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1 Molkhim (1 Reis)

1 MOLKHIM 1 (Reis)

 

Adoni-YAHU pretende ser rei

1Sendo o rei Dáoud já muito idoso, tinha enorme dificuldade em se aquecer. Mas, por mais mantas com que o cobrissem, tinha sempre frio.

2O remédio para isso, disseram-lhe os criados, é procurar-se
uma jovem virgem que cuide do rei e se reclina nos seus braços, mantendo-o
assim quente.

3-4Então buscaram em todo o país uma jovem que fosse formosa;
selecionaram Abisague, sunamita. Trouxeram-na para junto do rei; ela cuidava
dele, mas não tiveram relações sexuais.

5-8Por essa altura, o príncipe Adoni-YAHU, cuja mãe era Hagite, decidiu por si próprio ocupar o trono, em lugar do seu pai. Reuniu carros, cavaleiros, e recrutou cinquenta homens a pé. Ele era uma pessoa que o pai nunca tinha sabido disciplinar; nunca fora contrariado nem repreendido. Era um indivíduo extremamente bem parecido. Abshalóm fora seu irmão mais velho. Procurou, igualmente, ganhar a confiança do general Ya-ab e de AbYater, o intermediário, os quais concordaram em colaborar nos seus intentos. Mas houve alguns que permaneceram fiéis ao rei Dáoud e que recusaram apoiar Adoni-YAHU, como foi o caso dos intermediários Tzaodóq e Bina-YAHU, o profeta Naokhán, e ainda Simei, Reé e outras altas patentes do exército do monarca.

9-10Adoni-YAHU foi até En-Rogel e lá sacrificou ovelhas, vacas e bodes cevados, junto à pedra de Zolete. Então convidou todos os irmãos – os outros filhos do rei Dáoud – assim como figuras de relevo de YAHUDAH, pertencentes à casa real, pedindo-lhes que assistissem à sua coroação. Não convidou contudo nem o profeta Naokhán, nem Bina-YAHU, nem os chefes do exército que tinham permanecido leais, nem o seu irmão Shua-ólmoh.

11-13Naokhán, o profeta, foi ter com Bathsheba, mãe de Shua-ólmoh, e perguntou-lhe: Estás a dar-te conta do que anda a suceder? Adoni-YAHU, o filho de Hagite, vai tornar-se rei sem que Dáoud, o nosso chefe, saiba sequer! Se queres conservar a tua vida e a do teu filho Shua-ólmoh, faz exatamente o que te vou dizer: Vai já ter com Dáoud e põe-lhe esta questão, ‘Meu chefe, não me prometeste tu que o meu filho Shua-ólmoh te sucederia no trono? Por que razão está então Adoni-YAHU a reinar?’

14Enquanto estiveres a falar, chegarei eu e confirmarei o que tiveres dito.

15-16Bathsheba assim fez e entrou nos aposentos do rei. Este estava mesmo muito velho e Abisague tratava dele. Bathsheba inclinou-se perante ele. Que pretendes?,
perguntou-lhe o soberano.

17-21Meu chefe, tu prometeste-me, na presença de YAHU UL teu o Criador Eterno, que o meu filho Shua-ólmoh seria rei a seguir a ti, e que se sentaria no trono. No entanto, é Adoni-YAHU que está a ser o rei, e nem sequer estás informado disso. Até já celebrou a sua coroação, sacrificando vacas, bodes engordados e muitas ovelhas; convidou também todos os seus irmãos, mais o intermediário AbYater e o general Ya-ab, com a excepção contudo de Shua-ólmoh. Agora, todo Yashorúl está à espera da tua decisão, quanto a saber se Adoni-YAHU é mesmo aquele que escolheste para te suceder. Se não fizeres qualquer coisa, o meu filho Shua-ólmoh e eu própria seremos presos e executados como qualquer criminoso, logo que venhas a falecer.

22-23Enquanto ela falava, os criados do rei vieram dizer-lhe: Está ali o profeta Naokhán que te quer falar atã entrou e fez uma profunda vénia na frente do soberano,
perguntando-lhe:

24-27Meu chefe, designaste Adoni-YAHU para ser rei em teu lugar? É ele o príncipe que designaste para se sentar no teu trono? Hoje mesmo celebrou ele a sua coroação, sacrificando vacas, bodes gordos e um sem número de ovelhas, convidando para além disso o general Ya-ab e o intermediário AbYater
a assistir a essas celebrações. Lá estão eles a festejar, a beber e a gritar – ‘Viva o rei Adoni-YAHU!’ É bom saberes contudo que nem Tzaodóq o intermediário, nem Bina-YAHU, nem Shua-ólmoh, nem eu próprio fomos convidados. Terá isto sido feito com o teu conhecimento? Tu ainda não disseste uma palavra quanto a qual dos teus filhos escolheste para te suceder no trono.

 

Shua-ólmoh é proclamado rei

 

28-30Tornem a chamar Bathsheba, disse Dáoud. Ela tornou a entrar nos aposentos e ali ficou na frente do monarca. Este prometeu-lhe: Tão certo como é estar vivo YAHU ULHÍM que me salvou de todos os perigos, assim eu decreto que o teu filho Shua-ólmoh será o rei que me sucederá no trono, tal como o tinha garantido antes, na presença de YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl.

31Bathsheba tornou a curvar-se perante ele e exclamou:
Estou-te muito grata, chefe. Que o rei, meu chefe, viva para sempre!

32-35Agora chamem o intermediário Tzaodóq, ordenou o rei, mais Bina-YAHU. Que o profeta Naokhán torne a vir cá igualmente. Quando eles chegaram, disse-lhes: Levem Shua-ólmoh mais a minha guarda real a Giom. Shua-ólmoh devera ir montado no meu cavalo pessoal. Ali, Tzaodóq o intermediário e Naokhán o profeta deverão ungi-lo rei sobre Yashorúl. Tocarão a trombeta e gritarão – ‘Viva o rei
Shua-ólmoh!’ Quando regressarem com ele aqui, devera sentar-se no meu trono,
como novo rei; porque foi ele quem eu ungi rei de Yashorúl e de YAHUDAH.


36-37Que assim seja! Louvado seja YAHU ULHÍM!, respondeu Bina-YAHU; e
acrescentou: Que YAHU ULHÍM seja com Shua-ólmoh, como foi contigo, e que o seu
reinado seja ainda maior que o teu!

38-39O intermediário Tzaodóq, o profeta Naokhán, Bina-YAHU e o contingente da guarda pessoal do rei levaram então Shua-ólmoh a Giom, montado no cavalo do soberano. Ali, Tzaodóq pegou num recipiente contendo o óleo sagrado do tabernáculo e derramou-o sobre Shua-ólmoh. As trombetas tocaram e todo o povo gritou: Viva o rei Shua-ólmoh!


40-41Seguidamente regressaram todos a YAHUSHUA-oléym, desfilando no meio de
muita alegria e de muita música, tendo isso durado o dia inteiro. Adoni-YAHU e
os seus hóspedes começaram a ouvir toda aquela euforia e aquele baraulho, na
altura em que finalizavam o banquete. Que é que se está a passar?, perguntou Ya-ab. Que alvoroço todo é este?

42Estava ele ainda a pronunciar estas palavras quando aparece, de rompante, Yanaokhán, o filho do intermediário AbYater. Podes entrar, disse-lhe Adoni-YAHU, porque és um homem bom. Deves ter boas notícias a dar.

43O rei Dáoud constituíu Shua-ólmoh sobre o trono!, exclamou Yanaokhán.


44-45O monarca enviou-o a Giom na companhia de Tzaodóq, o intermediário, do
profeta Naokhán e de Bina-YAHU, protegido pela guarda real. Ia montado no
próprio cavalo do rei. Tzaodóq e Naokhán ungiram-no como novo rei! Neste
momento já regressaram, e toda a cidade está em celebração, celebrando o
acontecimento. Por isso é que se ouve este barulho.

46-47Shua-ólmoh está já sentado no trono e o povo felicita o rei Dáoud dizendo: ‘Que YAHU ULHÍM te abençoe ainda mais através de Shua-ólmoh do que te abençoou pessoalmente! Que YAHU ULHÍM torne o reinado de Shua-ólmoh ainda maior do que o teu!’ O rei está deitado, nos seus aposentos, e aí recebe as felicitações das pessoas, dizendo também:

48’Bendito seja YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, que escolheu
um dos meus filhos para se sentar sobre o meu trono, mantendo-me em vida ainda
para ver isso’.

49-52Então Adoni-YAHU e os seus hóspedes deixaram logo o banquete e fugiram com medo – receavam pela segurança das suas vida. Adoni-YAHU correu para o tabernáculo e pegou nas pontas do altar sagrado. Quando chegou aos ouvidos de Shua-ólmoh que Adoni-YAHU estava no tabernáculo pedindo clemência, respondeu: Se se conduzir rectamente, não tem nada a temer; caso contrário morrerá.

53O rei Shua-ólmoh mandou-o vir à sua presença, e fizeram-no descer do altar. Ele veio e prostou-se perante o soberano, que apenas lhe disse: Vai para casa.

 

1 MOLKHIM 2

 

Dáoud aconselha Shua-ólmoh

 

1O rei Dáoud aproximava-se do fim dos seus dias. Sentindo isso, deu a Shua-ólmoh as seguintes recomendações:

2-4Em breve irei para onde toda a gente da terra acaba por ir. Espero que sejas um homem forte e ativo. Obedece às leis de YAHU ULHÍM e segue os seus caminhos; guarda cada um dos seus mandamentos escritos na lei de Mehushúa, para que prosperes em tudo o que fizeres e para onde quer que vás. Se assim fizeres, YAHU ULHÍM cumprirá a promessa que me deu, de que, se os meus filhos e os seus descendentes forem esclarecidos na forma de se conduzirem e se mantiverem fiéis
a YAHU ULHÍM, haverá sempre um deles que reine em Yashorúl – a minha dinastia
não terá fim.

5-9Portanto ouve as minhas instruções. Sabes que Ya-ab assassinou
os meus dois generais, Abner e Amosa. Alegou para isso que se tratou de um acto
de guerra, mas o certo é que foi feito em tempo de paz. És um homem sensato e
saberás o que hás-de fazer – não o deixes morrer em paz. Mas sê bom com os
filhos de Barzilai, de Gaúliod. Que sejam hóspedes permanentes da casa real,
pois cuidaram de mim quando tive de fugir do teu irmão Abshalóm. Lembras-te
certamente de Simei, o filho de Gera, benjamita de Baurim. Lançou-me tremendas
maldições quando eu ia andando para Maanaim; mas posteriormente, quando desceu ter comigo ao rio Yardayán, prometi-lhe que não o mataria. No entanto essa
promessa não te compromete a ti. És suficientemente sábio para não o deixares
morrer sem castigo.

10-12Dáoud faleceu e foi sepultado em YAHUSHUA-oléym. Reinou sobre Yashorúl durante quarenta anos, sete dos quais em Hebron e trinta e três em YAHUSHUA-oléym. Shua-ólmoh tornou-se o novo rei, substituindo o pai, e o seu reinado foi próspero.

 

O trono de Shua-ólmoh é estabelecido

 

13-14Um desses dias, Adoni-YAHU, o filho de Hagite, veio falar a Bathsheba, mãe de Shua-ólmoh. Vens com intenções pacíficas?, perguntou-lhe ela.Sim, as minhas intenções são de paz. Tenho um favor a pedir-te.Diz então.

15-16Adoni-YAHU respondeu: Sabes bem que o reino estava para ser meu, e tudo me corria favoravelmente; toda a gente esperava que eu sucedesse ao meu pai. Mas as coisas alteraram-se, e o trono acabou por ser do meu irmão, porque era assim que YAHU ULHÍM tinha planeado. Mas agora queria fazer-te um pedido e peço-te que não mo recuses.O que é?, perguntou Bathsheba.


17Fala ao rei Shua-ólmoh a meu favor – pois sei que não recusa nada do que lhe
pedires – e pede-lhe que me dê Abisague, a sunamita, como a minha mulher.

18 Ela respondeu: Está bem; pedir-lhe-ei isso.

19Efetivamente ela foi ter com o rei para lhe apresentar esse pedido. Quando se apresentou, o monarca levantou-se do trono e inclinou-se perante ela. Ordenou em seguida que fosse colocado outro trono ao lado do seu para a sua mãe. Ela sentou-se assim ao seu lado direito.


20Tenho um pequeno pedido a apresentar-te. Espero que não me digas não, disse
ela alomão disse: De que é que se trata, minha mãe? Sabes que não to recusarei.

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21Deixa que teu irmão Adoni-YAHU case com Abisague.

22Mas tu sabes o que estás a pedir-me? Se lhe der Abisague, dar-lhe-ia o reino também, porque ele é meu irmão mais velho! Tanto ele, como AbYater o intermediário, mais o general Ya-ab, tomariam conta do poder!

23-24O rei Shua-ólmoh fez então uma jura solene: Que YAHU ULHÍM me mate a mim se Adoni-YAHU não morrer hoje mesmo, por essa conspiração contra a minha pessoa! Juro-o pelo YAHU ULHÍM vivo, que me deu o trono de meu pai Dáoud, e também este reino que me tinha prometido.

25Então rei Shua-ólmoh mandou Bina-YAHU que o matasse; este executou-o com uma espada.

26O soberano disse ao intermediário AbYater: Regressa à tua terra, a Anatote, e vai para casa porque deverias também morrer, mas não o quero fazer por agora, devido a teres transportado a arca de YAHU UL durante o reinado do meu pai, e a teres sofrido ao lado dele nas suas angústias.

27Assim foi que Shua-ólmoh forçou AbYater a ceder a sua posição de intermediário de YAHU UL, cumprindo-se o decreto de YAHU ULHÍM, em Sheló, respeitante aos descendentes de Uli.

28Quando Ya-ab soube da notícia da morte de Adoni-YAHU (Ya-ab tinha apoiado a revolta de Adoni-YAHU, ainda que não a de Abshalóm) foi a correr para o Templo, o tabernáculo de YAHU UL, e pegou nas pontas do altar.

29-30Shua-ólmoh, tendo conhecimento disto, mandou também Bina-YAHU que o executasse. Este foi ao tabernáculo e disse para Ya-ab:O rei manda-te que desças daí!Ya-ab respondeu: Não. Aqui morrerei.Bina-YAHU regressou junto do rei para saber o que haveria de fazer.

31Faz como ele disse, respondeu-lhe o monarca. Mata-o ali mesmo, e depois sepulta-o, para que se tire de sobre mim e da minha família a culpa dos seus assassínios.

32-33 YAHU ULHÍM o tornará pessoalmente culpado da responsabilidade do assassínio de dois homens que eram melhores do que ele. Porque o meu pai não teve a menor participação na morte do general Abner, comandante do exército de Yashorúl, nem na do general Amosa, comandante do exército de YAHUDAH. Que Ya-ab mais os seus descendentes se tornem culpados para sempre destes assassínios, e que YAHU ULHÍM declare Dáoud e os seus descendentes inocentes dessas mesmas mortes.

34Bina-YAHU voltou ao Templo e matou Ya-ab, mandando-o sepultar depois junto à sua casa no deserto.

35O rei nomeou Bina-YAHU comandante do exército, e Tzaodóq
intermediário em lugar de AbYater.

36-37Mandou também buscar Simei e disse-lhe: Terás de vir para YAHUSHUA-oléym e cá ficar com residência fixa. Se saíres daqui, já sabes que é o castigo da morte que te espera; no momento em que ultrapassares o ribeiro do Cedrom considera-te um homem liquidado, e unicamente por tua própria culpa!

38Simei respondeu: Está bem, aceito o que dizes. E passou a viver em YAHUSHUA-oléym, todo o tempo.

39-40Três anos mais tarde, fugiram-lhe dois escravos, que se escaparam para Gate, para junto do rei Aquis. Quando Simei soube onde estavam, mandou selar a sua montada e foi ter com o rei Aquis. Lá encontrou os servos e trouxe-os de novo para YAHUSHUA-oléym.


