rei para cozer uns quantos figos secos e fazer uma pasta, espalhando-a sobre a ferida de que sofria. E ficou curado!

8Entretanto Kozoq-YAHU, o monarca, disse a YASHUAYAHU: Faz um milagre que me dê a prova em como foi YAHU ULHÍM que me curou, e que estarei com condições para ir ao Templo daqui a três dias.

9YASHUAYAHU respondeu: Está bem, YAHU ULHÍM vai dar-te uma prova. O que é que tu preferes, que a sombra do relógio de sol avance dez graus ou recue dez graus?

10A sombra avançar, isso é o seu movimento normal. Faz antes que ela recue.

11Então YASHUAYAHU pediu a YAHU ULHÍM que fizesse isso, e com efeito a sombra recuou dez graus no relógio de sol de Ahóz!

 

Os embaixadores da Babilónia

 

12-13Por esse tempo Marduk-Baladan (filho do rei Baldá da Babilónia) enviou embaixadores para felicitar e oferecer um presente a Kozoq-YAHU, pelo fato de se ter curado da sua doença. Kozoq-YAHU recebeu-os cordialmente, e mostrou-lhes todos os seus tesouros – o que tinham em prata, em ouro, em especiarias, em perfumes e em armamento – tudo.

14Então YASHUAYAHU foi ter com ele e perguntou-lhe: Que é que pretendiam esses indivíduos? Donde eram eles?Kozoq-YAHU respondeu: De longe, da Babilónia.

15Que foi que eles viram do teu palácio?, perguntou YASHUAYAHU.Viram tudo. Mostrei-lhes todos os meus tesouros.

16-18Ouve a palavra de YAHU UL: Há-de vir a altura em que tudo
neste palácio será transportado para Babilónia. Todos os tesouros dos teus antepassados serão levados – nada ficará aqui. Alguns dos teus próprios filhos serão cativos e feitos eunucos, para servirem no palácio do rei de Babilónia.

19Pois sim, respondeu Kozoq-YAHU, se for essa a vontade de YAHU UL, está bem. No entanto o que lhe estava realmente no pensamento era o seguinte: Pelo menos haverá paz e segurança no resto da minha vida!

20-21Os outros acontecimentos da história de Kozoq-YAHU e os seus feitos – incluindo o poço e a conduta que mandou construir para trazer água à cidade – estão consignadas nas Crônicas dos Reis de YAHUDAH. Quando faleceu, o trono foi ocupado pelo seu filho Menashé, que se tornou assim o novo rei.

 

2 MOLKHIM 21

 

Menashé é rei de YAHUDAH

 

1O novo rei de YAHUDAH foi Menashé. A sua idade ao iniciar o reinado era de 12 anos. Reinou durante 55 anos, em YAHUSHUA-oléym, sede do reino. A sua mãe chamava-se Hafzibá.

2Fez o que parecia mal aos olhos de YAHU UL, de acordo com tudo o que faziam as nações que YAHU ULHÍM tinha desterrado para dar lugar a Yashorúl.

3-7Tornou a levantar os altares no cimo das colinas que o seu pai Kozoq-YAHU mandara destruir. Edificou altares a Baal e mandou fazer o vergonhoso ídolo de Asera, à semelhança do que fizera Acabe, o rei de Yashorúl. Pôs por toda a parte altares a falsos criadores o estatuas pagãos – ao idolo do sol, à idolo da lua, aos falsos criadores o estatuas das ‘cocavím’ (est-elas); pô-los até no próprio Templo de YAHU UL – na própria cidade e no edifício que YAHU ULHÍM tinha escolhido para honrar o seu nome. Chegou ao ponto de sacrificar um dos seus próprios filhos como holocausto num altar de um ídolo. Praticou magia negra, adivinhação e consultou médiuns e bruxas. Por isso YAHU ULHÍM se irou grandemente, pois que Menashé foi um homem perverso perante YAHU ULHÍM. Pôs até um ídolo a Asera no Templo, o lugar acerca do qual YAHU ULHÍM falara a Dáoud e a Shua-ólmoh dizendo: Colocarei para sempre o meu Shúam (Nome) neste Templo, e em YAHUSHUA-oléym – a cidade que eu escolhi de entre todas as outras das tribos de Yashorúl.