41-45Shua-ólmoh teve conhecimento de que Simei deixara YAHUSHUA-oléym, fora a
Gate e regressara; mandou-o chamar: Não te mandei eu, em Shúam (Nome) de YAHU ULHÍM, que não devias deixar YAHUSHUA-oléym, sob pena de morte? Até respondeste que concordavas com essa decisão. Então porque é que não respeitaste a tua palavra, obedecendo à minha ordem? Sabes bem toda a maldade que fizeste ao meu pai Dáoud, pelo que YAHU ULHÍM faz recair sobre ti toda a culpa disso; e quanto a mim, certamente que receberei as ricas bênçãos de YAHU ULHÍM e sempre haverá um descendente de Dáoud no trono. 46A mandado do soberano, Bina-YAHU trouxe Simei para fora e matou-o. Desta forma se confirmou a autoridade de Shua-ólmoh como rei.

 

1 MOLKHIM 3

 

Shua-ólmoh pede sabedoria

 

1Shua-ólmoh fez aliança com o Faraóh, o rei do Egito, e casou com uma das suas filhas, trazendo-a para YAHUSHUA-oléym para viver na cidade de Dáoud até que acabasse de construir o seu palácio, o Templo e a muralha à volta da cidade.

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2Naquele tempo o povo de Yashorúl ainda apresentava sacrifícios em altares sobre as colinas, porque o Templo de YAHU UL ainda não fora construído.

3-4Shua-ólmoh amava YAHU ULHÍM e seguia todas as instruções do
seu pai Dáoud; no entanto continuava a sacrificar sobre colinas e a oferecer
incenso nesses lugares. A colina mais famosa onde havia um altar era em Gibeão.
Shua-ólmoh então sacrificou aí um milhar de holocaustos.

5-8 YAHU ULHÍM apareceu-lhe num sonho, na noite em que fez esse sacrifício e disse-lhe para pedir o que quisesse, que lho daria. Shua-ólmoh respondeu assim: Tu foste extremamente bondoso para com o meu pai Dáoud, visto que ele foi honesto,
verdadeiro, fiel para contigo, e obedeceu aos teus mandamentos. Confirmaste-lhe
a tua bondade, dando-lhe um sucessor no trono. Ó YAHU ULHÍM meu Criador Eterno, fizeste-me rei em seu lugar, mas eu sou como uma criança, que nada sabe da vida. Agora aqui estou, no meio do teu povo escolhido, uma nação tão grande
cuja população quase nem se pode contar!

9Dá-me então sabedoria para que possa governar bem o teu povo e saiba a diferença entre o que é justo e o que é errado. Pois quem, por si só, poderia carregar com tão tremenda responsabilidade?

10-14A resposta de Shua-ólmoh agradou muito a YAHU ULHÍM, porque lhe pediu sabedoria. Então replicou-lhe: Visto teres pedido sabedoria para governar o meu povo e não uma longa vida, nem riquezas pessoais, nem sequer a derrota dos teus inimigos, dar-te-ei portanto o que pediste! Terás uma mente mais sábia do que alguém, nem antes nem depois de ti, já teve. Mas dar-te-ei igualmente aquilo que não pediste – fortuna e honra. Ninguém no mundo será tão rico nem tão famoso como tu, durante toda a tua vida! Terás uma longa vida se me seguires e obedeceres à minha palavra tal como fez o teu pai Dáoud.


15Shua-ólmoh despertou e deu-se conta de que tinha tido um sonho. Regressou a YAHUSHUA-oléym e foi ao tabernáculo. Aí, pondo-se perante a arca da aliança de YAHU UL, sacrificou holocaustos e fez sacrifícios de paz. Depois convidou toda a sua
corte para um grande banquete.

16Um dia pediram-lhe audiência duas prostitutas, que lhe apresentaram o seguinte caso:

17-21 YAHU ULHÍM, começou uma delas, nós vivemos na mesma casa, só ela e eu; recentemente tive um bebê. Três dias depois também ela deu à luz um filho. Mas o menino dela morreu durante a noite porque deitou-o na mesma cama que ela e, enquanto dormia, ao virar-se, ficou sobre ele e abafou-o. Então a meio da noite levantou-se, pegou no meu bebê, porque eu estava a dormir, e pôs-me o outro ao lado de mim, indo deitar-se com o meu. De manhã quando ia para dar de mamar ao meu filho, estava morto! No entanto, à medida que se fazia mais dia, certifiquei-me de que aquele não era nada o meu!

22-25A outra interrompeu-a: Era sim, o teu filho; o vivo é que é o meu.Não, o morto
era teu, o outro é meu.E assim continuaram a discutir na frente do monarca.
Este por fim disse: Vamos lá então resumir a questão: ambas reclamam a criança
viva, e cada uma diz que o menino morto pretence à outra. Sendo assim,
tragam-me uma espada. E trouxeram-lha. Depois acrescentou: Dividam o menino
vivo em dois e dêem uma parte a cada uma das mulheres!

26A mulher que era realmente a mãe do bebê exclamou logo para o rei: Oh, não, chefe! Dá-lhe antes a criança, mas não a mates!, porque lhe tinha muito amor outra contudo limitou-se a responder: Está bem, que não seja nem teu nem meu; dividam-no entre nós duas!


27Perante isso o rei decidiu imediatamente: Dêem o bebê à mulher que quer que
ele viva. Essa é verdadeiramente a mãe dele! 28Esta decisão do soberano
depressa se espalhou por toda a nação, e o respeito pelo rei aumentou imenso,
porque toda a gente se deu conta da grande sabedoria que YAHU ULHÍM lhe dera.

 

1 MOLKHIM 4

 

Os oficiais e governadores de Shua-ólmoh

 

1-2Esta é a lista dos homens que colaboravam com o rei na administração dos assuntos de Yashorúl:Ozor-YAHU (filho de Tzaodóq) era o sumo-intermediário;


3Uliroefo e Aiás (filhos de Sisa) exerciam as funções de secretários; YAHU-shuafát
(filho de Ailude) era cronista;


4Bina-YAHU (filho de YAHU-Yada) era o comandante do exército; Tzaodóq e
AbYater eram intermediários;


5Ozor-YAHU (filho de Naokhán) tinha as funções de administrador-geral;
Zabude (filho de Naokhán) era intermediário e o seu conselheiro especial;


6Aisar, chefiava a casa real; Adonirão (filho de Abda) superintendia
sobre os trabalhos obrigatórios.

7-8Havia ainda na corte de Shua-ólmoh doze administradores – um por cada tribo – responsáveis pela tributação daquilo que a população devia fornecer para a casa real. Cada um deles administrava esse aprovisionamento durante um mês do ano. São estes os seus nomes.Bene-Hur, cuja área de tributação era a região das colinas de Efroím;


9Bene-Dequer, que tinha a área de Macaz, de Saalabim, de Beth-Shemesh,
de Elom e de Beth-Hanã;


10Bene-Hesede, com a área de Arubote, incluindo Socó e toda a terra de
Hefer;


11Bene-Abinaodáb (que casou com a filha de Shua-ólmoh, a princesa
Tafate), responsável pela área das serranias de Dor;


12Baaná (filho de Ailude), responsável por Taanaque, Megido, toda a
Beth-Sheán perto de Zaretã, abaixo de Yazoro-Úl e todo o território desde
Beth-Sheán até Abúl-Meolá e até Yocmeão;


13Bene-Geber, cuja área era Ramot-Gaúliod, incluindo as povoações de Ya-éyr
(o filho de Menashé) que estão em Gaúliod; mais a região de Argobe em Basã,
incluindo também sessenta cidades muradas e com portões de bronze;


14Ainadabe (filho de Iddo), cuja área era Maanaim;


15Ahimaóz (que casou com a princesa Basemate, outra filha de
Shua-ólmoh), que tinha a área de Neftali;

16Baana(filho de Husai), cujas áreas eram Oshór e Bealote;

17 YAHU-shuafát (filho de Paruá), que tinha a área de Ishochar;


18Simei (filho de Ela), com a área de Benyamín;


19Geber (filho de Uri), cuja área era Gaúliod, incluindo os territórios
do rei Siom dos amorreus e do rei Ogue de Basã.

Havia depois um administrador que supervisava todo este trabalho.

20-21Yashorúl e YAHUDAH, nesse tempo, eram uma nação rica, próspera, populosa. O rei Shua-ólmoh governava um extenso território que ia desde o rio Eufrates até à terra dos Filisteus, descendo até à fronteira com o Egito. Os povos destas áreas, que tinham sido conquistados, pagavam impostos a Shua-ólmoh, e estiveram-lhe sujeitos toda a sua vida.

22-23A provisão alimentar para o palácio real, diariamente, era de 6.825 litros de
farinha e de 13.650 litros de cereais, dez vacas engordadas, e outras trazidas
dos pastos, cem ovelhas e, de vez em quando, veados, gazelas, cabras monteses e
gordas aves de capoeira.

24O seu domínio alargava-se a todos os reinos do
oriente do rio Eufrates, desde Tifsa até Gaza. E havia paz em toda a terra.


25Durante o tempo do reinado de Shua-ólmoh, Yashorúl e YAHUDAH viveram em paz e segurança; cada família possuia a sua própria casa com o seu jardim.


26Shua-ólmoh possuía ainda quarenta mil cavalos, para os seus carros de combate
e doze mil cavaleiros.

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27Em cada mês, como se viu, os administradores forneciam
a casa real de alimento;

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28além de cevada e palha para as estrebarias reais.

 

A sabedoria de Shua-ólmoh

 

29-34 YAHU ULHÍM deu a Shua-ólmoh grande sabedoria e inteligência, assim como muito conhecimento. De fato, a sua sabedoria excedia a de qualquer sábio do Oriente, incluindo os do Egito. Era mais sábio do que Etã o ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, os filhos de Maol; a sua fama estendeu-se a todas as nações vizinhas. Foi o autor de 3.000 provérbios e escreveu 1.005 cânticos. Interessou-se muito pela natureza, pela vida dos animais quadrúpedes, das aves, dos répteis, dos peixes, assim como das plantas – desde os grandes cedros do Lebanon até ao mais insignificante hissope que cresce nas fendas do muros. Reis de muitas terras mandaram-lhe embaixadores pedindo-lhe conselhos.

 

1 MOLKHIM 5

 

Aliança com o rei de Tiro

 

1-2O rei Hirão de Tiro tinha sido sempre um grande admirador de Dáoud; por isso quando soube que Shua-ólmoh, o filho de Dáoud, era o novo rei de Yashorúl, mandou embaixadores para lhe apresentarem as suas felicitações e bons votos. Shua-ólmoh respondeu-lhe com uma proposta sobre o Templo de YAHU UL, que ele tinha intenção de construir.

3-6O meu pai Dáoud, escreveu Shua-ólmoh a Hirão, não pôde construí-lo por causa das inúmeras guerras que se sucediam sempre, até que por fim YAHU ULHÍM trouxe paz ao seu reinado. No entanto, agora, YAHU ULHÍM me deu descanso de todos os lados; não tenho inimigos externos nem rebeliões internas. Por isso estou a planear construir um Templo a YAHU ULHÍM meu Criador Eterno, aliás de acordo com as instruções que deu ao meu pai quanto ao que eu deveria fazer. YAHU ULHÍM disse-lhe: ‘Teu filho, que colocarei no teu trono, construir-me-á um Templo.’ Portanto, peço-te que me dês apoio neste projeto. Envia os teus lenhadores às
montanhas do Lebanon, que cortem madeira de cedro para me mandares. Da minha parte, homens meus trabalharão com os teus; pagarei aos teus o salário que
exigires. Como sabes, ninguém em Yashorúl sabe tão bem cortar madeira como
vocês os sidónios!

 

O material para o Templo

 

7-9Hirão ficou muito contente com a mensagem de Shua-ólmoh: Louvado seja YAHU ULHÍM por ter dado a Dáoud um filho tão sábio para ser rei da grande nação de Yashorúl. Depois mandou a resposta a Shua-ólmoh: Recebi a tua mensagem e farei como me pediste quanto à madeira. Posso fornecer-te tanto cedro como cipreste. Os meus homens farão transportar os toros de madeira das montanhas do Lebanon até ao Mediterrâneo, amarrando-os em jangadas. Farei conduzir estas ao longo da costa até ao local que designares. Aí serão desamarradas e entregues aos teus cuidados. Pagar-me-ás com alimentos para a minha casa.

10-11Assim Hirão forneceu a Shua-ólmoh toda a madeira de cedro e de cipreste de que ele precisou; em retorno Shua-ólmoh enviou-lhe um pagamento anual de 4.375.000 litros de trigo para a sua casa, e ainda 432 litros de azeite puro.

12Desta forma YAHU ULHÍM deu a Shua-ólmoh a sabedoria de que ele necessitava, tal como prometeu. Hirão e Shua-ólmoh fizeram uma aliança formal de paz.

13-18O monarca recrutou trinta mil operários de todo o Yashorúl, e mandou-os para o Lebanon, dez mil por mês, de tal forma que cada homem estava um mês no Lebanon e dois em casa. Adonirão superintendeu esse trabalho de exterior. O rei tinha também mais setenta mil homens que trabalhavam como carregadores, e oitenta mil outros que trabalhavam nas montanhas, cortando pedra. Além destes, tinha ainda três mil e trezentos capatazes. Os canteiros na montanha prepararam e talharam grandes blocos de pedra – um trabalho que custou muito caro – para os alicerces do Templo. Homens de Gebal ajudaram os operários de Shua-ólmoh e os de Hirão a cortarem os toros de madeira e a prepararem as pranchas, assim como a talharem a pedra para o Templo.

 

1 MOLKHIM 6

 

Shua-ólmoh edifica o Templo

 

1Foi na primavera do quarto ano do reinado de Shua-ólmoh que ele começou efectivamente a construção do Templo; 480 anos depois do povo de Yashorúl ter deixado a escravidão do Egito.

2O Templo tinha trinta metros de comprimento, dez de largura e quinze de altura.

3A fachada principal tinha um pórtico de dez metros de comprimento e cinco de fundo.

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4Tinha janelas com grades.

5-6Fez também edificar compartimentos em todo o comprimento de ambos os lados do Templo, contra as paredes exteriores. Estes quartos eram da altura de três andares, sendo o do primeiro piso de dois metros e meio de largura, o segundo piso de três metros e o de cima, três e meio. Os compartimentos estavam ligados à parede do Templo por vigas que se prendiam a blocos no exterior da parede, portanto as vigas não estavam inseridas mesmo na parede.

7As pedras usadas na construção do Templo foram assentes sem o ruído de
martelo nem de qualquer outro instrumento semelhante.

8Para o andar inferior dos compartimentos laterais entrava-se pelo lado direito do Templo, e havia umas escadas em caracol até ao segundo andar; um outro lanço de escadas levava até ao último piso, o terceiro.

9Acabada a edificação, Shua-ólmoh mandou revesti-la toda, incluindo as traves e os pilares, com cedro.

10 Tal como se disse, havia de cada lado da construção, encostado às paredes laterais, um anexo de quartos, ligado ao edifício com vigas de cedro. Cada andar desse anexo media dois metros e meio de altura.

11-13Então YAHU ULHÍM deu a Shua-ólmoh a seguinte mensagem respeitante ao Templo que estava a construir: Se andares de acordo com a minha palavra e seguires os meus mandamentos e instruções, farei o que disse ao teu pai Dáoud: Viverei no meio do povo de Yashorúl e nunca os desampararei.

14-18Por fim o Templo ficou acabado. Todo o interior foi revestido de cedro, do chão ao teto; o sobrado foi feito com pranchas de cipreste. Igual revestimento sofreu a câmara interior, no fundo do Templo – o lugar santíssimo – também do chão ao tecto, com tábuas de cedro; só que estas tiveram de ser cortadas à medida do compartimento, portanto, tábuas de dez metros; para o resto do Templo – para além do lugar santíssimo – empregaram-se tábuas de vinte metros. Por todo o edifício, o revestimento de cedro que cobria a pedra das paredes tinha incrustados botões de flores e flores abertas.

19-22O compartimento interior era onde estava a arca da aliança de YAHU UL. Este
Templo interior tinha dez metros de comprimento, dez metros de largura e dez
metros de altura. As paredes e o tecto eram cobertos de ouro puro. Shua-ólmoh
fez um altar de cedro para esta sala. Depois mandou revestir o resto do
interior do Templo com ouro puro, incluindo o altar de cedro; fez também umas
cadeias de ouro para proteger a entrada do lugar santíssimo.

23-28 Para o interior deste, fez as estátuas de dois querubins de madeira de oliveira, cada uma delas com cinco metros de altura. Foram postos lado a lado de tal forma que com as asas abertas, as do lado exterior tocassem em ambas as paredes laterais, e as do interior se tocassem uma à outra, no centro da peça; cada asa media portanto dois metros e meio e cada querubim, com as asas abertas atingia o
dobro dessa medida – os dois anjos eram pois de medidas iguais. Estavam
recobertos de ouro.

29-30 Havia figuras de querubins, palmeiras, flores abertas incrustadas nas paredes do Templo e do Templo interior; o chão de ambos os lugares também estava revestido de ouro.

31-32 A entrada para o lugar santíssimo eram portas com cinco lados, de madeira de oliveira, tinham também querubins desenhados, palmeiras e flores abertas; e tudo recoberto de ouro.

33Mandou igualmente fazer ombreiras de madeira de oliveira para a entrada do Templo.


34-35Colocaram-se duas portas duplas, feitas de madeira de cipreste; cada porta
dobrava-se sobre si mesma. Também estas portas tinham os mesmos desenhos –
querubins, palmeiras, flores abertas – todas revestidas cuidadosamente de ouro.


36As paredes do átrio interior tinham três fiadas de pedras lavradas
intercaladas com uma de vigas de cedro.

37-38Os alicerces do Templo foram postos no mês de Maio do quarto ano do reinado de Shua-ólmoh, e todo o edifício ficou inteiramente completo, com todos os seus acabamentos, em Novembro do décimo primeiro ano do seu reinado. Levou portanto sete anos a construir.

 

1 MOLKHIM 7

 

O palácio de Shua-ólmoh

 

1Depois, Shua-ólmoh mandou edificar o seu próprio palácio, que levou treze anos a construir.

2-5Uma das salas do palácio chamava-se Salão da Floresta do Lebanon. Era uma sala enorme, medindo 50 metros de comprimento por 25 de largo e 15 de altura. Enormes vigas de cedro do teto repousavam sobre quatro filas de colunas também de cedro. Tinha três ordens de janelas – quarenta e cinco ao todo – em três das paredes; cinco janelas em cada fila. As janelas e as portas da sala tinham o mesmo tipo de ombreiras.

6Outro era o Salão dos Pilares. Media 25 metros de comprimento e 15 de largo, com um pórtico à entrada e uma abóbada suportada por pilares.

7Havia também a Sala do Trono ou Sala de Julgamento, onde o monarca se sentava para ouvir os processos jurídicos: era revestida com cedro do chão até ao vigamento do tecto.

8Os seus aposentos pessoais – tudo em cedro, igualmente – dispunham-se à volta de um pátio, na retaguarda desta última sala. (Alías reservou apartamentos idênticos,
com as mesmas medidas, no palácio que mandou construir para a filha de Faraóh,
uma das suas mulheres.)

9-12Todas estas construções foram feitas inteiramente com enormes blocos de pedra, cortados à medida necessária. O custo de cada um desses blocos ficou assim muito elevado. As pedras para os alicerces tinham quatro e cinco metros de largura. Os grandes blocos das paredes, cortados à medida exata de largura, juntavam-se no alto com as vigas de cedro. O Grande Pátio tinha três correntezas de pedras lavradas nas paredes, que se acoplavam com o travejamento de cedro, tal como acontecia no Templo e com o pórtico do palácio.

 

Mobiliário para o Templo

 

13-14O rei Shua-ólmoh pediu a um homem de Tiro, chamado Hurão, que viesse trabalhar naquelas obras, porque era um hábil artista em bronze. Ele era meio YAHÚ-di, sendo filho de uma viúva de Neftali; seu pai fora operário de fundição em Tiro. Esse homem veio trabalhar para o rei Shua-ólmoh.

15-22Fez então duas grandes colunas de bronze, cada uma com nove
metros de altura e seis de circunferência, espessas de dez centímetros. No topo
desses pilares fez dois capitéis em forma de lírios, com bronze fundido, cada
um com dois metros e meio de altura de dois metros de largura. Cada capitel era
decorado com sete conjuntos de rosáceas; e quatrocentas romãs, em duas filas,
desenhadas, em cadeia, no bronze. Hurão mandou pôr esses pilares à entrada do
Templo. A um deles, no lado do sul, deram o nome de Pilar Yaquim; ao outro
Pilar Bo-Oz.

23-24Hurão preparou também um tanque redondo em bronze com dois
metros e meio de altura, cinco de diâmetro e quinze de circunferência. Por
baixo da borda, por fora, havia duas filas de ornamentos, separadas de alguns
centímetros e fundidos juntamente com o tanque.

25-26 Ficava apoiado sobre doze bois, de pé, juntos pelas caudas, três deles virados para o norte, outros três para o sul, três para leste e três para oeste. Os lados do tanque mediam dez centímetros de espessura. O seu rebordo era como o de uma taça. Tinha capacidade para 54.000 litros.

27-31Depois fez dez bases movíveis, com quatro rodas; cada base era quadrada, de dois metros de lado e metro e meio de altura. Estavam montadas sobre um trem rodado feito de peças cruzadas, decoradas com leões incrustados, bois e anjos; acima e abaixo dos leões e dos bois havia decorações de figuras em espiral. Cada uma destas bases movíveis tinha quatro rodas de bronze e eixos de bronze também; em cada canto das bases havia uns postes de bronze, decorados com figuras em espiral, de cada lado. O alto destas bases consistia numa peça redonda de cinquenta centímetros de altura. O seu centro era côncavo, com setenta e cinco centímetros de fundo, decorado no exterior com espirais. As suas paredes de revestimento eram quadradas, não redondas.

32-37Estas bases andavam sobre quatro rodas ligadas a eixos que
estavam fundidos com as próprias bases. As rodas tinham setenta e cinco
centímetros de altura; eram semelhantes às rodas de um carro. Todas as partes
das bases tinham sido feitas com bronze fundido, incluindo os eixos, os raios,
os arcos e o centro. Havia suportes em cada um dos quatro cantos das bases, os
quais também tinham sido fundidos com as bases. Estas tinham também uma
bordadura de vinte e três centímetros na parte superior, a que se ligavam umas
pegas, tudo fundido de uma só peça com a base. Aos lados, nos espaços onde
podia haver decoração, viam-se querubins, leões e palmeiras rodeadas por
figuras em espiral. Todas as dez bases eram do mesmo tamanho e feitas da mesma
forma, visto que cada uma delas tinha tido o mesmo molde para a sua feitura.


38-40Depois mandou fazer dez tinas de cobre e colocou-as sobre as bases. Cada
uma delas era quadrada, de dois metros de lado, com capacidade para 1.080
litros de água. Cinco destas tinas foram postas dum lado e cinco do outro, do
compartimento. O tanque ficava no canto sul, do lado direito da sala. Hurão fez
também o resto dos instrumentos necessários: bacias, pás, tinas. Por fim, a
obra para o Templo de YAHU UL, que Shua-ólmoh lhe encomendara, terminou.


41-47Esta é a lista dos trabalhos feitos:
Dois pilares; Um capitel para o cimo de cada pilar; Rosáceas para cobrir as bases dos capitéis de cada pilar; Quatrocentas romãs, em duas filas, no trabalho das rosáceas, para cobrir as bases dos dois capitéis; Dez asas movíveis para dez tinas; Um grande tanque e doze bois para o suportar; Recipientes; Pás; Bacias.

Tudo isto foi feito em bronze fundido e preparado nas planícies do rio Yardayán, num lugar entre Sukkós e Zaretã. O peso total destas peças não se sabe, pois que não havia possibilidade de as pesar!

48-50Todos os utensílios e mobiliários do Templo foram feitos de ouro
puro. Isto incluía o altar, a mesa onde se encontrava exposto o pão da presença
de YAHU ULHÍM, o candelabro (com cinco luzes à direita e cinco à esquerda, em
frente do lugar santíssimo), as flores, as lâmpadas, os espevitadores, as
taças, os apagadores, as bacias, os perfumadores, os braseiros, as dobradiças
das portas do lugar santíssimo e as da entrada principal do Templo. Todos estes
objectos eram feitos de ouro puro.

51Quando o Templo se acabou de construir, Shua-ólmoh pôs no tesouro do Templo a prata, o ouro e todos os recipientes consagrados por seu pai Dáoud.

 

1 MOLKHIM 8

 

A transferência da arca para o Templo

 

1-3Então o rei fez uma convocação para uma grande assembleia, em YAHUSHUA-oléym, de todos os chefes de Yashorúl – cabeças de tribos e de famílias – para assistirem à transferência da arca da aliança de YAHU UL do tabernáculo, em Tzayán, a cidade de Dáoud, para o Templo. Esta celebração ocorreu por ocasião da celebração do tabernáculo, no mês de Outubro.


4Durante estas festividades os intermediários transportaram a arca para o
Templo, e ainda todos os recipientes sagrados que tinham estado no tabernáculo.


5O rei Shua-ólmoh e todo o povo se juntou na frente da arca, sacrificando um
sem número de cordeiros e de bois.

6-9Os intermediários pegaram na arca e levaram-na para o interior do Templo para o lugar santíssimo, colocando-a debaixo das asas dos querubins. Estes tinham sido construídos de tal forma que as asas se abriam sobre o lugar em que a arca se encontrava; dessa forma as asas faziam sombra sobre a arca e sobre os varais para o transportar. Estes eram tão compridos que ultrapassavam os anjos e podiam ser vistos da sala anterior, embora não se vissem do pátio exterior; ali ficaram até ao dia de hoje. Nessa altura nada havia na arca além das duas tábuas da lei que Mehushúa pôs lá dentro, quando no Monte Horeb YAHU ULHÍM fez a aliança com o povo de Yashorúl ao sair do Egito.

10-11Quando os intermediários sairam do Templo interior uma
nuvem luminosa saiu do Templo! Os intermediários não podiam cumprir o seu
serviço porque a glória de YAHU UL enchia o Templo todo!

12-13O rei Shua-ólmoh fez o seguinte discurso:  YAHU ULHÍM disse que habitaria nas trevas; Mas, ó YAHU ULHÍM, eu edifiquei-te uma morada aqui na terra, um lugar para viveres para sempre.

14Depois, o monarca virou-se para o povo, que se mantinha de pé, e abençoou-o.

15-16Bendito seja YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl,que fez hoje o que prometeu ao meu pai Dáoud,visto que lhe disse: ‘Quando trouxe o meu povo do Egito,não indiquei nenhum lugar para edificação do meu Templo,mas nomeei um homem que fosse o líder do meu povo.’Este foi o meu pai Dáoud.

17-19Ele quis construir um Templo para YAHUULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, mas YAHU ULHÍM disse-lhe que não. ‘Estousatisfeito que queiras fazê-lo, mas é o teu filho quem realizará tal coisa.’


20-21Agora YAHU ULHÍM cumpriu com o que prometeu, porque sucedi ao meu pai,
como rei em Yashorúl e agora este Templo foi construído para YAHU ULHÍM o
Criador Eterno de Yashorúl. Preparei um lugar no Templo para a arca, que contém
a aliança que YAHU ULHÍM fez com os nossos pais, quando os tirou da terra do Egito.

 

A oração de Shua-ólmoh

 

 

22-26Seguidamente Shua-ólmoh, sempre na frente de todo o povo, pôs-se diante do altar de YAHU UL, com as mãos estendidas para os shua-ólmaYa, e disse:
YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, não há outro Criador como tu,
no céu nem na terra, tu és misericordioso e bom, e cumpres as promessas que
fazes aos teus filhos se eles fizerem de todo o seu coração a tua vontade.
Neste dia cumpriste a promessa que fizeste ao meu pai Dáoud, que era o teu
servo; e agora, ó YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, cumpre igualmente o
resto da tua promessa: de que se os seus descendentes andassem nos teus
caminhos e se esforçassem por cumprir a tua vontade, tal como ele fez, um deles
estaria sempre no trono de Yashorúl. Sim, ó YAHU ULHÍM de Yashorúl, cumpre esta
promessa também.

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27-30Mas será realmente possível que YAHU ULHÍM viva na terra?
Como é que isso pode ser se nem os shua-ólmaYa, os mais altos shua-ólmaYa,
podem contê-lo? Portanto, muito menos este Templo que mandei construir! Mesmo
assim, ó YAHU ULHÍM meu Criador Eterno, tu ouviste e respondeste ao meu pedido
eço-te que noite e dia veles sobre este Templo – este lugar em que prometeste
que viverias – e quando me virar para o Templo e orar, seja de dia ou de noite,
ouve-me e responde-me. Ouve qualquer súplica que o povo de Yashorúl te dirigir,
sempre que se virarem para este lugar para orarem; sim, ouve, desde os
shua-ólmaYa, onde vives; e quando ouvires, perdoa.

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31-32 Se alguém for acusado de ter praticado qualquer maldade, e se se puser aqui diante do teu altar jurando que não a praticou, ouve-o desde os shua-ólmaYa e exerce a tua justiça; julga-o conforme tiver ou não praticado o mal.

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33-34 Quando o teu povo pecar e os seus inimigos o derrotarem, ouve-os desde os shua-ólmaYa e perdoa-lhes, se eles se arrependerem, se voltarem para ti e confessarem que és o seu YAHU ULHÍM. Trá-los de novo a esta terra que deste aos seus pais.

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35-36Quando os shua-ólmaYa se fecharem e não houver chuva, por eles terem pecado, ouve-os dos shua-ólmaYa e perdoa-lhes quando orarem virados para este lugar, e confessarem o teu Shúam (Nome). Depois de os teres castigado, ajuda-os a seguirem caminhos retos, nos quais deverão sempre andar, e envia-lhes chuva sobre a terra que deste ao teu povo.

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37-40Se houver fome provocada por doenças nas plantas, por pragas de insectos ou outros bichos nocivos, se os inimigos de Yashorúl atacarem as suas cidades, se o povo for ferido por alguma praga ou epidemia, ou por outra coisa qualquer, nessa altura, quando o povo se converter dos seus pecados e orar, voltado para este Templo, ouve-os então desde os shua-ólmaYa, perdoa-lhes e responde a todos os que tiverem sido sinceros na sua confissão; porque tu conheces o coração de cada pessoa. Desta maneira aprenderão a reverenciar-te sempre, enquanto viverem nesta terra que deste aos seus pais.

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41-43Quando estrangeiros ouvirem falar no teu grande nome e vierem de terras
distantes para te adorar, atraídos pelo prestígio glorioso que tem o teu Shúam
(Nome), e pela grandeza dos teus milagres, se orarem voltados para este Templo,
ouve-os desde os shua-ólmaYa e responde às suas orações. Todas as nações da
terra te conhecerão e temerão o teu Shúam (Nome), tal como o teu próprio povo
de Yashorúl; toda a terra saberá que este é o teu Templo.

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44-45Quando enviares o teu povo lutar contra os seus inimigos e eles orarem a ti, olhando na direção da cidade que escolheste -YAHUSHUA-oléym – e na deste Templo que fiz construir para honra do teu Shúam (Nome), ouve as suas orações e socorre-os.

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46-51Quando pecarem contra ti – e não há ninguém que não peque – se a tua ira se acender contra eles permitindo que os seus inimigos os levem como cativos para alguma terra estrangeira, longe ou mesmo perto, se reconsiderarem nos seus corações e se converterem, suplicando-te dizendo: ‘Pecamos; agimos perversamente’, se com toda a sinceridade se voltarem para ti e orarem, na direção desta terra que deste aos seus antepassados, e na direção desta cidade de YAHUSHUA-oléym, que escolheste, e na direção deste Templo, que fiz construir em honra do teu Shúam (Nome), ouve as suas orações e rogos desde os shua-ólmaYa em que vives, e vem em seu auxílio. Perdoa ao teu povo todas as suas maldades e torna os seus opressores misericordiosos para com eles; pois são o teu povo – são a tua
possessão que resgataste da fornalha do Egito.