8Se o povo de Yashorúl simplesmente cumprir os meus mandamentos dados por intermédio de Mehushúa, nunca mais os expulsarei desta terra que dei aos seus pais.

9Mas o povo não quis prestar ouvidos a YAHU ULHÍM, e Menashé permitiu que eles se endurecessem e fizessem ainda pior do que as próprias nações vizinhas, apesar de YAHU ULHÍM as ter destruído justamente por causa das suas práticas perversas, e desse a terra ao povo de Yashorúl.

10Então YAHU ULHÍM declarou pelos profetas:


11-15Visto que o rei Menashé fez todas estas coisas horrendas e se tornou pior até do que os amorreus, que aqui habitaram muito tempo, e visto que ele levou o povo de YAHUDAH à idolatria, trarei sobre YAHUSHUA-oléym e sobre YAHUDAH tais calamidades que hão-de fazer estremecer os ouvidos dos que as ouvirem contar. Farei com que os reis de Yashorúl conquistem YAHUSHUA-oléym, a qual será assolada à semelhança de alguém que lava um prato muito bem de todos os restos e o vira para ficar a secar. Até aqueles que ficarem de resto, de entre o meu povo, também esses os rejeitarei e os entregarei aos seus inimigos. Pois que fizeram grandes pecados e suscitaram a minha ira, mesmo desde que tirei os seus antepassados do Egito.

16Para além de ter conduzido o povo à prática da idolatria, a qual YAHU ULHÍM odiava, Menashé assassinou um grande número de pessoas inocentes entre o povo. YAHUSHUA-oléym ficou repleta, duma ponta à outra, dos corpos das suas vítimas.

17-18O resto da história de Menashé está relatado nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Quando morreu foi enterrado no jardim do palácio de Uzá. Seu filho Amom ocupou o trono em seu lugar.

 

Amom é rei de YAHUDAH

 

19-24O novo rei de YAHUDAH foi Amom. A suaidade ao iniciar o reinado era de 22 anos. Duração do seu reinado: 2 anos, na capital em YAHUSHUA-oléym. A sua mãe chamava-se Mesulemete, e era filha de Haruz, de Yotba. Foi um mau rei. Fez o que parecia mal aos olhos de YAHU UL, tal como fez seu pai Menashé. Imitou-o em tudo: prestou culto aos mesmos ídolos, adorou-os. Voltou as costas a YAHU ULHÍM o Criador Eterno dos seus pais. Rejeitou a sua palavra. No entanto os seus colaboradores conspiraram
contra ele e mataram-no no seu palácio. Mas uma movimentação do povo conseguiu matar os regicidas e colocaram sobre o trono o herdeiro legítimo, Yasa-YAHU, filho de Amom.

25O resto dos acontecimentos da vida deste rei está escrito nas
Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Foi enterrado numa sepultura no jardim de Uzá. O seu filho Yasa-YAHU reinou em seu lugar.

 

2 MOLKHIM 22

 

O livro da lei é encontrado

 

1O novo rei de YAHUDAH foi Yasa-YAHU. Começou a reinar com a idade de 8 anos. Reinou durante 31 anos em YAHUSHUA-oléym. A sua mãe chamava-se Yedida; era filha de Adaías, de Bozcate.

2Fez o que era reto aos olhos de YAHU UL. Andou nos caminhos de Dáoud, seu pai; não se afastou deles nunca, obedecendo integralmente à palavra de YAHU UL.

3-6No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Yasa-YAHU mandou Safã, seu secretário (filho de Azalia e neto de Mesulão) até ao Templo com as seguintes instruções para Hilki-YAHU, o sumo intermediário: Recolhe o dinheiro que é dado aos intermediários à porta do Templo, quando o povo entra para o culto. Entrega-o ao encarregado de obras do Templo para que contrate pedreiros e carpinteiros
que façam as devidas reparações no edifício e para que comprem o material necessário.

7Não se pedia contas do dinheiro entregue aos encarregados das
obras, porque eram pessoas que atuavam com a máxima honestidade.

8-13Um dia Hilki-YAHU o sumo intermediário foi ter com Safã o secretário real exclamando: Descobri um livro no Templo que tem escritas às leis de YAHU ULHÍM!E deu o livro a ler a Safã. Quando este foi em audiência ao rei apresentar o relatório do andamento das obras de reparação do Templo, fez também menção do livro que Hilki-YAHU tinha achado, e leu nele diante do rei. Ao ouvir aquelas palavras escritas, o monarca rasgou a roupa que tinha vestida, em sinal de profunda consternação. Mandou então a Hilki-YAHU o intermediário, a Safã, a Asaia (assistente do rei), a Aicão (filho de Safã) e a Acbor (filho de MICHA-YAHU) que perguntassem a YAHU ULHÍM: Que devemos nós fazer? Porque não obedecemos às instruções deste livro: deves estar tremendamente irado contra nós, pois que nem nós nem os nossos antepassados seguimos os teus mandamentos.

14-20Então Hilki-YAHU, mais os homens referidos, foram ter com Hulda, a profetisa, ao bairro de Misné, em YAHUSHUA-oléym. (Esta profetisa era mulher de Salum – o filho de Ticva e neto de Harás – que tinha o encargo do guardaroupa real.) Ela deu-lhes pois esta mensagem da parte de YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl: Diz ao homem que te mandou ter comigo que vou destruir esta cidade e a sua
população, tal como está escrito no livro que leste. Pois que o povo de YAHUDAH me abandonou, adorou outros falsos criadores o estatuas e levantou a minha ira intensa de tal maneira que não poderá ser sustida. Mas, devido ao fato de que te consternaste e te humilhaste perante YAHU ULHÍM, quando leste o livro e os seus avisos de que esta terra haveria de ser amaldiçoada e se tornaria desolada, e visto que rasgaste a tua roupa, chorando perante mim de tristeza, darei ouvidos aos teus rogos. A morte desta nação não ocorrerá antes de morreres – não verás o mal que prometo trazer sobre este lugar. Foi esta a mensagem que levaram ao rei.

 

2 MOLKHIM 23

 

Yasa-YAHU renova a aliança com YAHU ULHÍM

 

1-2O rei mandou chamar os anciãos de YAHUDAH e de YAHUSHUA-oléym para irem ao Templo com ele. Todos os intermediários e os profetas, mais o povo, tanto os mais pequenos como os mais importantes, de YAHUSHUA-oléym, como de YAHUDAH, se reuniram no Templo para que o rei lhes lesse todo o livro dos mandamentos de YAHU ULHÍM que tinha sido descoberto no Templo.

3Ele ficou de pé, ao lado da coluna que está diante do povo, e, tanto ele como o povo fizeram uma promessa solene a YAHU ULHÍM em como obedeceriam à sua palavra, guardariam os seus mandamentos, andariam com YAHU ULHÍM com todo o coração e com toda a alma.

4-7O monarca deu instruções a Hilki-YAHU, o sumo intermediário, e ao resto dos intermediários e guardas do Templo para destruírem todo o mobiliário e material que serviu para o culto prestado a Baal, a Asera, ao sol, à lua e às ‘cocavím’ (est-elas). O rei queimou aquilo tudo nos terrenos do vale de Kidron, fora de YAHUSHUA-oléym, e levou as cinzas a Bohay-Úl. Também matou os intermediários do culto idólatra, que tinham sido nomeados para tal pelos reis antecessores de YAHUDAH, pois que tinham queimado incenso nos nichos sobre as colinas, em toda a terra de YAHUDAH e mesmo em YAHUSHUA-oléym. Também esses tinham oferecido incenso a Baal e ao sol, à lua, às ‘cocavím’ (est-elas) e planetas. Também pôs fora da casa de YAHU UL o ídolo blasfemo de Asera, e levou-o para YAHUSHUA-oléym, para o ribeiro de Kidron; queimou-o ali e desfê-lo em pó, lançando as cinzas nos túmulos do povo comum. Mandou derrubar as casas dos homens prostitutos à volta do Templo, e onde as mulheres faziam roupa em honra do ídolo Asera.