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52-53Que os teus olhos estejam atentos e os teus ouvidos abertos perante os seus clamores. Ó YAHU ULHÍM, escuta e responde quando te invocarem, pois que quando tiraste os nossos pais da terra do Egito, disseste ao teu servo Mehushúa que escolheras Yashorúl de entre todas as nações da terra, para serem o teu povo eleito.

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54-55Shua-ólmoh tinha-se mantido de joelhos e com as mãos estendidas para o céu. Ao terminar esta oração, levantou-se de diante do altar de YAHU ULHÍM e lançou, em voz bem alta, esta bênção sobre o povo de Yashorúl:

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56-61Bendito seja YAHU ULHÍM que cumpriu a sua promessa de dar repouso ao povo de Yashorúl, não falhou nem uma palavra de todas as maravilhosas promessas transmitidas através do seu servo Mehushúa. Que YAHU ULHÍM, nosso Criador Eterno seja connosco tal como foi com os nossos pais, que nunca nos desampare. Que nos dê vontade para cumprir toda a sua vontade e obedecer a todos os seus mandamentos e a todas as instruções que deu aos nossos antepassados. Que as palavras da minha oração lhe sejam sempre presentes, dia e noite, para que me possa amparar, assim como a todo o Yashorúl, de acordo com as nossas necessidades diárias. Que toda a gente em todo o mundo fique sabendo que YAHU ULHÍM é YAHU ULHÍM, e que não há outro. Ó meu povo, que possas viver com rectidão e honestidade perante YAHU ULHÍM, nosso Criador Eterno, e obedecer às suas leis e mandamentos, tal como hoje está a acontecer.

 

A consagração do Templo

 

62-64O rei e todo o povo consagraram o Templo, oferecendo sacrifícios de paz a YAHU ULHÍM, num total de vinte duas mil vacas e cento e vinte mil ovelhas. Como medida temporária o monarca santificou o pátio em frente do Templo, para ali fazer os sacrifícios de holocaustos, as ofertas de cereais, e apresentar a gordura das ofertas de paz, visto que o altar de bronze era demasiado pequeno para tantos sacrifícios.

65-69Toda aquela celebração durou catorze dias e veio ali uma grande multidão de uma extremidade à outra da terra. No fim de tudo, Shua-ólmoh despediu a gente, que regressou a casa, feliz por toda a bondade que YAHU ULHÍM tinha demonstrado para com o seu servo Dáoud e o seu povo de Yashorúl. E a população abençoou o rei.

 

1 MOLKHIM 9

 

YAHU ULHÍM fala de novo a Shua-ólmoh

1Quando Shua-ólmoh terminou a construção do Templo, do palácio e dos outros edifícios conforme sempre fora a sua vontade,

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2-5 YAHU ULHÍM apareceu-lhe uma segunda vez (a primeira tinha sido em Gibeão),
e disse-lhe: Ouvi a tua oração. Santifiquei este Templo que construiste, e pus
nele o meu Shúam (Nome), para sempre. Vigiarei sobre ele e o meu coração ali
estará constantemente. Se andares perante mim como o teu pai Dáoud, com toda a
sinceridade e retidão, obedecendo aos meus mandamentos, farei com que os teus
descendentes sejam reis de Yashorúl para sempre, tal como prometi a Dáoud
quando lhe disse: ‘Um dos teus filhos estará sempre sobre o trono de Yashorúl.’

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6-9Contudo, se tu ou os teus filhos me voltarem as costas e se puserem a adorar
outros falsos criadores o estatuas e a desobedecer-me, então levarei o povo de Yashorúl da sua terra, da terra que lhes dei. Tirá-los-ei deste Templo, que santifiquei por causa do meu Shúam (Nome) e afastá-los-ei da minha vista. Yashorúl tornar-se-á num alvo da troça para as nações, num provérbio que corre de boca em boca como aviso para todos os povos. Este Templo ficará num montão de
ruínas, e qualquer pessoa que por aqui passar ficará espantada e abanará a
cabeça dizendo: ‘Porque é que YAHU ULHÍM fez tais coisas a esta terra e a este
Templo?’E a resposta será: ‘O povo de Yashorúl abandonou YAHU ULHÍM, seu
Criador Eterno que os tirou da terra do Egito; e agora adoram outros falsos
criadores o estatuas. Foi por essa razão que YAHU ULHÍM trouxe sobre eles este
grande mal.’

 

Outros feitos de Shua-ólmoh

 

10-12 Ao fim de vinte anos – que foi o tempo que Shua-ólmoh levou a construir o Templo e o palácio – o soberano deu vinte cidades da terra da Galileia ao rei Hirão de Tiro em pagamento de toda a madeira de cedro e de faia e de todo o ouro que este último lhe tinha fornecido para as referidas construções. Hirão deslocou-se desde Tiro para visitar as cidades e não ficou nada contente com elas.

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13-14 Que negócio é este, meu irmão?, perguntou ele. Estas povoações não passam de montes de areia seca! (Por isso ainda hoje são chamadas por o Deserto.) É que Hirão tinha mandado Shua-ólmoh quatro toneladas de ouro!

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15Shua-ólmoh tinha imposto o trabalho obrigatório para construir o Templo, o seu palácio, o forte de Milo, a muralha de YAHUSHUA-oléym, e as cidades de Hazor, de Megido e de Gezer.

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16-19Esta última, a cidade de Gezer, tinha sido conquistada e incendiada pelo rei do Egito, que matou toda a sua população Yashorulíta; mais tarde deu-a em dote a sua
filha, a qual se tornou numa das mulheres de Shua-ólmoh. Assim o monarca
reconstruiu Gezer, ao mesmo tempo que outras povoações, tais como Beth-Horom de Baixo, Baalate e Tamar, a cidade do deserto. Construiu igualmente povoações
para o armazenamento de cereias, outras para arrumação dos carros de combate,
para servirem de estrebarias e alojamento dos cavaleiros e ainda de arrecadação
de munições, perto de YAHUSHUA-oléym, nas montanhas do Lebanon e um pouco por toda a terra.

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20-23 O povo recrutado para os trabalhos obrigatórios foi o que sobreviveu dos países conquistados – dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos heveus e dos jebuseus. Porque o povo de Yashorúl não tinha sido capaz de os expulsar completamente quando da conquista da terra de Yashorúl, e por isso se mantêm ainda hoje como escravos. Shua-ólmoh não recrutou nenhum Yashorulíta para esta obra; estes eram chamados antes como artífices, soldados, oficiais do exército, comandantes de companhias de carros de combate e de cavalaria. Além disso havia quinhentos e cinquenta homens de Yashorúl com a função de fiscais
dos trabalhos.

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24 O monarca fez a filha de Faraóh mudar os seus aposentos da
cidade de Dáoud – o sector antigo de YAHUSHUA-oléym – para os novos apartamentos que construiu para ela no palácio. Depois fez construir o forte de Milo.

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25Após a conclusão do Templo, Shua-ólmoh oferecia holocaustos e sacrifícios de paz três vezes ao ano no altar que construíra. Também queimava incenso sobre ele.

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26O soberano tinha também um estaleiro naval em Eziom-Gezer, perto de Elote no
Mar Vermelho na terra de Edom, onde fez construir uma armada de navios.

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27-28O rei Hirão forneceu marinheiros experimentados para acompanharem as tripulações de Shua-ólmoh. Estas faziam viagens a Ofir, trazendo catorze toneladas e meia de ouro para o rei Shua-ólmoh.

 

1 MOLKHIM 10

 

A visita da rainha de Sheba

 

1Ouvindo a rainha de Sheba toda a fama de Shua-ólmoh e como YAHU ULHÍM lhe tinha dado tantas qualidades, resolveu vir apresentar-lhe pessoalmente algumas questões especialmente complexas para ver a resposta que daria.

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2Chegou assim a YAHUSHUA-oléym com uma grande comitiva e muitos camelos carregando especiarias, ouro e jóias. Ela pôs-lhe os problemas que entendeu e

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3Shua-ólmoh a tudo respondeu; nada se revelou muito difícil para
ele – YAHU ULHÍM deu-lhe de cada vez a resposta exata.

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4-5 Ela depressa se deu conta de que tudo o que lhe tinham dito quanto à sua grande sabedoria era verdadeiro. Pôde igualmente constatar a beleza do seu palácio; e quando viu os ricos pratos que vinham à mesa, o grande número de criados e escravos a servir nos seus belos uniformes, mais os escanções, e os inúmeros sacrifícios que oferecia pelo fogo a YAHU ULHÍM, então ficou como que fora de si, de espanto!

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6-9 Exclamou a rainha para Shua-ólmoh: Tudo o que ouvi no meu país acerca da tua
sabedoria e das belíssimas coisas que aqui há é verdade. Antes de cá chegar não
podia acreditar em tal, mas agora eu própria verifiquei tudo com os meus
próprios olhos. O que me tinham contado não correspondia sequer a metade da
realidade! A tua sabedoria e a tua riqueza são, de longe, muito maiores do que
aquilo que tinha ouvido! O teu povo é feliz, o pessoal do teu palácio está
satisfeito; e como podia ser de outra forma se eles aqui vivem constantemente
ouvindo a tua sabedoria! Bendito seja YAHU ULHÍM, teu Criador Eterno que te
escolheu e te colocou sobre o trono de Yashorúl. Com YAHU ULHÍM deve amar Yashorúl – porque lhe deu um rei como tu! E tu ofereces ao teu povo uma governação justa
e boa!

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10Depois, deu ao monarca um presente de quatro toneladas de ouro e mais
uma enorme quantidade de especiarias e de pedras preciosas; na verdade foi esse
o presente mais valioso que o rei Shua-ólmoh jamais recebeu.

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11-12(Quando os navios do rei Hirão trouxeram a Shua-ólmoh ouro de Ofir, também carregaram para ele um grande fornecimento de pedras preciosas e também de madeira de almugue para fazer balaústres para o Templo e para o palácio, e para fabricar instrumentos, tais como harpas e liras, que acompanhassem os cantores. Nunca antes nem depois se viu junta tanta quantidade desta bela madeira.)

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13Em troca dos presentes recebidos da rainha de Sheba, o rei Shua-ólmoh deu-lhe tudo o que ela lhe pediu, além dos presentes que já tinha planeado ofertar-lhe. Após isso ela regressou, com o seu séquito e os que a serviam, para a sua terra.

 

O esplendor de Shua-ólmoh

 

14-15Cada ano Shua-ólmoh recebia ouro que pesava vinte e três toneladas, além das taxas e dos benefícios dos negócios que fazia com reis da Arábia e de outros territórios daquela região. Shua-ólmoh mandou fazer, com parte desse ouro, duzentas peças de armadura, pesando cada uma três quilos e meio de ouro, e mais trezentos escudos, tendo mandado pesar para cada um aproximadamente quilo e meio de ouro. Conservou-os no Salão da Floresta do Lebanon.

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16-20Também fez construir um enorme trono de marfim e fê-lo revestir de ouro puro. Tinha seis degraus e um espaldar com descansos para os braços; havia um leão de cada lado. Nos degraus igualmente havia dois leões, um de cada lado, portanto doze ao todo. Não havia no mundo outro trono tão deslumbrante como aquele.

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21Todas as taças que o rei Shua-ólmoh usava eram de ouro puro; e no Salão da Floresta do Lebanon todo o serviço de jantar era feito em ouro. Não se usava prata porque nesse tempo não tinha muito valor!

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22A frota comercial do rei Shua-ólmoh era de parceria com o rei Hirão, e uma vez todos os três anos um grande fornecimento de ouro, prata, marfim e também de macacos e de pavões chegava aos portos de Yashorúl.

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23Desta forma o rei Shua-ólmoh era o mais rico e o mais sábio de todos os reis da terra.

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24-25Grandes homens de muitas terras vinham conversar com ele e ouvir a sabedoria que YAHU ULHÍM lhe dera. Traziam-lhe igualmente presentes em peças de prata e de ouro, rico vestuário, especiarias, cavalos e mulas. Todos os anos recebia deles ou uma ou outra coisa dessas.

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26-29O monarca construiu um grande estábulo para cavalos atribuídos a uma vasta quantidade de carros e de cavaleiros – mil e quatrocentos carros ao todo e doze mil cavaleiros viviam nessas cidades-estábulo e também com o rei Shua-ólmoh em YAHUSHUA-oléym. A prata era tão comum como pedras em YAHUSHUA-oléym naqueles dias; também o cedro não era de muito mais valor do que simples madeira de figueira brava! Os cavalos de Shua-ólmoh vinham-lhe do Egito e do sul da Turquia onde os seus agentes os adquiriam por grosso. Um carro egípcio custava sete quilos de prata e um cavalo quilo e meio. Muitos deles eram depois vendidos de novo aos reis heteus e
sírios.

 

1 MOLKHIM 11

 

As mulheres de Shua-ólmoh

 

 

1O rei Shua-ólmoh casou com muitas mulheres estrangeiras, além da princesa egípcia. Muitas delas vieram de nações onde se adoravam ídolos – Moabe, Amom, Edom, Sidom e dos heteus –

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2 apesar de YAHU UL ter dado instruções expressas ao seu povo para que não casasse com pessoas dessas nações, porque as mulheres com quem eles casassem haviam de os levar adorar os seus falsos criadores o estátuas. Apesar disso, Shua-ólmoh deixou-se levar pelo amor por essas mulheres.

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3-4Teve setecentas mulheres e trezentas concubinas; elas foram sem dúvida responsáveis por ele ter desviado o seu coração de YAHU UL, especialmente no tempo já da sua velhice. Encorajaram-no a adorar os seus falsos criadores o estátuas em lugar de confiar inteiramente em YAHU ULHÍM, como fazia seu pai Dáoud.

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5Shua-ólmoh prestou culto a Asterote, idolos dos sidónios, e a Milcom, o abominável idolo dos amonitas.

6-8Dessa forma Shua-ólmoh fez claramente o que YAHU ULHÍM condenava e recusou seguir YAHU ULHÍM, ao contrário do seu pai Dáoud. Chegou mesmo a construir um Templo sobre o Monte das Oliveiras, do outro lado do vale que está em frente de YAHUSHUA-oléym, dedicado a Quemós, o depravado idolo de Moabe, e um outro a Moloque, o igualmente abominável idolo dos amonitas. Shua-ólmoh construiu pois Templos para que as suas mulheres estrangeiras lá oferecessem incenso e sacrifícios aos seus falsos criadores e estátuas.

9-13 YAHU ULHÍM irou-se muito contra Shua-ólmoh por causa disso, pois que o rei deixou de se interessar pelo YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, que lhe tinha aparecido duas vezes para o avisar especificamente contra o perigo de prestar culto a outros falsos criadores e estátuas. E ele fechou os seus ouvidos. Por isso YAHU ULHÍM lhe disse: Visto que não guardaste o nosso acordo e não obedeceste às minhas leis, tirarei o reino das tuas mãos e da tua família e dá-lo-ei a outro. Contudo, por amor do teu pai Dáoud não farei isso enquanto viveres. Tirarei o reino ao teu filho. Mesmo assim permitirei que ele seja rei de uma tribo, por amor de Dáoud e de YAHUSHUA-oléym, a minha cidade escolhida.

 

Os adversários de Shua-ólmoh

 

14-18Foi assim que YAHU ULHÍM permitiu a ascensão em poder da Hadade, o edomita. Shua-ólmoh tornou-se apreensivo, porque Hadade era membro da família real de Edom. Anos antes, quando Dáoud tinha estado em Edom com Ya-ab para tratarem do enterro de alguns soldados Yashorulítas que tinham morrido em combate, o exército Yashorulita tinha morto quase todos os homens de todo o país. Levou seis meses a fazer isso, mas finalmente conseguiu matá-los a todos com exceção de Hadade e de alguns membros da corte que o levaram para o Egito – ele era uma criança pequena nessa altura. Conseguiram escapar-se de Midiã e foram a Paran, onde outros se juntaram a eles e os acompanharam até ao Egito onde Faraóh lhes deu casa e alimentação.