8-9Tornou a mandar vir para YAHUSHUA-oléym os intermediários de YAHU UL, que viviam noutras cidades de YAHUDAH e deitou abaixo todos os nichos sobre as colinas, onde se queimava incenso aos ídolos, mesmo os que estavam muito distantes, como em Gebe e em Beer-Shéva. Destruiu igualmente os nichos à entrada do palácio de YAHUSHUA, o antigo governador da cidade de YAHUSHUA-oléym, à esquerda de quem entra pela porta da cidade. Contudo os intermediários desses altares nunca serviram no altar de YAHU UL em YAHUSHUA-oléym, ainda que comessem com os outros intermediários de YAHU UL.

10-12Também deitou abaixo o altar erigido a Tofete no vale dos Filhos de Hinom, de forma a que mais ninguém, nunca mais, pudesse ali queimar em holocausto o seu filho ou filha como sacrifício oferecido a Moloque. Mandou destruir igualmente as estátuas de cavalos e carros localizados perto da entrada do Templo, nas proximidades da residência de Naokhán-Meleque, o eunuco. Essas figuras tinham sido dedicadas, por anteriores reis de YAHUDAH, ao idolo do sol. Fez o mesmo com os altares que os reis de YAHUDAH tinha feito erguer nos terraços do apartamento de Ahóz; e ainda com os altares que Menashé levantara nos pátios do Templo – esmagou-os, fazendo-os em estilhaços, que depois lançou no vale de Kidron.

13-15Seguidamente tirou os nichos sobre as colinas a oriente de YAHUSHUA-oléym e a sul do monte da Destruição. (Shua-ólmoh tinha feito erguer esses nichos a Astarote, a abominável idolo dos sidónios, e a Quemós, o idolo execrável de Moabe e também a Milcom, o idolo abominável dos amonitas.) Fez desaparecer os obeliscos e os vergonhosos ídolos de Asera; tornou esses terrenos imundos,
espalhando neles ossos de cadáveres. Fez o mesmo com o altar e os nichos de Bohay-Úl, que Yaro-éboamI mandara fazer e que conduziram Yashorúl a pecar dessa maneira. Fez essas pedras em pó e queimou o repugnante ídolo de Asera.

16Enquanto ia observando a situação no território, Yasa-YAHU reparou em vários túmulos perto da montanha. Deu ordens aos seus homens que tirassem dali os ossos e que os queimassem sobre o altar de Bohay-Úl, para o tornar impuro, tal como o profeta de YAHU UL tinha declarado que haveria de acontecer ao altar de Yaro-éboam.


17Que monumento é aquele ali?, perguntou ele gente da cidade respondeu-lhe: É o túmulo do profeta que veio de YAHUDAH e proclamou que havia de acontecer aquilo que tu acabaste justamente de fazer aqui, no altar de Bohay-Úl!

18Não mexam então nessa sepultura; deixem-na estar assim. Deixaram pois os ossos como estavam, mais os ossos dos profetas que vieram de Shuamor-YAHU.

19-20Yasa-YAHU demoluiu ainda os nichos das colinas de Shuamor-YAHU. Tinham sido erguidos por vários reis de Yashorúl e suscitado grandemente a ira de YAHU UL. Desfê-los em pó, tal como fizeram com o altar em Bohay-Úl. Mandou que os intermediários idólatras dos altares sobre as colinas fossem executados sobre os próprios nichos e queimou ossos humanos sobre eles para os tornar impuros. Finalmente regressou a YAHUSHUA-oléym.

21-23O monarca deu ordens para que fosse observada pelo povo a PósqaYa, com as suas celebração: De acordo com o que estava escrito pelo YAHU ULHÍM vosso Criador Eterno no Livro da Aliança, disse-lhes ele. Não tinha havido comemoração da PósqaYa semelhante a essa desde os dias dos juízes de Yashorúl, e nunca mais houve outra assim em todos os anos dos reis de Yashorúl e de YAHUDAH. Esta PósqaYa teve lugar no décimo oitavo ano do reinado de Yasa-YAHU, e foi celebrada em YAHUSHUA-oléym.

24-25Yasa-YAHU também mandou exterminar os médiuns, feiticeiros e toda a espécie de culto espírita, idólatra, tanto em YAHUSHUA-oléym como em toda a terra. Porque Yasa-YAHU estava decidido a cumprir com as palavras e mandamentos escritos no livro que o intermediário Hilki-YAHU encontrara no Templo. Não houve outro rei assim tão completamente convertido a YAHU ULHÍM e cumpridor das leis dadas por Mehushúa; nenhum outro rei depois dele foi tão rectamente obediente.

26-27Contudo, YAHU ULHÍM não afastou por isso a sua grande ira contra YAHUDAH, devido aos graves pecados do rei Menashé. Porque YAHU ULHÍM dissera: Destruirei YAHUDAH, tal como o fiz com Yashorúl; rejeitarei a minha cidade escolhida de YAHUSHUA-oléym, e o Templo, que disse que seriam meus.

28O resto da biografia de Yasa-YAHU está escrito nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH.

29-30Nesses dias o rei Neco do Egito atacou o rei da Assíria, junto ao
rio Eufrates, e o rei Yasa-YAHU foi dar-lhe apoio. Mas Neco matou Yasa-YAHU em Megido, logo que ele ali chegou. Os seus chefes militares trouxeram o corpo para YAHUSHUA-oléym e sepultaram-no na sepultura que ele escolhera. O seu filho YAHU-ahoz foi tomado pelo povo para ser o novo rei.

 

YAHU-ahoz é rei de YAHUDAH

 

31O novo rei de YAHUDAH foi YAHU-ahoz. Quando começou a reinar tinha 23 anos. O seu reinado durou 3 meses, em YAHUSHUA-oléym. A sua mãe chamava-se Hamutal; era filha de YARMIYAHU, de Libna.

32Foi um mau rei que fez o que parecia mal aos olhos de YAHU UL, à semelhança de tudo o que tinham feito de mal os seus antecessores.

33-35Faraóh-Neco mandou-o prender em Ribla, na terra de Hamate, para impedir que reinasse, e levantou uma taxa contra YAHUDAH no valor total de três mil quilos de prata e trinta de ouro. O soberano egípcio escolheu Uliakim, um outro filho de Yasa-YAHU, para reinar em YAHUSHUA-oléym, mudando-lhe o nome para YAHU-ahim. Levou depois o rei YAHU-ahoz para Egito, onde morreu. YAHU-ahim levantou um imposto sobre o povo para obter o dinheiro que o Faraóh exigia.

 

YAHU-ahim é rei de YAHUDAH

 

36O novo rei de YAHUDAH foi YAHU-ahim. Tinha 25 anos quando começou a reinar. Durou 11 anos o seu reinado em YAHUSHUA-oléym.
O nome de sua mãe era Zebida; era filha de Peda-YAHU, de Ruma.

37Foi um mau rei; fez como outros reis anteriores o que era mal perante YAHU ULHÍM.

 

2 MOLKHIM 24

1Durante o reinado do rei YAHU-ahim, Nebuchadnezar, rei da Babilónia, atacou YAHUSHUA-oléym. YAHU-ahim rendeu-se e teve de pagar-lhe um tributo durante três anos; depois, rebelou-se.

2 YAHU ULHÍM enviou bandos de caldeus, de sírios, de moabitas e de amonitas contra YAHUDAH, a fim de destruir a nação, tal como YAHU ULHÍM tinha avisado que aconteceria, pela boca dos seus profetas.

3Não havia dúvida de que estes ataques cairam sobre YAHUDAH mandados pelo YAHU ULHÍM, o qual decidira castigar duramente YAHUDAH, varrê-lo para longe da sua vista, devido aos muitos pecados de Menashé,

4pois tinha enchido YAHUSHUA-oléym com sangue; por isso YAHU ULHÍM não lhe perdoou.