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19-22Hadade tornou-se um dos amigos mais íntimos de Faraóh, o qual lhe deu por
mulher a irmã de Tafnes, a rainha. Teve dela um filho, Genubate, que cresceu no
palácio do Faraóh com os próprios filhos deste. Quando Hadade, lá no Egito,
ouviu que Dáoud e Ya-ab tinham ambos morrido, pediu ao Faraóh licença para
voltar para Edom. Porque?, perguntou-lhe Faraóh. O que é que te falta aqui? Em
que é que te desapontámos?Tudo me tem corrido maravilhosamente; mas mesmo assim preferia voltar para a minha terra.

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23-25Um outro dos inimigos de Shua-ólmoh, que YAHU ULHÍM permitiu que crescesse em poderio, foi Rezom, um dos membros da corte do rei Hadadezer de Zobá, o qual desertara das suas funções e fugira do país. Tornara-se o chefe dum bando de malfeitores – homens que tinham também fugido de Damasco, onde acabou por se tornar rei, quando Dáoud destruiu Zobá. Durante toda a vida de Shua-ólmoh, Rezom e Hadade foram seus inimigos, pois que odiavam Yashorúl intensamente.

 

Yaro-éboam rebela-se contra Shua-ólmoh

 

26-28Outro chefe rebelde foi Yaro-éboam, o filho de Nebate, que veio da cidade de Zereda em Efroím; a sua mãe era Zeruá, uma viúva. Esta é a história da sua rebelião: Shua-ólmoh estava a reconstruir o forte de Milo, fazendo reparações na muralha desta cidade que o seu pai tinha mandado edificar. Yaro-éboam era muito hábil, e quando Shua-ólmoh constatou as suas aptidões, colocou-o como supervisor de todas as equipas de trabalho, que eram das tribos de YAHU-saf.

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29-33Um dia em que Yaro-éboam estava a deixar YAHUSHUA-oléym, o profeta Aías de Sheló, que até tinha vestido uma roupa nova para essa ocasião, veio ao seu encontro e chamou-o à parte para conversar com ele. Quando os dois se afastaram no campo, Aías rasgou o seu fato novo em doze partes, e disse a Yaro-éboam: Pega em dez destes bocados, pois que assim diz YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl: ‘Rasgarei o reino, tirando-o da mão de Shua-ólmoh e dar-te-ei a ti dez tribos! Mas deixar-lhe-ei a ele uma tribo, por amor do meu servo Dáoud e de YAHUSHUA-oléym, que escolhi de entre todas as povoações de Yashorúl. Porque Shua-ólmoh me virou as costas e presta culto a Astarote, a idolo dos sidónios; a Quemós, o idolo de Moabe; e a Milcom, o idolo dos amonitas. Não seguiu os meus caminhos e não fez o que eu considero a justiça; não guardou as minhas leis e instruções tal como fez Dáoud seu pai.

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34-39Mas não lhe tirarei agora o reino, por amor do meu servo Dáoud, meu escolhido, que obedeceu aos meus mandamentos; deixarei que Shua-ólmoh reine todo o resto da sua vida. Será das mãos do seu filho que o farei e a ti darei dez das tribos. Ele ficará com a restante, para que os descendentes de Dáoud continuem a reinar em YAHUSHUA-oléym, a cidade que escolhi para que o meu Shúam (Nome) seja honrado. Colocar-te-ei sobre o trono de Yashorúl e dar-te-ei poder absoluto. Se prestares ouvidos às minhas palavras, andares nos meus caminhos e fizeres o que eu considero justo, obedecendo aos meus mandamentos tal como fez o meu servo Dáoud, então abençoar-te-ei, e os teus descendentes governarão sobre Yashorúl para sempre. Fiz uma vez esta mesma promessa a Dáoud. Mas por causa do pecado de Shua-ólmoh castigarei os descendentes de Dáoud – embora não para sempre.

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40Shua-ólmoh ainda tentou matar Yaro-éboam, mas este fugiu para junto do rei Sisaque do Egito e lá ficou até à morte do soberano.

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A morte de Shua-ólmoh

 

41-43Quanto ao resto dos feitos de Shua-ólmoh, o que ele fez e o que disse, está escrito no livro das Crónicas de Shua-ólmoh. Ele governou em YAHUSHUA-oléym durante quarenta anos, e morreu, tendo sido enterrado na cidade do seu pai Dáoud. O seu filho Ro-éboam reinou no seu lugar.

 

1 MOLKHIM 12

 

Yashorúl revolta-se contra Ro-éboam

 

1A coroação de Ro-éboam deu-se em Siquem, e todo o Yashorúl veio assistir à cerimônia.

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2-4Yaro-éboam, que ainda se encontrava no Egito, para onde fugira do rei Shua-ólmoh, ouviu sobre o que acontecia em Yashorúl através dos seus amigos, que o pressionaram a que também viesse assistir à cerimônia, juntamente com todo o Yashorúl em Siquem. Ele assim fez e tornou-se o cabecilha do povo para apresentar certos pedidos a Ro-éboam: O teu pai foi um chefe duro, disseram eles a Ro-éboam. Não queremos que sejas nosso rei, a menos que prometas tratar-nos melhor do que ele fez.

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5Deem-me três dias para pensar nesse assunto, respondeu Ro-éboam. Voltem depois
para ter a resposta. E o povo foi-se embora.

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6Ro-éboam foi discutir o assunto com os velhos conselheiros do seu pai Shua-ólmoh: O que é que pensam que devo fazer?

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7Se lhes deres uma resposta favorável e concordares em ser bom para eles
e servi-los bem, poderás vir a ser o seu rei para sempre.

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8Ro-éboam no entanto recusou o conselho desses anciãos e mandou vir os moços que tinham crescido com ele, e eram os seus amigos:

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9Que acham vocês que eu devo fazer?

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10-11Diz-lhes assim: ‘Se julgam que o meu pai foi duro com vocês, eu sê-lo-ei ainda mais! Sim, o meu pai foi severo, mas eu serei ainda mais! Meu pai castigou-vos com
chicotes, mas eu fá-lo-ei com escorpiões!

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12-15Dessa forma, quando o povo, ao fim dos três dias, veio saber a resposta, o novo rei respondeu-lhes rudemente. Ignorou pois o conselho dos anciãos e preferiu seguir o dos moços e recusou o pedido do povo. Mas nisso tudo estava a mão de YAHU UL, fazendo com que o novo rei agisse dessa maneira para cumprir a promessa feita a Yaro-éboam, pela boca
de Aías, o profeta de Sheló.

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16-19Quando o povo se deu conta de que o rei tinha realmente a intensão de fazer o que dissera e de não ouvir o pedido deles, começaram a gritar: Abaixo com Dáoud e com todos os da sua família! Vão para casa! Que Ro-éboam seja rei apenas da sua família!E todos se foram embora exceto a tribo de YAHUDAH, que permanceu leal e aceitou Ro-éboam como rei. Quando o monarca enviou Adorão, que era administrador do serviço obrigatório, para fazer o alistamento dos homens das outras tribos, levantou-se um grande motim e apedrejaram-no até morrer. O rei Ro-éboam conseguiu escapar num carro e fugiu para YAHUSHUA-oléym. Yashorúl tem estado em rebelião contra a dinastia de Dáoud desde esse tempo.

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20Quando o povo de Yashorúl soube do regresso de Yaro-éboam
do Egito, pediram-lhe que se apresentasse perante o povo numa grande reunião, e
aí foi feito rei de Yashorúl. Apenas a tribo de YAHUDAH se manteve sob a
liderança de um descendente da família de Dáoud.

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21-24Quando o rei Ro-éboam chegou a YAHUSHUA-oléym, convocou o exército – todos os homens aptos para a guerra de YAHUDAH e de Benyamín: 180.000 tropas especiais – para obrigarem o resto de Yashorúl a reconhecê-lo como rei. Mas YAHU ULHÍM enviou a seguinte mensagem a Shuam-YAHU, o profeta: Diz a Ro-éboam, o filho de Shua-ólmoh, rei de YAHUDAH, e a todo o povo de YAHUDAH e de Benyamín, que não devem combater contra os seus irmãos, o povo de Yashorúl; diz-lhes que se demobilizem e voltem para suas casas, porque o que aconteceu a Ro-éboam correspondeu à minha vontade. Então o exército desfez-se, tal como YAHU ULHÍM mandara.

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Os bezerros de ouro em Bohay-Úl e em Dayán

 

25-27Yaro-éboam depois construiu a cidade de Siquem, na região das colinas de Efroím, que ficou sendo a sua capital. Mais tarde construiu Panu-Ul. Yaro-éboam pensou da seguinte forma: Se eu não tiver cuidado, o povo pode requerer um descendente de Dáoud como seu rei. Quando forem a YAHUSHUA-oléym oferecer sacrifícios no Templo, deixar-se-ão aliciar pelo rei Ro-éboam; depois matar-me-ão e pedir-lhe-ão que se torne seu rei.

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28Assim seguindo a opinião dos seus conselheiros, o rei fez dois bezerros de
ouro e disse para o povo: Não é preciso mais darem-se ao trabalho de irem a YAHUSHUA-oléym para adorar; daqui em diante, estes serão os vossos falsos criadores o estatuas – foram eles que vos tiraram do cativeiro do Egito!

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29-31Um desses bezerros foi posto em Bohay-Úl e outro em Dayán. Na realidade isto foi um grande pecado, porque o povo pôs-se efectivamente a adorá-los. Mandou igualmente fazer nichos sobre colinas e ordenou intermediários saídos da gente menos qualificada do povo, sem sequer ter cuidado em que fossem da tribo sacerdotal de Leví.

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32-33 Yaro-éboam anunciou também que a celebração anual dos tabernáculos se realizaria em Bohay-Úl, a um de Novembro, uma data inteiramente do seu arbítrio, semelhante à que se realizaria em YAHUSHUA-oléym; ele próprio ofereceu sacrifícios sobre o altar dos bezerros em Bohay-Úl e queimou incenso nele. Foi aí em Bohay-Úl que ordenou os intermediários para os nichos sobre as colinas.

1 MOLKHIM 13

 

O profeta de YAHU ULHÍM de YAHUDAH

 

1-2Quando Yaro-éboam se aproximava do altar para queimar incenso ao bezerro-ídolo em ouro, um profeta de YAHU UL, vindo de YAHUDAH, dirigiu-se para ele, e à ordem de YAHU UL clamou assim, em alta voz: Ó altar, YAHU ULHÍM manda dizer que uma criança chamada Yasa-YAHU nascerá na linha da descendência de Dáoud, o qual há-de sacrificar sobre ti esses intermediários do nichos das colinas e que aqui vêm queimar incenso; ossos de seres humanos se queimarão sobre ti.

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3Seguidamente deu a seguinte prova em como a sua mensagem fora ditada pelo YAHU ULHÍM: Este altar partir-se-á em dois e a cinza que nele está se espalhará pelo chão.

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4-5O rei ficou furioso pelo profeta ter dito
semelhantes coisas e gritou para os guardas: Prendam esse homem!, dirigindo o
punho fechado contra ele. Instantaneamente o seu braço ficou paralisado nessa
posição, sem o poder recolher. No mesmo momento apareceu uma larga fenda no
altar e as cinzas se derramaram, tal como o profeta tinha dito que havia de
acontecer. Esta foi a prova em como YAHU ULHÍM falara pela boca do profeta.

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6Oh, peço-te que rogues a YAHU ULHÍM, teu Criador Eterno, gritou o rei para o
profeta, que me faça recuperar o meu braço. Então ele orou a YAHU ULHÍM, e o
braço tornou-se normal.

7O rei disse ao profeta: Vem comigo descansar e comerqualquer coisa. Quero recompensar-te.

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8-9No entanto o profeta respondeu-lhe: Ainda que me desses metade do teu palácio, não entraria nele, nem comeria ou beberia água sequer nessa casa! YAHU ULHÍM deu-me ordens estritas para não comer nem beber o que quer que fosse enquanto aqui me encontrar, e até para não regressar a YAHUDAH pelo mesmo caminho.

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10E assim se foi embora por outra estrada.

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11 Acontecia que vivia em Bohay-Úl um velho profeta; seu filho veio
para casa contar-lhe o que o profeta de YAHUDAH fizera e o que dissera ao rei.

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12Por que caminho se foi ele? E informaram-no.

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13-14Depressa, selem o meu jumento. E logo correu atrás do profeta, tendo-o encontrado sentado debaixo dum carvalho: És tu o profeta que veio de YAHUDAH?Sim, sou eu.

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15Vem à minha casa e come comigo.

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16-17Não, não posso. Não me é permitido comer nem beber seja o que
for, nem sequer água, em Bohay-Úl. Foram as ordens estritas que YAHU ULHÍM me
deu; mandou-me também que não regressasse pelo mesmo caminho. 18-19Mas o ancião
insistiu: Eu também sou profeta como tu, e um anjo deu-me uma mensagem da parte
de YAHU UL. Devo pois levar-te para minha casa e dar-te de comer e de beber. No
entanto o velho profeta estava a mentir. Voltaram assim os dois para trás e o
profeta comeu algum alimento e bebeu água na casa do ancião. 20-22Estavam eles
à mesa e veio uma mensagem de YAHU UL ao profeta idoso, o qual exclamou para o
profeta de YAHUDAH:  YAHU ULHÍM manda
dizer-te que visto teres desobedecido às ordens claras que te tinham sido
dadas, e viestes até aqui comer e beber água num lugar em que isso te tinha sido
proibido, o teu corpo morto não será enterrado no túmulo dos teus pais.
23-25Terminada a refeição, o ancião selou o jumento do profeta; este partiu de
novo. Mas durante a viagem apareceu um leão que o matou. O seu corpo ficou ali
no caminho, com o jumento e o leão ao lado. As pessoas que passaram por ali e
viram o corpo jazendo no meio da estrada com o leão ao lado vieram contá-lo em
Bohay-Úl, onde vivia o velho profeta. 26Quando este ouviu o que aconteceu,
exclamou: É o profeta que desobedeceu à ordens de YAHU UL. YAHU ULHÍM cumpriu a
sua palavra, fazendo com que o leão o matasse. 27-29Depois disse para os seus
filhos: Selem-me o meu jumento! Assim fizeram. Ele foi e achou o corpo do
profeta jazendo no caminho com o leão ainda ali ao lado sem ter comido o corpo
nem atacado o jumento. O profeta pôs o corpo sobre o jumento, trouxe-o para a
cidade para lhe fazer o funeral e o enterrar. 30Colocou o corpo no seu próprio
sepulcro, chorando por ele: Ah, meu irmão! 31-32Depois disse para o filho:
Quando morrer, enterrem-me no sepulcro em que está o profeta. Ponham os meus
ossos ao lado dos seus. Pois que YAHU ULHÍM mandou-lhe que clamasse contra o
altar de Bohay-Úl, e as suas maldições contra os nichos das cidades de Shuamor-YAHU
certamente se cumprirão. 33-34A despeito dos avisos do profeta, Yaro-éboam não
se converteu dos seus maus caminhos; em vez disso, ordenou ainda mais
intermediários do que antes, saídos da gente menos digna, para oferecerem
sacrifícios aos ídolos nos nichos sobre as colinas. Quem quer que fosse que
quisesse ser intermediário podia sê-lo. Isto foi um grande pecado e foi a causa
da destruição do reino de Yaro-éboam e da morte de toda a sua família.

 

1 MOLKHIM 14

 

A profecia de Abi-YAHU contra Yaro-éboam

 

1Abi-YAHU, filho de Yaro-éboam, ficou por esse tempo muito doente.

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2O rei disse assim para a sua mulher: Disfarça-te de forma a que ninguém te possa reconhecer como sendo a rainha e vai ter com Aías, o profeta que está em Sheló – o homem que me anunciou que eu me tornaria rei.

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3Leva-lhe um presente de dez pães, uma botija de mel e pergunta-lhe se o rapaz
se restabelecerá.

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4-5A sua mulher assim fez e foi até à casa de Aías em Sheló. Este estava agora um homem muito idoso e já não podia ver bem. Mas YAHU ULHÍM avisou-o de que a rainha viria ali, pretendendo fazer-se passar por outra pessoa, e perguntando-lhe acerca da saúde do filho que estava muito doente. E YAHU ULHÍM comunicou-lhe o que devia dizer-lhe.

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6-11Assim quando Aías a ouviu chegar à porta, gritou de dentro: Podes entrar, mulher de Yaro-éboam! Porque pretendes tu disfarçar-te de outra pessoa? Depois disse-lhe: Tenho más notícias para te dar. Leva ao teu marido esta mensagem da parte de YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl: ‘Fiz-te ascender de entre o povo comum até ao lugar de rei de Yashorúl. Arranquei o reino à família de Dáoud e dei-to a ti; contudo não obedeceste aos meus mandamentos, como fez Dáoud meu servo. Os desejos do coração deste foram sempre de me obedecer e cumprir a minha vontade. Mas tu, sozinho, fizeste mais mal do que todos os outros reis antes de ti; arranjaste ídolos e acendeste a minha ira com os teus bezerros de ouro. Sendo pois que recusaste aceitar-me, trarei a consternação sobre o teu lar e sobre todos em Yashorúl. Varrerei a tua família como se varre o esterco. Garanto-te que aqueles da tua família que morrerem na cidade serão comidos pelos cães; os que morrerem no campo serão comidos pelas aves.’ 

12-16Depois Aías disse à mulher de Yaro-éboam: Vai para casa, e quando entrares na cidade a criança morrerá. Todo o Yashorúl o chorará e o enterrará; mas ele será o único membro da tua família que terá um fim sossegado. Porque esta criança é a única coisa boa que YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl vê em toda a família de Yaro-éboam. YAHU ULHÍM sacudirá Yashorúl tal como uma cana à beira duma torrente é abanada pela força das águas; arrancará o povo de Yashorúl da boa terra dos seus pais e os espalhará para além do rio Eufrates, pois que suscitaram a ira de YAHU UL adorando ídolos. Ele abandonará Yashorúl porque Yaro-éboam pecou e fez pecar todo o Yashorúl com ele.

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17-18A mulher de Yaro-éboam regressou a Tirza, e a
criança faleceu no momento em que ela entrava na sua residência. Houve
lamentações em toda a terra, tal como YAHU ULHÍM predissera através de Aías.

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19-20 O resto dos feitos de Yaro-éboam – as guerras que fez e outros
acontecimentos do seu reino – estão relatados nas Crónicas dos Reis de Yashorúl.
Yaro-éboam reinou vinte e dois anos. Quando morreu, o seu filho Naodáb ocupou o
trono.

 

Ro-éboam é rei de YAHUDAH

 

21-24Entretanto Ro-éboam, o filho de Shua-ólmoh, continuava sendo rei de YAHUDAH. Tinha quarenta e um anos de idade quando começou a reinar e esteve sobre o trono dezassete anos em YAHUSHUA-oléym, a cidade que, entre todas as cidades de Yashorúl, YAHU ULHÍM tinha escolhido para estar. (A mãe de Ro-éboam chamava-se Naamá, uma mulher amonita.) Durante o seu reinado o povo de YAHUDAH, à semelhança de Yashorúl, fez o que era mal e acendeu a ira de YAHU UL por causa do seu pecado, pois que foi pior do que o dos seus antepassados. Construíram nichos e obeliscos, assim como estátuas e ídolos sobre todas as colinas e debaixo de cada árvore verde. Espalhou-se a prostituição masculina pela terra e o povo de YAHUDAH tornou-se tão depravado como as nações pagãs que YAHU ULHÍM tinha expulso da terra para dar lugar ao seu povo.

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25-28No quinto ano do reinado de Ro-éboam, o rei Sisaque do Egito atacou e conquistou YAHUSHUA-oléym. Pilhou o Templo e o palácio real, levando
tudo o que podia, incluindo os escudos de ouro que Shua-ólmoh mandara fazer.
Ro-éboam, após isso, mandou fazer uns escudos de bronze para substituir os
outros, e os guardas do palácio passaram a usar esses. Sempre que o rei ia ao
Templo, os guardas formavam em parada perante ele com os escudos e depois punham-nos novamente na casa da guarda.

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29-31Os outros acontecimentos respeitantes ao reinado de Ro-éboam estão escritos nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH. Houve constantemente guerra entre Ro-éboam e Yaro-éboam. Quando aquele morreu (a sua mãe chamava-se Naamá, e era amonita) foi enterrado juntamente com os seus antepassados em YAHUSHUA-oléym. O seu filho Abiyah tomou lugar no trono.

 

1 MOLKHIM 15

 

Abiyah é rei de YAHUDAH

 

1-2Abiyah começou o seu reinado de apenas três anos como rei de YAHUDAH, em YAHUSHUA-oléym, dezoito anos após o início do reinado de Yaro-éboam rei de Yashorúl. (A mãe de Abiyah chamava-se Maacá; era filha de Abshalóm.)

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3Pecou ainda mais do que o seu pai; o seu coração não foi reto para com YAHU ULHÍM, como tinha sido o do rei Dáoud.

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4Apesar do pecado de Abiyah, YAHU ULHÍM lembrou-se do amor que tinha por Dáoud e não fez terminar asua linhagem real,

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5visto que Dáoud obedecera a YAHU ULHÍM todo o tempo da sua
vida, exceto naquele assunto de Uri-YAHU, o heteu.

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6Durante o reinado de Abiyah continuou a haver sempre guerra entre os dois reinos de YAHUDAH e de Yashorúl.

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7O resto da história deste reinado está relatado nas Crónicas dos Reis de YAHUDAH.

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8Quando morreu, foi enterrado em YAHUSHUA-oléym e o seu filho Osa reinou em seu lugar.

 

Osa é rei de YAHUDAH

 

9-15Osa tornou-se rei de YAHUDAH em YAHUSHUA-oléym vinte anos depois de Yaro-éboam ter começado a reinar sobre Yashorúl. Reinou quarenta e um anos. (A sua avó era Maacá, filha de Abshalóm.) Osa agradou a YAHU ULHÍM à semelhança do seu antepassado Dáoud. Mandou executar os prostitutos, e retirar todos os ídolos que o seu pai mandara fazer. Destituíu a sua avó Maacá como rainha-mãe por ela ter mandado fazer um ídolo, que o monarca deitou abaixo e queimou no ribeiro de Cedrom. Contudo mantiveram-se os nichos sobre as colinas, apesar do coração de Osa se manter fiel a YAHU ULHÍM toda a sua vida. Fez que estivessem expostos permanentemente no Templo os escudos que o seu pai tinha mandado fazer e que tinha consagrado, ao mesmo tempo que os objetos de prata e de ouro que ele próprio dedicou.

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16-18Houve guerra permanente entre o rei Osa de YAHUDAH e o rei Basha de Yashorúl. O rei Basha construiu a cidade fortaleza de Roéma numa tentativa de cortar todas as relações com YAHUSHUA-oléym. Então Osa pegou em toda a prata e todo o ouro que ficara no Templo e no palácio real e entregou-o aos líderes do seu reino para que levassem a Damasco como presente ao rei da Syria, Ben-Hadad, com esta mensagem:

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19Tornemo-nos aliados tal como os nossos pais foram. Esta mensagem acompanha um presente de prata e de ouro. Anula, peço-te, a aliança que tens com Basha, o rei de Yashorúl, para que me deixe em paz.

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20-22Ben-Hadad concordou e mandou os seus exércitos contra algumas das povoações de Yashorúl; destruiu Ijom, Dayán, Abúl-Beth-Maacá, toda a Quinerete e todas as povoações de Neftali. Quando Basha recebeu a notícia do ataque, deixou de construir Roéma e voltou para Tirza. O rei Osa fez circular em toda YAHUDAH uma proclamação pedindo a cada homem fisicamente apto que viesse ajudar a destruir Roéma e deitassem abaixo todas as construções de pedra e de madeira. O rei Osa empregou esses materiais para construir Geba, em Benyamín, e a cidade de Mizpá.

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23-24O resto da biografia de Osa – as suas conquistas e feitos, mais os nomes das povoações que mandou construir – encontra-se nas Crônicas dos Reis de YAHUDAH. Na sua velhice o rei começou a padecer dos pés. Quando morreu foi sepultado no cemitério real em YAHUSHUA-oléym. Seu filho YAHU-shuafát tornou-se o novo rei de YAHUDAH.

 

Naodáb é rei de Yashorúl

 

25-26Entretanto em Yashorúl, Naodáb, filho de Yaro-éboam, tornara-se rei. Reinou dois anos, começando no segundo ano do reinado de Osa, rei de YAHUDAH. Não foi um bom rei. À semelhança do seu pai, adorou muito ídolos e levou Yashorúl a pecar.

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27Foi então que Basha (filho de Aías da tribo de Ishochar) conspirou contra Naodáb e o assassinou quando, com o exército de Yashorúl, estava a sitiar a cidade Palestina de Gibetom.

 

Basha é rei de Yashorúl

 

28-31Assim Basha substituiu Naodáb como rei de Yashorúl, em Tirza, durante o terceiro ano do reinado de Osa, rei de YAHUDAH. Imediatamente matou todos os descendentes do rei Yaro-éboam, de tal forma que mais ninguém da família real ficou em vida, tal como YAHU ULHÍM dissera que havia de acontecer quando falou por intermédio de Aías, o profeta de Sheló. Isto foi assim porque Yaro-éboam acendeu a ira de YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl, pecando e levando o resto de Yashorúl a pecar. Mais informações sobre o reinado de Basha estão registados nas Crónicas dos Reis de Yashorúl.

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32-34Houve continuamente guerra entre o rei Osa de YAHUDAH e o rei Basha de Yashorúl. Basha reinou vinte e quatro anos, mas em todo esse tempo continuamente desobedeceu a YAHU ULHÍM. Seguiu os maus caminhos de Yaro-éboam, levando Yashorúl ao pecado da adoração de ídolos.

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1 MOLKHIM 16

 

1O profeta YAHU entregou ao rei Basha uma mensagem de condenação da parte de YAHU UL:

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2-7 Tirei-te do pó do chão, dizia a mensagem, para te fazer rei sobre o povo de Yashorúl; mas tu preferiste andar nos maus caminhos de Yaro-éboam. Fizeste pecar o meu povo e acendeste por isso a minha ira! Portanto destruir-te-ei e à tua família, tal como fiz com os descendentes de Yaro-éboam. Aqueles teus familiares que morrerem na cidade serão comidos por cães, os que morrerem nos campos serão comidos pelas aves. Esta mensagem foi-lhe enviada, a Basha e aos seus, porque irritou YAHU ULHÍM com os seus pecados. Foi tão mau quanto Yaro-éboam a despeito do fato de YAHU UL ter destruído todos os descendentes de Yaro-éboam por causa da sua maldade. O resto da biografia de Basha – os seus actos e conquistas – está nas Crônicas dos Reis de Yashorúl.

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Elá é rei de Yashorúl

 

8-10 Elá, filho de Basha, começou a reinar no vigésimo-sexto ano do reinado do rei Osa de YAHUDAH, mas reinou apenas dois anos. O general Zimri, que tinha a seu cargo o comando de metade dos carros de combate reais, conspirou contra ele. Um dia o rei Elá encontrava-se na casa de Arza, o superintendente do palácio em Tirza; o rei estava já embriagado quando Zimri simplesmente entrou, feriu-o e matou-o. (Isto ocorreu no vigésimo-sétimo ano do reinado de Osa, de YAHUDAH.) Zimri declarou-se a si mesmo o novo rei de Yashorúl.

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11-14 Imediatamente matou toda a família real anterior, sem deixar em vida um só
elemento masculino, criança que fosse. Destruiu mesmo os familiares mais
afastados e os amigos do rei. Esta destruição dos descendentes de Basha correspondia ao que YAHU ULHÍM tinha predito por intermédio do profeta YAHU. A
tragédia ocorreu por causa dos pecados de Basha e do seu filho Elá; porque
foram eles quem levou Yashorúl à idolatria e YAHU ULHÍM ficou muito irado com
isso. O resto da história do reinado de Elá está escrito nas Crónicas dos Reis
de Yashorúl.

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Zimri é rei de Yashorúl

 

15-20 Mas Zimri apenas ficou no poder sete dias; porque quando as tropas de Yashorúl, que estavam a atacar a cidade Palestina de Gibetom, souberam que Zimri tinha assassinado o rei, decidiram eleger o general Omri, comandante das forças militares, como rei. Então Omri levou o exército, desde Gibetom, a atacar Tirza, capital de Yashorúl. Ao ver a cidade tomada, Zimri foi para o palácio, incendiou-o e morreu entre as chamas. Porque ele também tinha pecado à semelhança de Yaro-éboam, prestando culto a ídolos e levando o povo a pecar com ele. O resto dos acontecimentos de Zimri, e a sua traição, estão narrados nas Crônicas dos Reis de Yashorúl.

 

Omri é rei de Yashorúl

 

21-22Mas agora o próprio reino de Yashorúl estava dividido em dois; metade era leal ao general Omri e outra metade seguia Tibni, filho de Ginate. Contudo o general foi vitorioso e matou Tibni; Omri passou a reinar sem oposição.

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23-28O rei Osa de YAHUDAH tinha estado sobre o trono trinta e um anos quando Omri começou o seu reinado sobre Yashorúl, o qual durou doze anos, seis dos quais em Tirza. Omri comprou a colina, agora conhecida por Shuamor-YAHU, ao seu proprietário Semer, por setenta quilos de prata, e construiu nela uma cidade, chamando-lhe Shuamor-YAHU em honra do seu proprietário Semer. Omri foi pior do que qualquer dos reis que o precederam; prestou culto aos ídolos tal como Yaro-éboam e levou Yashorúl ao mesmo pecado. YAHU ULHÍM ficou por isso muito irado. O resto da história de Omri está relatado nas Crônicas dos Reis de Yashorúl. Omri morreu e foi enterrado em Shuamor-YAHU; seu filho Acabe reinou em seu lugar.

 

Acabe torna-se rei de Yashorúl

 

29-33O rei Osa de YAHUDAH tinha estado sobre o trono trinta e oito anos quando Acabe se tornou rei de Yashorúl; Acabe reinou vinte e dois anos. Mas foi pior ainda do que o seu pai Omri e do que qualquer outro rei de Yashorúl! Como se isso não bastasse, casou com Yezebel, filha do rei Etbaal, rei dos sidónios; e então iniciou o culto a Baal. Começou por construir um Templo e um altar a esse idolo em Shuamor-YAHU. Depois fez outros ídolos e acendeu ainda mais a ira de YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl do que qualquer dos outros reis de Yashorúl antes dele.

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34(Foi durante o seu reinado que Hiel, um homem de Bohay-Úl, reconstruiu Yáricho. Quando pôs os alicerces, morreu-lhe o filho mais velho, Abirão. Quando completou as construções e pôs as portas à povoação, faleceu-lhe o filho mais novo, Segube. Porque tinha sido esta a maldição de YAHU UL sobre Yaricho, declarada por YAHUSHUA, filho de Nun. )

 

1 MOLKHIM 17

 

Uli-YAHU é alimentado por corvos

 

1Então Uli-YAHU, o profeta de Tisbe, que morava em Gaúliod, disse ao rei Acabe: Tão certo quanto é YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl viver – YAHU ULHÍM a quem adoro e que sirvo – te garanto que não haverá nem chuva nem orvalho durante vários anos, até eu dizer basta!

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2 YAHU ULHÍM disse a Uli-YAHU:

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3-4Vai para o oriente e esconde-te junto do ribeiro de Querite, num lugar a leste do lugar onde ele entra no rio Yardayán. Bebe da água do ribeiro e come o que os corvos te trouxerem, porque mandei que eles te alimentassem.

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5-7Uli-YAHU fez assim como YAHU ULHÍM lhe mandara e foi viver para junto do ribeiro. Os corvos traziam-lhe pão e carne de manhã e de tarde; e bebia a água do rio. Mas passado um tempo o ribeiro secou porque deixou de cair chuva sobre a terra.

 

A viúva de Zarefate

 

8-9Então YAHU ULHÍM disse-lhe: Vai viver para a aldeia de Zarefate, perto da cidade de Sidom. Há lá uma viúva que te alimentará. Já lhe dei as minhas instruções.

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10Foi para Zarefate e quando ia entrando na cidade viu uma mulher, viúva, apanhando lenha; e pediu-lhe de beber.