5-7O resto dos acontecimentos da vida de YAHU-ahim estão relatados nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Quando morreu, o seu filho Yacan-YAHU ascendeu o trono. O faraó egípcio nunca mais saiu da sua terra, porque o rei da Babilónia ocupou toda a região dominada pelo Egito – toda a terra de YAHUDAH desde o ribeiro do Egito até ao rio Eufrates.

 

Yacan-YAHU é rei de YAHUDAH

 

8-9O novo rei de YAHUDAH foi Yacan-YAHU. Tinha 18 anos quando começou a reinar. Reinou durante três meses, em YAHUSHUA-oléym. A sua mãe chamava-se Neusta, e era filha de Ulnaokhán, de YAHUSHUA-oléym.


10-12Durante o seu reinado os exércitos do rei da Babilónia cercaram a cidade de YAHUSHUA-oléym. O próprio Nebuchadnezar chegou a YAHUSHUA-oléym durante o cerco, e o rei Yacan-YAHU, com todo o seu estado maior e os responsáveis pela administração do reino, mais a rainha mãe, tiveram de se render. Yacan-YAHU foi feito prisioneiro e mandado para Babilónia, durante o oitavo ano do reinado de Nebuchadnezar.

13-14Os babilónios levaram todos os tesouros do Templo e do
palácio real. Quebraram os vasos de ouro que o rei Shua-ólmoh de Yashorúl tinha colocado no Templo por indicação de YAHU UL. O rei Nebuchadnezar levou dez mil cativos de YAHUSHUA-oléym, incluindo as altas individualidades, a tropa de elite, os comerciantes e artesãos. Apenas os mais pobres de entre o povo e os que não tinham profissão determinada foram deixados na terra.


15-17Nebuchadnezar levou pois o rei Yacan-YAHU, mais as suas mulheres e os chefes da administração pública, mais a rainha mãe, para Babilónia. Também transportou sete mil dos melhores soldados do exército e mil carpinteiros e ferreiros, todos gente capaz e forte para a guerra. O rei de Babilónia nomeou rei o tio de Yacan-YAHU chamado Manaim-YAHU, mudando o seu nome para Tzaodoq-YAHU.

 

Tzaodoq-YAHU é rei de YAHUDAH

 

18-20 O novo rei de YAHUDAH foi Tzaodoq-YAHU. Tornou-se rei aos 21 anos. Duração do seu reinado: 11 anos, em YAHUSHUA-oléym. O nome da sua mãe era: Hamutal; era filha de YARMIYAHU, de Libna. Fez o que era mal perante YAHU ULHÍM, conforme os actos anteriormente praticados por YAHU-ahim. Por essa razão YAHU ULHÍM, na sua ira contra o pecado, destruiu o povo de YAHUSHUA-oléym e de YAHUDAH e os lançou para longe. Aconteceu também que Tzaodoq-YAHU se revoltou contra o rei de Babilónia.

 

2 MOLKHIM 25

 

A queda de YAHUSHUA-oléym

Datas sob Revisão da Origem!

 

1-2O rei Nebuchadnezar de Babilónia mobilizou todo o seu exército e pôs cerco a YAHUSHUA-oléym, chegando ali no dia 15 de yaneiro do nono ano do reinado de Tzaodoq-YAHU, rei de YAHUDAH. O cerco manteve-se até ao décimo primeiro ano do seu reinado.

3-7A 18 de Julho tinham-se esgotado completamente os mantimentos e a fome torturava a cidade. Nessa noite, o rei e os seus cabos de guerra fizeram um buraco na muralha da cidade e conseguiram depois escapar-se em direção da campina de Arabá, através da porta que ficava entre a dupla muralha, perto do jardim do rei. As tropas babilônicas que rodeavam a cidade puseram-se em sua perseguição e capturaram-no das campinas de Yáricho; os seus homens conseguiram, no entanto, escapar todos. Foi feito prisioneiro em Ribla, onde o interrogaram e o sentenciaram perante o rei de Babilónia. Os seus filhos foram degolados na sua presença; depois vazaram-lhe os olhos e foi preso com cadeias e levado para Babilónia.