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11Quando ela ia buscar a água, ele pediu-lhe mais: Traz-me também um
pedaço de pão.

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12 Mas ela disse: Garanto-te, pelo YAHU ULHÍM, teu Criador Eterno, que não tenho um só pedaço de pão em casa. Tenho apenas uma mão-cheia de farinha e uma pequena porção de azeite no fundo dum jarro. Estava justamente a juntar alguns pedaços de lenha para cozinhar a minha última refeição, e depois deixar-me morrer de fome, com o meu filho.

13-14 Não estejas com medo! Vai e cozinha aquilo que consideras a tua última refeição, mas faz primeiro para mim um pequeno pão; depois verás que haverá suficiente alimento para ti e para o teu filho. Porque YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Yashorúl diz que haverá sempre bastante farinha e azeite nas botijas até que YAHU ULHÍM mande a chuva e as searas tornem a crescer!

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15-16Ela fez como Uli-YAHU lhe mandou; e os três, Uli-YAHU, ela e o filho, continuaram a poder comer, tanto quanto lhes foi necessário. Fosse qual fosse a quantidade necessária de que precisavam, as botijas estavam sempre cheias, tal como YAHU ULHÍM prometera a Uli-YAHU.

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17Um dia o filho da mulher adoeceu, e de tal maneira que morreu. 18Ó homem de YAHU ULHÍM, clamou ela, que foi que me fizeste? Vieste aqui para me castigar pelos meus pecados e matar-me o meu filho?

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19-20Dá-me o teu menino, respondeu-lhe Uli-YAHU. Depois pegou no corpo do rapaz, levou-o para cima, para o quarto onde ele vivia e deitou-o na sua cama, clamando a YAHU ULHÍM: Ó YAHU ULHÍM meu Criador Eterno, porque é que mataste o filho desta viúva em casa de quem estou alojado?

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21E estendeu-se três vezes sobre o corpo do menino, rogando a YAHU
ULHÍM: Ó YAHU ULHÍM meu Criador Eterno, imploro-te que o espírito deste menino volte para ele.

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22 YAHU ULHÍM ouviu a oração de Uli-YAHU; o espírito do rapaz
voltou e tornou a viver.

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23Uli-YAHU pegou nele, desceu e deu-o à mãe. Olha! Aqui está ele, vivo!

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24Agora tenho eu bem a certeza de que és um profeta,
retorquiu a mulher, e que tudo o que dizes vem de YAHU UL!

 

1 MOLKHIM 18

 

Uli-YAHU e AWODYAHU

 

1Três anos mais tarde YAHU ULHÍM disse a Uli-YAHU: Vai dizer ao rei Acabe que em breve enviarei chuva!

2Uli-YAHU foi dizer-lho. Entretanto a fome tinha-se tornado catastrófica em Shuamor-YAHU.


3-4O homem que servia de intendente da casa de Acabe era AWODYAHU, que era muito temente a YAHU ULHÍM. Certa vez, em que a rainha Yezebel tentara matar todos os profetas de YAHU UL, AWODYAHU escondeu cem deles em duas grutas – cinquenta em cada uma – alimentado-os com pão e com água.

5Naquele mesmo dia, em que Uli-YAHU estava a caminho para ir encontrar-se com o rei Acabe, este disse a AWODYAHU: Temos de ir a todas as correntes e ribeiros para ver se arranjamos erva, para salvar pelo menos alguns dos meus cavalos e mulas. Eu irei por um lado e tu por outro; percorreremos toda a terra.

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6-7Assim fizeram, indo cada um por seu lado, sozinhos. De repente AWODYAHU viu Uli-YAHU dirigindo-se na sua direção. Reconheceu-o logo e inclinou-se até ao chão. És mesmo tu, meu chefe Uli-YAHU?

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8 Sim, sou eu. Vai dizer ao rei que estou aqui.

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9-14Oh, meu chefe, prostestou AWODYAHU, que mal te fiz eu para que me condenes
dessa forma à morte? Garanto-te, por YAHU ULHÍM, que o rei andou à tua procura
de uma extremidade à outra da terra e em todas as nações e reinos. De cada vez
que lhe diziam ‘Uli-YAHU não está aqui’, forçava o rei dessa nação a jurar que
falava verdade. Agora vens tu dizer-me: ‘Vai avisar o rei que Uli-YAHU está
aqui.’Aliás, assim que eu te deixasse, o RÚKHA de YAHU UL poderia transportar-te
para longe, sabe-se lá para onde. Quando Acabe viesse e já não te encontrasse,
eu seria um homem morto; e contudo tenho sempre sido um fiel servo de YAHU UL
em toda a minha vida. Ninguém te contou, o que eu fiz quando na altura em que a
rainha Yezebel tentou matar os profetas de YAHU ULHÍM, escondi uma centena
deles em duas grutas, alimentando-os com pão e com água? E agora vens tu
dizer-me: ‘Vai avisar o rei que Uli-YAHU está aqui’. YAHU ULHÍM, se fizer isso,
a minha vida está liquidada!

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15Mas Uli-YAHU respondeu-lhe: Juro-te, pelo YAHU UL Tzavulyáo, o Criador Eterno celestiais, em cuja presença vivo, que me apresentarei, eu próprio, perante Acabe hoje mesmo.

 

Uli-YAHU no monte Carmiúl

 

16AWODYAHU sempre aceitou ir dizer a Acabe que Uli-YAHU tinha regressado. Acabe foi ao seu encontro:

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17Então és tu – não é verdade? – o homem que trouxe esta desgraça sobre Yashorúl!, exclamou Acabe quando o viu.

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18-19Tu é que tens perturbado Yashorúl, não eu, respondeu o profeta. Porque tu e a tua família recusaram obedecer a YAHU ULHÍM e têm prestado culto a Baal. Agora, faz todo o povo de Yashorúl ir ao monte Carmiúl, com todos os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, mais os quatrocentos profetas de Asera, que são mantidos por Yezebel.

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20Acabe convocou todo o povo e os profetas para o monte Carmiúl.

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21Uli-YAHU falou assim ao povo: Até quando coxearão entre dois caminhos? Se YAHU ULHÍM é o Criador Eterno, sigam-no! Se baal é que é YAHU ULHÍM, então sigam antes a esse!

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22-24E depois acrescentou: Sou o único profeta de YAHU UL que ficou vivo; mas Baal tem 450 profetas. Tragam então dois bezerros. Que os profetas de Baal escolham um deles e que o cortem em peças que hão-de colocar sobre o seu altar, mas sem acender fogo; quanto a mim, preparei o outro bezerro e o porei sobre a lenha do altar de YAHU UL, sem lhe pôr fogo. Depois, orem vocês ao vosso idolo e eu orarei ao meu YAHU ULHÍM; o idolo que responder, mandando fogo para acender a lenha, esse é o verdadeiro o Criador Eterno! E o povo todo concordou com esse teste.

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25Uli-YAHU voltou-se para os profetas de Baal: Primeiro vocês, porque são muitos; escolham um dos bezerros, preparem-no e clamem ao vosso idolo; mas não acendam o fogo.

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26Eles preparam um dos animais, puseram-no sobre o seu altar e clamaram a Baal
toda a manhã, gritando: Ó Baal, ouve-nos! Mas não se via resposta alguma. Começaram mesmo a fazer danças em volta do altar.

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27Por volta do meio dia, Uli-YAHU ria-se deles: Têm de gritar ainda mais alto, para chamar a atenção do vosso idolo! Talvez esteja a conversar com alguém, ou tenha ido tratar de algum assunto, ou então pode estar a viajar; quem sabe até se não estará a dormitar um pouco e precise de ser despertado!

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28-29Eles gritavam cada vez mais alto; segundo o seu costume, laceravam-se a si próprios com facas e espadas, cobrindo-se de sangue. Assim estiveram, desesperados, até à altura do sacrifício da tarde, sem que se visse qualquer reação ou se ouvisse alguma voz ou se recebesse uma resposta fosse de que tipo fosse.

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30-33Então Uli-YAHU chamou o povo para junto de si: Cheguem-se todos aqui. Toda a gente se concentrou à sua volta, enquanto ele arranjava o altar de YAHU UL, que tinha sido derrubado. Pegou em doze pedras para representarem cada uma das tribos de Yashorúl, e empregou-as para levantar o altar de YAHU UL. Depois cavou um rego em volta, com a largura aproximadamente de um metro. Dispos a lenha sobre o altar e decepou o bezerro em pedaços que arrumou sobre a lenha. Encham quatro cântaros de água, mandou ele, deitem-na sobre as peças de carne e sobre a lenha. Depois de efetuarem o que ordenara, insistiu:

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34-35Façam outra vez a mesma coisa. Eles obedeceram. Agora façam o mesmo uma terceira vez! E fizeram. A água escorria para o rego em volta do altar, enchendo-o.

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36-37Chegando a altura da oferta do sacrifício da tarde, Uli-YAHU subiu ao altar e orou assim: Ó YAHU ULHÍM o Criador Eterno de Abruhám, de YAHUtz-kaq e de Yashorúl, prova hoje que és YAHU ULHÍM de Yashorúl e que eu sou teu servo; dá a prova em como tudo isto que eu tenho feito é por ordens tuas. Ó YAHU ULHÍM, responde-me! Responde-me, para que este povo saiba que tu és YAHU ULHÍM e que queres que o seu coração se arrependa.

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38Então, veio fogo do céu e queimou a carne do sacrifício, a madeira
do altar, as pedras, a terra, a ponto de até fazer evaporar a água do rego!

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39 Quando o povo viu aquilo, caíu com os seus rostos em terra, clamando:  YAHU ULHÍM é o Criador Eterno! YAHU ULHÍM é o Criador Eterno!

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40Uli-YAHU mandou-lhes que agarrassem nos profetas de Baal: Não
deixem escapar um só! Apanharam-nos a todos; Uli-YAHU levou-os ao ribeiro de
Cedrom e matou-os ali.

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41Depois disse a Acabe. Podes ir tomar uma boa refeição! Porque estou a ouvir o ruído de uma grande chuvada que se aproxima!

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42-43 Acabe foi comer e beber. Uli-YAHU no entanto subiu ao monte Carmiúl e caiu de joelhos e com o rosto em terra, dizendo assim para o seu criado: Vai olhar na direção do mar.O outro obedeceu e voltou dizendo: Não vejo nada.Volta de novo; faz isso sete vezes!

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44 Finalmente, à sétima vez, o criado disse-lhe: Já vejo uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um ser humano, levantando-se sobre o mar.Uli-YAHU gritou: Corre, ter com Acabe; diz-lhes que se meta no seu carro e que desça já, se não quer ser apanhado pela chuva!

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45 Aquela pequena nuvem em breve se tornou num amontoado de grossas nuvens negras; soprou uma forte ventania e caíram tremendas bátegas de água. Acabe foi para Yazoro-Úl. 46 YAHU ULHÍM deu a Uli-YAHU uma capacidade especial para conseguir correr e chegar à entrada da cidade à frente do carro de Acabe.

 

1 MOLKHIM 19

 

Uli-YAHU foge para Horeb

 

1-2Quando Acabe contou à rainha Yezebel o que Uli-YAHU fizera, que tinha morto todos os profetas de Baal, ela mandou um recado a Uli-YAHU: Mataste os meus profetas, mas juro-te pelos falsos criadores e estátuas que amanhã, por esta altura, te matarei eu.

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3-4Uli-YAHU resolveu fugir para escapar com vida. Foi a Beer-Shéva, cidade de YAHUDAH e deixou lá o seu criado. Depois continuou sozinho pelo deserto, andando o dia inteiro. A certa altura sentou-se debaixo de um zimbro e orou, pedindo que a morte o levasse: Já basta, YAHU ULHÍM. Toma agora a minha vida. Tenho de morrer um dia, como todos os que me precederam, e que morreram por te servir. Então que seja já.

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5-6Deitou-se e adormeceu ali, debaixo do zimbro. Enquanto dormia, um anjo
chegou-se, tocou-lhe e disse-lhe que se levantasse e comesse. Olhou em volta e
viu pão, que fora cozido sobre brasas, e um jarro de água! Comeu, bebeu e
tornou a deitar-se.

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7O anjo veio de novo, tocou-lhe e disse-lhe: Levante-te,
come mais alguma coisa, porque tens uma longa caminhada à tua frente.

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8Levantou-se então, comeu, bebeu, e aquele alimento deu-lhe forças bastantes
para uma longa marcha de quarenta dias e quarenta noites, até ao Monte Horeb, a
montanha de YAHU ULHÍM, onde passou a noite numa gruta.

 

YAHU ULHÍM aparece a Uli-YAHU

 

9Mas YAHU ULHÍM disse-lhe: Que fazes aqui, Uli-YAHU?

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10Uli-YAHU respondeu: Tenho sido muito zeloso pelo YAHU UL Tzavulyáo,
o Criador Eterno dos shua-ólmaYa mas o povo de Yashorúl quebrou a aliança que
fizeste com eles, derrubou os teus altares e matou os teus profetas; apenas
fiquei eu com vida, e agora ainda querem matar-me também.

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11-13Sai daí; põe-te perante mim, nesta montanha.Uli-YAHU assim fez e YAHU ULHÍM passou por ele, ao mesmo tempo que soprava um fortíssimo vendaval sobre a montanha; era de tal intensidade que até as rochas se quebravam. Mas YAHU ULHÍM não estava nesse vento. Depois, houve um tremor de terra; mas também aí não estava YAHU ULHÍM. Posteriormente apareceu um fogo; mas também no fogo não estava YAHU ULHÍM. Por fim ouviu-se o ruído de um som delicado, como um sopro. Ao ouvi-lo, Uli-YAHU escondeu o rosto na capa, saíu da gruta e pôs-se à entrada isse-lhe assim uma voz: Que estás aqui a fazer, Uli-YAHU?

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14Respondeu de novo o profeta: Tenho sido muito zeloso pelo YAHU UL Tzavulyáo, o Criador Eterno celestiais, mas o povo de Yashorúl quebrou a aliança que fizeste com eles, derrubou os teus altares e matou os teus profetas; apenas fiquei eu com vida, e agora ainda querem matar-me também.

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15-18Volta pelo caminho do deserto para Damasco; quando lá chegares unge Hazaúl como rei da Syria. Depois unge também YAHU (o filho de Ninsi) como rei de Yashorúl, e unge ainda Ulshúa (o filho de Shuafát de Abúl-Meolá) para te substituir como profeta. Quem escapar de Hazaúl será morto por YAHU; os que escaparem de YAHU, serão mortos por Ulshúa! Acontece ainda que há sete mil pessoas em Yashorúl que nunca se inclinaram perante Baal, nem o beijaram!

 

A chamada de Ulshúa

 

19Uli-YAHU partiu e encontrou Ulshúa, lavrando um campo com doze juntas de bois; ele encontrava-se com a última junta. Uli-YAHU foi ter com ele, lançou-lhe a capa sobre os ombros e continuou o seu caminho.

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20Ulshúa deixou ali os bois e correu atrás de Uli-YAHU dizendo:
Deixa-me ir primeiro dizer shua-oleym aos meus pais e depois logo vou
contigo!Uli-YAHU respondeu-lhe: Vai lá e volta depois! Bem viste o que eu te
fiz!

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21Ulshúa voltou para os seus bois, matou-os, e empregou a madeira do arado
para fazer fogo para assar a carne. Deu assim a comer a todo o povo. Depois
seguiu Uli-YAHU como seu assistente.

 

1 MOLKHIM 20

 

Ben-Hadad ataca Shuamor-YAHU

 

1-2O rei Ben-Hadad da Syria mobilizou o exército e, com mais trinta e duas nações aliadas, com os seus batalhões de carros de combates e cavalaria, atacaram Shuamor-YAHU, a capital Yashorulíta. Ben-Hadad mandou uma mensagem à cidade, para o rei Acabe de Yashorúl:

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3A tua prata e o teu ouro são meus, assim como as tuas mulheres mais bonitas e os
melhores dos teus filhos! 4Está bem, meu chefe, respondeu Acabe. Tudo o que tenho é teu!

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5-6Mas os mensageiros de Ben-Hadad em breve voltaram de novo com outra
mensagem: Não será apenas o ouro, a prata, as mulheres e os filhos que terás de
me dar; amanhã por esta altura mandarei os meus homens fazer uma busca no teu
palácio e nas casas do teu povo e trazerem tudo o que lhes apetecer!

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7Acabe convocou os seus conselheiros: Vejam bem o que este indivíduo está a fazer!, lamentou-se ele. Está decididamente a provocar-me para a guerra, a despeito de já lhe ter dito que podia ficar com as minhas mulheres, os meus filhos, o ouro e a prata, como exigira.

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8Então não lhes dês mais nada, opinaram os conselheiros.

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9Ben-Hadad deu esta resposta aos mensageiros: Digam ao rei, meu
chefe: ‘Dar-te-ei tudo o que pediste da primeira vez, mas não deixarei que os
teus homens entrem no meu palácio e nas casas do meu povo’. Os mensageiros
regressaram junto de Ben-Hadad.

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10 O rei sírio tornou a enviar nova mensagem a Acabe. Que os falsos criadores e estátuas me façam a mim pior ainda do que aquilo que te fizer se não tornar Shuamor-YAHU num montão de ruínas!

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11O rei de Yashorúl retorquiu: Não contes com vitórias de guerras que ainda não travaste.

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12Esta última resposta recebeu-a Ben-Hadad e os outros reis que estavam com
ele, numa altura em que bebiam todos na sua tenda de campanha. Preparem o
ataque!, ordenou o rei sírio aos oficiais.

 

Acabe derrota Ben-Hadad

 

13Então um profeta veio ter com Acabe e deu-lhe esta mensagem da parte de YAHU UL: Vês tu todas estas forças inimigas? Entregar-tas-ei todas, hoje mesmo. Reconhecerás enfim que Eu sou YAHU ULHÍM.

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14Acabe perguntou: E quem é que vai fazer isso?O profeta respondeu: ‘Serão as
tropas das províncias’.Quem começará a atacar?Tu.

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15-16Assim contou os soldados das províncias – duzentos e trinta e dois, e depois o resto do exército Yashorulíta – sete mil homens. Cerca do meio-dia, enquanto Ben-Hadad e os seus trinta e dois reis aliados estavam ainda a beber, já todos embriagados, sairam as primeiras tropas de Acabe, da cidade.

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17Durante a aproximação, as sentinelas de Ben-Hadad vieram dizer-lhe: Estão-se a aproximar algumas tropas inimigas!

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18Tomem-nos vivos, ordenou o rei sírio, venham elas a pedir tréguas ou a
combater.

19-21Entretanto todo o resto das tropas de Acabe se tinham juntado para atacar. Assim, cada um deles matou um soldado sírio, e de repente todo o exército de Ben-Hadad desertou em pânico. Os Yashorulítas perseguiram-nos; contudo o rei deles e alguns outros conseguiram escapar a cavalo. Mas a maior parte dos carros e da cavalaria foi capturada e muitos dos sírios foram mortos.

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22O profeta chegou-se a Acabe. Prepara-te para novo ataque do rei da Syria.

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23-27Porque, após esta derrota, os oficiais de Ben-Hadad disseram-lhe: O YAHU
ULHÍM dos Yashorulitas é um ídolo de montanhas; por isso é que eles ganharam. Mas numa planície, facilmente os batemos. Da próxima vez substitui os reis por
generais! Recruta outro exército semelhante àquele que perdeste; dá-nos o mesmo
número de cavalos, de carros, e de homens; vencê-los-emos se for numa planície;
não há sombra de dúvida que os liquidaremos. Então o rei Ben-Hadad aceitou a
sugestão. No ano seguinte mobilizou o exército e marchou contra Yashorúl
novamente; desta vez em Afeque. Yashorúl então convocou igualmente as suas
tropas, que foram revistas; organizaram-se as linhas de abastecimento e
deslocaram-se para a batalha; mas as forças Yashorulítas mais pareciam dois
pequenos rebanos de cabritinhos em comparação com as imensas forças militares
dos sírios, que enchiam por completo toda a paisagem!

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28Um profeta foi ter com o rei de Yashorúl para lhe dar a seguinte mensagem da parte de YAHU UL: Visto que os sírios declaram que: ‘YAHU ULHÍM é Omnipotente de colinas e não de planícies’, por isso derrotarei todo este imenso exército, e saberás que, sem dúvida alguma, Eu sou YAHU ULHÍM.

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29-30Os dois exércitos formaram em linha de combate um em frente do outro, e assim estiveram sete dias. Por fim começou a peleja. Os Yashorulítas mataram 100.000 homens de infantaria naquele primeiro dia. O resto foi refugiar-se dentro das muralhas de Afeque; mas estas ruíram sobre eles, matando mais 27.000. Ben-Hadad fugiu também para dentro da povoação, escondendo-se no interior duma casa.

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31 YAHU ULHÍM, disseram-lhe os seus oficiais, ouvimos dizer que os reis de Yashorúl são muito bondosos. Vamos pôr saco sobre nós e cordas ao pescoço, e apresentemo-nos perante o rei Acabe; pode ser que nos poupe a vida.

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32Foram assim ter com o rei de Yashorúl e imploraram: O teu servo Ben-Hadad roga-te: ‘Deixa-nos viver!’O rei de Yashorúl respondeu: O quê? Ele ainda está vivo? É meu irmão!

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33Aqueles homens receberam imediatamente aquelas palavras como um raio de esperança e apressaram-se a exclamar: Sim, é verdade; é teu irmão!Vão já buscá-lo, disse-lhes o rei de Yashorúl. Quando Ben-Hadad chegou, convidou-o a subir para o seu carro.

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34O rei sírio disse-lhe: Devolver-te-ei as povoações que o meu pai tomou ao teu; poderás estabelecer postos de comércio em Damasco, tal como o meu pai fez em Shuamor-YAHU.Então Acabe disse: Vou deixar-te sair sob estas condições. Portanto fizeram um acordo, e Ben-Hadad foi em liberdade.

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O profeta reprova Acabe

 

35 Entretanto,  YAHU ULHÍM deu instruções a um
dos profetas para dizer a outro homem: Fere-me te peço! Mas o homem recusou.

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36Então o profeta disse-lhe: Visto não teres obedecido à voz de YAHU UL, um
leão matar-te-á assim que saires daqui. E com efeito, mal ele se foi, apareceu
um leão que o matou.

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37O profeta voltou-se para outro homem e disse-lhe: Fere-me com a tua espada. O outro obedeceu e feriu-o.

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38-40 O profeta ficou à espera do rei à beira da estrada, tendo vendado os olhos para se disfarçar. Quando o rei passou, o profeta chamou-o: YAHU ULHÍM, eu estive na batalha; um homem trouxe-me um prisioneiro e disse: ‘Guarda este indivíduo; se ele fugir, terás de morrer, ou então pagas-me trinta e cinco quilos de prata!’Mas enquanto eu fazia qualquer coisa, o prisioneiro desapareceu!Pois bem, a culpa é tua, replicou o rei. Terás de pagar.

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41-42Nessa altura o profeta desvendou os olhos, e o rei reconheceu-o
como sendo um dos profetas. Este, disse-lhe então: Assim diz YAHU ULHÍM: ‘Visto
que poupaste o homem de quem eu disse que devia morrer, por isso deveras tu
morrer em seu lugar, e o teu povo perecerá em lugar do dele’.

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43 O rei de Yashorúl regressou a Shuamor-YAHU muito irritado e desgostoso.

1 MOLKHIM 21

 

A vinha de Nabote

 

1-2Nabote, um indivíduo de Yazoro-Úl, tinha uma vinha nos subúrbios da cidade, perto do palácio do rei Acabe. Um dia o rei propôs-lhe comprar-lhe aquele pedaço de terra. Quero fazer um jardim dessa terra, explicou-lhe, porque está junto ao palácio. Oferecia-lhe pagar em dinheiro ou por troca com outra vinha melhor.

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3Mas Nabote respondeu: Não, eu nunca poderia vender essa terra porque se trata de uma herança dos meus antepassados, já de há muitas gerações. YAHU ULHÍM não mo permite.

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4Acabe foi para casa abatido e indignado. Não queria comer e meteu-se na cama, com a cara virada para a parede.

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5 Que desgosto tão grande é esse?, perguntou-lhe a mulher, Yezebel. Por que é que nem sequer queres comer?

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6Pedi a Nabote que me vendesse a vinha, ou que ma trocasse, e recusou!, disse-lhe Acabe.

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7Mas afinal, és tu ou não o rei de Yashorúl? Trata mas é de te levantares, e de andares normalmente, porque eu me ocuparei desse assunto – eu hei-de obter essa vinha de Nabote!

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8-10Yezebel pôs-se então a escrever uma série de cartas, em nome de Acabe, com
o selo real, e endereçou-as aos líderes da cidade de Yazoro-Úl, onde vivia
Nabote. Nelas dava a seguinte ordem: Façam uma proclamação por toda a cidade,
para que a população jejue e ore. Convoquem Nabote, e arranjem dois marginais
que o acusem de ter amaldiçoade YAHU ULHÍM e o rei. Levem-no depois e
executem-no.

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11-14Os chefes municipais obedeceram àquelas instruções. Convocaram uma reunião, acarearam Nabote com dois meliantes, os quais, sendo gente sem consciência, o acusaram de ter amaldiçoade YAHU ULHÍM e o rei. Nabote foi arrastado para fora da cidade e apedrejado até morrer. Depois, os líderes da
cidade participaram a Yezebel que Nabote já estava morto.

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15Quando a rainha tomou conhecimento disso, falou a Acabe: Lembras-te da vinha que Nabote não te queria ceder? Pois bem, já poderás tê-la. O homem morreu!

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16Então Acabe desceu para ir tomar posse da terra.

17No entanto YAHU ULHÍM disse a Uli-YAHU:

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18-19Vai até Shuamor-YAHU para falares a Acabe. Ele há-de estar na vinha de
Nabote, tomando posse dela. Dá-lhe esta mensagem da minha parte: ‘Não terá sido
bastante que tenhas morto Nabote? Irás ainda roubá-lo? Visto que fizeste
tamanha maldade, o teu sangue virá a ser lambido por cães, fora da cidade, tal
como lamberam o sangue de Nabote!’

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20Acabas sempre por me encontrar, meu inimigo!, exclamou Acabe para Uli-YAHU.Sim, é verdade, respondeu Uli-YAHU. Vim aqui para te dar a conhecer a maldição que YAHU ULHÍM põe sobre ti, porque te vendeste para fazeres o que é mau perante YAHU ULHÍM.

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21-24 YAHU ULHÍM trará grande mal sobre ti e te varrerá para longe; não deixará que um só dos teus descendentes masculinos sobreviva! YAHU ULHÍM destruirá a tua família, como o fez com a de Yaro-éboam e a do rei Basha, porque acendeste a sua ira muitíssimo, e levaste todo o Yashorúl a pecar. YAHU ULHÍM também me disse que os cães de Yazoro-Úl despedeçarão o corpo da tua mulher Yezebel. Os membros da tua família que morrerem na cidade serão comidos pelos cães e os que morrerem no campo serão devorados pelos abutres.

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25-26Não houve ninguém que se tivesse vendido como Acabe, para fazer o que era mau aos olhos de YAHU UL, instigado por Yezebel, sua mulher. A sua culpa era especialmente agravada porque prestava culto aos ídolos, tal como os amorreus – o povo que YAHU ULHÍM tinha lançado fora da terra para dar lugar ao seu povo de Yashorúl.

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27Quando Acabe ouviu estas profecias, rasgou a roupa que trazia vestida, cobriu-se com um saco com que até dormia, jejuou, e andava profundamente humilhado

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28Mais tarde veio ainda outra mensagem a Uli-YAHU:

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29Estás a ver como Acabe anda humilhado perante mim? Visto que tomou essa atitude, não farei o que lhe prometi durante o tempo da sua vida; isso dar-se-á com os seus filhos; destruirei os seus descendentes.

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1 MOLKHIM 22 (1 Reis‏)

 
A morte de Acabe 
29Assim o rei Acabe de Yashorúl e o rei YAHU-shuafát de YAOHÚ-dah levaram os seus exércitos contra  Ramot-Gaúliod.
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30Acabe disse a YAHU-shuafát: “Leva tu o fato real e eu disfarçar-me-ei!” Então Acabe foi  para a batalha trajando como um simples soldado.
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31-33O rei da Syria tinha mandado aos capitães dos  trinta e dois carros, que lutassem apenas contra o Acabe. E quando viram o rei YAHU-shuafát vestido com 
os trajes reais, pensaram: “É este o homem que procuramos.” Então rodearam-no para o atacarem. Mas  YAHU-shuafát gritou e eles deixaram-no!
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34Contudo, alguém atirou uma flecha ao acaso que veio  precisamente ferir Acabe numa juntura da sua armadura. “Levem-me daqui para fora, porque estou ferido”,  rouquejou ele ao condutor do carro.
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35-38A batalha ia-se tornando cada vez mais intensa à medida que o  dia avançava; e o rei Acabe retirou-se da batalha, deitado no seu carro, com o sangue que saia da ferida  escorrendo-lhe até ao chão. Finalmente, pelo anoitecer, morreu. Estava o sol a pôr-se e começou a correr a  notícia por entre a tropa: “Acabou-se, voltemos para casa! O rei morreu!  O seu corpo foi levado para  Shuamor-YAHU e enterrado ali. Quando o carro e a armadura foram lavados juntos de um poço em  Shuamor-YAHU, onde as prostitutas se lavavam, os cães vieram e puseram-se a lamber o sangue do rei,  tal como YAHU ULHÍM dissera que havia de acontecer.
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39-40O resto da história de Acabe, incluindo a  descrição do seu palácio de marfim e as cidades que construiu, está escrito nas Crônicas dos Reis de  Yashorúl. Acabe foi sepultado junto dos seus antepassados; e Ahoz-YAHU, seu filho, tornou-se o novo 
rei de Yashorúl.
O reinado de YAHU-shuafát 
41-45Em YAHÚ-dah, YAHU-shuafát, o filho de Osa, tinha sido coroado rei no quarto ano do reinado de  Acabe de Yashorúl. YAHU-shuafát tinha trinta e cinco anos quando ascendeu ao trono e reinou em  Yaohúshua-oléym vinte e cinco anos. A sua mãe era Azuba, filha de Sili. Fez o que seu pai Osa tinha feito,  obedecendo a YAHU ULHÍM em tudo, menos numa coisa: não destruiu os nichos nos altos das colinas e 
continuou a queimar ali incenso. Fez também paz com Acabe, rei de Yashorúl. O resto dos feitos de  YAHU-shuafát, o poder que revelou, as guerras que fez, estão descritos nas Crônicas dos Reis de  YAHÚ-dah.
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46-47Também mandou fechar todas as casas de prostituição masculina que ainda se  mantinham, depois do tempo do seu pai Osa. Não havia rei em Edom nessa altura mas apenas governador  nomeado pelo rei de YAHÚ-dah.
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48-49O rei YAHU-shuafát mandou construiur grandes navios para irem  a Ofir buscar ouro; mas nunca lá chegaram porque naufragaram em Eziom-Geber. Ahoz-YAHU, o filho e  sucessor do rei Acabe, tinha proposto a YAHU-shuafát que os seus homens fossem também, mas este recusou a oferta.
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50Quando YAHU-shuafát morreu, foi enterrado junto dos seus antepassados, em 
Yaohúshua-oléym, a cidade do seu antecessor Dáoud. O seu filho Yeorão ocupou o trono em seu lugar.
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5153Foi  no décimo sétimo ano do reinado de YAHU-shuafát, rei de YAHÚ-dah, que Ahoz-YAHU, filho de  Acabe, começou a reinar sobre Yashorúl em Shuamor-YAHU; reinou dois anos. Mas não foi um bom rei,  pois seguiu nas pisadas do seu pai e da sua mãe e também de Yaro-éboam, que levaram Yashorúl a  prestar culto a ídolos, pecando assim contra YAHU ULHÍM. Por isso Ahoz-YAHU muito suscitou a ira de 
YAHU ULHÍM. 
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