8-12O general Nebuzaradão, chefe da guarda real, chegou a YAHUSHUA-oléym, vindo de Babilónia, a 14 de Agosto do décimo nono ano do reinado de Nebuchadnezar. Mandou incendiar o Templo, o palácio e todas as outras casas que tinham algum valor. Conduziu depois os trabalhos de derrube das muralhas da cidade. A população da cidade e os YAHÚ-dim desertores, que tinham declarado a sua fidelidade ao rei de Babilónia, foram todos levados para esta cidade. Aos mais
pobre deixaram-nos para irem cultivando a terra.

13-17Os babilónios deitaram abaixo os pilares de bronze do Templo, o tanque também de bronze com as suas bases e levaram esse bronze todo para Babilónia. Também pegaram em todos os recipientes, talheres, tenazes, pás, perfumadores e outros instrumentos em bronze usados nos sacrifícios e levaram-nos. As bacias de ouro e de prata com tudo o que havia mais de ouro e de prata foi fundido. Era impossível fazer uma estimativa do peso das duas colunas e do grande tanque com a suas bases – tudo isso feito para o Templo pelo rei Shua-ólmoh – pois que eram extremamente pesados. Cada um dos pilares media nove metros de altura, com uma intrincada rede em bronze de romãs decorativas nos capitéis de metro e meio, no alto dos pilares.

18-21O general levou Shear-YAHU, o sumo intermediário, com o seu
assistente ZAFNAYAHU e os três guardas do Templo como cativos. Um comandante do exército de YAHUDAH, o chefe dos serviços de recrutamento do exército, cinco dos conselheiros do rei e sessenta fazendeiros, todos eles descobertos em esconderijos na cidade, foram levados pelo general Nebuzaradão ao rei da Babilônia, em Ribla, onde foram executados à espada. Assim YAHUDAH foi exilado da sua terra.

22-23O rei Nebuchadnezar nomeou Gaoldul-YAHU (filho de Aicão e
neto de Safã) como governador da terra e sobre o povo que foi permitido lá ficar. Quando as forças de guerrilha Yashorulíta souberam que o rei de
Babilónia tinha nomeado Gaoldul-YAHU como governador, alguns chefes que viviam no anonimato, mais os seus homens, juntaram-se a ele em Mizpá. Neste número estava Ishmaúl, filho de Naokhányah; Yoanã, filho de Careá; Shear-YAHU, filho de Tanumete o netofatita; e Yazányah, filho de Maacatita, com os seus homens.


24-26Gaoldul-YAHU prometeu que se eles depusessem as armas e se submetessem aos babilónios, os deixariam viver na terra e não seriam exilados. Mas sete meses mais tarde Ishmaúl, que era membro da família real, foi a Mizpá com dez homens e matou Gaoldul-YAHU, mais os seus conselheiros, tanto os que eram YAHÚ-dim como os que tinham a nacionalidade babilónica. Então todos os homens de YAHUDAH
e os chefes da guerrilha fugiram em pânico para o Egito, porque estavam com receio das represálias que o rei da Babilónia viesse a exercer sobre eles.

 

Yacan-YAHU é libertado

 

27O rei Yacan-YAHU foi libertado da prisão no dia vinte e sete do último mês do trigésimo sétimo ano do seu cativeiro. Isto ocorreu durante o primeiro ano do reinado do rei Evil-Marduk de Babilónia.


28-30Este soberano tratou Yacan-YAHU com bondade e deu-lhe um tratamento
preferencial, acima dos outros reis cativos com ele em Babilónia. Deram a Yacan-YAHU
roupa condigna, que substituisse aquela que trazia habitualmente na prisão, e
todo o resto da sua vida passou a comer regularmente com o rei, à mesa. O rei
também lhe deu um subsídio de manutenção para o resto da vida.

 

 

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